Maceió- AL -

30/07/10

Governo de Alagoas não aposenta automaticamente os médicos, obrigando-os a recorrer ao STF



JURÍDICO ACOMPANHA AÇÃO NO STF

O Mandado de Injunção Coletivo do Sinmed, para aposentadoria especial de mais de 100 médicos que atuam no serviço público estadual em Alagoas, foi encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal para a Procuradoria Geral da República com pedido de parecer.

A advogada do Sindicato, Gorete Araújo, foi a Brasília na semana passada acompanhar o andamento da ação e disse que a PGR tem prazo até o final de agosto para devolver a ação ao STF com o parecer solicitado. Segundo ela, os médicos têm direito à aposentadoria especial garantido por lei. O Mandado de Injunção só foi necessário porque o governo não aposenta automaticamente os médicos, obrigando-os a recorrer ao STF.

Fonte : SINMED 

“Carreira de Estado” para médicos e piso salarial de R$ 8.500,00 para 20h/semanais


O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, foi um dos palestrantes do segundo dia do XII Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), realizado em Brasília, e participou das discussões sobre mercado de trabalho e remuneração médica. Em sua exposição sobre o tema, Carvalhaes falou da exploração do trabalho do médico, do salário vil e dos baixos honorários pagos pelas empresas de saúde suplementar, que só visam lucro. Ele declarou que “as operadoras de planos de saúde constituem um dos maiores carteis do país”.
Sobre a “Carreira de Estado”, Carvalhaes disse que as entidades médicas precisam se unir em torno da luta que pode levar a essa conquista e destacou a proposta de PCCV elaborada conjuntamente pela FENAM, CFM E AMB. O modelo de PCCV estabeleceu parâmetros de ingresso, progresso e egresso com possibilidade de aposentadoria especial aos 25 anos para os médicos. (Informações do portal FENAM)

Fonte:Sinmed 

NEGOCIAÇÃO COM PLANOS DE SAÚDE NA PAUTA DO SINMED



A diretoria do Sinmed retoma no dia 2 de agosto à noite, durante reunião na sede do sindicato, as discussões com médicos que trabalham para convênios, planos e seguros de saúde sobre a briga com as empresas para reajuste dos honorários. Serão levados à reunião alguns posicionamentos firmados durante o XII Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), realizado na semana passada em Brasília.

Um dos temas do evento foi justamente a remuneração do trabalho médico pelas empresas de saúde suplementar, que aumentam seus lucros a cada ano, enquanto os valores que os médicos recebem continuam congelados. Na reunião com os médicos será definida a programação de assembleias e agendamento de reuniões com os representantes das empresas para tentar negociar novos valores para os procedimentos médicos.

Fonte:Sinmed 

29/07/10

Para que as OSS's sejam implantadas no Estado, é necessário que essa metodologia administrativa seja transformada em Lei( Deputado Judson Cabral )

O Hge de Alagoas em 29 de julho 2010


Comitiva considera eficiente modelo de gestão OSS
Enviado por Josenildo Torres em qui, 16/04/2009 - 10:47.


Herbert Motta visitou, visitou o hospitais em Guarulhos e Salvador e aprovou o modelo gestão.
Comitiva visitou esta semana hospitais gerenciados por OSS na Bahia e São Paulo


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) pretende implantar em Alagoas o sistema de Organizações Sociais de Saúde (OSS’s) nas unidades públicas do Estado. Para conhecer como funciona uma OSS, uma comitiva liderada pelo secretário de Saúde, Herbert Motta visitou, esta semana, hospitais em Guarulhos e Salvador e aprovou o modelo gestão.

Segundo Motta, a intenção é aplicar esse modelo de gestão ao Hospital Geral do Sertão, localizado no município de Santana do Ipanema, que poderá servir de piloto no Estado. “Esse novo modelo que estamos conhecendo é um instrumento complementar do nosso sistema”, expôs, lembrando que em Alagoas ainda não existe uma lei estadual que regulamente a OSS.

Os deputados estaduais Judson Cabral (PT), Alberto Sexta-feira (PSB) e Carlos Cavalcante (PTdoB) fizeram parte da comitiva e declararam durante a sessão plenária desta quarta-feira, que as estatísticas apresentadas , principalmente no que diz respeito à otimização dos recursos públicos, revelam que essa é uma ferramenta importante para ampliação e melhoria dos serviços.

“O método se mostrou eficiente, mas temos que analisar se ele terá a mesma eficácia em Alagoas. Até porque, para que as OSS's sejam implantadas no Estado, é necessário que essa metodologia administrativa seja transformada em Lei”, disse o deputado Judson Cabral, enfatizando que para isso é preciso que a proposta seja transformada e submetida à votação no Parlamento.

Caso o método de gestão por OSS's seja implantado no Estado será possível colocar em funcionamento as unidades de saúde estatais que se encontram fechadas, a exemplo do Hospital de Santana do Ipanema, como se referiu o secretário Herbert Motta.

O que são as OSS's - Com a aprovação da Lei e a implantação do sistema OSS's, os gestores terão que assinar um contrato anual com o Governo do Estado, sendo obrigados a cumprir metas de produção, a exemplo do atendimento, redução de custos e qualidade nos serviços ofertados à população atendida pelo SUS. Isso não significa que a gestão estatal será extinta, uma vez que esse novo modelo administrativo irá complementar a organização do sistema público de saúde alagoano.

Pela proposta, a gestão da Sesau destinaria recursos, especificando como eles deveriam ser aplicados –, recebendo relatório mensal de cada hospital gerenciado pelo sistema OSS’s, detalhando os gastos e os indicadores de produção e satisfação da população atendida. Esses dados, seriam submetidos ao Tribunal de Contas do Estado (TCU), Ministério Público de Alagoas (MP/AL), Conselho Estadual de Saúde (CES) e a ALE, que iriam avaliar os dados.

Fonte: Ascom/Sesau-AL





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UNIFESP= Núcleo de Administração em Saúde

Centro de Estudos e Pesquisas João Amorim (Cejam)



A ACSC (Associação Congregação de Santa Catarina)é uma das instituições que demonstram a eficiência deste modelo de administração de saúde, sendo responsável pela gestão do Hospital Geral de Pedreira, Hospital Geral de Itapevi, o Programa Saúde da Família na região sul de São Paulo, o Centro de referência do Idoso da Zona Norte de São Paulo e três unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), beneficiando com a qualidade na administração e gerenciamento dos recursos destas instituições mais de xxx.xxx pessoas.A Associação Congregação de Santa Catarina é a segunda maior entidade filantrópica do Brasil.


Pró Saúde e o trabalho de consultoria no HGE de Alagoas


Spdm, Associação Paulista Para Desenvolvimento da Medicina (UNIFESP),foi eleita pela revista exame na classificação de serviços a 5ª melhor do país

24/07/10

Acúmulo de funções ou desvio de função podem gerar indenização


O acúmulo de funções é caracterizado quando um trabalhador tem de executar tarefas que não se relacionam com o cargo para o qual foi contratado, além das tarefas rotineiras de sua profissão. Nestes casos, o trabalhador tem direito a receber uma remuneração adicional denominada plus salarial.



Há também o caso em que o trabalhador é obrigado a executar atividades que correspondem a um outro cargo, diferente do cargo para o qual ele foi contratado, sendo esta situação chamada de desvio funcional. Nesta situação, caso a remuneração da atividade exercida seja maior do que a da atividade para a qual o trabalhador foi contratado, ele pode reclamar por uma equiparação salarial.



Segundo o artigo nº 461 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), "sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade".



Entretanto, se a diferença de tempo de serviço entre os empregados que exercem a mesma função for superior a dois anos, o trabalhador não terá direito à equiparação salarial.



Tanto no caso de acúmulo de funções como no de desvio de função, o trabalhador deve reclamar seus direitos junto à Justiça do Trabalho, porém é necessário que o trabalhador comprove a situação.



Caso o trabalhador perceba que está executando tarefas que não estão previstas em seu contrato de trabalho, ele deve procurar o Sindicato que representa a sua categoria profissional em seu Estado ou um advogado trabalhista para obter orientação sobre como proceder.(Fonte: meusalario.org)


Enquanto isso no HGE, os médicos contratados para exercerem a função de clínicos se transformam em intensivistas,neurologistas,etc  assumindo assim o codinome de MacGyver e passam literalmente a desempenhar um triste papel no filme real , que a cada dia vai transformando a sua vida em mais um episódio da série profissão perigo ! Veja o que diz o SINMED sobre o trabalho no HGE de Alagoas em um de seus artigos :"Em março, 30 pacientes gravíssimos “internados” na área vermelha – destinada ao atendimento de pacientes com risco de morte – representavam o máximo de descaso e de desrespeito com a vida humana. A área vermelha foi transformada em uma UTI informal, sem equipamentos e sem intensivistas. Quem trabalha no hospital não conseguia nem pensar na hipótese de ver mais pacientes internados ali. Mas na semana passada foram contados 42 doentes graves, com risco de morte, deixados na área vermelha. Uns estavam em camas, outros em macas, outros em colchões ou lençóis forrados no chão, cadeiras de plástico ou cadeiras de rodas. No espaço que sobrava, médicos e auxiliares corriam e se espremiam para atender os pacientes que iam chegando."

23/07/10

PROBLEMA DA FALTA DE MÉDICOS VAI PIORAR EM ALAGOAS

Se os gestores alagoanos já reclamam da falta de médicos em Alagoas, por terem dificuldade de contratar plantonistas, médicos da família e especialistas nas áreas de Pediatria, Obstetrícia, Cirurgia Geral e Trauma, eles devem se preparar para o pior. Já foi dito que 70% dos médicos em atividade no estado já passaram dos 50 anos. E que a maioria dos que se formam aqui e saem para fazer residência em outros estados não retorna. Faltou dizer que muitos entre os que atuam hoje na rede estadual estão bem próximos da aposentadoria.

No ano passado, o Sinmed ingressou com um Mandado de Injunção Coletivo no Supremo Tribunal Fe-deral (STF) para aposentadoria especial de mais de 100 médicos que atuam há 25 anos ou mais em serviço de emergência. Trata-se de uma causa ganha que tem como base a Lei da Insalubridade. O Sindicato já tem enca-minhado um segundo Mandado de Injunção idêntico, com adesão também de mais de 100 médicos.

Desde as enchentes de junho, prefeitos e secretários de saúde reclamam da falta de médicos. Pediram voluntários, ofereceram postos de trabalho remunerados, mas conseguiram muito pouco. Não existe disponibilidade de médicos em Alagoas. De quem é a culpa? Dos gestores, que pagam mal, não oferecem condições éticas de trabalho, desrespeitam os médicos.

Como resolver o problema? Fazendo concurso público, oferecendo uma política salarial decente, que remunere com dignidade o médico, estruturando e mantendo adequadamente hospitais e postos de atendimento. Médico não é escravo, e também não pode colocar o diploma em risco se expondo a trabalhar em locais que não oferecem condições éticas de assistência à população.

Tem muito médico respondendo processo ético e na justiça por morte de paciente decorrente da falta de estrutura dos serviços públicos de saúde. Os processos que deveriam penalizar estado, municípios e gestores são sempre jogados para os médicos, que não estão mais aceitando se sujeitar a esse risco. Portanto, a falta de médicos vai continuar. E com tendência a se agravar com o passar do tempo.




Fonte

Ascom Sinmed

CAOS NA EMERGÊNCIA: ATÉ QUANDO?


No início deste ano, o Sinmed fez visitas, conversou com médicos, reuniu depoimentos e fotografias, elaborou um detalhado relatório, convocou a imprensa e, em entrevista coletiva, voltou a denunciar o caos nos serviços de urgência e emergência da rede estadual, dando ênfase ao Hospital Geral, onde a situação sempre foi mais crítica. Cópias do documento foram entregues aos jornalistas e encaminhadas a órgãos públicos estaduais e instituições como Ministério Público, Defensoria Pública, Procuradoria do Trabalho, entre outros. O objetivo era pressionar o governo para, pelo menos, minimizar problemas graves, como falta de médicos, leitos, medicamentos, equipamentos, material de uso. A divulgação do relatório aconteceu em março. Desde então, por mais inacreditável que pareça, nada foi feito e a situação na maior emergência pública de Alagoas só tem piorado.

Em março, 30 pacientes gravíssimos “internados” na área vermelha – destinada ao atendimento de pacientes com risco de morte – representavam o máximo de descaso e de desrespeito com a vida humana. A área vermelha foi transformada em uma UTI informal, sem equipamentos e sem intensivistas. Quem trabalha no hospital não conseguia nem pensar na hipótese de ver mais pacientes internados ali. Mas na semana passada foram contados 42 doentes graves, com risco de morte, deixados na área vermelha. Uns estavam em camas, outros em macas, outros em colchões ou lençóis forrados no chão, cadeiras de plástico ou cadeiras de rodas. No espaço que sobrava, médicos e auxiliares corriam e se espremiam para atender os pacientes que iam chegando.

Até quando essa situação vai persistir? Onde foram parar os relatórios que o Sinmed encaminhou em março com o pedido de socorro dos médicos? Eles foram lidos? Alguma das autoridades chegou a tomar conhecimento do conteúdo? Os relatos feitos ali não sensibilizaram ninguém? Não existe uma autoridade em Alagoas com competência para enquadrar e exigir dos gestores condições minimamente dignas de assistência à saúde da população? Ao que parece, a resposta para a maioria dessas perguntas é “NÃO!”. E, tentando responder à segunda pergunta no início deste parágrafo, pode-se dizer que o destino provável das cópias do relatório é o fundo de algumas gavetas, que nunca são abertas, onde podem ficar convenientemente esquecidos.

A iniciativa de elaborar e divulgar um relatório, além de enviar cópias para autoridades de diversos setores, não foi original. O Sinmed tem feito isso há vários anos, infelizmente, sem resultados. O governo e a Secretaria de Saúde promovem esse caos; não adianta recorrer a eles. Então, denunciar pode até parecer teimosia, mas é mesmo falta de alternativa. Afinal, o que resta fazer, além de denunciar e de implorar pela ação do MP, da DP, da Justiça e de outras instituições com poder de obrigar os gestores a cumprir seu papel? Rezar? É. Pode ser que esteja faltando oração.

Fonte:SINMED

Situação no HGE se agrava e médicos pedem socorro


Pacientes ficam internados em área de atendimento - Foto de arquivo
A omissão do governo e da Secretaria da Saúde diante das deficiências existentes na maior emergência pública do Estado está deixando os médicos indignados. Embora as reclamações e denúncias de falta de médicos, demora no atendimento, equipamentos quebrados, falta de material e tantas outras queixas se avolumem, nada é feito para minimizar a precariedade do atendimento no hospital.

Os médicos se dizem angustiados, impotentes, chegando facilmente ao desespero, quando se veem sobrecarrregados de trabalho e sem a mínima condição ética de prestar socorro às pessoas que procuram o hospital.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão, ouve as reclamações dos médicos, mas admite que não tem mais o quer fazer. "Já fizemos inúmeros relatórios, fomos várias vezes à imprensa, procuramos o Ministério Público Estadual, Procuradoria do Trabalho, Defensoria Pública, e de nada adiantou. Não consigo imaginar nada mais que possamos fazer", afirmou.

Esta semana, Wellington recebeu denúncias dos médicos sobre a grande quantidade de pacientes internados na área vermelha do hospital. O local vem funcionando há mais de um ano como uma UTI improvisada, onde são deixados os pacientes gravíssimos, com risco de vida, mas que não podem ficar na UTI por falta de leitos. De acordo com os médicos, o número de doentes internados na área vermelha chegou a 42 nos últimos dias.

"Isso é um absurdo, porque os doentes ficam lá e não são monitorados. Ao mesmo tempo, os médicos e outros profissionais ficam no mesmo local trabalhando, atendendo outros doentes graves que chegam a todo momento. A irresponsabilidade dos gestores está causando mortes diariamente nas unidades de saúde do Estado, além de comprometer a saúde dos médicos, que trabalham angustiados e sobrecarregados", disse o presidente do Sinmed.

Wellington Galvão comentou que vai conversar com a diretoria do Sindicato sobre a validade de elaborar um novo relatório com mais denúncias, para ser divulgado na imprensa e encaminhado para outras instituições, além das que receberam o relatório anterior.




Fonte

Ascom Sinmed

09/07/10

TRAGÉDIA EVIDENCIA FALTA DE MÉDICOS EM ALAGOAS

Os alagoanos sofrem na pele as consequências da desvalorização do trabalho médico em Alagoas. Está faltando médicos no Estado, e os que vivem e trabalham aqui não têm disponibilidade de tempo para o trabalho voluntário que está sendo tão necessário nesse período pós-enchentes.

Além disso, 70% deles estão com mais de 50 anos e já passaram mais de metade da vida trabalhando em condições precárias e ganhando muito mal. Não têm mais energia para trabalhar além do que já trabalham.

Os novos médicos saem da universidade direto para programas de pós-graduação em outros estados e terminam optando por trabalhar fora de Alagoas, porque a profissão é mais valorizada e os salários são maiores. Entre os que retornam, cerca de 10%, a maioria vai trabalhar na rede privada.

Diante da tragédia que atingiu mais de 20 municípios alagoanos, o Sinmed e demais entidades médicas alagoanas lançaram apelos à categoria por trabalho voluntário. Mas os médicos alegaram falta de tempo para dedicar ao trabalho voluntário, porque a correria na luta pela sobrevivência é tão intensa, que muitas vezes não sobra tempo nem para cuidar da família.

Como os salários pagos aos médicos alagoanos são muito baixos, tanto no serviço público estadual como nos municípios, os profissionais precisam ter dois ou três empregos, além de dar plantões na rede privada ou como prestadores de serviços da rede pública, para conseguirem compor uma renda razoável.

Também tem aqueles que conciliam o trabalho na rede pública com clínica privada, trabalhando para planos e seguros de saúde, que também remuneram mal. Muitos médicos têm fechado seus consultórios porque não conseguem bancar as despesas com estrutura física, equipamentos e pessoal.

O que está garantindo a assistência aos alagoanos vitimados pelas enchentes é o trabalho de médicos vindos de outros estados, além, claro, dos médicos que já trabalhavam nos municípios afetados. Mas no caso dos médicos que vieram de fora, a maioria tem vínculo com organismos e instituições que sempre são acionados em casos de tragédias, como o Exército Brasileiro e bombeiros militares.

Esses médicos têm ainda treinamento especial e experiência no socorro às vítimas de desastres naturais. Trabalham constantemente nessas ações, têm salário e recebem diárias sempre que se deslocam a trabalho. No caso dos médicos daqui, para atuar como voluntários, eles teriam que se afastar de seus empregos, o que prejudicaria seus orçamentos e comprometeria o pagamento das contas no final do mês.

Fonte:Sindicato dos Médicos de Alagoas – Filiado à Federação Nacional dos Médicos e Federação Médica do Nordeste

R. Teonilo Gama, 186 – Trapiche da Barra – Maceió/Alagoas – Fones: (82) 3221.0461; Defensoria Médica: 9902.6300. Assessoria de Comunicação: 9993.0301

08/07/10

Prefeito é obrigado a rescindir contrato com a Pró-Saúde : Entidade Social é acusada de ilegalidade na contratação de funcionários

Entidade Social é acusada de ilegalidade na contratação de funcionários



A Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar não poderá mais administrar o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. A Justiça concedeu liminar a pedido do Ministério Público (MP) do Estado que obriga a prefeitura da cidade a cancelar o contrato com a entidade. Segundo o MP há irregularidades na contratação de funcionários. O prefeito de Foz, Paulo Mac Donalds Ghisi tem 90 dias para cumprir a determinação, caso contrário ficatrá sujeito a multa de R$ 10 mil por trabalhador em situação irregular.

A ação contra a Pró-Saúde e a prefeitura aponta que servidores públicos foram cedidos para trabalhar na iniciativa privada, o que os promotores consideram inconstitucional. O contrato também teria liberado o município de cumprir com seu dever de prestar diretamente os serviços públicos de saúde.;

A Pró-Saúde é uma entidade social dedicada a gerenciar hospitais públicos. No Paraná, além de Foz do Iguaçu, o município de Araucária também tem contratos com a instituição. O Hospital Municipal da cidade é gerido pela Pró-Saúde. Além desses dois hospitais pelo menos outros 21 são geridos pela entidade em todo o Brasil. Só pelo serviço de administração de instituições de saúde a instituição recebeu, em 2009, R$ 56 milhões, segundo o Ministério da Justiça (MJ).

Na ação, os promotores pedem a rescisão do contrato de gestão do hospital, além da condenação de Paulo Mac Donald Ghisi e da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, no montante de R$ 500 mil, a ser revertido em benefício do Fundo de Amparo ao Trabalhador e ao Fundo Municipal de Saúde.

Seg, 14 de Junho de 2010

03/07/10

CREMAL ,Sociedade de Medicina e COSEMS fazem campanha por voluntariado médico



O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/AL), o Conselho Regional de Medicina (CREMAL) e a Sociedade de Medicina de Alagoas estão engajados numa campanha de sensibilização dos profissionais de saúde, para que os mesmos atuem como voluntários nos municípios devastados pelas chuvas em Alagoas.

“Embora, tenhamos recebido a importante ajuda de médicos de outros Estados do país, a situação dos municípios mais afetados pelas chuvas, como são os casos de Branquinha, Rio Largo, Quebrangulo, Santana do Mundaú e São José da Lage, é verdadeiramente desesperadora. O cenário é de guerra. Sem alimentação apropriada e vivendo em moradias improvisadas, os desabrigados das enchentes estão cada vez mais suscetíveis às chamadas doenças hídricas. Por isso o apelo que estamos fazendo aos profissionais de saúde, sobretudo aos médicos e enfermeiros, para que se juntem a esse cordão de solidariedade e sejam voluntários nos municípios mais necessitados”, conta o vice-presidente do CREMAL, Dr. Fernando Pedrosa.

Dr. Pedrosa explica, ainda, que o CREMAL fez visita à maioria das cidades alagoanas atingidas pelas fortes chuvas que caíram aqui e no estado vizinho Pernambuco, desde o dia 19 último. O conselheiro disse que, embora, a solidariedade esteja presente em todas aquelas localidades, o número de profissionais médicos é insuficiente para atender a toda a demanda: “Muitas crianças já começam a apresentar diarréias e vômitos. O maior temor é de uma epidemia de dengue, cólera ou leptospirose”, afirma.

O Presidente da Sociedade de Medicina de Alagoas, Dr. Cleber Costa concorda com a preocupação dos conselheiros do CREMAL. Desde o início da semana passada, ele tem enviado e-mails aos médicos associados, conclamando por este voluntariado indispensável e que pode salvar incontáveis vidas. “Estamos precisando de voluntários para mutirão aos interiores de Alagoas, na área de Infectologia, Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Dermatologia”, ressalta.

Para Pedro Hermann Madeiro, presidente do COSEMS/AL e secretário de saúde, do agora devastado município de Quebrangulo, esse engajamento das entidades médicas é louvável: “Quando fizemos contato com o CREMAL, através do seu presidente, o Dr. Emmanuel Fortes, o mesmo se mostrou extremamente sensível a esta causa. Nós, que estamos passando por uma das maiores tragédias já vivenciadas em nosso Estado, ficamos bastante estimulados com esse tipo de campanha”, avalia.

Segundo o mais novo Relatório da Defesa Civil, 37 alagoanos morreram em decorrência das enchentes e 69 continuam desaparecidos. O número de edificações destruídas é de, pelo menos, 24 mil. Os desabrigados já são 26.618; os deslocados, 6.242; e os desalojados somam 47.897 pessoas. “A maioria desses desabrigados estão vivendo sem condições ideais de higiene e alimentação. A lama e o lixo, que se acumulam na maioria dos municípios atingidos, ajudam na proliferação de doenças. Este é um momento particularmente difícil e triste em nossos municípios. Além dos donativos, a ajuda do voluntariado é imprescindível. Precisamos nos dar as mãos e reerguer a nossa querida Alagoas", destaca Pedro Madeiro.

Os interessados em se juntar a essa corrente de solidariedade devem entrar em contato com a Sociedade de Medicina ( someal@ig.com.br) / 3223-3463 / 9327-1312), CREMAL ( ferpedrosa@hotmail) 3036-3800/ 9961-4169) ou COSEMS/AL ( janainasus@gmail 9306-3451).


Fonte:COSEMS

SINMED DOA FRALDAS E ROUPAS ÍNTIMAS PARA VÍTIMAS DAS CHEIAS

Seguindo orientações das equipes que socorrem as vítimas das enchentes em Alagoas, o Sindicato dos Médicos comprou fraldas descartáveis e roupas íntimas femininas e masculinas, de vários tamanhos, e fez doações em alguns dos municípios afetados pelas chuvas. A campanha para arrecadação de roupas, agasalhos, colchões, cobertores e alimentos não perecíveis continua.

A decisão de comprar donativos para levar às vítimas foi tomada em reunião da diretoria. Os produtos foram entregues por diretores do Sinmed às cidades afetadas. A diretora Edilma Barbosa levou pessoalmente fraldas para as comunidades onde tem trabalhado como voluntária. A dificuldade de acesso a alguns municípios, devido à destruição de pontes e estradas, é um dos principais obstáculos à chegada de ajuda às vítimas.

Apesar disso, cestas básicas, medicamentos, roupas e agasalhos têm chegado através da ação da Defesa Civil. Mas muitos municípios continuam se ressentindo da falta de médicos. Por isso, o Sinmed renova o apelo à categoria para que ajude na assistência à população dos municípios onde trabalham ou residem, ou mesmo de municípios próximos que tenham maior número de vítimas. A ação voluntária, além de garantir o atendimento a quem precisa, também contribui para que os donativos cheguem às pessoas que necessitam.

“Os voluntários ajudam na assistência e também cobram o que é necessário para esse atendimento à população, e isso é muito importante. Tudo o que está sendo doado precisa, efetivamente, chegar à população que necessita. Milhares de pessoas perderam tudo – desde roupas e utensílios domésticos até os documentos e o lugar onde moravam. A situação é muito triste e, como estamos em um ano eleitoral, não podemos permitir que se faça uso eleitoreiro dessa tragédia que custou a vida de tantos alagoanos”, alerta o presidente do Sinmed, Wellington Galvão.

Ele disse que continua a mobilização junto à Federação Nacional dos Médicos para assegurar mais donativos para os flagelados alagoanos. “Fizemos algumas compras com recursos do Sindicato, e gostaríamos de ajudar mais. Por isso, apelamos por doações, principalmente da classe médica. Montamos um posto de arrecadação na nossa sede, como já fizemos em outros anos para ajudar vítimas de chuvas no Estado, e contamos com a solidariedade das pessoas”.

A diretora Edilma Barbosa esteve em municípios como Branquinha e Santana do Mundaú, vendo de perto a situação das vítimas das chuvas e realizando atendimento médico. Segundo ela, entre as maiores necessidades das populações afetadas hoje estão os artigos de higiene pessoal, roupas íntimas, lençóis, colchões e material de limpeza, principalmente para locais que estão sendo utilizados como alojamentos coletivos. Além, é claro, de alimentos e água potável.


PLANOS DE SAÚDE


Ainda neste mês de julho, o Sinmed deverá convocar assembleia geral com os médicos que trabalham para os planos e seguros de saúde, para definir posicionamento sobre o não reajuste dos honorários da categoria. O Sinmed luta para que as empresas repassem para os médicos os reajustes que são pagos anualmente pelos seus usuários, o que nunca acontece.

O movimento é nacional, com tendência ao descredenciamento em massa de especialistas, que não aceitam mais atender pelos planos e seguros de saúde devido à defasagem dos honorários. Em Alagoas, já há intensa mobilização em algumas áreas de especialização com perspectiva de crescimento dessa tendência nos próximos meses.

01/07/10

Criatório de Mosquitos(Dengue) e Ratos(Leptospirose) na Ponta Verde

Terreno em frente a praça do Skate, localizado no bairro da Ponta Verde em Maceió.Merece uma visita urgente dos fiscais da prefeitura .