Maceió- AL -

30/01/10

A história não revelada da TV Globo


Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário da rede de TV britânica BBC, dirigido por Simon Hartog e produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, seu poder e suas relações políticas.

O então dono da Globo, Roberto Marinho (falecido em 2003), foi o principal citado no documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criado, em 1941, por Orson Welles para o longa “Cidadão Kane”, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo a produção, a Rede Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como fazia Kane no filme.

A primeira exibição pública do filme no Brasil ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), em março de 1994. Um dia antes da estreia, a Polícia Militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia da película, ameaçando, em caso de desobediência, multar a administração do MAM-RJ. O titular da Secretaria de Cultura do Rio na época acabou sendo despedido três dias depois.

Durante os anos 90, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo entrou com um pedido na Justiça para tentar apreender as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo (USP), mas o pedido foi negado. O documentário só se tornou amplamente visto a partir do ano 2000, graças à popularização da internet.

Fonte: WikiPedia

CREMAL :OS MÉDICOS NÃO SÃO OS VILÕES .


OS MÉDICOS NÃO SÃO OS VILÕES

Depois de três anos de dedicada investigação no interior, o Conselho Regional de Medicina de Alagoas divulgou um relatório em que afirma que as unidades de saúde do Estado estão desaparelhadas (!) e que os médicos trabalham pouco e não cumprem suas cargas horárias. No final da apresentação do relatório, o Cremal anunciou que vai se reunir com os gestores para tentar resolver o problema. Grande iniciativa.

O Sinmed vem fazendo isso ao longo dos seus mais de 30 anos de história. E é bom poder contar o Conselho de Medicina, que no cumprimento de seu papel de fiscalizar as condições de trabalho dos médicos reforça as insistentes denúncias do Sindicato sobre a precariedade de postos de saúde e hospitais, que comprometem ou até inviabilizam o exercício ético da medicina.

Quanto à carga horária dos médicos, ela tem relação com o salário que está sendo pago à categoria. No caso do PSF, por exemplo, quando o programa foi concebido pelo Ministério da Saúde se pagava 30 salários mínimos para uma carga horária de 40 horas semanais. Hoje isso seria em torno de R$ 15 mil, mas aqui em Alagoas o Sinmed negocia e tem dificuldade de conseguir que as prefeituras paguem R$ 6 mil.

Alegando falta de recursos para pagar um salário decente, os próprios gestores diminuem a carga horária dos médicos do PSF para que eles possam completar a renda com plantões em hospitais pelo interior. O Sinmed não é contra o Cremal cobrar dos gestores que exijam dos médicos que eles trabalhem mais. Mas desde que o salário pago seja compatível com a carga horária que for determinada e que considere a complexidade e a responsabilidade do trabalho do médico.

Muitos médicos de Alagoas sobrevivem trabalhando no interior, em equipes do PSF e dando plantão em hospitais desaparelhados, se expondo diariamente a acidentes nas estradas sem conservação e sem sinalização que cortam o Estado. O Sinmed crê que a maioria iria preferir ganhar um salário digno em um único emprego, a ficar correndo de um emprego para outro na tentativa de compor uma renda compatível com suas necessidades e de suas famílias. Se o Cremal puder dar uma forcinha nessa luta, a categoria médica agradece.


Após a leitura do artigo do SINMED, o blog Alagoas Real recomenda a obra Esaú e Jacó, penúltimo romance de Machado de Assis que reflete com maestria sua ambígua posição política.

Domínio Público LINK


Outra sugestão é a leitura do livro de Dias Gomes, o Bem Amado. O prefeito Odorico Paraguaçu tem como meta prioritária em sua administração na cidade de Sucupira, litoral baiano, a inauguração do cemitério. De um lado é apoiado pelas irmãs Cajazeiras. De outro, tem que lutar com a forte oposição liderada pela delegada de polícia Donana Medrado.

Maquiavelicamente o prefeito arma tramas para que morra alguém, sendo sempre mal sucedido.

Vamos recordar com o vídeo:
Odorico,as ambulâncias e o Ministério

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O Alienista : Contos e recordações Machadianas no HGE de Alagoas


Na opinião do gerente geral do HGE, os médicos e o Sinmed são os responsáveis pela imagem negativa da instituição.

NO MUNDO DA LUA

2010-01-29 - 15:25:05
Fonte:Sinmed-Al



O gerente disse em entrevista a uma emissora de televisão a cabo de Maceió que quando há necessidade de se colocar macas com doentes nos corredores ou de atender um paciente no chão, os médicos chamam o Sindicato para fazer fotografias e que as imagens são divulgadas com o propósito de denegrir a diretoria e o hospital.

O gerente disse também que os médicos falam inverdades sobre o HGE (como quando denunciam falta de condições éticas de trabalho), e que fazem isso porque não querem trabalhar. Para isso, segundo o gerente, contam com o apoio do Sinmed, que se ocupa de divulgar informações mentirosas, plantando boatos sobre falta de médicos, equipamentos quebrados, desabastecimento, falta de leitos e outros probleminhas que acontecem raramente no HGE, mas que, quando ocorrem, tanto os médicos como o Sinmed dão a eles uma dimensão exagerada. A intenção ao se divulgar uma imagem distorcida da realidade do HGE seria fazer a sociedade pensar que o hospital vive mergulhado no caos.

Figura decorativa no cargo, o gerente geral do HGE perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. “Quem não tem competência e nem autonomia para administrar e assume um cargo desses tem que encontrar culpados para atribuir o caos que não consegue nem mesmo minimizar, por absolutas apatia e inoperância”, afirma o presidente do Sinmed, Wellington Galvão. Segundo ele, só quem não entende nada do que se passa a sua volta pode abrir a boca para dizer que os problemas do HGE são invenção dos médicos e do Sinmed.

O HGE poderia ter gestores capacitados, que sensibilizassem o governo quanto à necessidade e à importância de manter o hospital bem aparelhado, abastecido, com quadro médico suficiente para atender à demanda e remunerado dignamente. Mas um gestor que não respeita os médicos nem a população, fazendo vistas grossas às graves deficiências do hospital, e que ainda acusa a categoria de mentir, quando reclama da falta de condições de trabalho, termina virando piada de mau gosto.

Bem no estilo da propaganda que o governo faz do HGE na mídia, onde o hospital surge bem aparelhado, abastecido, com doentes tratados dignamente, leitos forrados, corredores livres, quadros completos de médicos e auxiliares, e todos sempre sorrindo (como na hora em que alguém fala “aqui tem Prohosp!”).

Aquilo é que é mentira deslavada, bancada com dinheiro público que deveria ser investido na Saúde e na Segurança Pública. O gerente do HGE precisa voltar à terra e enfrentar a realidade do hospital que deveria administrar, e não ir para a televisão chamar os médicos de mentirosos e indolentes. Ficou feio para ele.

Para complementar o artigo do SINMED , o Blog Alagoas Real faz uma sugestão para leitura de uma grande obra de Machado de Assis ,o Alienista.


Resumo da trama

Simão Bacamarte é o protagonista, médico conceituado em Portugal e na Espanha, decide enveredar-se pelo campo da psiquiatria e inicia um estudo sobre a loucura e seus graus, classificando-os. Funda a Casa Verde, um hospício na vila de Itaguaí e abastece-o de cobaias humanas. Passa a internar todas as pessoas da cidade que ele julgue loucas; o vaidoso, o bajulador, a supersticiosa, a indecisa etc. Costa, rapaz pródigo que dissipou seus bens em empréstimos infelizes, foi preso por mentecapto. A tia de Costa que intercedeu pelo sobrinho também foi trancafiada. O mesmo acontece com o poeta Martim Brito, amante das metáforas, internado por que se referiu ao Marquês de Pombal como o dragão aspérrimo do Nada. Nem D. Evarista, esposa do Alienista escapou: indecisa entre ir a uma festa com o colar de granada ou o de safira. O boticário,os inocentes aficcionados em enigmas e charadas, todos eram loucos. No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a rebelião das canjicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o alienista recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega á conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar. Inverte o critério de reclusão psiquiátrico e recolhe a minoria: os simples, os leais, os desprendidos e os sinceros. O alienista contudo, imbuído de seu rigor científico percebe que os germes do desequilíbrio prosperam porque já estavam latentes em todos. Analisando bem, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto. Por isso o sábio internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois. Apesar do boato de que ele seria o único louco de Itaguaí, recebeu honras póstumas.

Faça o Download, obra de domínio Público LINK

28/01/10

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO DA GRIPE H1N1 (SUÍNA)




Que a gripe suína já é uma Pandemia não existe mais dúvidas pairando no ar,porém a pergunta que fica seria quem vai ganhar e quem vai perder com o aparecimento do surto viral a nível mundial ? Essa é mais uma questão digna de ser repensada e colocada nas inúmeras Teorias das Conspirações existentes.

No mundo globalizado e com altas tecnologias não seria improvável que se implantasse na surdina um vírus letal e mutante em uma localidade escondida nas montanhas do México cuja população é na grande maioria formada por pessoas humildes , que vivem na deserta e longícua terra de La Glória no estado de Vera Cruz .

A estrada de acesso a pequena cidade é rodeada por fazendas de porcos sendo esse mais um álibi para justificar o aparecimento expontâneo da Gripe,não levantando suspeitas e nem investigações ,pois temos o conhecimento da possibilidade da infecção no ser humano quando algumas situações são propícias:


A) O vírus da gripe suína tipicamente afeta porcos, não humanos. A maioria dos casos ocorre quando pessoas têm contato com porcos infectados ou objetos contaminados circulando entre pessoas e porcos.

B) Porcos podem ser infectados por gripes humanas ou aviárias. Quando um vírus da gripe de diferentes espécies infecta porcos, eles podem se misturar dentro do animal e novos vírus mutantes podem ser criados.

C) Porcos podem repassar vírus mutantes de volta para humanos e eles podem ser transmitidos de humanos para humanos. A transmissão entre humanos é mais difícil do que em uma gripe convencional.


Do início do descobrimento da Epidemia no México por volta de 15 de março de 2009 ao início da Pandemia houve um espaço de tempo muito longo para o Governo Mexicano notificar a OMS.

A) Seria essa demora o medo de perder o turismo internacional, sua grande fonte de renda ?

B) Será que eles achavam que iam conter a doença no povoado e assim não precisariam tornar público o ocorrido?

C) Ou foi um experimento biológico que deu errado e saiu fora do controle ? Leia mais

As inúmeras hipóteses vão se multiplicar a cada dia e talvez daqui a cem anos a história revelará a verdade.

Então quem iria ganhar com a Pandemia?

A) Como sabemos os grandes produtores de Carne bovina, carnes de aves, enlatados com peixes aproveitariam nesse momento a oportunidade para aumentar a produção e exportação de seus produtos em face ao grande desconhecimento e medo da população mundial em consumir carne suína e seus derivados, já que o nome da Pandemia lembra o nobre e digno porco.

B) A indústria de Medicamentos que foi aquecida e vai continuar assim ao longo de vários meses com o aumento da produção dos inibidores virais e seus similares, de medicamentos supostamente estimulantes da defesa imunológica, dos placebos e de sintomáticos.
Além do aparecimento da briga das multinacionais querendo ter cada uma o melhor medicamento para o bloqueio da ação viral no organismo.

C) Os curandeiros e os maus profissionais da saúde, que criariam métodos e poções miraculosas para um tratamento ineficaz da doença.

D) As pseudo invenções que com tons chamativos e de duplo sentido induziriam ao comprador a adquirir o produto como forma de prevenção,tratamento da Gripe Suína, como já ocorrido na epidemia por Dengue no Brasil. (Comentário : Uma suposta criação da Máscara Super filtrante,da Luva anti Porc,do Filtro de Ar Killer,do Soro nasal anti influenza, Incensos anti Suínos, do analgésico e antitérmico FebrePorc ,e assim por diante conforme a imaginação e criatividade do ser humano em lograr êxito e lucro trilhando o caminho da ilegalidade.

E) As indústrias produtoras de máscaras de proteção,óculos e luvas vão ganhar com a Pandemia incentivos para uma maior oferta de seus produtos ,aproveitando o fato do mecanismo viral de transmissão ser respiratória e por contatos com materiais infectados.

F) Os governos vão disponibilizar nesse período mais dinheiro para o "combate da Pandemia", e políticos aproveitariam o momento oportuno e colocariam em seu currículo e discurso o quanto vem ajudando a sua cidade no combate a doença, sendo seguido bem de perto por outra classe as dos "sábios e obscuros"secretários de governo que irão utilizar a mídia para serem conhecidos ,e futuramente lancar uma candidatura a vida pública, como um grande administrador da saúde de seu povo.

G) Os visionários e videntes começariam com as previsões mais obscuras de fim do mundo,da nova peste negra,com a chegada do juízo final, e assim vão pouco a pouco arrastando para seus templos mais e mais inocentes, que sugestionados pelo poder da palavra irão engordar ainda mais os cofres aristocráticos de uma religião desvirtuada voltada ao capitalismo para os senhores do rebanho , enquanto as suas ovelhas são ensinadas a doar o pouco que tem para o bem de toda a nação religiosa ,e com o uso de tal façanha vai imprimindo o comunismo como regra geral aos participantes da grande cruzada da salvação.

H)Enquanto isso os megaprojetos vão sendo elaborados e colocados em pauta, e mais e mais dinheiro vai lentamente rolando em direção ao "esgoto" sem fim , como se tem observado até hoje com o Nordeste do Brasil que devido a aridez de seu clima vem patrocinando e alimentando a famosa Ïndústria da Seca"


Quem Perde com a Pandemia ?

Por fim mais uma vez os grandes perdedores somos todos nós, , que em diferentes profissões estamos mantendo a economia mundial em ascensão ,sempre com o fruto do nosso trabalho árduo e diário em prol de uma humanidade mais justa e solidária.

Maceió 02 de maio de 2009

Mário Augusto

27/01/10

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO NA SAÚDE DE ALAGOAS



"A conspiração é parte da história humana. Sempre foi. Nós conspiramos para manter nosso emprego e conquistar a gostosa do marketing. Nós conspiramos quando aumentamos o preço do carro que queremos vender. Nós conspiramos quando exageramos nossas realizações para conseguir um aumento. Nós conspiramos quando criamos ou reproduzimos boatos desagradáveis sobre o colega do trabalho cuja posição cobiçamos. Nós conspiramos. É a nossa natureza. E quando o adversário percebe nossa estratégia dissimulada de sabotagem, nós o acusamos de paranóico. O conspirador mais eficiente é aquele que convence o maior número de pessoas de que seus delatores são malucos. Ou que arquiteta tramas tão bizantinas que é impossível desvendar seus objetivos reais ".

(Texto extraído do livro Conspirações).





O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. Anteriormente, a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social; os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais - incluindo os universitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), os serviços de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, além de fundações e institutos de pesquisa, como a FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil.

O Sistema Único de Saúde teve seus princípios estabelecidos na Lei Orgânica de Saúde, em 1990, com base no artigo 198 da Constituição Federal de 1988. Os princípios da universalidade, integralidade e da eqüidade são às vezes chamados de princípios ideológicos ou doutrinários, e os princípios da descentralização, da regionalização e da hierarquização de princípios organizacionais, mas não está claro qual seria a classificação do princípio da participação popular.

Universalidade

"A saúde é um direito de todos", como afirma a Constituição Federal. Naturalmente, entende-se que o Estado tem a obrigação de prover atenção à saúde, ou seja, é impossível tornar todos sadios por força de lei.

Integralidade

A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos; tanto os individuais quanto os coletivos. Em outras palavras, as necessidades de saúde das pessoas (ou de grupos) devem ser levadas em consideração mesmo que não sejam iguais às da maioria.

Eqüidade

Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde; como, no entanto, o Brasil contém disparidades sociais e regionais, as necessidades de saúde variam. Por isso, enquanto a Lei Orgânica fala em igualdade, tanto o meio acadêmico quanto o político consideram mais importante lutar pela eqüidade do SUS.

Participação da comunidade

O controle social, como também é chamado esse princípio, foi melhor regulado pela Lei nº 8.142. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências de Saúde, que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis, e através dos Conselhos de Saúde, que são órgãos colegiados também em todos os níveis. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas, o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto.

Descentralização político-administrativa

O SUS existe em três níveis, também chamados de esferas: nacional, estadual e municipal, cada uma com comando único e atribuições próprias. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde; as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo", ou seja, baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido, e não no número de atendimentos.

Hierarquização e regionalização

Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade; o nível primário deve ser oferecido diretamente à população, enquanto os outros devem ser utilizados apenas quando necessário. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde, melhor a eficiência e eficácia dos mesmos. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência, ou seja, é responsável pela saúde de uma parte da população. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla, abrangência a área de vários serviços de menor complexidade.

Ser eficiente e eficaz, produzindo resultados com qualidades.
FONTE:WIKIPÉDIA


A História e suas Conspirações

Após uma breve introdução do que deveria ser o Sistema Único de Saúde no Brasil , notamos que a filosofia encontrada no papel é perfeita , porém na prática diária dos gestores a realidade é totalmente outra.

O que me motivou a escrever essa postagem foi um telefonema de um amigo Dr. José Roberto indignado com a notícia que fazia alusão a um profissional médico do HGE de Alagoas, que não atendeu a uma criança que apresentava um corpo estranho no sistema respiratório.A denúncia é bastante grave, e reproduzo a seguir : "Por meio da assessoria da Sesau a reportagem foi informada que a menina já foi encaminhada para um hospital privado, onde o próprio médico que teria se recusado a atender a menina no HGE faria o atendimento." .
Leia a reportagem: Cada Minuto

Não acredito que esse absurdo tenha acontecido,e vocês poderiam dizer que é corporativismo ou ainda que é meu amigo .Sobre o profissional citado apenas guardo relação de um bom colega plantonista,e em função das suas atitudes sempre éticas custo a acreditar no fato.

Poderíamos tentar refletir e localizar a verdade , simplesmente olhando pelo prisma da racionalidade e da lógica que no caso descrito seria mais fácil o Hospital eximir-se da sua verdadeira responsabilidade encontrando um possível culpado. Eu deixo uma pergunta que poderia explicar o que foi dito: Porque o médico que " recusou " o atendimento no HGE , foi atender no hospital privado com o consentimento da SESAU ? O que impediria o procedimento ser realizado no HGE ? Seria a falta de estrutura e de aparelho específico? O possível não atendimento da criança seria explicado pela falta de profissionais especialistas em Endoscopia de Corpo Estranho no dia que foi solicitado ?

São essas pequenas conjecturas e artimanhas que progridem para o tema proposto e nos leva a trilhar o Universo desconhecido das Conspirações na Saúde.

Ao amanhecer do dia 25 de janeiro de 2010 o Governador de Alagoas reuniu a imprensa e fez um balanço " destacando as principais ações em três anos de mandato ".

Se analisarmos ainda no mesmo dia com o sol a se pôr no horizonte, foi realizado pelo CREMAL um fórum para mostrar o resultado das fiscalizações médicas em Alagoas. O resumo desse levantamento mostra que há unidades mas elas estão sem os equipamentos necessários e, para piorar, os médicos não estão cumprindo a carga horária necessária ".


Vocês acham que após a homilia do chefe algum vassalo deixaria que no outro dia situações embaraçosas viessem a destruir o brilho da festa e seu Grand Finale ?


Em outros sites há reprodução da mesma notícia e os mais diversos comentários que na maioria das vezes depreciam o cidadão e o médico. Um dos adjetivos que me lembro foi o de mercenário, pois de acordo com o site, o médico tinha estipulado o valor de 2.800 reais para realizar o procedimento na criança em um hospital particular e ao mesmo tempo receberia também pelo SUS.

É fácil de entender a revolta de alguns que teceram comentários de forma áspera .Quem não se comove com a vida humana , e principalmente com a de uma criança, já que a mesma simboliza a pureza, a vida, e recorda sempre nossos filhos? Pois bem são essas e outras as famosas estratégias de manipulação, que aproveitam das situações ao acaso e às vezes são escolhidas para fragilizar a nossa emotividade e destruir a racionalidade, nos fazendo mirar na direção oposta ao real problema. No nosso caso é a falência na Gestão do Sistema Público de Saúde de Alagoas.


Existem as conspirações e os complôs. Em cada um há o seu início ,meio e fim,sendo o grande final caracterizado pelo propósito que se deseja alcançar.!

Faço um chamado mental para a análise de alguns fatos que ocorreram em vários períodos da humanidade e que servem de modelo para a reflexão do tema :

A) O famoso plano Cohen,que foi utilizado pelo governo federal com o objetivo de aterrorizar a população e justificar um golpe de Estado que permitiria a Getúlio Vargas perpetuar-se na Presidência do país.

B) O assassinato de John F. Kennedy,que contrariava os interesses de grupos políticos,da CIA e da máfia.

C) A invasão do Iraque cujo pretexto era de destruir as armas letais de Sadhan , e a mais recente , que seria a ocupação militar no Haiti após o terremoto,já que o país é uma ilha estratégica para os propósitos do imperialismo Norte Americano.

D) Em um artigo, intitulado O lado Negro da Medicina , Dr. Sérgio Vaisman cita: " É claro que o médico quer fazer o melhor por você e é justamente por isso que ele escolheu sua profissão mas, de forma crescente, ele se vê dominado por forças poderosas que chegam mesmo a afetar suas decisões profissionais quanto à melhor forma de aplicar o tratamento. Essas pressões relativamente escondidas são tão fortes que, caso os médicos de formação mais ortodoxa queiram visualizar alternativas de tratamentos para doenças graves, chegam a ser advertidos e até punidos pelas suas entidades de classe que, também, se curvam aos “donos do poder ".


E) No artigo Que privatizem as Secretarias da Saúde ,escrito pelo Dr. Cid Carvalhaes, Presidente do Simesp, ele faz uma análise sobre a criação das Organizações Sociais de Saúde e cita:

" A TERCEIRIZAÇÃO da saúde por meio das OSS (organizações sociais de saúde) é uma proposta antidemocrática e antissocial. Desde que foi implementada, tem demonstrado dificuldades em apresentar o controle do destino de verbas do dinheiro público para o privado.

A alegação de que as OSS não têm fins lucrativos é usada como desculpa para o pagamento de "polpudos" salários a seus diretores. Os cargos em comissão são preenchidos de acordo com os interesses circunstanciais dos gestores privados, levantando a hipótese de benefícios imediatistas de quem os promove " .
Link para o artigo completo



Sabemos que o SUS não é perfeito porém se bem administrado e conduzido como foi elaborado , ele é o melhor sistema de saúde do mundo. Como plantonista do HGE de Alagoas , tenho a oportunidade no dia a dia de me relacionar com excelentes profissionais amigos e companheiros de trabalho os quais alguns fazem parte de meu convívio há mais de 20 anos.São os maqueiros,os agentes administrativos que fazem a ficha de entrada,os auxiliares do Serviço Social,as Assistentes Sociais,os Psicólogos , o pessoal da Enfermagem,técnicos e os enfermeiros,os Fisioterapeutas, os acadêmicos e residentes , os responsáveis pela segurança patrimonial, enfim os colegas da área médica . O HGE posso dizer que é rico em patrimônio humano e pobre em gestão humanitária!


Então qual o motivo da Saúde não funcionar?

Vamos conspirar ?

Diante do exposto, cada leitor agora deve estar se perguntando e colocando os neurônios para funcionar e criando a sua própria Teoria da Conspiração!

Nas existentes poderíamos pensar que a manutenção de um sistema falido e precário poderia ser a porta para a :


A) Criação de projetos megalomaníacos , que giram sempre em torno de milhões.

B) A manutenção do cabresto eleitoral, e de sua clientela em troca de medicamentos , de uma assistência nas pseudos clínicas de atendimento em mutirão da saúde

C) A criação de inúmeros cubículos que ostentam em sua fachada o nome de algum ilustre desconhecido que dá nome a mais um Centro de doença , aparelhado com um bureau, uma maca, um nebulizador, remédio para febre, e diversos funcionários escolhidos a dedo, pela importância do Q.I ( Quem Indicou)

D) A propaganda institucional móvel, com as Ambulâncias , também conhecidas como taxi eleitoral

E) A substituição e o colapso do SUS com a criação e terceirização da saúde pelas OSS

F) A criação de um monopólio na Medicina e a extinção das prerrogativas de seu Conselho as quais foram instituídas por lei .

E) Para você agradecer a Deus e falar: É melhor ser ,Brasileiro,Alagoano,porque pior poderia ser um Cubano, Venezuelano ou Haitiano !




A dissecação conspiratória lembra os filmes de Agata Christie e de Alfred Hitchcock. Os verdadeiros interesses são sempre desviados fazendo o público focar no falso rumo,na pista falaz dos verdadeiros culpados pela destruição da Saúde Pública. Quem parece que defende a saúde se torna eternamente aliado daqueles que fomentam a destruição de um modelo para inserir outro como o clássico e salvador das mazelas existentes. Há a caminho uma campanha em ritmo frenético para a privatização da saúde e a promoção desenfreada de demissão de funcionários do sistema público com a posterior criação das cooperativas como excelente solução para uma negociação da perda salarial. O estímulo para prosseguir nessa rota de colisão é diário, sendo cultuado pela oratória ,e valorizado através das falsas promessas de criação de um monopólio da medicina para alguns em detrimento de outros. Corre boca a boca a existência de uma empresa já cadastrando os possíveis pretendentes .

Já não se pode esquecer que a lei de mercado gira na oferta e na procura , e que a área médica encontra-se saturada com os inúmeros profissionais que são lançados anualmente no campo de trabalho por diversas instituições de nível superior que são criadas em cada esquina da vida e pela falta de empregos. Qual a tendência salarial ? Com certeza uma diminuição no piso da área médica. Para uma melhor compreensão faremos uma comparação com a safra de laranja. Quando se encontra no período de maior produção os preços de mercado caem!



Na política de administrar os recursos, quem arca com o prejuízo é a população, quem ganha os louros são os gestores, e quem acolhe a indignação desse povo é o médico, que se encontra no final da cadeia , sem o menor poder de decisão se tornando mais uma vítima do sistema.

Quando faltam medicamentos, leitos,UTIs, exames para o seu paciente na hora do atendimento os médicos se tornam verdadeiros sacos de pancada ,para o desabafo de quem sofre. Já imaginou 3 médicos da Clínica Médica terem que medicar mais de 50 pacientes ? Isso calculando por baixo ! Imaginem que 1 médico tem que ficar na área vermelha do HGE, aguardando os pacientes que chegam em risco iminente de morte, e ao mesmo tempo tem que assistir a área amarela 1 e 2 com mais de 20 pacientes. Deverá também fazer a visita e prescrição de todos os pacientes do seu setor.Os outros dois que sobraram , pelo menos 1 tem que ficar atendendo na área azul , na porta de entrada aqueles que teoricamente não correm nenhum risco de morte, enquanto o outro percorre os corredores do HGE para a prescrição do dia dos leitos chão ,cadeiras e macas.

A função do médico na principal e única emergência do Estado de Alagoas, não é só copiar medicamentos, como muitos pensam, e sim executar um exame clínico acurado em todos os pacientes,com as solicitações de exames,avaliações de outras especialidades, algumas transferências etc. Você leitor inteligente, atente para o texto a seguir: vamos supor que desde o momento que se busca o prontuário até a realização do exame clínico e os demais procedimentos já descritos , que se gaste em média em torno de 10 minutos por cada paciente; Multiplicando os 10 minutos de cada paciente pelo número total de pacientes que em média é mais de 50, teremos ao final um total de 500 minutos que correspondem a 8 horas e 20 minutos. Como o plantão pode ser de 6 horas, ou de 12 horas , fica difícil com o número de profissionais existentes se ter um atendimento digno. Faça um exercício e escreva , como mero exemplo a oração do Pai Nosso, simulando uma história clínica de um paciente, e veja que denota tempo escrever .Sabe porque fiz questão de colocar o relato de tudo isso ? Não sabe? Simples ,para mostrar que os médicos não ficam desfilando no corredor , nem cozinhando o tempo para não atender os pacientes que chegam ao HGE. Aproveitem e somem ainda a tudo que já foi descrito a enorme responsabilidade de se ter que raciocinar sobre a patologia que acomete cada doente vivendo dentro desse mundo caótico que se chama Hospital Geral do Estado de Alagoas.

A saúde Alagoana vem há vários anos com os mesmos problemas sem existir sequer no fim do túnel , uma solução definitiva para a crise que parece ser eterna.

Do que adianta se ter tantas promessas,ajustes de conduta,notas de repúdio,fóruns e tantos outros sinônimos que servem de protesto e negação a uma saúde patológica se os responsáveis não são punidos ?


Desse modo a história sempre se repete ! Quando algo dá errado na saúde, principalmente quando se noticia o risco de morte de algum paciente , logo se ver brotar uma resolutividade temporária dos gestores da saúde , que anunciam a mesma como algo excepcional ,e de grande manifestação franciscana, quando na verdade ela é o simples cumprimento dos deveres esquecidos que foram no momento despertados pelo temor a lei .


É por causa da legalidade que o Direito existe unicamente com o propósito de sanar os conflitos, e pensar as feridas através do remédio jurídico



Maceió 27 de janeiro de 2010

Mário Augusto

25/01/10

Hino de Igreja: Beba um copo e deixe outro para mim

Vídeo para alegrar a sua vida nos momentos de tristeza
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Conselho de Medicina dá prazo à superlotação


O Conselho Regional de Medicina (Cremers) vai esperar até terça-feira para que o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) apresente soluções para os problemas de superlotação no setor de emergência do Hospital Conceição. O Cremers estipulou prazo de três dias úteis contados a partir de sexta-feira para que a direção da casa de saúde resolva a situação. Caso contrário, a entidade pretende interditar o local, proibindo a atividade dos médicos por falta de condições de trabalho. A possível medida não atingirá o restante do hospital. Com capacidade para 50 pessoas, foi constatado que o setor estava com 140 pacientes em leitos e macas.

Por meio da assessoria de Imprensa, o GHC prometeu se manifestar depois que apresentar medidas ao Cremers. Conforme o presidente do Cremers, Cláudio Franzen, o objetivo é que sejam adequadas as condições de trabalho à capacidade de atendimento da emergência do Conceição, ajustando o número de usuários que dependem do serviço à equipe de profissionais disponibilizada no setor e à estrutura física do local. "Se continuar na forma que está, não haverá outra alternativa a não ser a interdição", diz o dirigente. Franzen relata que pacientes encontram-se em macas encostadas uma às outras, sem condições para que os médicos cheguem próximo dos doentes.

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) apoia a decisão do Cremers. Conforme a vice-presidente da entidade, Maria Rita de Assis Brasil, as demandas registradas na emergência do Conceição são consideradas um recorde, ao mesmo tempo que afrontam os direitos dos pacientes e impedem as atividades dos médicos. "Esperamos que os gestores da saúde, entre eles Município, Estado e União, abandonem a posição contemplativa", afirma.


Setor de Imprensa do Conselho Federal de Medicina Fonte: Publicado no Correio do Povo (RS), em 24/01/2010

Comentário:

Infelizmente a notícia não é para a nossa cidade de Maceió, e sim refere-se a posição tomada pelo Conselho de Medicina do Rio Grande do Sul, em relação ao problema de superlotação e de pacientes em leitos e macas nos corredores de um determinado hospital de emergência do seu Estado , e serve de exemplo e modelo a ser seguido por aqueles que postergam a passos de tartaruga atos de sua inteira competência.

Mário Augusto

21/01/2010
Hospital Conceição
Cremers publica nota oficial sobre superlotação.Clique no LINK

24/01/10

HGE:Inaugurado pela metade, maior hospital de AL está superlotado


24 de janeiro de 2010
Foto: Odilon Rios/Especial para Terra



Inaugurado há menos de dois anos em Maceió, o Hospital Geral do Estado (HGE), o maior com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de Alagoas, está superlotado, sem capacidade para atender as mais de 300 pesssoas que o procuram diariamente. A atual estrutura comporta somente 50% da demanda, de acordo com a Sindicato dos Médicos.

Sob protestos e vaias, o HGE foi inagurado em 16 de setembro de 2008 com a estrutura inacabada - somente 50% da obra, orçada em R$ 21 milhões, foi concluída. A Unidade de Emergência Armando Lajes, a maior de saúde até então, foi desativada em outubro de 2008, com a promessa de se transformar em uma extensão do HGE. Há cinco meses, as obras de reforma- ao custo de R$ 6,5 milhões foram suspensas por causa de entraves burocráticos.

Na última quinta-feira, o Terra percorreu os corredores do HGE e encontrou pacientes com turberculose ou fraturas expostas esperando por atendimento, em filas ou deitados em macas ou colchões estendidos no chão. Pessoas com pequenas fraturas dividiam o mesmo espaço com suspeitos de tuberculose. Próximos aos doentes, havia baldes e potes com material insalubre.

"Existe uma defasagem de 50% no número de leitos. Não há cirurgiões suficientes. Há dias em atendem somente dois cirurgiões e há uma fila de pessoas. Há uma escolha de quem vive e quem morre. É a escolha de Sofia. Existem pessoas que são transferidas para Arapiraca (interior do Estado) por falta de condições em Maceió. A Central de Órgãos não funciona", afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos, Welington Galvão.

Conforme cálculo do sindicato, se a metade do hospital ainda em reforma estivesse funcionando, o número de leitos triplicaria: passaria de 149 para 410. O número de UTIs sairia de 15 para 50. Há três anos, por causa da crise na Saúde do Estado, os médicos fizeram uma greve de 90 dias por melhores salários e condições de trabalho.

A promotora da saúde de Maceió, Micheline Tenório, responsável por acompanhar a situação no hospital, mostrou-se preocupada com as obras paradas. "Fico preocupada porque a informação que nós tínhamos é que as obras estavam andando". disse. Questionada sobre a superlotação, ela informou que existe um convênio em andamento envolvendo todos os gestores da saúde para que estendam o horário de atendimento dos postos de saúde. Todos operariam em rede, o que ajudaria a desafogar o Hospital Geral.

Estado admite superlotação
O secretário estadual de Saúde do Alagoas, Herbert Motta, e o municipal de Maceió, Francisco Lins, admitem a superlotação. Contudo, um responsabiliza o outro pelo problema. "A superlotação da área azul (do HGE) significa ampliação do atendimento da rede básica. Mais equipes do Programa Saúde da Família. Ampliar a cobertura em Jaraguá e Ponta da Terra (bairros de Maceió). Se a gente não ampliar, um diabético, por exemplo, tem uma crise, vai para o HGE. Tem que se investir na prevenção", disse o secretário Herbert Motta.

O secretário de Maceió, Francisco Lins, descartou dificuldades na rede de atenção básica. "Quando a gente fala em superlotação do HGE, cabe ao município de Maceió encontrar caminhos. Não tenho na estrutura do HGE pacientes da atenção básica, ou seja, pacientes que são considerados casos de urgência. Nesse tocante, o município disponibiliza há mais de um ano um plantão de domingo a domingo, inclusive feriado onde os pacientes têm acesso a consulta básica", disse Lins.

Fonte: Portal Terra

MÉDICOS DA UNIDADE DE EMERGÊNCIA DO AGRESTE RESOLVEM PEDIR DEMISSÃO


Médicos concursados que trabalham na Unidade de Emergência do Agreste comunicaram à direção do Sinmed que vão pedir demissão do Estado. Entre as justificativas apresentadas estão o excesso de trabalho e a falta de condições éticas para o exercício da medicina, os baixos salários e o descontentamento diante do fato de que colegas contratados como prestadores de serviços ganham no mínimo três vezes mais que os efetivos da mesma especialidade.

Os profissionais estão se organizando para fazer protocolar os pedidos na Secretaria de Gestão Pública simultaneamente, como uma demissão coletiva. Mas foram orientados pelo Sinmed que os pedidos devem ser protocolados individualmente, pois só assim terão validade. O Sindicato também orientou sobre a importância de comunicar oficialmente à direção do hospital sobre o pedido de demissão com pelo menos 30 dias de antecedência.

Além dos efetivos, de todas as especialidades, existe também uma mobilização entre os prestadores de serviços, que já se sentem sobrecarregados e temem pela situação caótica que se agravará no hospital, quando mais médicos começarem a se afastar. Atualmente, o governo tem dificuldade em contratar prestadores de serviços porque oferece contrato “de boca” e nem sempre cumpre o prometido com relação ao salário.

Fonte:SINMED-AL

Teoria da conspiração sobre o Haiti

Teoria da Conspiração no Haiti

Existem alguns cientistas Russos que afirmam que os EUA já tem a capacidade de alterar o clima para fins militares.

O próprio Pentágono admitiu trabalhar nessa direção. Com o nome do projeto de código HAARP, o Pentágono vem desenvolvendo o "High Frequency Active Auroral Research Program", criado para estudar a modificação da ionosfera para manipular o clima para fins militares.

As mudanças climáticas podem ser explicadas em uma das partes do presente estudo e fará parte da segurança nacional e internacioanal podendo ser utilizada de forma unilateral. A habilidade para gerar precipitações, neve, tempestade ou modificar o espaço, a produção de climas artificiais, e tudo isso faz parte de um conjunto de tecnologias que podem aumentar o conhecimento tecnológico e o poder dos Estados Unidos para romper os seus adversários e destruí-los.


Apenas 48 horas depois que o mundo começou a aprender sobre as terríveis conseqüências criadas pelo terremoto no Haiti de 7,3 graus na escala Richter, Barack Obama anunciava o envio de 3 mil 500 soldados americanos que sairia imediatamente com a finalidade de prestar "solidariedade" naquele país.

A tragédia chamou a atenção mundial para uma cooperação imediata ao Haiti a partir de dezenas de países. O pequeno aeroporto de Porto Príncipe entrou em colapso, e os Estados Unidos conseguiram o controle direto do aeroporto.

De acordo com Roger Searle, professor de geofísica da Universidade de Durham (Reino Unido) o terremoto no Haiti foi 35 vezes mais potente que a bomba de Hiroshima. O professor também comparou a energia liberada por um terremoto no país do Caribe, com a explosão de meio milhão de toneladas de TNT.

Conforme a tese de Searle, a energia liberada no terremoto no Haiti é um centésimo do que explodiu durante o devastador tsunami no sul da Ásia. Sem dúvida, o tsunami e seu poder destrutivo foi uma sensação terrível sobre a humanidade.

Alguns leitores vão dizer, esses fenômenos são o resultado da poluição e da destruição do planeta, os outros vão dizer, terremotos sempre existiram e fazem parte da forma como nosso planeta é composto,não imaginando o que se esconde por trás do plano de um império militar de proporções inimagináveis?

Se você gostou continue Lendo:
Projeto Haarp :tecnologia para fins bélicos ? Provocou o Terremoto no Haiti ?

O que foi a Operação Condor ?


A Operação Condor foi uma aliança político-militar entre os vários regimes militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai — criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras instalados nos seis países do Cone Sul.

Montada no início dos anos 1970, durou até a onda de redemocratização, na década seguinte. A operação, liderada por militares da América Latina, foi batizada com o nome do condor, abutre típico dos Andes que se alimenta de carniça , como os urubus.

Financiamento e treinamento

Os países participantes foram o Brasil, a Argentina, o Paraguai, o Uruguai e o Chile. O governo do general Hugo Banzer na Bolívia também colaborou.

A ação foi conjunta e o governo norte-americano dela tinha conhecimento, conforme demonstram documentos secretos divulgados pelo Departamento de Estado em 2001. Entretanto, dentre todos os papéis liberados, nada há que comprove a participação ativa dos Estados Unidos na Operação Condor.

A função principal era neutralizar os grupos de esquerda opositores aos governos ditatoriais - Tupamaros no Uruguai, Montoneros na Argentina, MIR no Chile, etc - que se opunham aos regimes militares montados na América Latina. O primeiro passo da Operação Condor foi executar a imediata unificação de esforços de todos os aparatos repressivos dos países participantes.

Participantes das ações

Foi comprovada, em 1992, através de documentos da polícia secreta do Paraguai, a existência de uma ação de Estado implantada em todo o cone Sul. Na verdade, a Operação Condor foi um acordo costurado por todos os países da região com o intento de facilitar a cooperação regional na repressão aos opositores dos regimes militares que então governavam o Brasil, a Argentina, o Chile e a Bolívia.

Negativa de direitos jurídicos e políticos

A jurisdição da Operação se estendia, portanto, a todos os países envolvidos. A ausência de procedimentos burocrático-formais facilitava as trocas de informações e de prisioneiros (eventualmente dados como "desaparecidos") de diferentes nacionalidades. Aos acusados e perseguidos pelos agentes, eram negados todos os direitos humanos e políticos. Podiam facilmente ser levados de um território a outro sob a acusação de terrorismo.

O Seqüestro dos uruguaios

Um caso em que Operação Condor propiciou a atuação clandestina do aparato repressivo uruguaio no Brasil, em 1978, ficou conhecido como o “Seqüestro dos Uruguaios”. Um comando do Exército uruguaio, com a conivência do regime militar brasileiro, saiu de Montevidéu, atravessou clandestinamente a fronteira, em Novembro de 1978, e desembarcou em Porto Alegre, onde sequestrou um casal de militantes da oposição uruguaia, Universindo Rodríguez Díaz e Lílian Celiberti e seus dois filhos, Camilo (8 anos) e Francesca (3 anos).

A operação ilegal fracassou quando dois jornalistas brasileiros - o repórter Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo João Baptista Scalco, da sucursal da revista Veja no Rio Grande do Sul - alertados por um telefonema anônimo, foram ao apartamento onde o casal morava, no bairro do Menino Deus, na capital gaúcha . Lá, confundidos com companheiros dos uruguaios, os jornalistas foram recebidos por homens armados, que mantinham Lílian prisioneira. Universindo e as crianças já tinham sido levados clandestinamente para o Uruguai . A inesperada aparição dos jornalistas quebrou o sigilo da operação, que foi desmontada às pressas para levar Lílian também a Montevidéu.

O fracasso da operação evitou que os sequestrados fossem mortos. A denúncia do sequestro, que ganhou as manchetes da imprensa brasileira, se transformou num escândalo internacional, que constrangeu os regimes militares do Brasil e do Uruguai. As duas crianças foram entregues, dias depois, aos avós. Lílian e Universindo, presos e torturados no Brasil, ficaram cinco anos nas prisões militares do Uruguai. Com a democratização uruguaia, em 1984, o casal foi libertado e confirmou os detalhes do sequestro.

Em 1991, por iniciativa do governador Pedro Simon, o Estado do Rio Grande do Sul reconheceu o sequestro e indenizou os uruguaios, gesto que o regime democrático de Montevidéu repetiu no ano seguinte, no governo do presidente Luís Alberto Lacalle. Em 1980, a Justiça brasileira condenou dois policiais - os inspetores Orandir Portassi Lucas (conhecido como "Didi Pedalada", ex-jogador de futebol do Internacional e do Atlético Paranaense) e João Augusto da Rosa, do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) gaúcho, braço estadual da repressão política – como os homens armados que receberam os jornalistas no apartamento da rua Botafogo. Ambos foram identificados pelos repórteres e pelo casal uruguaio como participantes do sequestro, confirmando o envolvimento brasileiro na Operação Condor dos uruguaios em solo gaúcho.

O chefe do DOPS, delegado Pedro Seelig, identificado pelo casal uruguaio como o responsável pela operação em Porto Alegre, foi denunciado na Justiça, mas absolvido por falta de provas. Quatro oficiais da secreta Companhia de Contra-Informações do Exército uruguaio – dois majores e dois capitães – participaram do sequestro na capital gaúcha, com autorização das autoridades brasileiras . Um deles, o capitão Glauco Yanonne, torturou pessoalmente Universindo na sede do DOPS, em Porto Alegre. Apesar do reconhecimento do casal, nenhum militar uruguaio foi processado pela Justiça em Montevidéu, com base na Lei de Impunidade que garantiu anistia aos envolvidos na repressão.

O trabalho de investigação da revista Veja e dos repórteres Cunha e Scalco foi distinguido, em 1979, com o Prêmio Esso, o mais importante da imprensa brasileira O autor do telefonema anônimo, Hugo Cores, um ex-preso político uruguaio que vivia clandestinamente em São Paulo na época do sequestro, disse à imprensa brasileira, em 1993: “Todos os uruguaios seqüestrados no exterior, algo em torno de 180, estão desaparecidos até hoje. Os únicos que sobreviveram são Lílian, as crianças e Universindo”.

O Seqüestro dos Uruguaios em Porto Alegre acabou sendo o único fracasso de repercussão internacional da Operação Condor, entre centenas de ações clandestinas das forças de repressão das ditaduras do Cone Sul da América Latina, responsáveis por milhares de mortos e desaparecidos no período 1975-1985.

Um quadro sobre a repressão política na região, montado pelo jornalista brasileiro Nilson Mariano, faz uma estimativa sobre o número de mortos e desaparecidos naquela década: 297 no Uruguai, 366 no Brasil, 2.000 no Paraguai, 3.196 no Chile e 30.000 na Argentina. Os números dos ‘Arquivos do Terror’ - um conjunto de 60 mil documentos, pesando quatro toneladas e somando 593 mil páginas micro filmadas - descobertos pelo ex-preso político paraguaio Martín Almada na cidade de Lambaré, Paraguai, em 1992, são ainda mais expressivos: no total, o saldo da Operação Condor no Cone Sul, chegaria a 50.000 mortos, 30.000 desaparecidos e 400.000 presos.

Justiça italiana

Existem documentos que comprovam que o procurador Giancarlo Capaldo, magistrado italiano, investigou a ação de militares argentinos paraguaios, chilenos e brasileiros que torturaram e assassinaram cidadãos italianos na época das ditaduras militares da América Latina.

No caso de acusados brasileiros de assassinato, sequestros e torturas, havia uma lista com o nome de onze brasileiros além de muitos militares de altas patentes dos outros países envolvidos na operação.

Segundo as palavras do Magistrado, em 26 de outubro de 2000, "(...) Nada posso confirmar nem desmentir porque até dezembro militares argentinos, brasileiros, paraguaios e chilenos serão submetidos a julgamento penal..."

Ainda em dezembro de 2000 a Justiça italiana iniciou o julgamento dos onze brasileiros, todos militares e policiais. Eram acusados pelo desaparecimento de três argentinos descendentes de italianos. Os brasileiros eram atuantes da Operação Condor . Por segredo de justiça, os resultados dos julgamentos e as punições dos criminosos, se houve, não foram noticiados . Em dezembro de 2007 foram decretadas por autoridades italianas, prisões preventivas de diversos envolvidos, entre ele os já falecidos João Figueiredo (ex-presidente) e Octavio Medeiros (ex-chefe do SNI).

Jango, JK e Lacerda

Em entrevista concedida em março de 2001, o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes declarou que a Operação Condor decorreu do impasse na Guerra do Vietnã, que fez os Estados Unidos temerem confrontos semelhantes com o movimento guerrilheiro da América Latina. Mas a decisão da operação foi de setores da direita do Cone Sul. Quanto a João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, a condição para a abertura era o desaparecimento de lideranças políticas e por isso foram eliminados .

A família do ex-presidente João Goulart entrou com ação na Procuradoria Geral da República em que pede a investigação sobre o suposto complô que teria levado ao assassinato por envenenamento do ex-presidente, deposto pelo golpe de 1964 e morto no exílio, na Argentina, em 1976.

O pedido foi acompanhado pela gravação de uma entrevista feita por João Vicente Goulart, filho de Jango, com o uruguaio Mario Neira Barreiro, de 53 anos, que atualmente cumpre pena em penitenciária gaúcha, por roubo, formação de quadrilha e posse ilegal de armas. Barreiro descreve seu trabalho no Grupo Gama, o serviço de inteligência uruguaio, nos anos 1970, e detalha a Operação Escorpião (subordinada à Condor), que teria levado ao assassinato de Jango por envenenamento, mediante a adulteração de seus medicamentos de uso contínuo. Ele era cardiopata. "Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin. Conseguimos colocar um comprimido nos remédios importados da França. Ele não poderia ser examinado por 48 horas, aquela substância poderia ser detectada" - contou Barreiro. Jango morreu na madrugada de 6 de dezembro de 1976, oficialmente de ataque cardíaco, aos 57 anos, em sua Fazenda La Villa, na cidade de Mercedes, Argentina. Seu corpo foi enterrado em São Borja, no Rio Grande do Sul, sem passar por autópsia. Há seis anos, uma comissão externa da Câmara dos Deputados investigou a morte de Jango, sem chegar nada concluir.

Segundo João Vicente, "surgiram depois informações sobre o serviço secreto do Itamaraty, e a colaboração entre esse serviço e os de outros países, que dão veracidade ao que ele disse. Essa colaboração já existia antes da Operação Condor." João Vicente refere-se à divulgação de documentos sobre o Centro de Informações do Exterior, o serviço secreto do Itamaraty criado nos anos 60 e que vigiava os exilados brasileiros.

Trailler do Documentário
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FoldIt : Ajude a Ciência no combate contra o câncer e a AIDS. Basta jogar este game!



Doenças como o câncer e o HIV ainda são um verdadeiro mistério para a ciência. A cura que muitas vezes parecia estar próxima estava mais longe do que se pensava. Até hoje os cientistas trabalham com pesquisas para obter meios de combater estas pragas que infelizmente estão espalhadas pelo mundo todo. Pensando nisso que o site FoldIt disponibilizou um game onde os usuários podem contribuir para a Ciência resolvendo enigmas da ciência! Quer ajudar? Então baixe agora mesmo o jogo.

O jogo

O jogo disponibiliza vários puzzles em que você deve encontrar soluções para a quebra de proteínas em uma molécula. No começo tudo é muito simples, e você conta com a ajuda do computador que lhe explica como proceder para passar de nível. Entretanto a partir de certo momento o game começa a ficar complicado, e aí sim é que começa o desafio.


Além de ajudar a Ciência, você se diverte, uma vez que o jogo é bastante dinâmico e exige bastante raciocínio. Mas você deve estar se perguntando como que um jogo simples assim pode auxiliar na busca pela cura de doenças tão complexas como o HIV, certo?

Todas as proteínas contidas no corpo ajudam a manter o ser humano saudável e em funcionamento. Entretanto, elas podem estar, de alguma forma, envolvidas nestas doenças. Quanto mais os cientistas descobrem sobre estas proteínas, melhor é o arsenal de conhecimento que eles têm para aplicar contras as doenças.

Parabéns! Você está ajudando muito!

O câncer, o HIV e o Mal de Alzheimer são apenas algumas das doenças que podem ser curadas utilizando as descobertas realizadas por este simples jogo. Toda e qualquer informação obtida por um usuário no jogo é enviada para uma grande central, onde os cientistas formam bancos de dados para juntar informações sobre as proteínas.


Link

InVesalius,Uma impressionante e gratuita ferramenta médica (Freeware)

InVesalius Freeware

InVesalius é um software de pesquisa de uma complexidade surpreendente. Sua função é direcionada para profissionais da área de Medicina, e realiza um processo quase cinematográfico, digno dos melhores episódios de House: ele monta, através de várias imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética, uma simulação tridimensional da parte do corpo do paciente que foi analisada.

Uma vez carregadas as “fatias” produzidas pela tomografia computadorizada, o programa avalia o posicionamento físico das propriedades exibidas por cada imagem, e então estima a forma tridimensional do membro. A imagem tridimensional apresenta um nível de detalhamento bastante alto, e permite que o usuário observe áreas específicas, de maneiras especiais, avaliando a presença de corpos estranhos e estimando fatores como até mesmo a densidade dos ossos e tecidos do paciente.

Os modelos tridimensionais gerados podem ser observados por partes, separando em quadrantes específicos, e o programa permite calcular parâmetros como a distância entre dois pontos, assim como o volume e a área de partes selecionadas pelo usuário. A possibilidade de analisar cada centímetro do corpo humano em detalhe completamente tridimensional facilita a previsão dos impactos e dos alvos de uma possível intervenção cirúrgica.

Tenha em mente, porém, que este programa é feito especificamente para a aplicação em procedimentos hospitalares, e não apresenta atrativo algum para quem não tem acesso a imagens geradas por ressonância magnética e conhecimentos médicos a ponto de saber analisar e avaliar aspectos específicos do corpo humano. A ferramenta é um trabalho em desenvolvimento, direcionado para a área de pesquisa médica, e os desenvolvedores não se responsabilizam por diagnósticos feitos com o programa.

CADASTRO

Antes de realizar o download, o usuário deve realizar um cadastro no portal de software público, mantido pelo Governo Federal. O processo é simples, rápido e disponibiliza diversos outros excelentes programas, completamente gratuitos, direcionados para diversas áreas profissionais.

23/01/10

Hge de Alagoas , literalmente segue reto ao encontro do caos !Por falta de médicos em ato heróico, Proctologista poderá assumir UTI


" DIRETOR TAPA BURACO NO HGE

Em atos individuais, voluntários e silenciosos os intensivistas concursados do Hospital Geral do Estado vêm há algum tempo pedindo demissão e abrindo irremediáveis buracos nas escalas de trabalho. Até cansa repetir os motivos que levam à desistência do emprego público: o salário vergonhoso, a sobrecarga desumana de trabalho e a falta de condições éticas de trabalho.

Sem ter quem escalar para os plantões de fim de semana na UTI do HGE, a diretoria médica do hospital convocou os intensivistas efetivos remanescentes para comunicar que eles teriam que assumir a carga horária dos colegas que se demitiram. A recusa foi geral. Os efetivos ganham um terço do salário dos prestadores de serviço.

De acordo com fontes do hospital, para não deixar a escala em aberto o diretor médico do HGE resolveu partir para o sacrifício e disse que assumiria os plantões na UTI.

Atitude das mais louváveis, a não ser pelo fato de ele ser cirurgião geral proctologista. Esse tipo de improviso é a cara do governo alagoano. Nunca se fez tanta besteira na saúde, como nos últimos três anos."


Fonte: SINMED-AL

Comentários:

Ser médico não o credencia pelo menos no aspecto do bom senso ético, e por uma autocensura em assumir responsabilidades e riscos acima da sua formação e especialização na medicina.Nada porém impede que um clínico ou qualquer outro profissional médico, assuma o plantão, como mero exemplo no setor de cardiologia e faça prescrições . O que vai pesar na responsabilidade assumida é a sua capacidade técnica e o seu conhecimento para tal feito.Se assim não fosse não existiria sentido em termos especialistas na área médica . Um dia você seria o urologista no outro o pneumologista !Um dia você abriria um crânio para drenar um hematoma, no outro você faria uma laparotomia exploradora no paciente vítima de arma de fogo. A medicina é complexa , as patologias são inúmeras e cada paciente é um novo paciente com suas peculiaridades .

Se na trajetória de todas as Organizações que compôem a grande família da Medicina , elas não primassem com seu zelo e trabalho, fazendo uso de todos os meios ao seu alcance, para alcançar o perfeito desempenho ético e a manutenção do prestígio e bom conceito da profissão e dos profissionais que a exerçam legalmente , escutaríamos algum dia na melhor das hipóteses de um bom eufemismo enquistado no seio popular , as mais diversas indagações ,propagandas e conceitos errôneos oriundos do leigo e de alguns mentecaptos hirudíneos que aproveitariam a sua lógica malévola e minariam lentamente o que foi conquistado com primazia desde os primórdios de Hipócrates. Poderíamos ter o desprazer de escutar:

O cardiologista pode sim abrir consultório sentimental ( Ele não cuida do coração ? )

O cirurgião geral pode abrir salão de beleza ele não retira unha encravada ?

O ortopedista é como um grande serralheiro, porque ele coloca parafuso no osso !


E por aí vão as comparações que infelizmente já escutei ao longo da minha vida , apesar de toda luta incessante exercida pelos Conselhos,Sindicatos,Associações e Academias de Medicina em informar , conscientizar e educar a população sobre o papel do médico na sociedade Brasileira e Mundial! Recordo-me de uma paciente que se queixava ao médico sobre as suas hemorróidas. O médico pensando na insuficiência do Plexo Hemorroidário , e a paciente naquele vermezinho safado que provoca uma tremenda coceira anal (Oxiúros) ! Moral da história nem tudo que parece é , sendo imperativo uma vigilância constante de todos os profissionais na conduta e abordagem com seus pacientes. Zelo em excesso nunca é demais e o mito cultuado de sermos seres Divinos deve acabar através do trabalho em equipe com aqueles que confiam a vida em nossas mãos e com os colegas principalmente da área de saúde os quais precisam sair da letargia e serem despertados,conscientizados,aprimorados e estimulados no seu dia a dia a valorizar a sua coleção de leis! O Médico é médico 24 horas.Em qualquer lugar que esteja, no seu consultório particular, em uma instituição pública, no governo em cargos de chefia e sempre deverá cumprir e propiciar todos os meios para o fiel desempenho de seu código de conduta ética mantendo a obediência,os deveres , as obrigações e o respeito acima de tudo , perante as normas do seu conselho.


Muito da campanha pela desvalorização do médico e de suas instituições começa dentro de sua própria casa , quando alguns profissionais se esquecem da legalidade e trilham na famélica inversão da legitimidade para amparar os seus falsos conceitos interiores ,visando inúmeros objetivos de forum íntimo, que podem está ligados a vaidade,e ao poder.

Para rir um pouco deixo uma filosofia popular em termo de piada, mas mostra o valor de cada um quando encontra-se inserido no todo ,intitulada de :

O Grande Chefe

Quando o corpo humano foi feito pela primeira vez, todas as partes do corpo queriam ser o chefe.

O cérebro foi o primeiro a dizer:

Como eu sou o orgão que controla tudo e sou o único capaz de pensar, eu serei o chefe!

As pernas disseram:

Nós conduzimos todo o corpo, nós é que devemos ser o chefe.

Os olhos reclamaram:

Nós, somente nós, que vemos todas as coisas, avisamos da iminência do perigo, nos devemos ser o chefe.

E assim prosseguiu a discussão, coração, pulmões, todas as partes queriam ser o chefe. Quando a discussão pegava fogo, ouviu-se uma voz:

* Eu Serei O Chefe!

Era o Ânus( Bom eufemismo), que finalmente dava a sua opinião. Todos caíram na gargalhada. Como poderia o Ânus ser o chefe? Feio, todo enrugado, foi aquela gozação. O Ânus ficou triste, chateado e resolveu sair da reunião. Decidiu entao fazer greve: O Ânus parou de trabalhar, não mais defecou (Outro eufemismo)! Poucos dias depois o cérebro estava febril, os olhos já não conseguiam abrir, o coração não batia direito, os pulmões nao aguentavam. Era um mal estar geral.

Então todos se reuniram e imploraram pra o cérebro deixar o Ânus ser o chefe, caso contrário o corpo morreria. Assim aconteceu, cada parte fazia o seu trabalho e o Ânus chefiava. Era uma defecada (Eufemismo) atrás da outra . . .





Moral da Estória:

Para Ser O Chefe Não é Preciso Ter Cérebro. Basta Ter um Ânus e Fazer Suas defecadas( Maravilhoso Eufemismo) De Vez Em Quando . . .




E não se esqueçam caros amigos os quais ainda permanecem sentados a direita de Deus pai, no manto egocêntrico: Caso algúem grite : DOUTOR o paciente tá fazendo arritmia,não pense que ele toca pandeiro (O carnaval está chegando)na escola de samba e saiu do ritmo. Se você escutar: DOUTOR , houve uma hiperglicemia não vá pensar que foi o preço do açucar que aumentou; ou se por acaso ainda escutar alguém falando da danada da acidose metabólica , não pensem que a comida está azeda.

No mais deixemos que o CREMAL, com seus Conselheiros Médicos (Alguns são funcionários do HGE de Alagoas) cumpra com seu ministério , como já dito anteriormente nesse Blog na postagem A Medicina e sua História:O papel do Médico no sindicato,no crm,na academia e na associação Médica : Os conselhos de medicina seriam então os juízes, guardiães da justiça e da Carta Magna,com uma venda aos olhos,sempre mantendo uma imparcialidade ao segurar uma balança a pesar o código médico,e uma espada sempre a defendê-lo .É guiado estritamente no caminho da aplicação do que preceitua a sua lei, sem ao menos permitir que se irrompa de seu ego a vontade própria .


Boa sorte a todos

Mário Augusto



"A lei é ordem; e uma boa lei é uma boa ordem " (Política Aristóteles )

CREMAL - Fórum em Maceió dia 25/01/2010


O Conselho Regional de Medicina de Alagoas - CREMAL realizará, na segunda-feira,dia 25/01/2010, das 17 às 20h, no auditório do CREMAL, o grande Fórum de discussão sobre as bases funcionais do SUS em nosso estado. Na ocasião serão apresentados os resultados finais e estatísticos de todas as fiscalizações realizadas pelo Conselho em todos os município Alagoanos, inclusive Maceió (fiscalizações dos postos de PSF, Casas Maternais, Hospitais, Serviços de Pronto-atendimento, etc).


No evento estarão presentes os conselheiros do CREMAL, autoridades do Poder Judiciário, Secretários Municipais e o Estadual de Saúde, profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, técnicos, etc), além de representantes dos setores de vigilâncias sanitária e epidemiológica e demais personalidades públicas.


O objetivo do evento é, além da tornar público o resultado final dos relatórios de todas as fiscalizações já realizadas nos últimos três anos, apontar saídas para o estado de caos e adotar medidas, no âmbito de sua competência, para exigir a regularização das deficiências encontradas.




Evento: Fórum de Bases Funcionais do SUS - módulo final MACEIÓ
Local: Auditório do CREMAL (Rua Fausto Correia Wanderley, 90, Pinheiro, Maceió-AL)
Data: 25/01/2010 (segunda-feira)
Horário: das 17 às 20h
Informações: Fone: (82) 3036-3800 | Fax(82) 3338-3030 |
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20/01/10

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Projeto Haarp : tecnologia para fins bélicos ? Provocou o Terremoto no Haiti ?

Projeto HAARP

O projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program, Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência) é uma investigação financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha e a Universidade do Alaska para "entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância". Iniciou-se em 1993 para uma série de experimentos durante vinte anos. É similar a numerosos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, e tem um grande número de instrumentos de diagnóstico que servirão para melhorar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica.

Existem especulações de que o projeto HAARP seria uma arma dos Estados Unidos, capaz de controlar o clima provocando inundações e outras catástrofes. Entretanto, não há nenhuma prova cabal de que o sistema possua esse potencial.

O lugar onde se situa HAARP fica próximo à Gakona, Alasca (lat. 62°23'36" N, long 145°08'03" W), ao oeste do Parque Nacional Wrangell-San Elias. Depois de realizar um relatório sobre o impacto ambiental, permitiu-se estabelecer ali uma rede de 180 antenas. O HAARP foi construído no mesmo lugar onde se encontravam algumas instalações de radares, as quais abrigam agora o centro do controle do HAARP, uma cozinha e vários escritórios. Outras estruturas menores abrigam diversos instrumentos. O principal componente de HAARP é o Instrumento de Investigação Ionosférica (IRI), um aquecedor ionosférico. Trata-se de um sistema transmissor de alta frequência (HF) utilizado para modificar temporariamente a ionosfera. O estudo destes dados contribui com informações importantes para entender os processos naturais que se produzem nela.

Durante o processo de investigação ionosférica, o sinal gerado pelo transmissor envia-se ao campo de antenas, as quais a transmitem para o céu. A uma altitude entre 100 e 350 km, o sinal absorve-se parcialmente, concentrando-se numa massa a centenas de metros de altura e várias dezenas de quilômetros de diâmetro sobre o lugar. A intensidade do sinal de alta frequência na ionosfera é de menos de 3 µW/cm2, dezenas de milhares de vezes menor que a radiação eletromagnética natural que chega à Terra procedente do Sol, e centenas de vezes menor que as alterações aleatórias da energia ultravioleta (UV) que mantém a ionosfera. No entanto, os efeitos produzidos pelo HAARP podem ser observados com os instrumentos científicos das instalações mencionadas, e a informação que se obtém é útil para entender a dinâmica do plasma e os processos de interacção entre a Terra e o Sol.

O local onde se encontra HAARP foi construído em três fases. O protótipo tinha 18 antenas, organizadas em três filas de seis antenas cada. Esta instalação inicial demandava 360 kW de potência, e transmitia a energia suficiente para os testes ionosféricos mais básicos.

Na segunda fase foram instaladas mais 48 antenas, ordenadas em seis filas de oito antenas, com uma potência de 960 kW. Com esta potência, já era comparável a outros aquecedores ionosféricos. Esta fase foi utilizada para vários experimentos científicos que deram seus frutos, e várias campanhas de exploração ionosférica durante vários anos.

O desenho final de HAARP consta de 180 antenas, organizadas em 15 colunas de 12 unidades a cada uma. Provém um ganho máximo estimado em 31 dB. Requer uma alimentação total de 3,6 MW. A energia irradiada é de 3981 MW (96 dBW). Em verão de 2005, todas as antenas estavam já instaladas, mas ainda não se tinha transmitido à máxima potência.

Cada antena consta de um dipolo cruzado que pode ser polarizado para efetuar transmissões e recepções em modo linear ordinário (modo Ou) ou em modo extraordinário (modo X). A cada parte da cada um dos dipolos cruzados está alimentada individualmente por um transmissor integrado, desenhado especialmente para reduzir ao máximo a distorção. A potência efetiva irradiada pelo aquecedor está limitada por um fator maior de 10 à mínima frequência operativa. Isto se deve às grandes perdas que produzem as antenas e um comportamento pouco efetivo.

O HAARP pode transmitir numa onda de freqüências entre 2,8 e 10 MHz. Esta intensidade está acima das emissões de rádio AM e por embaixo das freqüências livres. Não obstante, HAARP tem permissões para transmitir unicamente em certas frequências. Quando o aquecedor está transmitindo, a largura de banda do sinal transmitido é de 100 kHz ou menos. Pode transmitir de forma contínua ou em pulsos de 100 microssegundos. A transmissão contínua é útil para a modificação ionosférica, enquanto a de pulsos serve para usar as instalações como um radar. Os cientistas podem fazer experimentos utilizando ambos métodos, modificando a ionosfera durante um tempo predeterminado e depois medindo a atenuação dos efeitos com as transmissões de pulsos.

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Novo tremor atinge o Haiti : Terremoto de mais de 6,1 de magnitude


Um novo tremor atingiu o Haiti na manhã desta quarta-feira (20). Segundo informações do Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA, o tremor foi de 6,1 graus na escala Richter, mas ainda não há informações de feridos e prejuízos causados pelo terremoto.
"Parecia que estava surfando no chão", relata correspondente sobre novo tremor no Haiti

Diversos tremores secundários vêm atingindo o país oito dias depois do terremoto de 7 graus que causou ao menos 75 mil mortos, mas o tremor desta quarta é o maior desde então. Além dos mortos, o governo calcula que 250 mil ficaram feridos e um milhão, desabrigados. Se a estimativa do governo se concretizar, serão 200 mil mortos causados pela tragédia da semana passada.

O tremor desta quarta aconteceu às 6h03 (9h03 de Brasília), a cerca de 59 km da capital Porto Príncipe e a 9,9 km de profundidade. Jornalistas da agência AP relataram que o tremor sacudiu prédios e pessoas foram vistas correndo pelas ruas. Segundo a agência Efe, edifícios que estavam comprometidos pelo tremor do dia 12 desabaram. Já os repórteres da agência AFP relataram que na região do bairro de Petionville o tremor foi sentido durante dez segundos.

Apesar da intensidade do terremoto, não foi ativado um alerta de tsunami na região. No último sábado, um tremor de 4,5 graus na escala Richter também foi registrado no país caribenho.

Com medo dos novos tremores, milhares de moradores da capital haitiana dormem nas ruas da cidade desde a semana passada. Segundo a agência AFP, em uma praça pública convertida em dormitório coletivo, uma mulher começou a rezar em um megafone após o tremor de hoje. Em outra praça, em frente ao hotel Kinam, pessoas corriam pela rua e algumas gritavam dizendo que era o fim do mundo.



Fonte:UOL

Mistério no Crime do Sacopã é revelado pelo Homem da Capa Preta




Êste retôrno ao caso Bandeira veio à tona durante um bombardeio de perguntas, na TV, contra o Deputado Tenório Cavalcanti. Uma delas foi disparada por êste repórter:

- Tenório, você tem coragem física e moral para contar a verdadeira história do crime do Sacopã? Se tem, diga um sim vigoroso, assumindo compromisso público de apontar à Justiça o autor ou autores do assassínio do bancário Afrânio Arsênio de Lemos. Você dispõe mesmo de elementos para afirmar a inocência do Tenente Alberto Jorge Franco Bandeira? Revelaria tal denúncia através de "O Cruzeiro", em tempo oportuno?

A resposta durou 10 minutos de frases quentes. Tenório juntou a luva, aceitou o desafio: afirmou com gestos fortes e palavras claras que contaria todos os capítulos do “maior êrro judiciário dêste País”.

60 dias depois encontramos o Deputado de Caxias na versão vibrante de um Zola nacional, tendo na mira de seus propósitos um Dreyfus caboclo, o tristemente popular tenente Bandeira. Estava armado, até aos dentes, não de trabucos ou lourdinhas, mas de provas, argumentos, e com a intenção candente de acabar com a farsa do Sacopã. Pediu férias aos milhares de favelados que vem reajustando socialmente, no seu município. Fêz uma pausa na sua candidatura à Presidência da República. Deixou de atender aos pobrezinhos de Caxias. Não lhe sobrava tempo, sequer, para passar as mãos pela cabeça de seus 8 netos. Dirigiu todos os seus atos para o novo front passional: a inocência do Tenente, fôssem quais fôssem as consequências. A capa preta, que muitas vêzes ocultou revólveres, iria, agora, cobrir os ombros de um homem que Tenório apresenta à Nação como espinha na garganta da Justiça braslileira. Mergulhou no mar escuro do processo Bandeira - processo que todo Brasil conhece e discute - e trouxe pérolas do fundo: provas, fichas dactiloscópicas, retrato, enfim, o criminoso, não Bandeira, mas o verdadeiro dono do dedo que apertou o gatilho contra o bancário Afrânio, no cenário noturno da Lagoa Rodrigo de Freitas, já vai para quase 8 anos. Conheceu episódios estarrecedores. Navegou nas águas pretas do Sacopã, nas trevas dos bastidores do processo. Viu quadros tristes da natureza humana. Homens com mêdo de verdade. Outros que acham Bandeira um môço tolo que, aos 23 anos, disputou o amor de uma mulher volúvel, cobiçada por profissionais do romance, mulher que lhe amortalhou a juventude. Descobriu venalidade, uma cadeia de subôrno, consciências de baixo preço no mercado da corrupção - tudo por trás do drama do jovem simples que apodrece no cubículo 21 da Penitenciária Central do Rio, precisamente há 7 anos e 2 meses. Os quadros desta história vermelha, onde a covardia e a frieza moral aparecem a cada vírgula, cairão do conta-gotas confessional de Tenório. Esta é a primeira etapa reveladora, a do retrato do criminoso, a das suas impressões digitais. Paralelamente, Tenório joga à mesa trunfos novos, fatos inéditos, tendo o cuidado de não prejudicar o processo de suas investigações particulares. Está cumprindo a sua promessa: dissecar o drama Bandeira, narrar outra história ao Brasil.

Entre perguntas do repórter e respostas de Tenório, os leitores terão os novos capítulos do crime do Sacopã, revelados pela luneta do Deputado fluminense. É uma janela que se escancara, mostrando um cenário desconhecido. Tenório leva-nos a um estranho turismo por fatos nunca dantes revelados. Firma, em cada revelação, a sua responsabilidade de parlamentar, de homem que tem uma promessa a cumprir. Vejam, agora, se êste diálogo não é o episódio mais sério do caso Bandeira.

Ubiratan: - Quais são as suas provas que anulam o processo que condenou Bandeira? Como você conseguiu tais elementos?

Tenório. - Para responder a esta pergunta, tenho que desfiar a teia do Sacopã, dentro da qual Bandeira ainda se encontra embrenhado. A inocência dêste rapaz me impressiona como um furacão que arranca esperanças pelas raízes. O Sacopã ensinou-me uma lição amarga: a de que Justiça, no Brasil, tem medida para cada prestígio, e pêso para cada conveniência, no balanço das traficâncias políticas. Preocupei-me com Bandeira, desde o primeiro dia do seu julgamento. Aliás, eu assisti ao julgamento dêste môço. Foi então que li nas páginas do seu rosto, não aquela frieza do assassino tipo morfológico, insensível a tudo e a todos, mas a tranqüilidade tenra do homem que não tem culpa. O debate entre acusação e defesa despertou na minha alma de homem estudioso do Direito e das misérias da Humanidade, um sentimento de revolta, por verificar que os pontos fracos da acusação escapavam à argúcia psicológica do jurista defensor. E os pontos frágeis na estrutura da defesa levaram-me à convicção de que Bandeira, ali, era uma lamparina exposta ao vento das paixões. E tudo isso, reunido, criou dentro de mim uma curiosidade e uma sofreguidão, que me arremessaram para uma constante investigação em tôrno do fato. E a tal ponto, que me autorizam, 7 anos depois, e com segurança, a responder à pergunta que você me formula. Sim, tenho elementos para denunciar à Nação os autores materiais do crime. E grito para todo o Brasil escutar: Bandeira é inocente.

Ubiratan: - Por que só agora você se propõe a fazer esta afirmação da inocência de Bandeira?

Tenório. - Porque só agora reuni elementos para fazer uma denúncia de tal gravidade e eco. Ademais, se eu fôsse autoridade policial ou judiciária, ou homem de Govêrno, que enfeixasse nas mãos qualquer parcela de poder, justificar-se-ia a sua curiosidade. Por que você não dirige a sua pergunta aos homens que, por direito, deveriam respondê-la, e não a mim que sou deputado federal, não sou delegado de polícia, não sou órgão do Ministério Público, mas simplesmente o Deputado Tenório?

Ubiratan: - Mas você fêz uma promessa pública pela TV. Está, portanto, na obrigação moral de cumpri-la. Diga quem é o criminoso ou criminosos, se é que você não está fazendo rodeios.


Tenório. - Menino, quando eu mato a cobra, mostro o pau. Vou lhe ditar um nome para o seu caderno de notas. Um nome que todo o Brasil deve decorar. Escreva JOVENTINO GALVÃO DA SILVA, natural de Pernambuco, nascido a 15 de setembro de 1912, com um metro e 64 de altura, cútis parda, cabelos castanho-escuros, barba raspada, filho de Miguel Galvão da Silva e de Isabel Rosa de Lima, residentes em S. Paulo, na cidade de Campinas. Pois foi êle quem fuzilou o bancário Afrânio, e não Bandeira.

Ubiratan: - Você tem maiores informações sobre Joventino?

Tenório. - Tenho, é claro. Ele é conhecido, nas rodas do crime, pelo vulgo de Porquinho. Veio da Paraíba, onde é acusado de vários crimes de homicídio. É seu irmão o delegado de polícia do município de Pedra do Fogo, um oficial reformado da Polícia do Estado. É também acusado de tentativa de crime de morte contra a pessoa do deputado federal Luiz Bronzeado, crime pelo qual responde, na Paraíba. Porquinho é matador profissional. Jamais deixara de aceitar empreitada para matar alguém, desde que lhe pagassem bem. Cobrava caro pela precisão do seu revólver e da sua peixeira. Vou-lhe passar às mãos fragmentos da vida pregressa dêste terrível matador, um presente que devo à Secretaria de Interior e Justiça da Paraíba, à colaboração do Governador Gondim e do Doutor Otávio Costa, Secretário de Segurança.

Ubiratan: - Como explica a vinda dêle para o Rio e como se liga ao caso do Sacopã?

Tenório. - Porquinho chegou ao Rio em fins de 1951, já contratado para o desempenho desta missão criminosa, por agentes que, no Rio, procuravam um profissional do crime para eliminar Afrânio, cuja conduta (Afrânio era um marginal de alto bordo) o incompatibilizara com determinados personagens da vida econômica brasileira.

Ubiratan: - Êle chegou a trabalhar no Rio?

Tenório. - Trabalhou como investigador da Polícia Secreta da Central do Brasil. Recebia por uma fôlha de pagamento reservada, onde passou recibo, cuja assinatura coincide com a do seu prontuário, na Paraíba. Neste lugar, foi pôsto à disposição de um chefe, já falecido.

Ubiratan: - Você tem provas da ligação de Porquinho com êste chefe? Vê nisso alguma ligação com o crime?

Tenório. - Não tenho mais provas. Não me preocupei com êste aspecto do caso. Meu propósito é restituir a liberdade a Bandeira. Só me interessam fatos ligados objetivamente à autoria material do crime, pois só êste aspecto libertará o Tenente.

Ubiratan: - Tenório, quero lembrar a você que existe uma testemunha, Walton Avancini, que afirmou ter visto Bandeira fuzilar Afrânio. O crime, segundo os autos do processo, passou-se dentro do “Citroen” de Afrânio. Avancini descreveu a cena com riqueza de detalhes, e o seu testemunho foi a chave da condenação de Bandeira. Tal testemunha não fêz nenhuma alusão ao Porquinho. Como você explica isto?

Tenório. - Já mandei confrontar as impressões digitais de Joventino com outras, sem dono, encontradas no interior do “Citroen”, e que não pertencem nem a Bandeira, nem a Avancini. Não acredito no testemunho de Avancini, pois se êle estivesse dentro do carro, claro que teria ali deixado suas impressões digitais, uma vez que não tinha nenhum motivo para destruí-las. Aliás, o que reputo mais definitivo para dissipar o crime da Lagoa Rodrigo de Freitas é a prisão de Joventino e sua conseqüente confissão. Esta prisão destruirá a maior farsa judiciária do Brasil. E ainda mais: aí está o retrato e a ficha dactiloscópica do verdadeiro matador do bancário. E eu rasgo o meu diploma de bacharel em Direito, rasgo o meu diploma de Deputado Federal, se houver alguém, neste País, mesmo o jurista mais genial, que prove não ter sido Joventino o criminoso. Reservo-me, entretanto, o direito de eu mesmo interrogá-lo, na presença de repórteres, jurista e, se fôsse possível, de tôda a Nação. Só eu sei por que falo neste tom de convicção.

Ubiratan: - Você acha possível localizar Joventino, ou êle se transformará num fantasma da inocência de Bandeira, num outro mistério?

Tenório. - Com o retrato dêle publicado em sua Revista, idem as suas impressões digitais - identidade completa - só não será prêso num País como o nosso, que coloca um inocente na cadeia e dá liberdade a um criminoso protegido. Se certo grupo restrito da polícia carioca foi conivente com a farsa do Sacopã - e eu disso não tenho dúvidas - , não o serão, por certo, todos os departamentos policiais do Brasil. E eu aproveito esta oportunidade para, através de “O Cruzeiro”, o órgão de maior penetração nas Américas, oferecer não só o retrato do criminoso, mas todos os elementos de identificação para a captura de Joventino. Convoco não só a polícia sadia de todo o Brasil para capturá-lo, como o próprio povo. Joventino será caçado do Acre ao Rio Grande, onde exisitir um policial decente e um cidadão honrado. Êle não passeará mais impunemente pelas ruas, enquanto Bandeira amarga entre as grades. Tenho certeza de que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica não cruzarão os braços, diante de tão tremenda denúncia à Nação. E posso garantir que já senti o apoio das três armas. Do próprio Ministro da Justiça, meu amigo Doutor Armando Falcão, que me prometeu irrestrito apoio e solidariedade, bem como grandes chefes militares, com quem conversei sôbre o asunto.

Ubiratan: - Tenório, você conversou 6 horas com Bandeira, durante os dois encontros que teve com êle, no cubículo 21. Qual a sua conclusão sôbre o rapaz?

Tenório. - Encontrei Bandeira reduzido a uma palha. Um trapo, uma reminiscência de homem. Desiludido, descrente, tendo nos lábios um travo de desespêro e dois olhos para chorar. Algumas frases suas não me sairão da memória: "Excelência (êle me tratou assim), já sofri demasiado, faltam-me fôrças para resistir a tamanha monstruosidade. Preferia mais 15 anos de cadeia a fazer chorar a minha mãe. Ela sofre das coronárias. Se algum dia eu sair daqui, não deixarei minha mãe fazer nada em casa. Andarei com ela nos braços".

Ubiratan: - Eu vi Bandeira com os olhos molhados. Foi, aliás, a primeira vez que o vi assim, em compasso de lágrimas. Mas não pensei que, a sós com você, êle tivesse uma crise profunda de chôro. Isto foi mesmo verdade?

Tenório. - Bandeira chorou a cântaros. Seu corpo estremeceu com soluços fundos. Aconteceu quando êle falou da sua mãe, Dona Risoleida. Chorou também ao sentir que sairá da cadeia não por favor judicial (o indulto, que lhe foi agora negado), mas por inexistência de culpa e existência de culpa por parte dos verdadeiros autores.

Ubiratan: - Você chegou a sentir, como homem experimentado que é, a personalidade íntima de Bandeira?

Tenório. - Em verdade é um tipo esquisito, homem de pouca fala, com a mentalidade bitolada pela disciplina dos quartéis, atrofiado por educação ortodoxa, e com uma alma em tumulto pelo traumatismo moral de que foi vítima, com raciocínio desordenado pela prisão celular - de homem que se sente sem saber externar, que quer sem saber dizer, com o neuropsiquismo alterado pela desorganização espiritual em que vive. Desconfia de tudo e tem mêdo de todos. É incapaz de confiar cegamente em alguém, tal é o desgaste de 7 anos e 2 meses de decepções, desgaste da perversidade dos homens.

Ubiratan: - Bandeira contou a você algum fato novo? Algum segrêdo revelador?

Tenório. - Sim, segredos que se harmonizam com o ritmo das provas de que disponho e do meu raciocínio, tudo em perfeita cadência com sua inocência. Êle me deu elementos, extraprocesso, que servirão como fôrça aglutinadora para o debate judicial, que terá de ser reiniciado à base da verdade até hoje não revelada.

Ubiratan: - Tenório, você conhece o processo Bandeira?

Tenório. - Conheço, sim, mas foi tempo perdido conhecê-lo. Tenho elementos que tornam inútil voltar aos autos, a não ser para buscar laudos periciais. O processo é um monturo de coisas feitas, preparadas à moda da casa. Representa uma acusação, sim, um tremendo libelo, mas contra quem o urdiu, contra os seus autores. Êle me servirá, apenas, para jogar na cadeia os que contribuíram para a condenação de Bandeira. E ainda que êstes escapem de processos, não escaparão do desprêzo público.

Ubiratan: - Você irá, sòzinho, encampar a luta para a revisão criminal do processo Bandeira?

Tenório. - Sòzinho? Você não acha a palavra pequena? Estarei com a opinião pública nacional, com a dos quartéis, a da Justiça com J maiúsculo. Até mesmo os que participaram do processo, e erraram sem dolo, erraram porque desconheciam a verdade, estarão comigo. Quanto ao encaminhamento processual da revisão, êste já está em mãos limpas, já priva de consciência pura. Refiro-me ao jovem Advogado Odir Araújo, môço de integridade profissional à prova de subôrno. Êle está cuidando da revisão.

Ubiratan: - E você, como deputado, que pretende fazer?

Tenório. - O que eu já estou fazendo: um requerimento de informações ao Ministro da Justiça, cuja cópia passo às suas mãos. E muitos outros que pretenderei fazer, até que a verdade rebente, fulgurante, consagrando uma vitória para a Justiça e confundindo os seus traidores




Fonte:O Cruzeiro - 12 de setembro de 1959.Memória Viva

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Fonte : UNESP