Maceió- AL -

28/02/09

A Velha Forma de se Tratar Saúde em Alagoas (HGE )






Sala de Procedimentos na Área Azul do HGE Maceió-AL,em 28/02/2009
clique em cada imagem para ampliar



Maca velha e o que se pode chamar de resto de armário



Resto de Armário (Sala de Procedimento)


Maca Velha





Sala do Serviço Social do HGE/Al

Armário Velho e quebrado




Sala do Setor de Pediatria do HGE / Maceió-Alagoas

Falta de Armários e materiais acondicionados no chão
em caixas de papelão.




"A probidade é uma obrigação elementar, a que todos, especialmente os que recebem, administram e aplicam dinheiro público, estão jungidos. O Presidente da República, evidentemente, não escapa a essa obrigação. Desse modo tem de zelar para que toda a Administração Pública se atenda estritamente às normas de probidade, sobretudo financeira".

Manuel Gonçalves Ferreira Filho

27/02/09

Prêmio Recebido: selo “Este Blog é Inteligente”



Recebi do amigo Alex( Blog da Dieta) o prêmio : Este Blog é Inteligente.Agradeço e dedico a todos que visitam o Alagoas Real,especialmente ao Blog Consult Enf

26/02/09

SÍMBOLOS DE PEDOFILIA, VOCÊ CONHECE ? ENTÃO DENUNCIE !

SÍMBOLOS DE PEDOFILIA

O FBI produziu um relatório em Janeiro sobre pedofilia. Nele está colocada uma serie de símbolos usados pelos pedófilos para se identificar. Os símbolos são, sempre, compostos pela união de 2 semelhantes, um dentro do outro. A forma maior identifica o adulto, a menor a criança. A diferença de tamanho entre elas demonstra a preferência por crianças maiores ou menores.

Homens são triângulos, mulheres coraçôes.

Os símbolos são encontrados em sites, moedas, jóias (anéis, pingentes,...) entre outros objetos.


Os triângulos representam homens que querem meninos (o detalhe cruel é o triângulo mais fino, que representam homens que gostam de meninos bem pequenos); o coração são homens (ou mulheres) que gostam de meninas e a borboleta são aqueles que gostam de ambos. Estas são informações coletadas pelo FBI durante suas investigações.



Fonte Cartilha Abuso Sexual Infanto-Juvenil (Senador Magno Malta)

Clique aqui e faça a sua denúncia.

25/02/09

Moon Secure Antivirus beta (Freeware)


"Antivírus de código aberto que veio para fazer frente aos softwares de segurança das grandes corporações."

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Avast! Home Edition 4.8.1335 , antivírus (Freeware)


Um dos melhores anti-vírus gratuitos para proteger o seu computador
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Quttera antimalware (Freeware)


O Quttera é um programa que detecta conteúdo suspeito em arquivos nos quais possa haver vulnerabilidades provenientes de códigos executáveis, como documentos, vídeos e arquivos de áudio

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RemoveIT Pro 4 detecta worms,vírus,adwares e spywares (Freeware)


Limpe seu computador de worms, vírus, adwares e spywares.

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AVG 8.0 Antivírus Freeware


AVG 8.0 pode ser considerado como um pacote com todas as ferramentas necessárias para garantir a proteção e segurança de seu computador.
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24/02/09

Dois Pesos ,Duas Medidas ?


Mensagem de Texto Recebida

Até hoje não consigo entender esse ditado popular: Dois Pesos, Duas Medidas! Seria mais fácil ser um peso e Duas Medidas ou Duas Medidas e um Peso, ou ainda Dois Pesos e uma Medida , ou Uma medida e um peso..... Não... não consigo entender, só sei que tal afirmação é sempre utilizada para classificar decisões diferentes para uma mesma situação. Ao que parece, quem criou a expressão foi Voltaire: “Il y a toujours deux poids et deux mesures pour tous des droits des rois et des peuples” (”Há sempre dois pesos e duas medidas para os direitos dos reis e os direitos dos comuns”)Porém acho que o certo seria um peso e duas medidas.Ou seja o mesmo trabalho,com remuneração diferente!Porque essa confusão abordada no início da postagem? Explico: O Hospital Geral do Estado de Alagoas (HGE), através de seus representantes e coordenadores- chefes vêm oferecendo no decorrer do período carnavalesco e bem antes o que deveria ser a realidade para todos que realizam plantões no setor médico de Emergência a bagatela de R$600,00 por 12 horas aos servidores que não são concursados e recebem o codinome de empenho,serviço prestado etc..Não que os colegas médicos não mereçam receber o valor ofertado, pois a maioria são excelentes profissionais , e sim por o Estado criar em uma mesma instituição duas classes de profissionais que desempenham a mesma função com toda a sua complexidade, porém com remunerações diferentes.Tal desvio é inconcebível no ordenamento jurídico pátrio.Então a quem recorrer ? Ao Ministério Público , que tem por prerrogativa ser o fiscal da Lei? Ao Conselho Regional de Medicina, que é sabedor de todas as mazelas e por possuir conselheiros com cargos de chefia no Hospital Geral do Estado e nada faz ? Ao Sindicato dos Médicos que toda semana está a espera do Estado, como uma donzela dos anos 20 na sublimação do amor? Há de se perguntar:O código de ética médica , onde foi morar?
Ou seria mais singelo recorrer aos ensinamentos da Igreja a qual frequenta recebendo conforto espiritual pela provação que no momento encontra-se a passar?

Caros amigos e colegas da área médica do Estado de Alagoas é preciso repensar as lideranças e oportunidades com coerência e ética evitando sucumbir nas falácias e desorganização do caos existente nas terras dos Marechais....

Abraços Mário Augusto ( Um Médico aprovado em concurso público em 1989 recebendo 1/3 por 12 horas de trabaho do valor ofertado no plantão antes ,e durante o período momesco.)


Links Utéis:

Conselho Federal de Medicina

Ministério Público Federal

Departamento de Polícia Federal

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

DiskDigger ,recupera arquivos deletados do seu disco rígido, pendrive, câmera digital etc(Freeware)


DiskDigger é uma ferramenta gratuita capaz de vasculhar afundo seu sistema em busca de arquivos excluídos na tentativa de recuperá-los. O programa pode procurar por itens dentro de pendrives, câmeras digitais, cartões de memória e, óbviamente, em seu próprio disco rígido.

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Biblia Hábil GRATUITA 2.0 (Freeware)


Biblia Habil GRATUITA - software de controle de devocionais e estudos, lista de orações, pesquisa por palavras, agenda de compromissos, planejamento pessoal, base de conhecimento, plano de leitura e muito mais... Inteiramente gratis!
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Windows Installer CleanUp, utilitário que remove informação do Windows Installer


Com o utilitário Limpeza do Windows Installer, é possível remover informações de configuração do Windows Installer de um determinado programa

O que o Windows Installer CleanUp faz:

Exibe uma caixa de dialogo aonde é possível selecionar os programas instalado pelo Windows Installer

Remove as entradas e arquivos do registro que compõem as informações do Windows Installer

O Windows Installer CleanUp pode ser executado nas plataformas descritas abaixo:

Microsoft Windows Server 2003
Microsoft Windows XP
Microsoft Windows Millennium Edition
Microsoft Windows 2000
Microsoft Windows NT 4.0 com Service Pack 3 ou posterior
Microsoft Windows 98
Microsoft Windows 95

Link

F-Secure Easy Clean fácil removedor de vírus,worms e trojan


F-Secure Easy Clean fácil removedor de vírus,worms e trojan

Link

23/02/09

Será que eu financiei uma campanha eleitoral ?


Foto localizada no Antigo Ambulatório da UEAL,no Banheiro ,no Corredor etc.
24/08/2008


Hoje a tarde revisando aproximadamente 15.000 fotos em DVD, claro que não foram todas , uma me chamou a atenção:A propaganda do Sindicato dos Médicos de Alagoas pela chamada em tom vermelho e de forma marcante a ser FORTES. Será que fui um idiota a contribuir com o Imposto Sindical a patrocinar uma candidatura política no Estado de Shangri-la ? Será que eu estou Esquizóide ? Ou foi uma simples coincidência? Aos leitores deixo essa indagação
Abraços
Mário Augusto

Morto reaparece para família



De acordo com sua mulher Lurdirene dos Santos Freitas, um telefonema dava conta da morte de seu esposo, no último dia 11, em Maranguape. Apavorada, ele seguiu para o Instituto Médico Legal da Capital para reconhecer o corpo.

Depois de observar com muita cautela chegou a conclusão de que o defunto que encontrava-se em decomposição era do marido. Providenciou o translado do cadáver para Canindé, onde o sepultou.

A confusão tomou conta da família, quando a filha, Eudinara Freitas, recebeu um telefonema do pai, quando ele perguntava se sua mãe havia providenciado o dinheiro - a quantia de R$ 50,00 - para seus irmãos. A verdade veio à tona ontem, quando Antônio chegou em casa. Ele disse que tinha ido à Tejuçuoca trabalhar. A Polícia agora quer saber quem foi enterrado.
Diário Nordeste

Primeira morte por gripe aviária


Hanói, 22 fev (EFE).- Uma mulher de 23 anos foi confirmada hoje, domingo, pelas autoridades médicas do Vietnã, como a primeira pessoa a morrer de gripe aviária este ano no país, onde 53 casos já foram registrados em 2009.
A vítima, que vivia na província de Quang Ninh, uns 160 quilômetros ao norte da capital Hanói, morreu neste sábado, no hospital, e as análises constataram a presença do vírus H5N1.
Aparentemente, a mulher adoeceu após comer frangos que criava no quintal, embora pelo menos cinco membros de sua família não tenham mostrado nenhum sintoma.
Nesta semana, o Vietnã aprovou o início da segunda fase de testes da primeira vacina doméstica contra a gripe aviária para lutar contra a epidemia declarada em sete províncias da região sul, onde centenas de aves já morreram

noticias yahoo

22/02/09

Carnaval de chuvas que castigam Maceió


Bairro Ponta Verde 7:26h 22/02/2009

Fortes chuvas castigam Maceió nesse carnaval.No momento vários bairros estão alagados e sem energia elétrica.Com um sistema de coleta de lixo inadequado e uma saúde em leito de UTI,as doenças farão sua verdadeira festa no decorrer do temporal e após o mesmo.Muito cuidado com as primeiras 48 horas quando há formação das pequenas poças de água,já que elas podem conter uma alta concentração de urina de ratos com a bactéria que provoca a leptospirose.

21/02/09

Encontre Versões Antigas de Programas Freewares e Softwares(Busca no Old Version )

Encontre versões antigas de programas freewares e softwares com o Old Version






HGE superlotado no primeiro dia de Carnaval

"Segundo Valdir José, supervisor administrativo do HGE, o hospital está preparado para o aumento no número de ocorrências " ( Site Gazeta Web )

Comentário:

O HGE está preparado para o aumento das ocorrências, só se for a "moda" da casa, utilizando os bancos , cadeiras, e macas no chão e corredores do hospital como leito digno de uma assistência utópica e desumana aos usuários que procuram aquela unidade hospitalar. As fotos falam o que os olhos cegos da imcompetência, teimam em verbalizar fatos e inverdades sempre coberta com mensagens subliminares ao longo dos dias de sofrimento para todos.


Área Vermelha do HGE 21/02/2009



Área Azul Corredor Principal 21/02/2009


Corredor Lateral Área Azul 21/02/2009



"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer." [ Mário Quintana ]

Links Utéis:

Conselho Federal de Medicina

Ministério Público Federal

Departamento de Polícia Federal

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Sou Evangélico : rede de blogs evangélicos



Crie seu blog

É fácil e gratuito, leva apenas alguns segundos.

Para isso basta criar uma conta no site, escolher o nome do seu blog e começar a escrever. Seu blog terá o seguinte endereço: seunome.souevangelico.com.br.

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18/02/09

15/02/09

Reflex Editor de sermões, reflexões, estudos, curiosidades, testemunhos, mensagens e frases (Freeware)


Sistema para cadastro de sermões, reflexões, estudos, curiosidades, testemunhos, mensagens e frases. Muito útil para quem gosta de organização. Já vêm com oitenta e três sermões, cento e sete estudos, duzentos e setenta reflexões, sessenta e nove mensagens, quatro testemunhos e quinze curiosidades.

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Dicionário Bíblico com mais de 8.000 verbetes (Freeware)



Mais de 8.000 verbetes, e resumo de várias religiões

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4.000 Nomes Bíblicos com os seus significados


4.000 Nomes Bíblicos com os seus significados.
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Novo Hiren's BootCD 9.7,utilitário de disco,particionamento,recuperação de dados,MBR,BIOS,(Freeware)



Hiren's Boot CD é um CD boot (inicializável) contendo diversos programas de diagnóstico, tais como softwares de particionamento de disco, de análise do desempenho do sistema ,de clonagem de disco ,ferramentas de recuperação dos dados , ferramentas de MBR, BIOS etc. Mesmo quando o principal sistema operacional não pode ser inicializado, através do Hiren, podemos corrigir o problema e ter acesso ao sistema. Hiren's Boot CD é mais uma dica do Alagoas Real de um excelente Freeware

Baixar:LINK

Cuidado com a Aranha

http://alagoasreal.blogspot.com


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12/02/09

Dengue: Prevenção,Diagnóstico,Sinais de Gravidade,e Tratamento

Uma campanha contra o Mosquito da Dengue. Vamos destruir os seus criadouros





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Link para o Manual sobre Dengue

DENGUE


Mais Artigos sobre Dengue

07/02/09

Médico pega 3 meses de prisão porque aceitou suborno de R$ 1




O médico Balgovind Prasad, de 75 anos, foi condenado pela Justiça indiana a três meses de prisão, porque ele aceitou 25 rupias (R$ 1,18) de suborno de um varredor em 1985 para emitir um atestado médico falso.

O caso se arrastou ao longo dos anos porque Prasad, que foi condenado em 1992 a um ano de prisão, havia recorrido da sentença. Na terça-feira, a máxima corte do estado de Bihar reduziu a pena de um ano para três meses.

A Justiça decidiu diminuir a condenação, pois considerou que o suborno era insignificante.

"O valor do suborno era muito pequeno, e Prasad pensava que iria receber um indulto do tribunal", disse o promotor Vipin Kumar Sinha.

Fonte: G1

06/02/09

CHAPA 2 VITORIOSA na eleição para o COREN-AL‏


Amigos, companheiros, colegas....

Tivemos a confirmação por meio do advogado da Chapa 2 – Henrique Benjoino, que está em Brasília, na sede do COFEN – que foi homologado o resultado da eleição para o COREN-AL e a Chapa 2 foi eleita com a maioria dos votos válidos. Cabe ao COREN divulgar o resultado oficial. Esta vitória prova que a união é possível e faz a diferença. A Chapa 2 já no processo eleitoral cumpriu o seu primeiro objetivo, pois RE-UNIU as entidades de classe da Enfermagem que estiveram juntas o tempo todo, lutando por eleições diretas e limpas para o COREN-AL. Os profissionais de Enfermagem de Alagoas expressaram através do voto o seu desejo de mudanças no órgão de classe, sendo este o compromisso que a Chapa 2 assumiu publicamente quando enfrentou a batalha pela inscrição da chapa, quando manteve a dignidade diante das provocações da campanha e quando suportou o processo de apuração dos votos. Durante o percurso de quase um ano (10 meses entre a luta pela inscrição da chapa e o fim da apuração) a Chapa 2 nunca esteve sozinha. Muitos de nós nos mantivemos junto nos vários momentos difíceis. Contribuímos para honrar as despesas da campanha, passamos horas e horas no Ministério Público, na Justiça Federal, as sedes dos nossos sindicatos e ABEn foram nossos espaços de reuniões, tivemos a capacidade de discutir, articular e agir sempre juntos e isso também fez a diferença. Agora é o momento de comemorarmos a nossa vitória. Nossa porque não é somente da CHAPA 2, é uma vitória de quem soube RE-UNIR a categoria em torno de uma causa: O SATEAL, o SINEAL, a ABEn-AL, os colegas (foram tantos que não tem espaço para dizer seus nomes), enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que se envolveram como mesários, fiscais, militantes, amigos, familiares ... A todos muito obrigada! Esta é uma vitória rara, com sabor de RE-UNIR este povo que é de luta, mas também de PAZ. Muito trabalho espera a Chapa 2 e esperamos que tenham a habilidade de manter a todos reunidos na construção de um Conselho Regional de Enfermagem afinado com as necessidades de Enfermagem de Alagoas.
Vamos em frente, novas batalhas nos esperam!
Léo Maria
Email recebido
Leonor Silva (leonormariass@hotmail.com)
Enviada: quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 21:30:12

05/02/09

Diretor é mal atendido em Hospital Geral de Alagoas e pede exoneração :"descobriu" que apenas dois profissionais trabalhavam no laboratório



Não falo,Não enxergo e Não Escuto Nada, portanto Nada Sei !

O ex-diretor passou por um caso inusitado no último dia 28 de janeiro e que teria sido a gota d'água para a entrega do cargo. Durante trabalho de rotina dentro da unidade, ele teve um mal-estar e precisou de atendimento no próprio HGE. Levado ao setor de cardiologia, Pádua foi mais uma vítima do mau serviço prestado na urgência da unidade. Por falta de papel especial, o exame solicitado pelo médico - um eletrocardiograma - não pôde ser realizado.

Medicado, Pádua foi orientado a fazer um exame de sangue. Foi quando sofreu de outro mal comum dentro da emergência: a longa espera pelo atendimento. Irritado com a demora para a coleta do sangue, ele "descobriu" que apenas dois profissionais trabalhavam no laboratório em plena tarde de quarta-feira. O número é bem menor que o necessário pela demanda.

O caso, confirmado por funcionários do hospital, não foi comentado pelo ex-diretor, que preferiu entregar o cargo em silêncio, sem detalhes do ocorrido

Fonte:Blog Célio Gomes
UOL Notícias

Ministério Público Federal quer intervir no caos da saúde em Alagoas



"Se antes a saúde pública estava na UTI, hoje temos áreas já na pedra do IML". As palavras do presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão, revelam o momento pelo qual passa a saúde no Estado. Detentor dos piores índices de mortalidade infantil e de expectativa de vida ao nascer do país, o Estado não consegue enxergar uma luz no fim do túnel para sair do fim de fila.

Em Alagoas, 94% da população depende dos serviços de saúde pública. A situação atual é tão delicada que o Ministério Público Federal resolveu agir. Em dezembro, o MPF já tinha obtido uma liminar da Justiça Federal obrigando União, Estado e o município de Maceió a realizarem, "com a celeridade adequada, todos os procedimentos cirúrgicos constantes na tabela do SUS".

Com o retorno da paralisação dos médicos, no mês passado, a liminar passou a ser descumprida. Responsável pelo caso, o procurador da República José Rômulo Silva Almeida afirma que, desde o reinício da greve, diversas pessoas procuraram o MPF para garantir atendimento. Todos os casos foram deferidos pela Justiça, garantindo o atendimento aos usuários. "Estamos levantando dados e estudando uma possível nova ação civil pública, nos próximos dias, para garantir o atendimento pelo SUS. Pelo que estamos vendo, a liminar não está sendo respeitada", afirma o procurador

Fonte UOL

George Sanguinetti afirma:"A investigação sobre Isabella será reaberta”


ÉPOCA – Como o senhor entrou no caso Isabella?
George Sanguinetti – O escritório jurídico de Rogério Levorin, responsável pela defesa de Alexandre Nardoni, entrou em contato comigo por telefone mais de um mês depois da morte da menina. Eles me procuraram para ter o esclarecimento de alguns pontos. Como advogados, tiveram acesso às peças técnicas, mas não entendiam a linguagem dos laudos e nem algumas das informações que estavam saindo na imprensa, por exemplo a de que havia marcas de uma mão pequena, feminina, no pescoço de Isabella, que não estava no laudo do Instituto Médico Legal. Eu tinha uma atividade política aqui e sabia que o desgaste de aceitar o caso poderia ser grande. Antes de decidir, pedi oito dias para analisar os laudos técnicos, e foi quando encontrei algumas falhas. Eles me deram carta branca para convocar outros peritos. Chamei alguns peritos que não aceitaram, mas outros, sim.
ÉPOCA – O senhor afirma que há erros na interpretação dos laudos sobre a morte da menina. A que o senhor atribui os possíveis erros?
Sanguinetti – De repente, os colegas que fizeram a perícia no corpo da menina notaram que estavam diante de um caso grande, de muita repercussão, do qual a mídia queria, todos os dias, obter informações, e fizeram algumas confusões que são compreensíveis. Em seu trabalho, os peritos usaram uma técnica boa de coloração, que está sendo usada na Alemanha e nos Estados Unidos, e verificaram que no pulmão, nos rins e no fígado da criança havia uma embolia maciça. Descrevem que, no pulmão de Isabella, havia até fragmentos ósseos. Ora, sabendo disso, eles já poderiam prever que a menina tinha ficado cianótica, ou seja, arroxeada. A asfixia ocorreu não porque alguém apertou sua garganta ou bateu, mas porque, dentro do pulmão, a circulação estava obstruída por causa dos fragmentos das fraturas do ísquio e do rádio. É muito comum existir a embolia nesse tipo de fratura ou durante as manobras de ressuscitação. Meus colegas são pessoas capazes e têm muito tempo de experiência, mas acredito que, pela pressa, deixaram passar e pensaram em asfixia mecânica, o que nunca aconteceu.

ÉPOCA – A que documentos o senhor teve acesso para chegar a essas conclusões?
Sanguinetti – A tudo relacionado ao processo. O código de processo penal diz que o corpo é examinado diretamente no Instituto Médico Legal e indiretamente através dos laudos periciais, que devem conter a linguagem do cadáver. O cadáver fala e os legistas transmitem as informações para o laudo necroscópico que, sendo visto por qualquer legista de qualquer canto, vai ajudá-lo a verificar o que aconteceu. Além desses laudos, tive acesso ao acervo fotográfico. Fiquei com toda a parte relacionada ao cadáver, mas integro e chefio uma equipe multidisciplinar. Cheguei a acompanhar a revisão pericial no apartamento, mas me limitei às lesões do cadáver e às fragilidades das provas em meu lado. Agora, em nenhum momento, eu digo que o casal não é o culpado. Sou contratado pela defesa, sim, mas tenho total liberdade. No laudo do IML, consta a informação “vagina sem alteração”, mas, logo depois, coloca hímen com edema, inchaço, ruptura com esgarçamento no intróito vaginal, presença de equimose de 3 milímetros na fúcula vaginal e presença de uma equimose linear semelhante a dentes no períneo. Veja bem, são quatro lesões em redor da área e se coloca que a vagina não tem alteração. Isso é uma coisa perigosa porque, se eu associo essa colocação a uma testemunha que diz ter ouvido “pára, pai, pára, pai”, há uma possibilidade, uma pretensão, de que houve uma tentativa de violação que poderia ter sido praticada por A, por B ou por C. Veja a minha independência. Tanto que fui instado a não consignar isso, mas consignei.
ÉPOCA – O senhor quer dizer que pediram ao senhor para deixar esse dado de fora do seu laudo?
Sanguinetti – Eu diria pelo menos o seguinte: é uma coisa que poderia ser utilizada contra o Nardoni. Mas a minha total independência me garantiu que eu relatasse tudo. Veja bem o que tira o meu sono: estava Isabella, no dia da morte, com uma calça corsário e uma calcinha branca. Como é possível que as lesões de períneo que foram relatadas pelos colegas tivessem sido produzidas do contato do corpo com algum galho, alguma coisa, se a calça e a calcinha não estavam rasgadas ou perfuradas? Isso me tira o sono até hoje. Tanto que, na exposição que fiz em São Paulo, disse: procurem um pedófilo. Porque a tentativa de violar uma criança não se faz apenas com a penetração instrumental, mas também com toque pudico. Os colegas de São Paulo inclusive desconfiaram que a lesão linear tivesse sido causada por mordedura humana e tiveram o cuidado de chamar um odonto-legista para afastar essa possibilidade. Também relataram que não havia espermatozóide no antro vaginal. Eu digo que há respostas que eu gostaria de obter. Não faço imputação para nada, mas ainda acho que essa é uma linha de investigação a seguir. Se você fizer uma busca na internet por “atentado violento ao pudor” ou “tentativa de violação de criança”, vai ver que o tipo de lesão encontrada, como escoriação, edema traumático, era tudo o que Isabella tinha.
ÉPOCA – Essas lesões foram comprovadas?
Sanguinetti – Pelo menos estão comprovadas no laudo escrito pelos colegas legistas. Eu não acrescentei nada. As quatro lesões que numerei estão no laudo de meus colegas bastante descritas e elogio o trabalho de chamar um odonto-legista para checar se a lesão havia sido feita por mordedura humana, hipótese que foi afastada.
ÉPOCA – O senhor chegou a visitar também o apartamento de Alexandre Nardoni?
Sanguinetti – Visitei o local e permaneci lá por quatro horas. Ele ainda estava isolado porque a chave estava no fórum. Não foi feito aquele teste simples de limalha, que mostraria se havia sido usada uma chave nova. Uma chave diferente da usual iria deixar resíduos metálicos na soleira da porta. Eu não fiz porque não teria validade e, como trabalhava para a defesa, iam dizer que estávamos criando alguma coisa para ajudar o casal. Dentro, havia várias digitais no apartamento que não constavam do levantamento da polícia, principalmente nos vidros da janela de onde Isabella foi jogada e em outros locais que, no meu entendimento, deveriam ter sido rastreados. Não havia digitais na tesoura e na faca de cozinha que possivelmente foi usada para cortar a tela de proteção da janela.

ÉPOCA – Houve alguma investigação para saber de quem eram as digitais?
Sanguinetti – Isso foi encaminhado ao excelentíssimo juiz e, se ele entender que é necessário, fará com que a investigação tome o seu rumo. O laudo pessoal não tem valor jurídico. Nós apenas juntamos fotografias, ampliações e informações.

ÉPOCA – A investigação continuou depois da emissão dos primeiros laudos? A polícia está fazendo alguma coisa com relação ao caso Isabella?
Sanguinetti – Se alguma coisa está acontecendo, nós não temos conhecimento. O primeiro momento, o ferimento de Isabella dentro do carro, desapareceu. Isso porque o exame de DNA não comprovou que o sangue na cadeirinha e no banco era da menina. Não prosperou aquela cena de selvageria dentro do carro. Segundo, chamou-me a atenção que a dispersão do sangue na testa da menina tenha sido da esquerda para a direita. Como isso seria possível se ela foi carregada ferida? O sangue teria descido. Além disso, naquele percurso até o apartamento, os colegas não detectam presença de DNA. Eles encontraram uma manchinha na cama e uma no chinelo, com comprovação. O sangue, para ter vida jurídica, precisaria de uma confirmação de que é de Isabella. Isso quebra muitas alegações. Precisamos de prova técnica. Havia, por exemplo, uma fibra na tesoura “semelhante” à da tela de proteção da janela. Eu, em minha casa, tenho um laboratório de medicina legal e sou capaz de dizer se aquela fibra é igual ou não. Tem técnicas simples para dizer. Na Justiça, semelhança não é igualdade, não interessa. Tecnicamente, a tesoura não cortou a tela. O luminol mostra também que havia sangue na faca e na tesoura, mas ninguém foi ferido por esses objetos. Mas, se eram usados para preparar carne, não importa, mesmo anos depois, o luminol vai dar positivo. É um falso positivo.

ÉPOCA – O senhor esteve com o casal Nardoni?
Sanguinetti – Não, nunca tive contato com eles até hoje. Eles já estavam detidos e, no meu entendimento, o meu papel era analisar as peças técnicas.

ÉPOCA – O senhor diz que o caso Isabella ainda tira o seu sono. Por quê?
Sanguinetti – O casal, que não tinha nenhuma queixa, nenhum registro de maus tratos, de repente faz uma cena de selvageria. Estive no quarto de Isabella e é o de uma princesa, com TV de plasma, uma coisa linda, para uma criança que nem vivia lá, só passava dois dias por semana. Não consigo entender que pais, até então amorosos e protetores, que tinham passado o dia bem, como mostra aquela fita do supermercado, de repente cometeriam um ato desse tipo. Que lucro teriam com a morte de Isabella? Não tiro a imputação: se eles são culpados ou inocentes, o júri e a Justiça vão dizer. Mas, tecnicamente, há muitas falhas no arrazoado de imputação de culpa a eles. Não há nem nunca houve marca de esganadura em redor do pescoço e eu, um professor de medicina legal com 35 anos de profissão, tive que ouvir de um perito de São Paulo que pode haver esganadura sem lesões externas e internas. Está nos autos e foi dito frente ao excelentíssimo juiz. Isso é um absurdo, não pode acontecer. Tenho gravada uma entrevista de TV que mostra um perito dizendo que não houve esganadura. O atrapalho que houve foi interpretativo. Queriam mostrar, além do fato de a menina ser jogada, uma cena de selvageria da pior qualidade, que não tem consistência. É o caso da agressão dentro do carro, em que está descrito que o ferimento teria sido produzido “possivelmente” com uma chave. Que chave? Cadê a prova técnica? Para citar a existência, tem que mostrar o instrumento. Cadê o instrumento que fez aquela lesão? Se não apresentou nenhum, apresente como mais uma conseqüência da queda, do politraumatismo. Também não aceito o fato de que não houve fraturas da queda porque havia chovido, a terra não estava compactada e havia um gramado de dez centímetros. Tenha paciência! Isso é cartesiano e atinge o meu raciocínio.Colocaram que houve duas mortes, a primeira, de esganadura por asfixia mecânica. Nunca. E, depois, o politraumatismo. São erros. Além disso, colocam no laudo que foi uma “morte violenta”. Isso é redundância. Toda morte que vai para o IML não é natural, é violenta. Para colocar uma pena maior, também colocam “houve uso de violência devido à esganadura”. A violência foi feita em se jogar a criança do sexto andar.

ÉPOCA – O senhor levanta também uma dúvida sobre a origem das fraturas no corpo de Isabella. Como, em sua opinião, elas foram feitas?
Sanguinetti – Não admito que aquelas fraturas tenham sido produzidas dentro do apartamento. Qualquer professor de física pode dizer qual a energia necessária para aquele tipo de fratura. A de ramo de ísquio requer mais energia e nem que houvesse o Maguila, um homem com maior massa muscular, ainda assim precisaria haver a altura, que é uma constante na equação. Eu diria ser necessária uma energia acima de 1200, 1500 Joules, o que não seria possível dentro do apartamento. A outra fratura exige menos energia e poderia ter acontecido dentro do apartamento. Os peritos afirmam que Isabella estava inconsciente por conta da asfixia quando caiu. Mas essa fratura do rádio é típica de uma pessoa em atitude defensiva durante a queda. Ela estende todo o braço para tentar amenizar o impacto. Dentro do apartamento, não teria a fragmentação que houve, que demonstra uma grande impactação.

ÉPOCA – O senhor também levanta dúvidas sobre a segurança do Edifício London, onde morava Alexandre Nardoni. Por quê?
Sanguinetti – No muro de trás do edifício havia um terreno com uma construção em curso. Então nós entramos no prédio e o vigia não teve conhecimento de nada. Chegamos até a parede de uma churrascaria, depois vamos caminhando, passamos a piscina, pegamos a garagem e subimos, e o porteiro não percebeu, como reconheceu, em seu depoimento, que, à noite, ele não tem controle dos carros que chegam e saem. E, o mais importante, ele também disse que, no dia em que Isabella foi morta, a cerca elétrica não estava funcionando. Fiz questão também de ouvir o síndico, que diz que recebeu o tenente que fez a vistoria no prédio e que esta foi feita onde foi possível. Deixou de fora quartos que estavam fechados, que não responderam ao chamado. Foi uma vistoria feita, digamos assim, muito à vontade. Não houve uma pesquisa completa por parte daquele tenente que, coincidentemente, se suicidou depois por causa da ligação com uma rede de pedofilia. Algumas chaves ficavam no térreo porque o apartamento era novo, de fácil acesso, o que é também uma possibilidade a ser investigada pela polícia que, desde o início, declarou a autoria do casal sem que algumas coisas importantes tivessem sido feitas. Não se analisou a unha das pessoas presentes, por exemplo, e outros descuidos que, no meu entendimento, não deveriam ocorrer. No meu parecer, a área era e continua a ser vulnerável. Qualquer pessoa chega até a porta daqueles apartamentos sem dificuldade, ainda hoje.

ÉPOCA – Em sua entrevista a ÉPOCA, a delegada Renata Pontes fala sobre a frieza do casal ao chegar à delegacia depois da morte da menina. O que o senhor acha das afirmações da delegada?
Sanguinetti – A psiquiatria forense tem um capítulo que fala exatamente da personalidade, do perfil, mas essa análise é muito pessoal de quem está tendo contato com a pessoa. Eu não tive, exatamente, aquele respeito ao ler o parecer da doutora porque justamente prendo-me às peças técnicas. Ficaria muito feliz e encerraria até meus trabalhos se os legistas consertassem o que, no meu entendimento, faltou consertar. Não houve morte por asfixia mecânica e por politraumatismo, foi uma morte só. Mas, se corrigirem as questões técnicas, vem o outro lado da questão: o casal é solto imediatamente porque cai o motivo da imputação, que é a esganadura. Anna Carolina Jatobá, pelo menos, foi denunciada por causa da esganadura e, se ela deixar de existir, deixa de existir uma motivação para a prisão. Mesmo se eles decidirem pela permanência da esganadura, teria que ter sido feita por um canhoto, e nem Anna Carolina nem Alexandre são canhotos. Porque, no pescoço de Isabella, era possível notar um sangramento na camada muscular na região do pescoço do lado esquerdo, que seria deixada por alguém canhoto. Mas, na minha opinião, a lesão se explica pela queda, já que Isabella caiu de barriga para cima. A mancha roxa que eles confundiram com esganadura é resultado da queda. E, mesmo se a esganadura fosse real, ela teria que ser feita por um sinistro, alguém que usa a mão esquerda.

ÉPOCA – O que senhor pensou antes de aceitar trabalhar no caso?
Sanguinetti – Pensei porque, anos atrás, fui crucificado no caso PC Farias, em que toda a mídia estava a meu favor. No dia em que PC e Suzana foram mortos, quando o secretário de Segurança Pública e o secretário de Justiça declararam que foi um crime passional, eu disse que tinha sido um duplo homicídio. Isso está gravado. Fui perito oficial indicado pelo Ministério Público e nomeado pelo juiz titular da segunda vara criminal para proceder uma revisão técnica convocando quem eu quisesse. Procedi o meu trabalho e hoje é duplo homicídio e a única pessoa que foi presa ou condenada pela morte de PC Farias fui eu. Foi-me dada uma pena de dois anos por eu ter me manifestado sobre o caso antes de ele ter sido transitado em julgado que, logo depois, foi cancelada. Nesse caso todo o Brasil estava a meu favor e sou respeitado até hoje por causa disso. Muitas pessoas dizem que eu sou polêmico, mas eu não trabalho para agradar. No caso Denise Piovani, de 1996, por exemplo, que transita em segredo de Justiça, afirmo que uma mulher não se mata dando um tiro no rosto. Procuradora de Estado com um salário muito bom, comete suicídio com uma Glock atirando na face? A mulher, até na hora da morte, preserva a beleza. O caso estava arquivado há dois anos como suicídio quando fui contratado pela família. O juiz decidiu pela nossa tese de que houve homicídio e indiciou a pessoa que estava na companhia dela, que eu deixo de citar porque o processo está em sigilo de Justiça.

ÉPOCA – Como é estar do lado contrário a da opinião pública?
Sanguinetti – As pessoas muitas vezes comentam, a imprensa maciçamente investiu na culpa do casal. Quem não fica chocado com o fato de uma criança ter sido jogada barbaramente? Eu sou pai também. Agora, a lei assegura o contraditório e, por isso, sou muito chamado pelos advogados de acusação e de defesa. Nesse caso, quem me chamou foi a defesa. Tive que produzir o melhor de mim para auxiliar a defesa. Não tenho a autorização para mostrar, mas o contrato que eu assinei com o escritório do Rogério Levorin me dá total independência para mostrar qualquer achado médico-legal que ajude ou não a defesa. Por exemplo, teve um médico do Rio Grande do Sul que escreveu um artigo defendendo que a morte de Isabella foi acidental. Ele disse que a menina acordou à noite, não encontrou os pais e acabou caindo, mas eu não aceito essa tese e não me convenço. Se a defesa quisesse acatar a hipótese do acidental, é um problema da defesa, não meu. O meu problema era mostrar as falhas, os defeitos nas peças técnicas que poderiam auxiliar a defesa.

ÉPOCA – Um dos principais elementos favoráveis à condenação do casal era o pouco tempo para a ação de uma terceira pessoa. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Sanguinetti – Eu não estou defendendo o casal. A senhora não vai considerar crível o que vou falar agora, mas vou fazer uma ilação. Admitamos que o agressor estivesse lá. Se o pai desceu, a criança teria ficado sozinha e, se era uma pessoa com algum traço pedófilo, poderia ter tentado algum contato com a criança. A menina poderia ter acordado e ele, tentado se livrar dela o mais rápido possível. Ele poderia, então, sair do apartamento e encontrar abrigo em outro apartamento, um andar acima ou abaixo. São ilações. Cabe à polícia descartar tudo isso. Agora, o tempo é realmente um argumento muito forte e, claro, dificulta um entendimento de que tenha sido uma terceira pessoa. O grande problema que temos é o tempo. O hiato é de cinco minutos.

ÉPOCA – O senhor chegou a ler o depoimento do casal? Qual a sua análise sobre ele?
Sanguinetti – Até hoje, o casal não modificou nada em sua versão de sempre negar a autoria. No depoimento de outras pessoas, há quem cite que, no dia da morte de Isabella, Alexandre Nardoni teria citado a presença de outra pessoa, mas, no dele mesmo, não há nenhuma menção a isso. Encontro apenas a negativa de que eles tenham sido eles os autores.

ÉPOCA – Existe alguma incongruência entre o que Alexandre Nardoni descreve e o que Anna Carolina Jatobá descreve?
Sanguinetti – Eu não tenho poder de me pronunciar e de analisar, avaliar. No caso, me foi solicitada uma avaliação do cadáver, dos laudos, e não sobre a oitiva. Nessa parte é que entram o promotor, o juiz, os advogados. Não é de praxe o médico legista atuar na oitiva.

ÉPOCA – O que o senhor acha que vai acontecer com o caso daqui para frente?
Sanguinetti – Na minha visão, investiu-se maciçamente em propaganda, em mostrar o casal como autor e como pessoas dantescas. Mas, se o caso passar da primeira instância e chegar a um nível mais técnico, quando se verificar a nossa argumentação, muita coisa vai ser refeita. A denúncia como está não deve prevalecer porque está baseada em algo que não existiu. E os livros de direito mais comuns vão dizer: os laudos equívocos não têm valor probante. Têm que ser corrigidos e refeitos antes de terem valor para a imputação. Quando estive em São Paulo, eu disse: gostaria que colegas experientes, professores da USP, legistas que têm mais anos de trabalho que eu discutissem comigo e me dessem uma resposta sobre o caso. Mas ninguém apareceu. Porque eles sabem que a causa da cianose foi exatamente a embolia gordurosa, e que aquelas fraturas não foram feitas dentro do apartamento. Mas eles, educadamente, guardam o seu silêncio. Os peritos fizeram um trabalho descritivo bom, mas, talvez, por pressão da imprensa, tenham interpretado…

ÉPOCA – Se o casal sair da cadeia, o julgamento, que seria realizado no prazo obrigatório de até um ano, pode ser adiado.
Sanguinetti – Tirando o clamor público, o sentimento popular, não vejo, tecnicamente, uma razão para o casal estar preso. A prisão foi baseada numa esganadura que não existiu. Esse é o meu argumento. No meu entendimento, a prisão não está tecnicamente bem fundamentada. Aí teria que ver se fariam as correções necessárias, se fariam as investigações necessárias nos pontos, sobre as vulnerabilidades, sobre as pessoas que trabalharam naquela obra, sobre quem poderia ter a chave. Faria uma perícia completa naquela camisa com sangue que foi encontrada em outro apartamento e cujo sangue não era de Isabella nem de Alexandre. Eu gostaria que existisse uma investigação policial mais aprofundada das cercanias do caso. Minha crítica é à dinâmica, e não às pessoas. Meus cumprimentos aos peritos, que agiram com pressa, sob pressão.

ÉPOCA – O senhor chegou a conversar com a família do casal?
Sanguinetti – Sim. Conversei com o pai e com a mãe de Alexandre. Eles acreditam, claro, são pais, que realmente não foram Alexandre e Anna os autores da morte da menina. Eles têm expectativa de que surja um fato novo, que apareça uma possibilidade de uma autoria para que seja retirada a imputação. São pessoas de idade, até por isso temos respeito, e que estavam com muito sentimento. Respeito ambos por causa da dor da perda da neta, da dor de ter um filho preso e exposto ao Brasil inteiro como um bárbaro. Em nenhum momento eles deixaram de acreditar na inocência de Alexandre. Mas, veja bem, eles são pais. Eu não estou analisando. Se me perguntarem se o Alexandre é inocente, eu vou dizer não sei. Na ocasião certa, um júri vai dizer.

ÉPOCA – O senhor apresenta alguma versão alternativa plausível para a morte de Isabella?
Sanguinetti – Primeiro, eu queria um levantamento completo das pessoas que trabalhavam naquela construção para saber se havia algum tipo suspeito de pedofilia, alguém com antecedente. Ou até mesmo naquele prédio da procuradoria para investigar a rede de pedofilia ligada ao tenente que foi atender o caso. Ele não teve tempo de fazer nada, mas, no meu entendimento, houve uma tentativa de violação da menina. Aquelas lesões não resultaram, no meu parecer, da queda. Sou muito forte nessa argumentação. As lesões que estão descritas pelos legistas são muito fortes para serem explicadas pelo choque com uma folha de palmeira, sendo que a calça de Isabella estava intacta. Cabe uma investigação sobre isso mesmo a essa altura.

ÉPOCA – O senhor acha que é possível fazer esse trabalho passados nove meses do crime?
Sanguinetti – Não foi feita uma investigação de campo. Eu me sinto muito à vontade para dizer porque fui às cercanias da parte posterior e vi que algumas pessoas não foram inqueridas. Acho que nunca é tarde mas, é claro, cada minuto que se passa torna isso mais difícil. Mas, o que eu quero dizer é que, até hoje, não temos uma confissão de culpa de nenhum dos dois. Eles têm se mantido desde o fato. Mas, isso, para mim, não é relevante. Para mim, relevante é o fato de que eles estão detidos por uma imputação que não tem respaldo técnico.

ÉPOCA – Qual é a chance de as investigações sobre o caso Isabella serem reabertas?
Sanguinetti – A investigação vai ter que ser reaberta. Todos os pedidos de habeas corpus que foram julgados em instâncias superiores foram levados em cima de questões jurídicas porque as peças técnicas só poderão ser analisadas em níveis superiores depois de passarem em primeira instância. Eu acredito que, antes do julgamento, alguma coisa vai ser feita. As correções vão ser feitas, se não, eles vão se expor. Eu não admito que São Paulo, com o Largo São Francisco, o centro do saber jurídico do meu país, apresente essas peças técnicas num caso rumoroso como esse. Isso, mais cedo ou mais tarde, vai ser corrigido. Tenho certeza de que a investigação vai ser reaberta para corrigir esses pontos. Como um perito fala que houve esganadura e, depois, afirma que não é preciso ter sinais externos ou internos para haver esganadura? É como se alguém recebesse um tiro e não tivesse orifício de entrada ou de saída. Então não é um tiro.

ÉPOCA – O que aconteceria caso as investigações fossem reabertas?
Sanguinetti – Espero ter a oportunidade de fazer uma explanação técnica frente ao júri. A lei faculta a defesa de me convocar. No caso de dúvida, o direito brasileiro é pró-réu. E o processo está cheio de dúvidas. Condenar sem ter fundamentação suficiente é muito perigoso. Eu acredito que os senhores legistas vão corrigir o trabalho, anular o momento em que as fraturas foram produzidas dentro do apartamento, porque é isso é impossível. Vai desaparecer a agressão dentro do carro. E aquele casal monstruoso, que no primeiro momento ataca a menina dentro do carro, depois a ataca dentro do apartamento e depois a joga… Tenha paciência! Acredito que essa imagem foi divulgada maciçamente e que a defesa foi, de certa forma, cerceada. A defesa precisa de espaço. Quando isso acontecer, vai haver uma investigação plena, com resultados isentos, que vão permitir uma boa justiça. Quanto a se eles têm autoria ou não, não sou eu que vou definir.

Fonte:Época

Haja coragem! Mais uma prova que o fim do mundo está próximo...





LULA - NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

EXPLICANDO A NOVA ORTOGRAFIA

E OS IMORTAIS PRESTANDO A MAIOR ATENÇÃO!!!!!!

E-mail Recebido:

01/02/09

Em Tempos de Dengue :Régua JR Uma auxiliar no Diagnóstico da Fragilidade Capilar(Prova do Laço ou de Rumpel-Leede)

Mais um e-mail do amigo e pesquisador de uma medicina humana e um baluarte dos ensinamentos de Hipócrates, o Dr. José Roberto.
Dengue é patologia universal e amiga do desgoverno.É preciso eliminar o mosquito para erradicar a doença.Verão época propícia para o aumento dos casos.Deixo um link em apresentação em Powerpoint de um excelente manual para o manejo da Dengue


- Click para Downloada em Powerpoint Em Tempos de DENGUE
OBS: Para Download informe um nome,email válido e crie uma senha

Vantagens da Régua JR

1-Não precisa de réguas convencionais (muitas vezes indisponíveis na grande maioria dos postos de saúdes e hospitais).

2- Não precisa de canetas.

3-Não necessita riscar o antebraço dos pacientes.

4-Agiliza o atendimento médico em ambulatórios de grande movimentação

5-Sua lembraça física é de fundamental importância,na realização da Prova do Laço.

6-Cabe em qualquer bolso ou bolsa.

7- Livra o médico de ser processado por imperícia ou negligência médica, já que é um exame OBRIGATÓRIO, conforme preconiza a vigilância epidemiológica e o Ministério da saúde.

8-Em casos de epidemias, ajuda ao médico a realizar o exame com maior rapidez , em relação ao método atual.


E-mails Recebidos do Dr. José Roberto (Autorizado a publicação no site)

Oi Dr, José Roberto,


Meu nome é André lima e sou o residente de clínica médica administrador do site, clínica médica epm. Há algum tempo, visitando o site http://sanidadeinsana.blogspot.com/ , pude conhecer a régua para provas do laço e achamos uma idéia muito criativa. Partindo do blog citado, colocamos a disposição de toda comunidade de residente este útil invento, recebendo uma ótima aceitação, apesar de não possuirmmos a ferramenta.
Ficamos muito felizes de ajudar na divulgação de mais uma instrumento para facilitar a prática médica e agradecemos a sua doação, que com certeza será disponibilizada no nosso pronto socorro ( Hospital São Paulo - Unifesp) para prática clínica.
Endereço: Av onze de Junho, xxx, apto:xxx
, São Paulo
CEP:xxxxxxxxx

Boa tarde Sr. José Roberto,

Nós do Serviço de Educação do Hospital Estadual Sumaré estamos nos preparando para uma possível epidemia de dengue na região de Campinas-SP. Comos somos um hospital de referência na microrregião, gostaríamos de adquirir essa réguas para faciltar a rtealziação da prova do laço.

Como podemos adiquiri-las?

Cordialmente,

Milene ........
Educação Permanente
HES - UNICAMP
TEL: xxxxxxx R:xxxxxx

Agradecimentos do Dr. José Roberto

NOTA: Graças a participação da FAPEAL, na pessoa do Dr. Tadeu Muritiba, o "Invento" da régua JR ressuscitou ,em tempos de Dengue...
Em Anexo uma Exposição sobre Dengue.
Meus Agradecimentos.



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