Maceió- AL -

28/02/10

CAPOTARIA NOVO MUNDO : A Central de Transplantes do HGE .




Foto da Central de Transplantes do HGE de Alagoas 25/02/2010


CAPOTARIA NOVO MUNDO , A Central de Transplantes do HGE.

O conceito de desenvolvimento sustentável de transplantes na área médica e as modificações, ditas constitucionais e ligeiramente incorretas, foram adaptadas “ecologicamente” de forma rápida, eficaz e sorrateira pelos mágicos da equipe do “Mister M “ da secretaria de saúde de Alagoas.

A tônica atual é o reaproveitamento do “espaço físico” e dos velhos Colchões ( antigos funcionários) que serão substituídos paulatinamente por uma nova equipe de Profissionais de “extrema competência conforme a nova política da saúde” ,que serão contratados pelas Organizações Sociais .

Essa é a nova técnica do Negativismo e da saturação emocionalmente dinâmica do futuro mercado de trabalho em Alagoas.

Os “velhos colchões” passarão por uma nova adaptação terceirizada em busca do selo verde !

Os” novos colchões” terão salários invejáveis e quatro vezes maiores do que os “velhos”, em nome da lei da responsabilidade fiscal.

Tudo isso orquestrado por uma política protecionista e mesquinha , inquestionavelmente implantada no estado de Alagoas.

Enquanto o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Médicos permanecerem na “bacia temporizadora do Silêncio”,as OS irão se instalar silenciosamente no “conforto térmico “ das terras dos caetés ,devido a falta de organização das entidades médicas de Alagoas.

A “Nova embalagem” do consumo da saúde pública merece uma apreciação do fiscal da legalidade.

As luzes da assistência médica aos necessitados, se apagarão.

Os holofotes dos ilustres desconhecidos, reinarão até que a justiça volte a aplicar o que rege a carta magna: SAÚDE PÚBLICA É DEVER DO ESTADO.

José Roberto de Moraes.
CRM 1860.




Email recebido e autorizado a publicação pelo autor

Iremar Marinho e o seu Bestiário da Imprensa, no portal tudoglobal


Iremar Marinho é natural de União dos Palmares (AL), residente em Maceió. Jornalista, publicitário e advogado, graduado em 1976, pela Universidade Federal de Alagoas. Exercieu a função de editor e repórter dos jornais Gazeta de Alagoas, Tribuna de Alagoas, Extra - Alagoas e TV Gazeta de Alagoas. Integrante da Coletânea Caeté do Poema Alagoano, publicada em 1987, recebeu do crítico Marçal Calmon a seguinte apreciação: "Com extraordinário poder de síntese, dizendo muito em poucas palavras, resumindo em poemas concisos um mundo de idéias, Iremar Marinho de Barros é uma agradável surpresa que a coletânea nos revela. Todos os seus poemas impressionam pela maturidade". Editou a seção Mural de Poemas do jornal Extra - AL e tem publicado o poema "No Mar de Cuba", no livro Freitas Neto - Prosa, Verso e Graça, editado pela Casa da Amizade Freitas Neto Cuba-Brasil. Criou, pela Chama Publicidade, a mensagem da TV Gazeta de Alagoas, comemorativa aos 25 anos da Rede Globo de Televisão, exibida pela emissora em todo o país. Recebeu a Comenda Jorge de Lima, da Prefeitura de União dos Palmares-AL. Tem ainda para publicar: "Litanias de Mel Cabaú", "Lira Lacônica" e "Queríamos Mudar o Mundo - Invenção da Memória"

Vale a pena visitar o Blog Bestiário Alagoano e o Bestiário da Imprensa !

Terremoto no Chile, galeria de fotos


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Prédio da embaixada brasileira no Chile corre risco de desabamento após terremoto


O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que o terremoto que atingiu o Chile na madrugada de hoje provocou abalos no prédio da embaixada brasileira.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o órgão afirmou ao iG que o edifício, localizado no centro histórico da capital Santiago, oferece risco de desabamento, mas que os funcionários brasileiros foram retirados do local. Não há informações sobre mortos ou feridos.

De acordo com o MRE, o governo chileno está fazendo um levantamento dos funcionários brasileiros que atuam na embaixada. O órgão explica que as linhas de comunicações com o Chile foram prejudicadas, mas que tenta localizar pessoas que entraram em contato com o Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty. Os telefones para atendimento são (61) 8197-2284, (61) 3411-8804 e (61) 3411-8805.

O terremoto de 8,8 graus na escala Richter - maior dos últimos 25 anos - atingiu o centro-sul do Chile às 03h26 no horário local (o mesmo de Brasília). Segundo as últimas informações, o tremor deixou mais de 120 mortos.

Em nota divulgada hoje cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva instruiu o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e o MRE a analisarem a situação no Chile, para definir as medidas de assistência que o Brasil deve tomar.
IG

Requerimento prorroga CPI das ONGs por mais 180 dias




Lido em Plenário requerimento que prorroga CPI das ONGs por mais 180 dias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Organizações Não-Governamentais (ONGs) teve seu funcionamento prorrogado até o dia 3 de setembro, em atendimento a requerimento do seu presidente, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), subscrito por outros parlamentares e lido na tarde desta quarta-feira (3), em Plenário, pelo senador Mão Santa (PSC-PI), que se encontrava na presidência dos trabalhos.

A comissão foi instalada em 3 de outubro de 2007 e teria seus trabalhos encerrados no próximo dia 21. Ela foi criada a partir de requerimento de Heráclito Fortes, com o objetivo de apurar a liberação, pelo governo federal, de recursos públicos para ONGs e para organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips), no período de 1999 a 30 de abril de 2009.

A CPI das ONGs tem como relator o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) e como vice-presidente a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). O requerimento que solicitou a prorrogação do funcionamento da CPI, o quarto apresentado desde o início de seus trabalhos, foi assinado por 40 senadores, 13 a mais do que o mínimo exigido pelo Regimento Interno da Casa.

A 29ª e última reunião da comissão, que conta com 11 membros titulares e sete suplentes, foi realizada em 14 de outubro de 2009. Na ocasião, Inácio Arruda reassumiu o posto de relator do colegiado, após ter sido substituído pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). O senador pelo Ceará havia perdido a função para a oposição ao ser indicado para compor a CPI da Petrobras, já encerrada.

O impasse entre governistas e oposicionistas paralisou o trabalho em ambas as comissões do Senado durante meses. A partir daí, a base governista condicionou o início dos trabalhos efetivos da CPI da Petrobras à volta de Inácio Arruda para a CPI das ONGs, o que só ocorreu depois de negociações entre os líderes partidários.

Inicialmente, a comissão iria apurar o repasse de recursos às ONGs pelo atual governo. Posteriormente, requerimento apresentado por seus integrantes retrocedeu o período das investigações, como forma de apurar os repasses superiores a R$ 50 mil feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a entidades sem fins lucrativos entre 1999 e 2007.

O primeiro senador a presidir a comissão foi Raimundo Colombo (DEM-SC). A comissão chegou a tomar alguns depoimentos e a aprovar diversos requerimentos, a maioria relacionada à convocação de representantes legais de instituições sem fins lucrativos para que explicassem o destino dos recursos públicos recebidos. A comissão também aguarda o envio de informações por órgãos do governo.

Da Redação / Agência Senado
03/02/2010

Em 1996, a Associação Monlevade de Serviços Sociais (AMSS) foi transformada em Pró-Saúde


Hospital Margarida pode ser ampliado
sexta-feira, 13 de julho de 2001

Apesar de estar em João Monlevade anteontem para falar sobre a perda do certificado de filantropia da Pró-Saúde, o presidente da entidade, José Carlos Rizoli, acabou abordando o polêmico assunto sobre a possível doação do prédio onde funciona o Hospital Margarida. O imóvel pertence à Belgo e esteve prestes a ser repassado para a Pró-Saúde no início do ano, mas o processo de transferência foi retardado por manifestações contrárias da Câmara Municipal.

José Rizoli confirmou que para a Pró-Saúde realizar investimentos necessários ao Hospital Margarida, o imóvel precisa estar em nome da entidade, impossibilitada de intervir com gastos financeiros em patrimônio privado. Sabemos que a Belgo está fazendo estudos nesse sentido. Nós estamos aguardando. É nossa intenção, no momento em que a Belgo decidir, reunir com o corpo clínico do hospital e tomar algumas medidas sobre a doação, disse.

No entanto, informou que em contato com a gerência da Belgo durante sua presença na cidade pediu que o processo de doação seja suspenso até que se decida sobre a filantropia. Porque entendemos que precisamos primeiro terminar esse problema para depois passar ao outro, confirmou.

Porém, José Rizoli disse que a doação do prédio não significa a imediata ampliação do hospital, mas o estabelecimento de um cronograma para realização das intervenções e busca de parcerias com o poder público para implementação das mudanças.

No dia que recebemos o prêmio da Unicef, de Hospital Amigo da Criança, eu disse que nós íamos ter a UTI nesse hospital, que é importante. E ampliação do Pronto Socorro, e aumento do bloco cirúrgico... São coisas inevitáveis. Têm que ser feitas, reafirmou dizendo, no entanto, que serão realizadas segundo priorização das obras urgentes.




Pró-Saúde administra 56 hospitais no Brasil

Uma dúvida até então sem resposta, levantada na Câmara Municipal sempre que o assunto é Pró-Saúde, foi abordada diante da cúpula da instituição. A Pró-Saúde administra 56 hospitais no Brasil com a filantropia de João Monlevade? Levaram o certificado da cidade e hoje desfrutam dele?

O presidente da entidade, José Carlos Rizoli, explica que não é esta a verdade. Em 1996, a Associação Monlevade de Serviços Sociais (AMSS) foi transformada em Pró-Saúde, que passou a ter a filantropia e partiu da administração do Hospital Margarida, em Monlevade, para o restante do país após ter sua sede transferida para São Paulo.

Vamos fazer um exercício de raciocínio. Se continuasse a associação local, ela teria que conviver com um hospital sem sobra financeira, que ainda absorve o SUS a mais - 84%, quando deveriam ser apenas 60% - e se precisasse de dinheiro teria que recorrer à população para ajudar... Não é o caso da Pró-Saúde, expôs José Rizoli.

Ele mostra como vantagem toda a mudança e o surgimento da Pró-Saúde, que agindo nacionalmente em mais hospitais pode remanejar recursos financeiros ou até humanos de um local para outro, suprindo necessidades. Nós temos uma capacidade de articulação e remanejamento muito maior, com uma estrutura grande que beneficia o Hospital Margarida. É uma vantagem para a cidade ter a Pró-Saúde, argumentou.

A explicação provoca reflexão e acaba revelando que uma entidade local com a filantropia poderia ser alento para os mais bairristas. Porém, na prática seria realmente difícil de se manter financeiramente, apenas com o horizonte da cidade para buscar recursos, sem o poder financeiro que a Pró-Saúde adquiriu ao ampliar seu mercado de atuação a partir de São Paulo, o que seria muito difícil através de Monlevade.

Fonte: Cidade Mais

Em Minas Gerais: Câmara de vereadores revoga utilidade pública da Pró-Saúde


Com votos de doze dos treze vereadores presentes, a Câmara Municipal de Monlevade, em Minas Gerais, revogou, na última quarta-feira, o reconhecimento da Associação Monlevade de Serviços Sociais, atualmente transformada em Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, como entidade de utilidade pública.

O projeto de lei que revoga o título é de autoria do presidente da Casa, Wilson Starling Júnior (PTB), e é conseqüência do resultado de uma CPI que apontou irregularidades no Hospital Margarida. Com a decisão da Câmara, a Pró-Saúde corre o risco de perder, também, o título de filantropia que lhe permite isenções fiscais.

A filantropia da Fundação Pró-Saúde nacional chegou a ser cancelada em 23 de maio de 2001 pelo então ministro da Previdência e Assistência Social, Roberto Brandt. A Pró-Saúde recorreu.

A revogação da utilidade pública da Pró-Saúde aconteceu na sede da entidade em João Monlevade. Constatou a CPI que para as licitações e contratação com o poder público, era usada documentação da sede que estava regular apesar das várias pendências pelo Brasil. Uma dessas pendências é em São Luís (MA), onde a prefeitura cobra na justiça um débito superior a 11 milhões de reais de ISQN. O processo corre na justiça.

Diante disso, conforme concluiu a CPI, a Pró-Saúde não teria direito a benefícios fiscais que alega ter por ser filantrópica.

Quer que prefeitura assuma responsabilidade – Por outro lado, terminou sem acordo, em Belo Horizonte, a rodada de uma série de reuniões entre representações da Pró-Saúde, da Belgo e da prefeitura de João Monlevade, com vistas a um acordo para a saída da Pró-Saúde da administração do Hospital Margarida, abrindo espaço para que a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) assuma a instituição. As representações da Belgo e da prefeitura consideram as negociações encerradas e avisam que só voltam a se reunir com a Pró-Saúde se a fundação aceitar o acordo proposto.

O acordo estava praticamente acertado há duas semanas, quando uma exigência não foi aceita pela prefeitura: a Pró-Saúde queria que a prefeitura, a Belgo ou a SSVP assumisse a responsabilidade por qualquer ação cível ou trabalhista que surgisse contra a fundação. “Isso não é uma proposta séria”, reagiu o prefeito Carlos Moreira (PTB), que, junto com a Belgo, já havia concordado com outros itens, como pagamento das dívidas referentes ao último mês da administração Pró-Saúde, além de repasse de1,2 milhão da empresa para que a fundação indenizasse todos os funcionários do hospital Margarida.

Depois de muitas horas de reunião e vários prazos dados a pedido da Pró-Saúde, prefeitura e Belgo consideraram encerradas as negociações e passaram a discutir o assunto com a Promotoria Pública do município. Na última quarta-feira, o prefeito Carlos Moreira voltou a discutir o assunto com a Belgo, desta vez com representação do corpo clínico e dos funcionários do hospital, que, na véspera, parte da equipe médica ameaçava paralisar as atividades sob alegação de falta de condições mínimas de trabalho no Margarida. “Só restam três alternativas: a Promotoria Pública intervir junto com a prefeitura, a prefeitura intervir sozinha ou deixar tudo como está”, disse o prefeito, afirmando que só vai tomar a decisão após um posicionamento dos médicos e dos funcionários.

No final da tarde do dia seguinte, o prefeito voltou a discutir o impasse com o juiz e diretor do fórum da comarca, Valdir Ataíde Guimarães, e, em seguida, com a promotora Cristina Fagundes. “Estou buscando todas as alternativas de negociação para resolver o problema, mas a prefeitura está pronta para decretar a intervenção se esta for a única saída para reverter a situação do hospital Margarida”, garantiu Carlos Moreira, assegurando que seu objetivo é garantir melhor atendimento à população sem causar nenhum prejuízo aos funcionários e ao corpo clínico.

No Tocantins e Rio Grande do Norte– Nesse mesmo período, ano passado, a imprensa noticiou problemas que a Fundação Pró-Saúde enfrentava no Tocantins e no Rio Grande do Norte. Na época, o Jornal Pequeno abordou, também, situações embaraçosas da Fundação no Maranhão, onde, inclusive, o Ministério Público e a Assembléia Legislativa chegaram a ser acionados. No Poder Legislativo, foi instalada uma Comissão Especial de deputados porá averiguar a situação, mas não se teve notícias dos resultados. As últimas informações publicadas davam conta de que o relator não havia entregue o seu trabalho após as visitas aos hospitais administrados pela Pró-Saúde. No Ministério Público, ficaram na intenção as declarações de pelo menos um promotor de oficializar uma Ação Civil Pública contra a Fundação. Por outro lado, não se tem conhecimento de decisão judicial definitiva sobre a ação movida pela prefeitura de São Luís contra a Pró-Saúde. O município cobra dívidas de ISSQN da Pró-Saúde hoje estimadas em mais de 11 milhões de reais. A Pró-Saúde recorreu de decisão inicial contrária alegando ser entidade filantrópica, sem fins lucrativos, imune, portanto, a esse tipo de cobrança.|

Consta, porém, que a entidade não possui informação ou declaração da Câmara Municipal de São Luís, de que presta serviço de utilidade pública, o que sacramentaria suas alegações. Sem esse ‘carimbo’ da Câmara, a filantropia da entidade não se caracterizaria, apesar do respaldo nacional que possui nesse sentido.

Fonte :Jornal Pequeno São Luís-MA

Tribunal de Justiça de Alagoas receberá 250 computadores doados do Supremo


Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Tribunal de Justiça de Alagoas receberá 250 computadores doados do Supremo

O Supremo Tribunal Federal (STF) doou 250 computadores ao Tribunal de Justiça do estado de Alagoas. A doação foi oficializada na tarde desta sexta-feira (26) durante o intervalo 3º Encontro Nacional do Judiciário, em São Paulo, com a assinatura de um documento pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e a presidente do TJ-AL, Elizabeth Carvalho.

“Essa doação é de suma importância já que estamos nesse processo de informatização e porque somos um estado pobre”, afirmou a presidente do TJ-AL. Segundo ela, os computadores ajudarão a atingir todas as metas traçadas para uma melhor prestação jurisdicional. “Com esse gesto do ministro Gilmar Mendes, ganha o Poder Judiciário e, mais do que tudo, ganha a população”, completou.

Ela lembrou que em 2009, o estado recebeu visitas do presidente do STF, oportunidade em que Elizabeth Carvalho expôs a deficiência pela qual passava o estado. “Com essa quantidade importante de equipamento eletrônico vamos chegar lá”, disse a presidente alagoana.

Colaboração

De acordo com o diretor-geral do Supremo, Alcides Diniz, a iniciativa do STF tem a intenção de colaborar com os Tribunais de Justiça dos estados, “sobretudo aqueles onde há uma identificação de uma necessidade muito grande nessa área de informática”. Ele ressaltou que as comarcas mais carentes, como é o caso do estado de Alagoas, tem muitas dificuldades no processo de integração via instrumentos de TI.

A decisão de doar os computadores decorre dos trabalhos do Projeto Integrar, do Conselho Nacional de Justiça, que tem por objetivo melhorar a identificação dos processos e a análise do trabalho da Justiça nos estados, propondo soluções a fim de torná-lo menos burocrático, portanto mais ágil e eficiente para atender a demanda das comarcas.

O diretor-geral ressaltou que o Supremo tem uma política de atualização do seu parque tecnológico. “Nós anualmente atualizamos parte desse parque e, desta vez, estamos substituindo cerca de 1000 a 1220 computadores, ou seja, nesse último ano de gestão do ministro Gilmar nós estamos substituindo praticamente todos os computadores”, disse.

Segundo Alcides Diniz, os computadores são semi-novos e estão funcionando integralmente. ”A performance é extraordinária e com certeza vai atender de forma completa àqueles que pouco tem ou que nada tem na área de TI”, destacou.

Outras doações

Essa não é a primeira vez que o Supremo faz uma doação de computadores. A Corte já doou recentemente para todas as comarcas do entorno de Brasília mais de 200 computadores. Antes já o havia feito para a Justiça estadual do Piauí, também no contexto das ações do "Projeto Integrar.

“Na medida em que se identificam necessidades dessa espécie, o Supremo estará pronto, havendo estoque e substituição do seu parque, para colaborar como colaborou aqui e com outras justiças estaduais”, finalizou

EC//AM

Centrais tentam adiar no STF votação sobre imposto sindical


Ação em trâmite pede fim do repasse às entidades de parte dos recursos recolhidos dos trabalhadores

As centrais sindicais poderão ficar de fora da partilha dos recursos do imposto sindical e perder uma receita anual superior a R$ 60 milhões. Essa é a perspectiva caso o STF (Supremo Tribunal Federal) conclua hoje o julgamento de uma ação de inconstitucionalidade contra o repasse do dinheiro e a atuação das entidades no movimento sindical.

A tendência é que o tribunal proíba a transferência da receita do imposto para as centrais.
Ontem, sindicalistas pressionavam os ministros do Supremo a adiar para abril a conclusão do caso, mas o assunto foi mantido na pauta de hoje.

O argumento oficial das entidades é que até abril estão em campanha pela redução da jornada de trabalho e não querem desmobilizar suas estruturas para tratar de outros assuntos. A estratégia, no entanto, pode garantir o recebimento pelo menos mais este ano.
Embora haja recolhimento do dinheiro ao longo de todo o ano, o maior volume é arrecadado pela Caixa Econômica Federal em abril. Assim, se até lá a legislação não for alterada, as centrais podem alegar que têm direito ao dinheiro já recolhido.

"Essa é uma tese maldosa. Há apenas uma coincidência de datas. O imposto é pago pelo trabalhador no início de abril e repassado pela Caixa ao Ministério do Trabalho até o dia 30. Só vai para o caixa dos sindicatos em maio", disse o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah.
A contribuição sindical, equivalente a um dia de trabalho, é descontada uma vez por ano do salário referente a março. O valor é rateado entre governo (10%), centrais sindicais (10%), confederações (5%), federações (15%) e sindicatos (60%).

A UGT é uma das seis centrais beneficiadas com o imposto sindical desde 2008. Além dela, recebem os recursos a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Força Sindical, a NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e a CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

A ação de inconstitucionalidade foi movida pelo DEM, que questiona a legalidade do repasse do imposto sindical às centrais e ainda a possibilidade de as entidades substituírem ou representarem os sindicatos em negociações.

O STF iniciou o julgamento do caso no ano passado. Cinco ministros chegaram a votar, mas houve um pedido de vistas do ministro Eros Grau. "Estamos conversando, estamos conversando. O placar está três a dois contra a gente, mas vamos ver o que conseguimos fazer", afirmou ontem o presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, acolheu a tese dos democratas, que prevê a contribuição para confederações representativas dos sindicatos, e não para instituições que tenham viés mais "político" do que "trabalhista".

O voto de Barbosa foi seguido pelos ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio Mello julgou o pedido do DEM improcedente. Para Cármen Lúcia, as centrais não podem participar das negociações trabalhistas, mas podem receber a contribuição.


24/02/2010

FONTE: JORNAL FOLHA DE S.PAULO

Jungmann entra com Ação Popular contra a "MP da Pilantropia"


O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) deu entrada, nesta terça-feira (18), com Ação Popular (Confira íntegra abaixo) na Justiça Federal questionando a legalidade dos artigos 36, 37 e 40 da Medida Provisória (MP) 446 e pedindo sua suspensão imediata. A MP, na prática, concede anistia geral às entidades filantrópicas, incluindo as que são investigadas por irregularidades.

Jungmann, que além de recorrer à Justiça também apresentou, no Congresso, emenda supressiva ao texto da MP na Câmara, disse que "não é possível concordar com os termos dessa medida, que praticamente dá um cheque em branco para as entidades filantrópicas".

O texto da MP 446 concede várias vantagens adicionais às entidades filantrópicas. Uma delas é conceder às organizações que tinham apresentado anteriormente pedido de renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) seu deferimento automático, sem nenhum tipo de análise. A MP também extingue os recursos contestatórios da renovação ou concessão de certificados que ainda não foram julgados, entre outros benefícios inaceitáveis.

Aumento da fiscalização


De acordo com o deputado, o crescimento do terceiro setor no país ? formado por entidades privadas dedicadas ao bem público, organizações não-governamentais (ONGs), instituições religiosas e entidades beneficentes, entre outras ? a partir da década de 90, foi conseqüência da insuficiência do estado em suprir as necessidades da população. Mas, infelizmente, esse crescimento não correspondeu ao necessário aumento da fiscalização das entidades, que são isentas de pagamento de tributos e contribuição previdenciária.

Para o deputado, tal fiscalização, por parte do governo federal, vem limitando-se à verificação do cumprimento de formalidades. "Hoje se atesta a intenção de trabalhar pelo interesse público, e não se a organização realmente trabalha, modelo que não combina com o estado democrático de direito", afirmou.

Raul Jungmann destacou, ainda, que no corpo da MP 446 consta em suas disposições transitórias um elenco de artigos que, a seu ver, "ferem a necessidade de existir uma regra clara para que a emissão dos certificados destas entidades beneficentes sejam considerados atos administrativos perfeitos".

"Emitir os certificados sem o devido processo administrativo, sem a averiguação das condições reais das entidades prestadoras de serviço, significa grave negligência. Ainda mais quando toda a sociedade reconhece o grande número de denúncias existentes contra uma série de instituições", enfatizou. A opinião de Raul Jungmann em relação à MP 446 é a mesma de diversos parlamentares, tanto da oposição como da base aliada do governo.


Confira abaixo a íntegra da ação.



Exmo.(a) Sr.(a) Juiz(a) da ____ Vara Federal Seção Judiciária do Distrito Federal


Raul Belens Jungmann Pinto, brasileiro, solteiro, Deputado Federal, CPF n.º 244.449.248-68, eleitor alistado sob o n.º 002728710809, Zona Eleitoral n.º 4, Seção Eleitoral n.º 12, em Recife/PE (certidão de quitação eleitoral em anexo), residente e domiciliado à Academia de Tênis de Brasília ? Setor de Clubes Sul, Trecho 04, Conjunto 05, Lote 1B Apto. 533 ? Brasília/DF, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seu advogado signatário, ajuizar a presente AÇÃO POPULAR COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA em face da União Federal e do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com endereço funcional no Palácio do Planalto, 3º andar, Praça dos Três Poderes, Brasília/DF, pelas razões que passa a aduzir:

1 ? DOS FATOS

Como é do mais amplo conhecimento público, o Presidente da República editou, no dia 07 de novembro de 2008, a Medida Provisória n.º 446, que dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social e regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social.

Esta Medida Provisória determinou ? nos artigos 37 e 39 ? o deferimento automático dos pedidos de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social que tenham sido protocolizados até a data de publicação da referida Medida Provisória.

Com isto, todas as entidades que se encontravam em processo de avaliação administrativa para a renovação do Certificado (art. 37), e até mesmo aquelas que tiveram o pedido de renovação indeferidos (art. 39) foram dispensadas da avaliação e tiveram seus certificados restabelecidos sem que fossem submetidas a qualquer avaliação de critérios objetivos.

Ocorre que a obtenção do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, como é cediço, implica em renúncia fiscal por parte da União com relação a diversos tributos que, normalmente, as entidades contempladas teriam que pagar. Portanto, a concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social implica perda de receita para a União.

As entidades filantrópicas, ou seja, as que detém o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, ficam exoneradas da contribuição previdenciária patronal, equivalente a 20% da folha de pagamento, e das contribuições CSLL (sobre o lucro líquido), PIS e Cofins (9,25% sobre o faturamento). E o valor da renúncia fiscal com esta renovação/concessão indiscriminada de Certificados a todas entidades que se encontravam em processo de renovação, segundo estimativas não-oficiais, pode superar a cifra de R$ 4.000.000.000,00 (quatro bilhões de reais) por ano!

Exatamente por esta razão, o dito Certificado não pode ser concedido indiscriminadamente, mas apenas para aquelas entidades que, efetivamente, desempenhem atividades filantrópicas.

A obtenção do chamado ?Certificado de Filantropia?, a toda evidência, é um ato vinculado, não estando a sua concessão submetida à esfera discricionária do Presidente da República.

A questão envolve maior gravidade porque existem suspeitas de que muitas das entidades que se encontravam pleiteando a renovação do Certificado de Filantropia não preenchiam os requisitos legais para a obtenção do mesmo.

É fato público e notório que a operação ?Fariseu?, realizada pela Polícia Federal, chegou a prender representantes de diversas entidades e até mesmo alguns integrantes do CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) por suposto envolvimento em irregularidades na concessão dos Certificados.

Diante deste cenário de incerteza, em que a lisura e a honestidade de muitas entidades ditas filantrópicas é posta em dúvida, revela-se extremamente temerária ? e até mesmo irresponsável ? a renovação automática dos Certificados, dispensando-se as entidades de qualquer critério de avaliação.

Vislumbra-se, portanto, um nítido desvio de finalidade nesta renovação automática dos Certificados, pois a Medida Provisória n.º 446/08, ao desconsiderar os requisitos legais para a obtenção dos Certificados, acarretará grandes prejuízos ao erário público, devido à renúncia fiscal concedida a entidades que não se enquadram naqueles requisitos.

Daí a propositura da presente ação popular.

2 ? DO DIREITO

Nos termos do art. 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal de 1988, qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou à entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.

O art. 2º da Lei n.º 4.717/65, que regula a ação popular, descreveu situações que podem ensejar a nulidade de pleno direito dos atos administrativos, arrolando entre elas o ato praticado com desvio de finalidade (alínea ?e?) e inexistência de motivo (alínea ?d?).

Configura-se o desvio de finalidade quando o agente, no exercício de suas atribuições e competências, persegue um fim alheio a qualquer interesse público, como ocorre no caso vertente.

Além do atendimento ao interesse público, a motivação também é determinante para a edição do ato administrativo, sendo certo que sua inexistência ou inobservância também acarretam a nulidade do ato, nos termos da alínea ?d? do art. Art. 2º da Lei n.º 4.717/65. Na definição da professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, ?motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao ato administrativo? (Direito Administrativo, 11ª edição, pág. 195).

O pressuposto de fato corresponde ao conjunto de circunstâncias e situações que levaram a Administração a praticar o ato. Dessa forma, a ausência de motivo ou indicação de motivo alheio ao interesse público invalidam o ato administrativo.

Isto posto, surge a indagação: qual é o motivo e o interesse público nesta renovação automática dos Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social?

Ora, se o objetivo era o de colaborar com as entidades que sejam realmente filantrópicas, resta patente que o efeito obtido foi exatamente o oposto, na medida em que as entidades que realmente têm o direito ao Certificado são tratadas das mesma forma daquelas que não preenchem os requisitos.

Insista-se ainda no ponto de que o ato de concessão do Certificado não é discricionário, como parece pretender o Presidente da República. Trata-se um ato vinculado, pois apenas tem direito ao Certificado as entidades que reúnem os requisitos enumerados por lei.

Ou seja, houve um ato de renúncia fiscal totalmente divorciado do interesse público, caracterizando o desvio de finalidade e a inexistência de motivo. A dispensa de avaliação de requisitos levada a efeito pela Medida Provisória n.º 446/08 é um verdadeiro atentado contra a receita da União!

Acrescente-se ainda que o ato ora vergastado, dadas as circunstâncias envolvidas, fere até mesmo o princípio da moralidade da administração pública, solenemente insculpido no caput do art. 37 da Constituição Federal.

Assim, é evidente a ilegalidade do ato ora impugnado e, por conseqüência, torna-se notória a lesão perpetrada ao patrimônio público, estando, portanto, preenchidos os requisitos para que seja declarada a nulidade do ato administrativo.

3 ? DA NECESSIDADE DE ANTECIPAÇÃO DA TUTELA

Para a concessão de tutela antecipada exige-se a demonstração da prova inequívoca da verossimilhança das alegações e o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.

Na hipótese vertente, a demonstração de que o ato ? edição dos artigos 37 e 39 da Medida Provisória n.º 446/08 ? foi feito em evidente antagonismo com a necessidade, a motivação e o interesse público, comprova a verossimilhança das alegações.

Como foi fartamente demonstrado, é lesiva ao patrimônio público a renúncia fiscal promovida pelo ato impugnado, na medida em que as entidades beneficiadas com a obtenção do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social foram dispensadas do processo de avaliação. Portanto, a União perde receita sem que haja a demonstração (motivação) da renúncia fiscal.

Por fim, quanto ao fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, a própria lesividade do ato administrativo impugnado justifica a concessão da antecipação de tutela pretendida. Comenta-se que a renúncia fiscal pode ultrapassar o valor de R$ 4.000.000.000,00 (quatro bilhões de reais) por ano.

Destarte, se a tutela antecipada não for concedida, poderá ser ineficaz uma posterior declaração de nulidade do ato administrativo, pois se tornará praticamente inviável a restituição do status quo ante e a recomposição do patrimônio público, notadamente em razão do montante de valores envolvidos.

4 ? DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto, requer:

a)a imediata concessão de tutela antecipada para suspender a eficácia dos artigos 37 e 39 da Medida Provisória n.º 446, de 07 de novembro de 2008, que deferiu automaticamente os pedidos de renovação dos Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social;

b)a citação dos réus para responder à presente, no endereço constante do cabeçalho desta petição inicial;

c)a intimação do Ministério Público, nos termos do art. 7º, inciso I, alínea ?a? da Lei n.º 4.717/65;

d)a requisição de informações à Receita Federal do Brasil, nos termos do art. 1º, § 4º, da Lei n.º 4.717/65, para informar a este Juízo sobre o valor da renúncia fiscal envolvida na renovação automática dos Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social para todas as entidades que foram contempladas pela Medida Provisória n.º 446/08;

e)ao final, a procedência do pedido, com a conseqüente declaração de nulidade do ato administrativo ora impugnado, condenando-se os réus ao pagamento do efetivo dano causado ao erário público, a ser devidamente apurado em fase de liquidação;

f)a condenação dos réus ao pagamento de custas de praxe e honorários advocatícios.

Protesta provar o alegado pelos meios admitidos em direito.

Para fins de alçada, dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (um mil reais).

Termos em que,
Pede deferimento.

Brasília, 18 de novembro de 2008.

Leila de Souza Portella
OAB/DF n.º 4.992

Fonte:http://portal.pps.org.br/





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PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 462 de 2008 Certificação das entidades beneficentes


Autor: SENADOR - Romero Jucá
Ementa: Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social, e dá outras providências.
Data de apresentação: 02/12/2008
Situação atual:
Local:
10/03/2009 - Comissão de Assuntos Econômicos (1ª autuação)
09/03/2009 - Comissão de Assuntos Sociais (2ª autuação)

Situação:
10/03/2009 - PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO (1ª autuação)
09/03/2009 - PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO (2ª autuação)
Indexação da matéria: Indexação: FIXAÇÃO, NORMAS, DISPOSITIVOS, COMPETÊNCIA, (MEC), (MS), MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME, DETERMINAÇÃO, REQUISITOS, CONCESSÃO, ENTIDADES BENEFICENTE, SETOR, ATIVIDADE, ASSISTÊNCIA SOCIAL, EDUCAÇÃO, SAÚDE, ISENÇÃO, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, SEGURIDADE SOCIAL, COMPROVAÇÃO, GRATUIDADE, ATENDIMENTO, DESTINAÇÃO, PERCENTAGEM, RECEITA, (PNE), (SUS), (CNAS), CONSELHO MUNICIPAL, CONSELHO ESTADUAL, (DF), ASSISTÊNCIA SOCIAL, OFERTA, BOLSAS DE ESTUDO, INCENTIVO, ESTUDOS, CAPACITAÇÃO, PESSOAL, AQUISIÇÃO, INCORPORAÇÃO, ATUALIZAÇÃO, EQUIPAMENTOS, TECNOLOGIA, SIMULTÂNEIDADE, REVOGAÇÃO, IMPROPRIEDADE, CONTRADIÇÃO, LEIS, LEI FEDERAL, MEDIDA PROVISÓRIA.


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O baú das filantrópicas




Demora da Previdência em julgar mais de 1.700 processos envolvendo filantrópicas abre caminho para perdão de dívida de entidades irregulares

Um verdadeiro baú com 1.765 processos está lacrado no Ministério da Previdência Social (MPAS). Nele estão esquecidos recursos administrativos formulados contra decisões do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que concederam Certificados de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas). Pela lei que regulamenta os processos administrativos (Lei 9.784/99), o ministro da Previdência tem até 30 dias para julgar recursos contra decisões do CNAS. Na prática, porém, esse prazo tem se estendido por até dez anos, o que pode beneficiar as instituições com a prescrição dos impostos devidos. É que enquanto os casos estiverem nas mãos do ministro, o governo não pode acionar essas entidades na dívida ativa.

O Congresso em Foco teve acesso, com exclusividade, à pilha dos recursos contra decisões do CNAS pendentes de julgamento. Nela há, por exemplo, dois processos que deram entrada na Consultoria Jurídica do MPAS em 1997 e outros dois em 1998. Ao todo, são 640 recursos movidos por órgãos públicos, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Super Receita, contra a concessão ou a renovação dos certificados de filantropia de 597 instituições. Em busca de certificados, há até pressão de parlamentares.

Fonte: Congresso em Foco

Maternidade Marly Sarney congestionada para realizar partos


O centro cirúrgico da maternidade Marly Sarney não atendeu na madrugada de ontem. Pelos menos três grávidas foram encaminhadas a outras maternidades da capital. Uma estava em trabalho de parto. Ela deveria se submeter a cesariana marcada dois dias antes. Após meia hora de espera a mulher teve a negativa do atendimento. Para a família, houve descaso do hospital. O setor cirúrgico teria sido fechado após falecimento de uma parturiente. A direção da maternidade nega.

Marcava quatros da manhã quando o vendedor Afonso Carneiro Junior, 25 chegou à maternidade Marly Sarney com a esposa Claudiane Maia, 25. Em trabalho de parto, ela passaria por uma cesariana, que foi realizada quase uma hora depois em outra maternidade. Claudiane e o marido esperaram por um atendimento que não veio. Dois dias antes eles haviam procurado o hospital para marcar o parto. “Achei demora para liberar a gente. Perdemos tempo e poderia custar a vida do nosso filho”, disse Afonso Júnior.

O mais grave, é que antes de sair do hospital, ficaram sabendo do falecimento de uma mulher. As parturientes que procuraram a maternidade Marly Sarney naquela madrugada eram encaminhadas ao Materno Infantil. A justificativa era a mesma: fechamento do setor cirúrgico. No hospital Materno Infantil, a morte teria sido confirmada pelos funcionários.

A reportagem de O IMPARCIAL contatou com a direção da maternidade. Esta afirmou que houve falta de leito, por isso o encaminhamento a outras maternidades. Negou, no entanto, o falecimento de qualquer paciente na ocasião. O diretor disse ainda que a maternidade vem atendendo normalmente todos que a procuram. “Nossa demanda é grande, por isso alguns atendimentos são encaminhados a outras casas”, justificou o diretor Luís Carlos Cantanhede. Atualmente, a maternidade realiza a média de 30 atendimentos cirúrgicos diários e dispõe de 80 leitos.

Fonte:O Imparcial on Line

27/02/10

GOVERNO ENGANA POPULAÇÃO COM PRÓ-HOSP Pacientes aguardam em fila para tentar marcar cirurgias eletivas

Pacientes aguardam em fila para tentar marcar cirurgias eletivas

PRÓ-HOSP SÓ ATENDE 10% DA DEMANDA POR CIRURGIAS EM ALAGOAS

A população que depende do SUS continua sem conseguir realizar cirurgias eletivas no Estado. O Pró-Hosp, instituído pelo governo, foi mais um engodo. A contratualização feita com os hospitais conveniados ao SUS corresponde a apenas 10% da demanda por cirurgias em Alagoas, nas mais diversas especialidades.

Atualmente, o HGE tem em fila de espera por cirurgia mais de 60 pacientes só de ortopedia, mas os hospitais conveniados não têm como receber esses doentes.

Isso já foi alvo de denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, mas até agora a situação persiste. Nada aconteceu para garantir que os doentes que dependem do serviço público de saúde tenham direito à assistência. O que tem morrido de doente por falta de cirurgia é vergonhoso. São quadros como pé diabético, câncer de próstata e inúmeros outros, em que o paciente sofre terrivelmente, abandonado, desassistido, até morrer.

Ninguém faz nada. A própria população está alheia, descrente, desenganada, e não reclama mais. Na avaliação da diretoria do Sinmed, o governo foi, mais uma vez, irresponsável, contratualizando serviços num patamar muito abaixo da demanda. Mesmo assim, a contratualização só aconteceu depois de muitas denúncias e pressões de instituições e entidades, como a Defensoria Pública e o próprio Sinmed.

Mas nos termos em que ocorreu, essa contratualização não passou de mais um processo de enganação do atual governo. Não serve de nada. Uma lástima.

Fonte

Ascom Sinmed

SAMU TERÁ MAIS 40 AMBULÂNCIAS, SEM MÉDICOS


O governo estadual já começa a anunciar a entrega, nas próximas semanas, de 40 novas ambulâncias do Samu para Alagoas. Elas serão entregues pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Só não se sabe para que servirão essas ambulâncias, já que não tem médico para atender à população. O Samu no Estado não possui um quadro próprio de médicos. E ambulância não é médico.

O serviço que as novas viaturas poderão fazer - carregar doentes do interior e jogar no HGE ou UE do Agreste - já é feito de forma muito competente pelas chamadas ambulâncias cidadãs. Tanto o HGE como a UE do Agreste estão cheias de pacientes, que ficam desassistidos por falta de médicos.


Coluna do Sinmed - Jornalista Responsável: Sandra Serra Sêca (Reg. MTE/AL359)

Estagiários: João Mousinho e Erika Ornelas - Contato: sinmedal@hotmail.com Acesse: www.sinmed-al.com.br

PRO-HOSP: OUTRA ENGANAÇÃO


Outro engodo que não dá resolutividade nenhuma e faz crescer as filas de espera por cirurgias em Alagoas: o Pró-Hosp. A contratualização feita com os hospitais conveniados ao SUS corresponde a apenas 10% da demanda por cirurgias em Alagoas, nas mais diversas especialidades.

Atualmente, o HGE tem em fila de espera por cirurgia mais de 60 pacientes só de ortopedia, mas os hospitais conveniados não têm como receber esses doentes.

Isso já foi alvo de denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, mas até agora a situação persiste. Nada aconteceu para garantir que os doentes que dependem do serviço público de saúde tenham direito à assistência.

O que tem morrido de doente por falta de cirurgia é vergonhoso. São quadros como pé diabético, câncer de próstata e inúmeros outros, em que o paciente sofre terrivelmente, abandonado, desassistido, até morrer. Ninguém faz nada. A própria população está alheia, descrente, desenganada, e não reclama mais.

Na avaliação da diretoria do Sinmed, o governo foi, mais uma vez, irresponsável, contratualizando serviços num patamar muito abaixo da demanda. Mesmo assim, a contratualização só aconteceu depois de muitas denúncias e pressões de instituições e entidades, como a Defensoria Pública e o próprio Sinmed.

Mas nos termos em que ocorreu, essa contratualização não passou de mais um processo de enganação do atual governo. Não serve de nada. Uma lástima.

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Coluna do Sinmed - Jornalista Responsável: Sandra Serra Sêca (Reg. MTE/AL359)

Estagiários: João Mousinho e Erika Ornelas - Contato: sinmedal@hotmail.com Acesse: www.sinmed-al.com.br

Relação intercultural entre Israel e Brasil: a história de Tzipora Lewin Scheinman


Relação intercultural entre Israel e Brasil: a história de Tzipora Lewin Scheinman Ana Szpiczkowski

Resumo

Neste trabalho, resgato a história do ramo materno de minha família, em grande parte baseado nas memórias de minha mãe, nascida na então Palestina em 1906. Esta história tem aspectos pouco comuns na imigração judaica para o Brasil, tendo em vista que meus avós maternos nasceram em Eretz Israel e lá se casaram em 1901. Junto com seus pais, minha mãe emigrou para o Brasil, em 1930, onde se casou com meu pai. Nascido na Rússia, havia fugido para Eretz Israel, por causa da ascensão do regime comunista, e de lá emigrou para o Brasil. O relato abrange a origem e a vida da família em Eretz Israel e sua instalação no Brasil, na cidade de São Paulo.

Texto Completo: PDF

Cartilha Gestão de Recursos Federais Manual para os Agentes Municipais


Cartilha Gestão de Recursos Federais
Manual para os Agentes Municipais

Este manual tem o objetivo de orientar os agentes municipais sobre os procedimentos necessários para a obtenção, a aplicação e o controle de recursos públicos federais. O manual adota termos claros e correntes de forma que o agente municipal execute os processos de solicitação e aplicação de recursos federais sem a intermediação de terceiros.

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Olho vivo no Dinheiro Público



Legislação

Para o exercício do controle social, é fundamental que o cidadão conheça seus direitos e também as leis que garantem o exercício da cidadania.

A legislação brasileira prevê dispositivos que garantem ao cidadão o acesso às contas públicas e aos processos licitatórios.

Conheça e exercite seus direitos:

1) As contas dos municípios devem ficar disponíveis para o contribuinte. (Constituição Federal, Art. 31 § 3º)

2) A prefeitura deve incentivar a participação popular na discussão de planos e orçamentos. Suas contas devem ficar disponíveis para qualquer cidadão. (Lei de Responsabilidade Fiscal, art. 48 e 49)

3) A prefeitura deve comunicar por escrito aos partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e entidades empresariais com sede no município a chegada da verba federal em um prazo máximo de dois dias úteis. (Lei nº 9.452/97, art. 2º)

4) Qualquer cidadão pode acompanhar o desenvolvimento da licitação. (Lei 8.666/93, art. 4º)

5) Qualquer cidadão poderá requerer à administração pública os quantitativos das obras e preços unitários de determinada obra executada. (Lei 8.666/93, art. 7º § 8º)

6) Qualquer cidadão poderá impugnar um edital de licitação por irregularidade, nos termos da lei. (Lei 8.666/93, art. 41º § 1º)

7) O processo da licitação não é sigiloso. Seus atos e seus procedimentos são públicos e acessíveis a qualquer pessoa. A proposta é sigilosa, mas somente até a abertura. (Lei 8.666/93, art. 3º § 3º)

8) Qualquer cidadão pode obter cópia autenticada do processo da licitação e do conteúdo dos contratos celebrados pela Administração Pública, bastando que efetue o pagamento dos emolumentos devidos (Lei 8.666/93, art. 63)

26/02/10

Prefeitura de Cubatão retém parte do pagamento da Pró Saúde por falta de comprovação de gastos






Pagamentos foram suspensos porque entidade que gerencia Hospital não fez prestação de contas exigida em contrato

A Prefeitura de Cubatão decidiu glosar parte do pagamento das faturas mensais para a Pró Saúde, Organização Social (OS) gestora do Hospital Municipal Dr. Luiz Camargo da Fonseca e Silva (Hospital Modelo), porque a entidade não vem conseguindo comprovar por meio de documentação contábil a totalidade dos gastos mensais com o Hospital declarados por ela. Entre 20% a 30% do valor mensal, que é de R$ 5,8 milhões, deverão ser retidos porque a OS, além de atrasar a remessa do relatório mensal de prestação de contas exigido em contrato, parte da documentação apresentada contém informações incoerentes, dados incompletos e imprecisos, que não explicam com exatidão a composição dos gastos do período, dificultando a conferência das despesas e a devida comprovação da aplicação dos recursos públicos.

A Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão do Hospital Municipal, composta pelo Chefe da Auditoria Interna e Controladoria da Prefeitura, Juliano da Silva Goulart, e pelos técnicos da área financeira Arnaldo Lima Gonçalves, Luiz Gustavo Lima Martins e José Accacio Florêncio Ribeiro, montada com objetivo de analisar a aplicação dos repasses feitos pela Prefeitura, vem exigindo a apresentação dessa documentação contábil desde agosto. Porém, além do atraso excessivo, os documentos entregues não permitem visualizar claramente a composição dos gastos. “Falta clareza nas planilhas de custos, que não esclarecem os questionamentos feitos pela Comissão”, relataram os técnicos. O contrato celebrado entre a Prefeitura e a Pró Saúde estabelece que a gestora do Hospital tem a obrigação de apresentar relatórios mensais dos valores investidos, acompanhados da comprovação dos gastos, procedimento previsto também na legislação que rege as OSs e nas instruções do Tribunal de Contas, o que não vem sendo cumprido a contento pela Pró Saúde.

Entre as informações incoerentes ou incorretas que chamaram a atenção dos membros da Comissão está a realização pelo mesmo profissional de plantões médicos de até 36 horas em um único dia, que tem apenas 24 horas, e, também, plantões diários de 13 horas e 12 horas (totalizando 25 horas no dia), além da vários plantões consecutivos de 24 horas. Outra prática irregular é a retenção de valores, a título de provisionamento (reserva financeira para futuros gastos), para operações não previstas nas práticas contábeis, como pagamento de multas rescisórias – que ninguém pode prever se ocorrerão -, decisões judiciais, riscos contra atraso de pagamento e, até, para pagamento de serviços médicos prestados, um dos itens que compõem os gastos mensais previstos no repasse,e, que, portanto, não justificam reserva antecipada (um exemplo de provisionamento legal seria a retenção mensal de 1/12 – um dozeavos - do valor da folha para pagamento do 13º salário). Dados como esses levaram a comissão a opinar pelo não pagamento até que os gastos sejam devida e detalhadamente comprovados.

Diante disso, a efetivação dos repasses à entidade não vinha sendo autorizada pela Administração Municipal desde setembro. Mas, após a definição do montante exato a ser glosado, o pagamento dos serviços comprovadamente realizados serão imediatamente liberados, mesmo que essa documentação venha, também, a passar por auditoria posteriormente, para comprovação da exatidão dos dados apresentados.

Para os membros da Comissão, não há informações de como eram os procedimentos anteriores, mas, nessa Administração, não se efetua pagamentos sem que haja a devida prestação de contas dos serviços prestados. Além disso, é obrigação da Comissão avaliar se as melhorias na prestação dos serviços médicos e as metas previstas no contrato estão sendo efetivamente alcançadas, na exata proporção do grande volume de recursos investidos. Caso não se verifique os resultados pretendidos, pode ser feita uma repactuação do modelo empregado. “Este é o maior contrato da Prefeitura, que envolve volume muito alto de dinheiro público, e não podemos autorizar nenhum pagamento sem a devida comprovação da efetiva aplicação dos recursos”, justificaram os técnicos.


Texto: Jorge Ramos, Departamento de Imprensa Prefeitura de Cubatão

HGE É CASO DE POLÍCIA

HGE de Alagoas fevereiro de 2010



HGE É CASO DE POLÍCIA

O Sindicato dos Médicos vai insistir. Mais uma vez, na semana que começa, encaminhará ao Ministério Público Estadual (MP/AL) um documento com denúncias sobre a falta de condições de atendimento e de trabalho no Hospital Geral do Estado (HGE) e também na Unidade de Emergência (UE) do Agreste. Alguém precisa fazer alguma coisa quanto à falta de responsabilidade do governo, que tem resultado em muitas mortes que poderiam ser evitadas.

A diretoria do Sinmed vai pedir ao MP que faça uma vistoria no HGE e UE do Agreste, para constatar a falta de médicos (horários descobertos), a longa fila de pacientes graves à espera no corredor do centro cirúrgico (“corredor da morte”), a improvisação, quando se coloca médicos sem habilitação específica para monitorar os internados na UTI e até a “UTI informal” em que foi transformada a tal área vermelha, que agora tem um anexo, que é o corredor que leva ao centro cirúrgico, constantemente tomado por macas de pacientes que parecem fazer fila para morrer.

O presidente do Sinmed, Wellington Galvão, foi abordado semana passada por uma médica que labuta no HGE. Ela reclamou da sobrecarga desumana de trabalho, da grande quantidade de pacientes que não tem com quem dividir, da falta de estrutura do hospital para que o médico possa colocar em prática seus conhecimentos técnicos e salvar vidas. E disse: “Paciente grave ir para lá e sobreviver, é mero acaso”.

Já está mais do que provado que investir em propaganda de um serviço que não existe (na forma como o HGE é mostrado na mídia governamental) só piora a situação. As pessoas vão lá para morrer. Ao longo da semana, na maioria dos horários a UTI funciona sem intensivista. Pacientes gravíssimos permanecem na área vermelha sem médico para atender. Em vários plantões, o hospital dispõe de apenas um cirurgião geral para atender todo mundo. Enquanto opera um, a fila de macas cresce no corredor de acesso ao local. Quando a cirurgia termina, o médico é obrigado a escolher na fila de espera o paciente grave “mais viável” para tentar salvar.

Pacientes que saem vivos do centro cirúrgico, depois de todos os esforços envidados pelo médico, vão morrer no pós-operatório, por falta de quem dê sequencia à assistência. A situação do HGE se repete na UE do Agreste. É caso de polícia! A irresponsabilidade do governo está matando quem precisa de assistência médica em Alagoas. Para piorar a situação, o maior pronto socorro do Estado está acéfalo, desde que a última diretoria foi dispensada e que foi anunciada a contratação da empresa Pró-Saúde para terceirizar a gestão da unidade.

SAMU - Nos últimos dias, o que mais tem deixado indignados os médicos do HGE e UE de Agreste é o anúncio, pelo governo, da vinda do presidente Lula a Alagoas para entregar mais 40 ambulâncias do Samu. Mas para quê, se o Samu não tem nem um quadro próprio de médicos? Hoje, já tem USA que fica na base por falta de médico para atender os chamados. O que será feito, então, com mais essas 40 ambulâncias? Ambulância não é médico. É só para levar paciente grave para morrer no HGE ou UE do Agreste, sem assistência? Então, não precisa. Para isso, já tem espalhadas pelos quatro cantos do Estado dezenas de “ambulâncias cidadãs”. Tudo isso é enganação, é só para iludir o povo.

Não precisa mais de ambulância do Samu. Precisa de concurso público para contratação de médicos e, antes disso, precisa da efetivação de uma política salarial digna para a categoria. Com o salário que está aí, dificilmente aparece candidato, caso seja aberto concurso. E outra: a situação vai continuar piorando. Os médicos efetivos continuam deixando o Estado; e ninguém mais quer ser prestador de serviço. Não vale a pena. O desgaste é muito grande.

PRO-HOSP: OUTRA ENGANAÇÃO

Outro engodo que não dá resolutividade nenhuma e faz crescer as filas de espera por cirurgias em Alagoas: o Pró-Hosp. A contratualização feita com os hospitais conveniados ao SUS corresponde a apenas 10% da demanda por cirurgias em Alagoas, nas mais diversas especialidades. Atualmente, o HGE tem em fila de espera por cirurgia mais de 60 pacientes só de ortopedia, mas os hospitais conveniados não têm como receber esses doentes.
Isso já foi alvo de denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, mas até agora a situação persiste. Nada aconteceu para garantir que os doentes que dependem do serviço público de saúde tenham direito à assistência.

O que tem morrido de doente por falta de cirurgia é vergonhoso. São quadros como pé diabético, câncer de próstata e inúmeros outros, em que o paciente sofre terrivelmente, abandonado, desassistido, até morrer. Ninguém faz nada. A própria população está alheia, descrente, desenganada, e não reclama mais.

Na avaliação da diretoria do Sinmed, o governo foi, mais uma vez, irresponsável, contratualizando serviços num patamar muito abaixo da demanda. Mesmo assim, a contratualização só aconteceu depois de muitas denúncias e pressões de instituições e entidades, como a Defensoria Pública e o próprio Sinmed.

Mas nos termos em que ocorreu, essa contratualização não passou de mais um processo de enganação do atual governo. Não serve de nada. Uma lástima.


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Coluna do Sinmed - Jornalista Responsável: Sandra Serra Sêca (Reg. MTE/AL359)
Estagiários: João Mousinho e Erika Ornelas - Contato: sinmedal@hotmail.com
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Regional do Baixo Amazonas ainda não decolou


Duas inaugurações, uma no final do governo Jatene e outra no início do governo Ana Júlia, três greves de médicos, serviços que nunca funcionaram e falta de leitos. Essas são algumas das peculiaridades do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), localizado em Santarém, no Oeste do Pará. Uma obra do governo do estado que nunca funcionou plenamente e que já foi motivo de frustração e revolta para a população dos 19 municípios da região.

Em pouco mais de três anos de existência, o HRBA conheceu duas administrações, sendo que a primeira, escolhida pelo governo Jatene, foi posta para fora da casa logo no início do governo Ana Júlia. O atual governo culpa o anterior pelos problemas que ocorrem no hospital, pois na primeira inauguração, ocorrida em dezembro de 2006, não havia equipamentos e apenas o prédio foi entregue à população.

Apesar de ainda jovem, o HRBA já passou por três greves de médicos, todas por causa de salários atrasados. A primeira ocorreu em abril de 2008, a segunda em agosto de 2009 e a terceira e mais recente em dezembro, também do ano passado. Durante essas paralisações, centenas de pessoas deixaram de ser atendidas e pacientes de outros municípios foram obrigados a retornar para casa sem atendimento. E até mesmo quem estava com cirurgia marcada foi obrigado a esperar o fim das greves.

E mesmo em tempos de calmaria o atendimento do HRBA deixa a desejar: faltam leitos e muitos pacientes estão na fila de espera para fazer uma simples cirurgia de vesícula.

A reportagem do DIÁRIO, mais de uma vez, tentou ter acesso ao interior do hospital, mas o pedido foi negado pela direção da casa. O argumento para negar a permissão é que há risco de contaminação tanto para os pacientes que estão internados quanto para a equipe de reportagem.

Atualmente o HRBA é administrado pela Pró-Saúde (Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar), que assumiu o órgão em maio de 2008. Desde então a entidade já enfrentou duas greves de médicos e constantemente é alvo de reclamações por parte de parentes de pacientes que aguardam por atendimento no hospital. Esse é o caso da senhora Raimunda Céris de Oliveira que desde o final do ano passado luta para conseguir uma cirurgia de garganta para seu irmão Manuel Ricardo de Oliveira que residente no município de Terra Santa.

A mulher só aceitou falar com a reportagem depois de muita insistência, pois no seu entender, qualquer tipo de depoimento contra o hospital pode atrasar ainda mais o tratamento do irmão. “O pessoal do hospital pode não gostar e pensar que eu estou falando coisa ruim deles”, declarou. Ela conta que seu irmão era pescador no município de Terra Santa, onde contraiu uma doença grave (tumor na garganta) e precisou ser trazido para Santarém a fim de buscar tratamento no HRBA: acabou entrando numa fila de espera que já dura dois meses.

Com base nas informações repassadas pela irmã do paciente, a reportagem buscou esclarecimentos junto ao hospital e recebeu a notícia de que Manuel Ricardo será submetido a cirurgia ainda este mês e que seu estado de saúde não é grave como afirmam seus parentes.

O DIÁRIO também procurou o corpo clínico do hospital para que algum médico pudesse falar se houve melhorias no atendimento da casa depois da terceira greve, mas ninguém quis dar depoimento, pois há um acordo com a direção da casa para que todos os assuntos referentes ao funcionamento do hospital sejam tratados pela entidade que administra o órgão.

No HRBA existem 100 leitos de enfermaria e 21 de UTI, sendo sete para adultos, sete pediátricos e sete neonatais. De acordo com funcionários do hospital, todos esses leitos estão lotados e com pacientes na fila de espera. Atualmente o Município de Santarém possui pouco mais de 500 leitos, o que representa 1,25 leito para cada mil habitantes, enquanto que o mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde é de três leitos para cada mil. (Diário do Pará)Domingo, 14/02/2010, 08:37h

25/02/10

Spdm, Associação Paulista Para Desenvolvimento da Medicina (UNIFESP),foi eleita pela revista exame na classificação de serviços a 5ª melhor do país




Spdm Associação Paulista Para Desenvolvimento da Medicina
Nome: Spdm
Setor: Serviços
Endereço: Rua Napoleão de Barros, 715 - 1ºandar, CEP: 04024-002
Cidade: São Paulo-SP
Telefone: 115576-4037/4038
Home Page: www.unifesp.br/spdm/hsp/
CNPJ: 61.699.567/0001-92
Principal Executivo: Prof. Dr. Flávio faloppa
Tipo: Privada
Controle: Brasileiro

Melhores Empresas do Setor de Serviços em 2008

1 Visanet
2 Redecard
3 Copasa
4 Casa da Moeda
5 Spdm
6 Sabesp
7 Amil
8 Serasa
9 E.C.T.
10 Hospital Albert Einstein



LINK PARA A REVISTA EXAME






O que realiza a SPDM da UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO :

ESF - ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

A efetiva implementação das diretrizes do SUS, se configura como uma ampla possibilidade de mudanças na forma como os serviços e as práticas de saúde se organizam, redirecionando as ações baseadas no paradigma da vigilância da saúde e na ampliação da cidadania. É nesse aspecto que a Estratégia Saúde da Família (PSF) ganha relevância, sendo conhecida como eixo estruturante para reorganização da Atenção Básica, com repercussões reordenadoras para todo o Sistema de Saúde, por intermédio das Equipes de Saúde, compostas por profissionais com conhecimentos técnicos como médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, agente comunitário de saúde, dentista, técnico de higiene dental e auxiliar de consultório dentário, aliados às atividades deste modelo multidisciplinar.

PRONTO SOCORRO E CENTRO DE ESPECIALIDADES

Estabelecer bases para apoio técnico no planejamento e desenvolvimento das ações em saúde, colocando à disposição recursos humanos para o bom pronto-atendimento da população

AMA - ASSISTÊNCIA MÉDICA AMBULATORIAL

Este modelo de assistência visa a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde, então as unidades se responsabilizam pelo atendimento não agendado de pacientes portadores de patologias de baixa e média complexidade nas áreas de clínica médica e pediatria e apoiado por uma equipe técnica assistencial. Os pacientes após o atendimento são encaminhados para a Unidade Básica de Saúde de referência do seu território, viabilizando a continuidade do tratamento iniciado.

APRENDENDO COM SAÚDE

Projeto de atendimento é apoiado na organização de equipes multidisciplinares de saúde volante, para atendimento espontâneo e periódico às crianças e adolescentes matriculados na rede escolar municipal, mantendo o pediatra para o primeiro atendimento e sempre que detectados agravos à saúde são realizados os encaminhamentos para as especialidades com a indicação médica específica.

CAPS - CENTRO DE APOIO PSICOSSOCIAL

Estratégia de orientação de Atenção à Saúde Mental do SUS, destinada a acolher os pacientes com transtornos mentais e de dependência química, estimulando sua integridade social e familiar apoiando em suas iniciativas a busca de autonomia, além de oferecer-lhes atendimento médico e terapêutico.

SAÚDE NO ESPORTE

Visa à assistência médica relacionada à prática esportiva dos atletas e usuários do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa que também apóia o projeto Rede Clube - Escola que é a oportunidade de desenvolvimento integral dos usuários dos Clubes Escolas visando à melhoria da qualidade de vida, e diminuição das co-morbidades. O projeto Quiosque da Saúde é o acompanhamento médico preventivo de acordo com os protocolos da Medicina Esportiva aos usuários do Parque do Ibirapuera visando à prática esportiva.



Alguns Hospitais Administrados pela SPDM - Hospital São Paulo, Hospital Vila Maria, Hospital Pirajussara ,Hospital Diadema ,Serviço de Pronto Socorro do Complexo Hospitalar Hospital São Paulo - HSP etc


Hospitais Afiliados

A Superintendência dos Hospitais Afiliados, ligada à SPDM, surgiu com o objetivo de centralizar e profissionalizar a gestão e a visão corporativa dos cinco hospitais hoje administrados pela SPDM por meio de convênios com o Governo do Estado de São Paulo e prefeituras municipais.Para executar essa tarefa, foram definidos e implementados no período analisado neste relatório alguns pontos estratégicos, com o objetivo de uniformizar a administração. Entre eles estão a criação de sistemas de informações gerenciais, custos hospitalares, qualidade hospitalar, padronização de procedimentos administrativos e técnicos, como assistência social, farmacêutica, enfermagem e nutrição.O Sistema de Informações Gerenciais permite a criação de indicadores para acompanhar cada instituição. Os sistemas de procedimentos administrativos são divididos em três partes: gerenciamento de suprimentos, de RH e de manutenção.A Superintendência dos Hospitais Afiliados administra cinco instituições conveniadas com a SPDM. Duas delas seguem o modelo de parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e as chamadas Organizações Sociais de Saúde (OS): o Hospital Geral de Pirajussara e o Hospital Estadual de Diadema, que estão entre os 20 hospitais do país certificados pela Organização Nacional de Acreditação.

Hospital Geral de Pirajussara

O hospital, inaugurado em 1998 e montado de acordo com o padrão SPDM, é o mais produtivo de todas as organizações estaduais com atendimento 100% SUS. Realiza procedimentos de alta complexidade, como cirurgia cardíaca e oftálmica. O atendimento ambulatorial da instituição chega a 15 mil pessoas por mês. Possui, desde 2003, o certificado de Acreditação Hospitalar em Nível 1.Entre julho de 2003 e junho de 2004, foram criadas e mantidas comissões de Qualidade Neonatal, Terapia Nutricional, Farmacovigilância, Formulário Terapêutico, Hemoterapia e Hemovigilância, Intra-Hospitalar de Transplante, Epidemiologia Hospitalar, Revisão de Prontuário e Óbito, Tecnovigilância, Comissão de Qualidade e Colegiado de Centro Cirúrgico, entre outras.No campo da responsabilidade social e integração com a comunidade, o hospital desenvolve projetos, dentre outros, o de Reforço Escolar para cerca de 50 crianças carentes, de 4 a 13 anos de idade, moradoras de uma comunidade próxima. Além de melhorar seu desempenho escolar, oobjetivo é afastá-las de potenciais situações de risco social.Um dos pioneiros na introdução do conceito de humanização do atendimento, o Hospital Pirajussara mantém diversas ações voltadas à melhor integração entre os profissionais de saúde e os pacientes, estes últimos desfrutando de uma série de iniciativas que têm como meta tornar menos estressante sua estadia no hospital, uma Brinquedoteca, por exemplo, permite que um trabalho lúdico e de apoio à reabilitação dos pacientes pediátricos seja realizado na sala de recreação ou no próprio leito. Duas professoras também ficam disponíveis diariamente, das 8h às 17h, na enfermaria pediátrica, para oferecer acompanhamento pedagógico e amenizar a defasagem escolar durante o período de internação, dentro do projeto”A Escola Vai ao Hospital”. Ainda visando a melhoria das condições de acolhimento e permanência do paciente e seus familiares, o projeto Mãe Participante permite que a criança internada tenha um acompanhante 24 horas, que tem direito a alimentação e instalações para higiene e descanso.


Hospital Estadual de Diadema

Inaugurado em 2000, este hospital segue o mesmo modelo administrativo do Pirajussara. Também realiza procedimentos de alta complexidade e chega a atender 11 mil pessoas por mês no ambulatório. Em julho de 2003, obteve a Acreditação Hospitalar Nível 1, mantida após reavaliação em maio de 2004.Entre julho de 2003 e junho de 2004, assim como ocorreu no Hospital Pirajussara, foram criadas e mantidas comissões de Qualidade Neonatal, Terapia Nutricional, Farmacovigilância, Formulário Terapêutico, Hemoterapia e Hemovigilância, Intra-Hospitalar de Transplante, Epidemiologia Hospitalar, Revisão de Prontuário e Óbito, Tecnovigilância, Comissão de Qualidade e Colegiado de Centro Cirúrgico, entre outras.Nessas duas OS existem trabalhos desenvolvidos com a comunidade e voltados para a integração, como aulas de música, balé e outras manifestações artísticas, horta comunitária, aulas de corte e costura, além de ações desenvolvidas para atender o servidor público que trabalha nas instituições e melhorar a qualidade de vida do funcionário. Os cursos oferecidos atendem não só aos moradores da região como também aos pacientes internados nas enfermarias de Pediatria e Clínica Médica.


Hospital de Vila Maria

Primeiro hospital conveniado com a SPDM, em uma parceria iniciada em 1994 com a Prefeitura de São Paulo, o Hospital Municipal Vereador José Storopolli está localizado no bairro de Vila Maria, na zona Norte da capital paulista. Hospital de baixa complexidade, hoje funciona também como importante espaço para o ensino aos alunos de Graduação da UNIFESP. A administração da SPDM vem agregando conhecimento técnico e gerencial que tem melhorado a produção e a qualidade do atendimento.No período analisado neste relatório, o hospital realizou inúmeros projetos, com destaque para mutirões de cirurgias de esterilização masculina; ativação do sistema de referência/contra-referência com unidades do SUS; agendamento de primeiras consultas e pequenas cirurgias ambulatoriais (cerca de 50 por mês); implantação do atendimento a vítimas de acidente de trabalho na região; diagnóstico e tratamento precoce de tuberculose, dengue e leptospirose; aumento da identificação das doenças de notificação compulsória; aprimoramento dos cursos de extensão universitária das áreas de Medicina e Enfermagem, reciclando os funcionários da rede local de saúde; criação de comissões abordando terapia nutricional e exames anatomopatológicos; criação de projetos para detecção de cepas prevalentes do agente etiológico da leptospirose, entre outros.Na área da redução de custos, os destaques foram a queda de 27% no consumo de cópias/impressos e de 6,2% nas despesas com energia elétrica no segundo semestre de 2003, além da economia de 25,8% com as compras consolidadas de medicamentos. No primeiro semestre de 2004, este mesmo item teve nova redução de 5,2%.


Hospital de Cotia

O Hospital Dr. Odair Pedroso foi reaberto em 2001, depois da assinatura de convênio entre a Prefeitura da cidade, o Governo do Estado e a SPDM, que implantou o sistema de gerenciamento e administra a instituição. Hospital de média complexidade, hoje atende não só à população do município de Cotia, mas também de cidades vizinhas como Vargem Grande Paulista e outras. Ações de modernização gerencial, assistencial e qualidade de atendimento são características da SPDM que foram implantadas na administração.A ênfase no período avaliado foi a busca da qualidade total. Pontos fortes e fracos foram identificados, sugestões e críticas foram apresentadas e houve a implantação interna de novos conceitos, como os de cliente (comunidade, paciente etc), fornecedor e do atendimento enquanto produto, introduzindo formas de organização em células de trabalho ou núcleos de gestão, transformando o responsável pelo atendimento também em gestor dos aspectos de organização, integração e limpeza. Foram estabelecidos processos de gestão de recursos materiais, RH e análise de informações e desempenho.Os medicamentos passaram a sofrer controle de aplicação mais rigoroso e hoje são distribuídos pelo sistema de dose unitária, enquanto os materiais obedecem a parâmetros de cotas de consumo, com avaliações trimestrais. O hospital atingiu a meta de 11.500 horas médicas trabalhadas, otimizando as atividades sem prejuízo ao atendimento. Possui 70 contratos de prestação de serviços e ainda ministra cursos técnicos nas áreas de Enfermagem, Nutrição e Patologia Clínica em uma escola local. Mantém ainda, entre outros, o projeto Mãe Canguru.


Hospital de Salto

O Hospital Nossa Senhora do Monte Serrat, no município de Salto, é gerido desde 2002 pela SPDM através de um convênio com a Prefeitura da cidade. É um hospital de baixa complexidade, que atende às necessidades básicas de saúde da população do município. A nova administração está trabalhando para corrigir o desequilíbrio financeiro, aplicar recursos em treinamento e reciclagem do pessoal e renovar o parque tecnológico, investindo em manutenção e em novas aquisições.Desde a chegada da SPDM, já foram promovidas alterações no processo administrativo e no modelo assistencial. Foram criados segmentos de apoio como RH, tesouraria, compras, contabilidade e suprimentos, o que deve agilizar a racionalização dos recursos. A área física do hospital também sofreu alterações para oferecer à população mais conforto, segurança e funcionalidade.No campo da humanização do atendimento, foram adotadas algumas medicas como colocar um médico plantonista nas especialidades básicas, aumentar o número do pessoal de enfermagem e criar um Serviço de Atendimento ao Cliente.No período em análise, as atividades foram sensivelmente afetadas pelo fato de a Prefeitura não conseguir normalizar os pagamentos previstos em contrato, o que obrigou o hospital a concentrar atenção na tarefa de assegurar o atendimento à população, racionalizando os custos. Mesmo diante da dificuldade em honrar compromissos com fornecedores, foi possível garantir o pagamento de encargos e salários rigorosamente em dia, além de manter o abastecimento do hospital em níveis razoavelmente seguros.Apesar desse quadro, foi registrado avanço em diferentes indicadores, com melhora significativa no perfil de morbidade e mortalidade institucional, refletindo positivamente sobre os índices de saúde do município. Os números referentes a taxa de ocupação e atendimentos no pronto socorro permaneceram estáveis, enquanto houve diminuição da média de permanência dos pacientes e da taxa de infecção hospitalar. O hospital atingiu índice zero de óbito materno-fetal e foi reconhecido, ainda, com o recebimento da certificação pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade em Laboratórios de Análises Clínicas.Medidas de contenção de despesas e de gerenciamento eletrônico de custos permitiram a manutenção das atividades regulares, mesmo sem contar com a reposição inflacionária do período. Foram obtidos recursos que ainda possibilitaram investimentos de cerca de R$ 100 mil em equipamentos e de R$ 37 mil na recuperação do parque tecnológico.


Programa Saúde da Família (PSF)

Entre julho de 2003 e junho de 2004, o programa manteve e gerenciou 68 equipes no município de São Paulo, 15 em Diadema, 52 em Mauá e 18 em Barueri, totalizando o gerenciamento de aproximadamente 2 mil pessoas.A cidade de Barueri ingressou no programa em outubro de 2003 e hoje recebe os benefícios do atendimento por parte de 12 equipes de Saúde da Família e 6 de Saúde Bucal.Entre as metas do programa está o fortalecimento da equipe para garantir maior eficiência na gestão dos convênios existentes e futuros. Outra preocupação permanente é buscar maior alinhamento com a demanda local, seja do município ou de uma comunidade específica.Aperfeiçoar o relacionamento com os municípios conveniados e prospectar novos parceiros são algumas das prioridades do Programa Saúde da Família. A identificação das necessidades técnicas na área da saúde ou gerenciamento de pessoas possibilitará maior eficácia na tomada de decisões, agilidade na composição ou reposição de equipes, otimização dos recursos financeiros na gestão dos convênios e melhor atendimento à população coberta pelo PSF, que evoluiu de 540 mil pessoas no segundo semestre de 2003 para quase 670 mil habitantes nos primeiros seis meses de 2004.

Centro de Saúde da Vila Mariana

O Centro de Saúde Dr. Lívio Amato é uma unidade de grande porte localizada no bairro paulistano de Vila Mariana e opera por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e a UNIFESP/SPDM, recebendo alunos de Graduação da UNIFESP em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia,No período avaliado pelo presente relatório, foram criadas comissões para analisar questões ligadas à Ética Médica e também a Prontuários. Está em elaboração um plano de gerenciamento da unidade.

COLSAN

Atuando na área de hemoterapia, promovendo a captação de doadores, coleta, análise e distribuindo hemocomponentes, a COLSAN – Sociedade Beneficente de Coleta de Sangue é uma entidade civil, sem fins lucrativos que foi fundada em agosto de 1959 para prestar serviços à comunidade. A COLSAN foi pioneira no incentivo à doação voluntária de sangue e é reconhecida de Utilidade Pública.Em agosto de 1999 a COLSAN foi incorporada à UNIFESP, passando os chefes de Departamento da universidade a fazer parte do Conselho Administrativo e seu Reitor passando a Diretor Presidente da Sociedade. Por deliberação do Conselho Universitário, a COLSAN é considerada estrutura suplementar na área de hemoterapia.Na atual gestão da UNIFESP, a COLSAN inaugurou sua sede própria com 1.600m2 em Jundiaí e obteve a certificação ISO 9001 com grandes avanços nas rotinas de trabalho e nos sistemas de avaliação e controle. Além disso, a COLSAN ampliou as unidades sob seu gerenciamento com a implantação do Hemocentro Regional do ABC.

Para mais informações acesse o relatório completo

Em uma próxima postagem abordaremos o tema "Inexigibilidade de Licitação" Inexigibilidade de licitação se refere aos casos em que o administrador não tem a faculdade para licitar, em virtude de não haver competição ao objeto a ser contratado, condição imprescindível para um procedimento licitatório.