Maceió- AL -

31/03/11

CÂMARAS MUNICIPAIS MATAM A PARTICIPAÇÃO POPULAR

*Jose Paulo do Bomfim

Que os poderes legislativos Nacional, Estadual, Distrital e Municipal falham, gravemente, em suas ações parece não haver dúvida alguma na sociedade em geral. No entanto, queremos falar de algo mais particular e mais voltado para o princípio da participação popular na administração pública municipal, um dos pressupostos da ideia de república, há séculos.

Esse pressuposto tem sido tranquilamente matado por presidências das câmaras municipais, algumas promotorias de justiça, Tribunal de Contas Estadual e, logicamente, também, por muitos de nós, quando optamos pela suposta mera “omissão” ou pela grave “conivência”, pois ambas são “assassinas”, no dizer de Heloísa Helena. Estamos a tratar da disponibilização das contas municipais à sociedade. E, convenhamos, não é por faltar normatização ou retórica de transparência. Aliás, nos meados do 1º meio Século de vida, em Belo Horizonte, ouvi o saudoso Betinho dizer mais ou menos isto: “regra geral, quem quer fazer o mal não tem medo da lei; quem que fazer o bem não precisa da lei”. E claro, ele aceitava muito bem as ideias contrárias a esse dizer.

Há 23 anos a atual Constituição brasileira(Cb) adveio da síntese de lutas e de anseios populares. Como esqueleto da organização e da ação do Estado brasileiro diz-nos que somos um Estado Democrático de Direito, onde o exercício do poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido, sendo que o atuar administrativo sempre tem por norte o interesse do povo e a sua participação nas decisões sobre o seu próprio destino.

Para dar concretude à ideia principiológica e não ouvir ninguém dizer “não sabia’, cunhou normas objetivas. Daí seu artigo (art.) 31, parágrafo (§) 3º, estipular que

“As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade [...].

“contribuinte” porque, mesmo sem saber ou impotente, pagam-se tributos e “legitimidade” porque é um princípio superior ao da legalidade. Ampliando o espaço de fiscalização, em complemento ao sentimento inicial da Cb, a Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF), em seu art. 49 tachou que

“As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo (Câmara Municipal) e no órgão técnico responsável pela sua elaboração (Secretaria Municipal de Finanças), para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.”

Sem querer atrás ficar e até plagiando, a atual Constituição alagoana(Ca), em seu art. 36, § 2º, tacou:

“As contas do Município ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, que poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.”

Ademais, o Estatuto da Cidade (ESCI), que deveríamos saber de cor e salteado, na maioria de seus artigos, impõe o direito à participação e, então, a gestão democrática, como um dos fundamentos garantidores da construção da qualidade de vida em cada município. Temos certeza de que pouca gente já sentiu o cumprimento das regras, Nacional e Estadual, acima mencionadas.

Mas....

Infelizmente, a situação ainda é pior, pois as câmaras municipais, por suas mesas diretoras, deixam de cumprir a própria LOM (Lei Orgânica Municipal) que votaram, quando esta determina a disponibilidade das contas municipais e da câmara, antes da remessa das mesmas ao TCE. Em resumo, leia o que dizem algumas LOM a que o FOCCOPA (Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas) teve acesso, quando das edições da ExpoContas Públicas ou do Seminário Sobre Orçamentos e Balanços Municipais:

São Sebastião, art. 33, § 1º: “As contas deverão ser apresentadas (pelo Prefeito à Câmara) até noventa dias do encerramento do exercício financeiro (30/03).” e § 3º: “Apresentadas as contas, o Presidente da Câmara as porá, pelo prazo de sessenta dias, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, na forma da Lei, publicando edital.” e § 4º: “Vencido o prazo do Parágrafo anterior, as contas e as questões levantadas serão enviadas ao Tribunal de Contas, para emissão de parecer prévio.”

Palestina, art. 16: “As contas do Município ficarão a disposição dos cidadãos durante 60 (sessenta) dias, a partir de 15 (quinze) de abril de cada exercício, no horário de funcionamento da Câmara Municipal, em local de fácil acesso ao público.” e § 1º: “A consulta de contas municipais poderá ser feita por qualquer cidadão, independentemente de requerimento, autorização ou despacho de qualquer autoridade.” e inciso I do § 4º: “a primeira via (da “reclamação”-manifestação) deverá ser encaminhada pela Câmara ao Tribunal de Contas [...] mediante ofício;”

Santana do Ipanema, art. 30: “[...] sobre as contas, que o Prefeito e a Mesa da Câmara deverão prestar anualmente.” e §1º: “As contas deverão ser apresentadas até (60) sessenta dias do enceramento do exercício financeiro (28/02), sob pena de responsabilidade.” § 2º: “Apresentadas as contas, o Presidente da Câmara porá pelo prazo de (60) sessenta dias à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade.” e § 3º: “Vencido o prazo do parágrafo anterior, as contas e as questões levantadas serão enviadas ao Tribunal de Contas para emissão do parecer prévio;”

Arapiraca, adaptando-se a redação do art. 29 e do § 1º tem-se: “[...] as contas do exercício anterior que o Prefeito e a Mesa da Câmara deverão prestar anualmente à Câmara Municipal, dentro dos sessenta dias após a abertura de cada sessão legislativa;” e § 3º: “Apresentadas as contas, o Presidente da Câmara as porá, pelo prazo de sessenta dias, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade, na forma da lei publicando edital;” e § 4º: “Vencido o prazo do parágrafo anterior, as contas e as questões levantadas serão enviadas ao Tribunal de Contas, para emissão de parecer prévio;”

Maceió, art. 41: “[...] as contas que, anualmente, até noventa (90) dias após o encerramento do exercício financeiro, prestarão o Prefeito Municipal e o Presidente da Câmara.” e art. 42: “A Câmara Municipal facultará aos contribuintes, pelo prazo de sessenta (60) dias, o exame das contas apresentadas, podendo qualquer deles questionar-lhes a legitimidade, mediante petição por escrito e assinada perante a Câmara Municipal.” e § Único: “Acolhendo a Câmara Municipal, por deliberação de seus membros, a impugnação formulada, fará dela remessa ao Tribunal de Contas, para a sua apreciação, e ainda ao Prefeito Municipal, para os esclarecimentos que reputar pertinente.”

Olho d’Água das Flores, art. 27 e § 1º, adaptando-se: “[...] as contas que o Prefeito e a Mesa da Câmara deverão apresentar anualmente à Câmara Municipal, dentro de sessenta dias após a abertura de cada sessão legislativa [...];” e § 3º: “Apresentadas as contas, o Presidente da Câmara as porá, pelo prazo de sessenta dias, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade, na forma da lei, publicando edital;” e § 4º: ”Vencido o prazo do parágrafo anterior, as contas e as questões levantadas serão enviadas ao Tribunal de Contas, para emissão de parecer prévio;”.

O FOCCOPA também verificou que em Olho d’Água do Casado, Jirau do Ponciano, Jacaré dos Homens, Igaci, Pão de Açúcar, Craíbas, Coruripe, Feira Grande, Ouro Branco, Porto Real do Colégio, Monteirópolis, Olho d’Água Grande, Poço das Trincheiras, Olivença, Piaçabuçu e Campo Alegre, e, com certeza, em outros municípios, as respectivas LOM têm artigos com determinações bem semelhantes às que acabamos de lê, que também não são cumpridas.

Sem exceção, as LOM que consultamos determinam os prazos para a prefeitura remeter a prestação de contas à câmara e para a mesa desta, informando à população, colocar as mesmas à disposição da sociedade e, decorrido o prazo com ou sem a manifestação de alguém, remetê-la ao TCE.

Tudo céu, se nada dependesse de cada um nós e, menos ainda, de nossas, digamos, autoridades, que teimam em esquecer a meta, mas espalhar o meio de campo. Não se sabe o porquê o TCE deixa de identificar tantas irregularidades quando elabora o parecer prévio ou faz auditorias, inclusive o não cumprimento de cada LOM pelas prefeituras e pelas presidências das câmaras.

Quando comparam-se os pareceres prévios e as auditorias do TCE com as do TCU (Tribunal de Contas da União) e da CGU (Controladoria Geral da União), tem-se a certeza de algo tramita muito errado nas instituições e no território alagoanos, eis a razão dos péssimos índices sociais que carregamos nas costas de todos e nas consciências de alguns poucos.
No entender do Fórum, as promotorias de justiça, como instituições de “fiscal da população”, “guardião da lei” ou “órgão de combate à corrupção administrativa”, também pecam. Têm o dever funcional de agirem por iniciativa própria ou “de ofício”, como disse um Procurador de Justiça quando proferia palestra em uma das edições da ExpoContas Públicas em Arapiraca. Se não se responsabiliza de primeira os gestores, algo razoavelmente aceitável, poderiam, no mínimo, editar recomendações às presidências das câmaras para cumprirem as regulamentações, em especial a LOM.
Aliás, desde 2006, o Fórum tem percebido que o próprio TCE não observa o cumprimento de cada LOM, pois recebe diretamente de cada prefeitura o Balanço Municipal. Este deveria ser encaminhado por cada câmara, após fluir o prazo para manifestação da sociedade, acompanhado da informação de que houve a divulgação (observa-se que os municípios fazem, em verdade, irregular e constante promoção pessoal do respectivo gestor, a título de “informação”) e o cumprimento do prazo de “exposição”, bem como se houve ou não alguma manifestação da sociedade.
Como também o TCE não cumpre cada LOM, as presidências de câmaras dizem que “nunca” receberam o Balanço Municipal da prefeitura, conforme foi dito por um presidente e por uma presidenta de câmara a um dos coordenadores do FOCCOPA, recentemente. Aliás, ambos demonstraram muita surpresa com a cobrança do cumprimento da LOM e preocupados que o fato se tornasse público, pois seria mais um “escândalo da câmara, como gosta a imprensa”, arrematou a Presidenta. Ela apenas esqueceu que a imprensa não fabrica irregularidades e descumprimentos de regulamentações nos poderes municipais.

Bem estranha é a forte dissimulação para convencer desprevenidos e o “ar” de surpresa que muita gente demonstra, quando tem a responsabilidade ou a omissão questionada. Quase sempre ninguém sabe de nada. No entanto, quando a conversa não é de cobrança de atitudes de combate à impunidade e à corrupção, a fala é minuciosamente articulada sobre os diversos fatos criminosos e improbidades administrativas, bem como sobre quem seriam os praticantes. Demonstra-se profundo conhecimento sobre a situação e os envolvidos. Chega-se a citar nomes. Daí as ações indicarem que os malfeitores acreditam na impunidade, nem que seja pelo acolhimento da prescrição, como se esta fosse por acaso e não houvesse culpados de vários naipes.

Há tempos, a sociedade espera, apenas, que muita gente faça uma árdua mudança de atitude e cumpra com o respectivo dever de ofício e funcional, bem como a cidadania não seja omissa e conivente.

Enfim: “É por essas e outras que é muito difícil o combate à impunidade e à corrução”.


*FOCCOPA-Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas; imeio:fcopal@bol.com.br; blogue:fcopal.blogspot.com – redação: Jose Paulo do Bomfim - texto escrito, inicialmente, escrito para divulgação em São Sebastião e,depois, ampliado para divulgação em outros municípios e na imprensa em geral.

"Os governos precisam parar de desperdiçar tanto dinheiro sem uma análise e planejamento prévio de treinamentos e palestras... " Edinaldo Marques

 Timeline do twitter do professor Edinaldo Marques  , com alguns comentários sobre gestão pública.





 
EdinaldoMarques Edinaldo Marques


Há muito desperdício de dinheiro público quando servidores são enviados para participar de palestras dentro e fora do local onde vivem...


»


EdinaldoMarques Edinaldo Marques



O envio de servidores para palestras é usado como incentivo ou possibilidade de atualização. Ao retornarem aos seus trabalhos, nada muda...





EdinaldoMarques Edinaldo Marques



Palestras ou treinamentos mais completos somente têm valor quando é apresentado um processo sobre o tema abordado. Caso contrário, serve...





EdinaldoMarques Edinaldo Marques


...apenas de terapia ocupacional. Além disso, não há gestão do conhecimento, ou seja, aquilo que for aprendido precisa ser repassado...





EdinaldoMarques Edinaldo Marques


...e passar a fazer parte dos sistemas organizacionais. Pouco adianta o conhecimento ficar retido apenas na cabeça das pessoas...





EdinaldoMarques Edinaldo Marques


Os governos precisam parar de desperdiçar tanto dinheiro sem uma análise e planejamento prévio de treinamentos e palestras...


 



EdinaldoMarques Edinaldo Marques


O ideal é elaborar para cada órgão um T & D de acordo com as reais necessidades e selecionar os palestrantes com todo o cuidado...


Edinaldo Marques
(Fonte:http://blogdoprofessoredinaldo.blogspot.com/)
- Engenheiro Civil formado pela UFAL em 1978; - Mestrado em Administração de Empresas. - Representante Regional da Associação Brasileira de Pavimentação no Estado de Alagoas desde de 1986 - Membro da Academia Maceioense de Letras; - Consultor em diversos trabalhos na área de pavimentação, formação de líderes, gestão de pessoas e gestão eficaz. - Autor de mais de 1000 artigos de opinião já publicados em jornais e revistas de Alagoas e do país sob diversos temas de interesse da sociedade; - Professor do curso de engenharia civil e engenharia química da Universidade Federal de Alagoas nas disciplinas Administração de Empresas, Empreendedorismo, Estradas e Pavimentação; - Autor de uma coletânea de 04 (quatro) livros lançada em 2008 sob o título MUDANÇA DE MENTALIDADE, subtítulos: CONVÍVIO URBANO, EDUCAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA, PAVIMENTAÇÃO E TRANSPORTES E TRÂNSITO; - Palestrante de diversos workshops e treinamentos em Alagoas e no país; - Ex-vice-presidente da Associação Brasileira de Pavimentação; - Ex-diretor de divulgação da Associação Brasileira de Pavimentação; - Ex-secretário municipal de controle do convívio urbano; - Ex-secretário municipal de abastecimento.

A velha rotina: Governador apela para a " Lei de Responsabilidade Fiscal" , Justiça decreta greve ilegal , caos nos hospitais e servidores passam fome!!


        "Servidores em greve invadem Ponto-Socorro de Maceió
  Para coordenador do movimento, ocupação pacífica mostra as péssimas condições de trabalho na cidade"
24/09/2007


A Notícia foi veiculada no site do jornal Estado de São Paulo em 24 de setembro de 2007 ,e tinha na chamada principal o título: Servidores em greve invadem Ponto-Socorro de Maceió .Ao fazer a leitura do texto ,facilmente poderíamos reformular o título para: A velha rotina: Governador apela para a " Lei de Responsabilidade Fiscal" , Justiça decreta greve ilegal , caos nos hospitais e servidores passam fome!!,e  preservar  o restante do artigo fazendo a sua publicação no dia de hoje como a  principal  manchete nos portais Alagoanos. 
 
As linhas pautadas pertencem ao passado, porém  relatam fielmente o momento vivido mais uma vez com as negociações salariais com o Governo do Estado.O cenário é horripilante  e mostra o mesmo quadro patológico crônico da saúde hospitalar do nosso povo!

Vejamos então a matéria logo abaixo e que a mesma sirva como alerta aos funcionários do Estado, que se no período de quase 4 anos nada foi conseguido , chega-se a triste conclusão que a única política do Governo implantada em face ao que foi pleiteado pelos Sindicatos, foi a ilógica atitude de tratar a pão e água a mesa da sociedade , e de empurrar com a barriga as reinvidicações dos trabalhadores
 
Mário Augusto
 
"Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido".Hermann Hesse

O TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO:

Servidores de nível médio e de algumas categorias de nível superior da rede de saúde pública estadual, em greve há mais de um mês, invadiram na manhã desta segunda-feira, 24, a Unidade de Emergência Armando Lages, principal pronto-socorro do Estado, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió. Eles chegaram em passeata, subiram a rampa e invadiram as dependência do hospital, sem encontrar resistência da segurança, que não tinham como conter os manifestantes.



"Foi uma ocupação pacífica, com o objetivo de abrir as portas da Unidade de Emergência (UE) para mostrar à sociedade alagoana as péssimas condições de trabalho a que estamos submetidos no dia-a-dia e a situação de abandono de dezenas de pacientes à espera de atendimento", afirmou Benedito Alexandre, um dos coordenadores do Movimento Unificado da Saúde. "Queremos apenas que a imprensa registre o que o governo esconde", acrescentou.



Dentro do hospital, pacientes pelo chão, deitados em colchonetes, sentados em cadeiras de rodas, aguardando atendimento em macas pelos corredores; além de equipamentos quebrados, lençóis sujos amontoados pelos cantos das enfermarias e falta de médicos. Um paciente idoso vítima de AVC aguarda há uma semana ser atendido por um neuro-cirurgião, alimentando-se apenas de soro. Durante a greve dos médicos, vários neuro-cirurgiões pediram demissão da UE.



No final da manhã, os servidores desocuparam a Unidade de Emergência, mas ficaram de voltar para novas manifestações. Eles disseram que a intenção não era prejudicar o já precário funcionamento do pronto-socorro, mas afirmaram que postos de saúde e ambulatórios continuarão fechados, durante a greve. Os servidores reivindicam o mesmo percentual de reajuste concedido pelo governo para os médicos, que receberam 39% de aumento.



No entanto, as negociações com o governo estão suspensas. Por isso, os servidores em greve decidiram radicalizar o movimento. "Nós só não fechamos a Unidade de Emergência para não prejudicar ainda mais os pacientes e a população, mas se for preciso iremos radicalizar ainda mais o nosso movimento", afirmou Benedito Alexandre, assim que soldados do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope), chegaram reforçar a segurança da Unidade de Emergência.



Governador diz que "greve não tem sentido"



No final da manhã, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), falou à imprensa sobre a paralisação dos servidores da saúde, que fechou os postos de saúde da Capital. "Esta greve não tem mais sentido", destacou o governador, durante evento da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), ao se referir às ações do Movimento Unificado da Saúde e às ameaças de radicalização dos grevistas.



"Eu lamento profundamente essa greve. As negociações nunca foram interrompidas, estão acontecendo de forma permanente. Então, a radicalização não tem sentido", acrescentou o governador, anunciando para esta semana a vinda do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a Alagoas. "O ministro vem aqui para que possamos resolver a situação. Afinal, o governo de Alagoas não tem como atender sozinho todas as reivindicações dos servidores da saúde", salientou.



Vilela disse ainda que as reivindicações dos servidores são justas e legítimas, mas precisam ser negociadas levando em consideração a realidade financeira do Estado. "O máximo que puder ser pago, terá que ser pago e será. Mas não podemos ferir a lei e agir de qualquer forma, porque o Estado não tem condições", salientou o governador. Para ele, só com a ajuda do governo federal - que é um dos parceiros do Sistema Único de Saúde (SUS) - poderá resolver a questão.



Na última sexta-feira, a greve dos servidores da saúde foi decretada ilegal, por decisão da juíza Maria Esther Manso. Segundo o presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas, Wellington Monteiro, a determinação da Justiça não altera a programação da categoria. "Os servidores realizarão uma assembléia geral na próxima quarta-feira, mas até lá continuarão em greve, até que o governo atenda as nossas reivindicações", afirmou o sindicalista.

Fonte:ESTADÃO

Pesquisa comprova origem genética da doença de Chagas

Pesquisa realizada na Universidade de Brasília comprovou a origem genética da doença de Chagas. Publicado ontem pela revista PLoS One, o estudo descreve como mutações causadas pela infiltração de genes do Trypanosoma cruzi no genoma do hospedeiro causam a destruição de tecidos do coração – mesmo sem a presença do parasita no organismo. E sugere a adoção de transplante de medula óssea para o tratamento de pacientes em estado grave. A doença de Chagas é uma das mais antigas conhecidas na América Latina. Relatos do século XVI já davam conta de uma enfermidade que causava morte súbita. Estima-se que 18 milhões de pessoas no continente sejam portadoras do parasita Trypanosoma cruzi. O professor Antonio Teixeira, da Faculdade de Medicina, investiga o tema há mais de 40 anos, e suas recentes descobertas são fontes de discussões entre cientistas de todo o mundo. Um desses estudos foi reportagem de capa da Revista DARCY (leia aqui).

O trabalho publicado ontem mostra como galinhas infectadas são capazes de eliminar completamente o parasita, mas devido à invasão genética do Trypanosoma morrem de inflamação do coração, falta de ar e arritmia. Sintomas semelhantes aos percebidos em humanos chagásicos. As galinhas foram usadas como modelo de pesquisa por causa de seu sistema imunológico, imune à infecção do parasita.

Os pesquisadores da equipe de Teixeira descobriram que a galinha só pode ser infectada em um curto período de tempo, ainda em fase embrionária – ou seja, no ovo. Quando nascem, seu organismo elimina completamente a presença do Trypanosoma na primeira semana de vida. Mas o parasita deixa a sua marca: uma pequena porção de DNA anexada ao genoma do hospedeiro.

Marcelo Jatobá/UnB Agência



EVOLUÇÃO - A transferência lateral de DNA descoberta na UnB é polêmica porque muda conceitos fundamentais da Biologia. Tal como preconizada por Charles Darwin, a evolução aconteceria por mutações espontâneas e aleatórias. A pesquisa de Teixeira mostra que o meio ambiente ambiente pode influenciar diretamente essas mutações. Traz de volta conceitos elaborados pelo cientista francês Jean-Baptiste Lamarck. No século XVIII, ele defendia que características novas das espécies surgiam por exigência do meio ambiente.

Essa invasão genética acontece por meio do kDNA. Parte genoma do Trypanosoma cruzi fica alocado do lado de fora da fita do DNA, em pequenos círculos chamados de kDNA. Esses pequenos círculos se desgrudam do genoma do parasita e podem se ligar ao genoma do hospedeiro. Permanentemente. A pesquisa mostra que filhos de hospedeiros também carregam o kDNA. Genes vindos de um parasita são passados de pai para filho.

Arte/UnB Agência


As mutações causadas pelo kDNA não necessariamente levam à doença. A pesquisa encontrou quatro tipos de mutações relacionadas a diferentes sintomas: aborto espontâneo, cardiomiopatia inflamatória e morte súbita. "Entre humanos, de cada 100 infectados, 20 ou 30 podem desenvolver a doença", diz o professor Teixeira. "Na pesquisa, vimos que existem na prole mecanismos de compensação genômica que atenua as manifestações presentes no progenitor infectado. Isso é evolução".

Uma vez que a origem da doença de Chagas está nos genes, Teixeira sugere um tratamento que ataque a causa, e não os sintomas. "O tratamento que existe hoje baixa o nível da infecção, mas não previne o desfecho fatal. As células infectadas saem da medula óssea", afirma o pesquisador. Segundo ele, é possível desenvolver marcadores genéticos que vão indicar a gravidade da doença de cada paciente e a necessidade de tratamento. "O quebra-cabeça foi decifrado. O uso desse tratamento vai ser ditado pela necessidade e pelo interesse público".

 Textos: UnB Agência 30 de março de 2011

Amor :Perfume Universal !

Independente da fé que cada um professa, a beleza e a harmonia de uma  música é universal  como o amor! A letra de Marcelo Crivella  e sua música faz parte da minha vida há mais de 10 anos, quando precisamente  em 1998, perdi minha mãe  vítima de meningite meningocócica tipo C. Um período doloroso que foi amenizado com essa bela canção! Naquelas  minhas manhãs ,tardes e noites frias o amor do Cristo chegou para aquecer e pensar o meu coração através desse perfume !

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Vídeo-Perfume Universal


Perfume Universal
Composição : Marcelo Crivella



Ela veio movida na força do amor do seu coração
Sem ser convidada entrou na casa de Simão
Na mão um vaso de mármore
E os olhos molhados de lágrimas
Para entrar na história do amor
Trazendo o perfume para ungir o Nosso Senhor

Horas mais tarde o Senhor foi levado aquela cruz
Havia tantas feridas e ninguém para o ajudar
Mas o vento daquela tarde fria
Soprando em toda colina
Trazia espalhando no ar
O perfume de amor demarrado em Nosso Senhor

Na perseguição que a Universal sofre em todo lugar
Na dor de ver o seu líder à prisão
Na força que existe entre nós
Na fé que nos põe de pé
Na união que faz todos irmãos
Ainda existe aquele perfume espalhado no ar
Ainda existe aquele perfume espalhado no ar

No gesto de nossos pastores que deixam tudo e vão
Levados no vento para onde Deus mandar
Na Palavra pregada ao que sofre
Na fé que cura o enfermo
Na oferta trazida ao altar
Ainda existe aquele perfume espalhado no ar
Ainda existe aquele perfume espalhado no ar

Que a Tua Igreja, Senhor, seja sempre este perfume
Que o vento do Teu Espírito há de espalhar
E ainda que em lutas e perseguições
A vida tenhamos que dar
Com certeza pra sempre estará
Aquele Perfume de Amor espalhado no ar
O Perfume Universal que nunca vai acabar

Veja a entrevista sobre a mobilização dos Policiais Civis em Alagoas:Possível Operação Padrão a partir do dia 1° de abril

Policiais aprovaram estender a Operação Padrão a partir do dia 1° de abril caso o governador não defina a questão salarial da categoria.
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       Veja a entrevista feita pelo programa "Eu quero ver" da CUT sobre a mobilização dos policiais civis

Sindpol realizará assembleia geral em 1º de abril



O Sindpol convoca os policiais civis para assembleia geral, no dia 1º de abril, no auditório do Sindicato dos Bancários, às 14 horas. Na pauta, a proposta salarial do Delegado Geral e a mobilização.



Na última assembleia, os policiais civis decidiram aguardar até o dia 1º de abril pela definição junto ao Governo do Estado da proposta salarial do Delegado Geral.

FONTE:SINDPOL_AL

30/03/11

Complacência com tortura estimula violência policial



Marcelo Semer
De São Paulo

Poucas cenas são tão impactantes, quanto a de policiais-militares disparando, à queima-roupa, contra um garoto indefeso de quinze anos, na cidade de Manaus.

Sozinho, desarmado e acuado, o adolescente recebeu diversos tiros, mas no boletim de ocorrência, os agentes da lei disseram que apenas se defendiam de seus ataques.

Pela enorme perplexidade que também causou, a fotografia do PM carioca jogando gás pimenta em uma criança, durante repressão a manifestação de moradores no Morro do Bumba, entrou para o álbum tétrico da violência policial da semana.

Álbum, aliás, que se completou com a informação de que a Polícia Civil estima em torno de cento e cinquenta as vítimas de homicídios de grupos de extermínio constituídos por policiais militares no Estado de São Paulo.

A repulsa social é gigantesca quando vemos as imagens destes crimes. Mas a inércia diante da violência policial permanece intacta.

Policiais julgados pelas mortes de pessoas supostamente atingidas em conflito raramente são condenados.

A informação de que as vítimas tenham "antecedentes criminais" quase sempre funciona como elemento fundamental da absolvição.

Nesse particular, pouco parece ter mudado, com a transferência da Justiça Militar para a Comum, da competência para julgar homicídios praticados por PMs, logo após a chacina do Carandiru.

Os jurados muitas vezes se comovem com as narradas vicissitudes de policiais em confronto, principalmente quando se relatam casos de resistências.

Inúmeras mortes nem sequer chegam a plenário, arquivadas a pedido dos promotores, com relatos relativamente similares àqueles trazidos pelos PMs de Manaus.

Ninguém seria insano em afirmar que os policiais são, em regra, criminosos.

O trabalho de promotores e juízes nos fóruns criminais é praticamente todo ele lastreado nas prisões em flagrante realizadas por policiais militares, logo em seguida a furtos, roubos, sequestros, tráficos de entorpecente -em boa parte destes, justamente pela presteza e eficiência policiais.

Todavia, a noção de autoridade e os frágeis limites deste agir, ainda são pouco respeitados país afora.

Casos relatados de torturas e violências cotidianas a presos (conhecidas como "esculachos") são frequentes e não é raro encontrarem-se réus que já chegam feridos à delegacia.

A cultura da violência permitida ou relevada, por alguma hipotética função social, inexplicavelmente sobrevive entre nós.

Não à toa, os processos criminais por tortura são pouquíssimos - delegados, promotores e juízes menosprezam ou ignoram reclamações, em razão de uma suposta falta de credibilidade das vítimas.

Afinal, se nós não tivéssemos visto as imagens, quem acreditaria na versão do adolescente amazonense?

É exatamente por isso que a violência policial é ainda mais digna de repúdio.

A ideia de que em certos casos esta violência se faça necessária é a principal porta aberta para conivência social com os abusos.

Nada mais representativo dessa noção do que a reiterada omissão do Estado em apurar os crimes praticados pelos agentes públicos durante o período da ditadura.

A complacência com graves crimes contra a humanidade, nos quais se incluíram bárbaros desaparecimentos forçados, até hoje sem solução, estimula a noção de que, sob certas circunstâncias, a lei pode ser desrespeitada na luta contra um inimigo perigoso.

Ele pode ser chamado de terrorista, de subversivo, de traficante. Mas na medida em que se excedem para contê-lo, além do que permite a lei, agentes policiais se transformam nos mesmos marginais que pretendiam combater.

Durante os anos de chumbo, paralelamente às torturas praticadas contra os "inimigos do regime", proliferaram grupos de extermínio no corpo das polícias, conhecidos como esquadrões da morte, apoiados por empresários e comerciantes.

Alguns podiam se aliviar, enganando-se que apenas "criminosos" eram vítimas e que, afinal de contas, havia alguém sujando as mãos em nome de sua segurança.

Mas quando o limite do certo ou errado, da vida ou da morte, é conferido a pessoas armadas que conduzem julgamentos sumários na calada da noite e realizam execuções travestidas de legítima defesa, é sinal de que a sociedade perdeu o seu próprio respeito.

Uma enorme indignação popular se dirige hoje contra o acórdão do STF que postergou a entrada em vigência da Lei da Ficha Limpa.

Mas a decisão do ano anterior que manteve a anistia para agentes que cometeram crimes contra a humanidade pode ter causado um dano muito maior.

O Brasil é o único país da região que ainda se recusa a punir seus torturadores, mesmo recebendo recentemente uma condenação internacional, advinda da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Na medida em que legitimamos a ficha-suja da tortura, abrimos a porta para conviver de mãos-dadas com os excessos policiais, herdados dos anos de chumbo.

Siga @marcelo_semer no twitter


Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.
Fale com Marcelo Semer: marcelo_semer@terra.com.br ou siga @marcelo_semer no Twitter



FONTE
http://twitter.com/Bob_Fernandes

29/03/11

RESOLUÇÃO CFM nº 1.851/2008



A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) destaca que o médico assistente não deve confundir seu papel com o papel do médico perito previdenciário.

RESOLUÇÃO CFM nº 1.851/2008
(Publicada no D.O.U. de 18 de agosto de 2008, Seção I, pg. 256)

Altera o art. 3º da Resolução CFM nº 1.658, de 13 de fevereiro de 2002, que normatiza a emissão de atestados médicos e dá outras providências.



O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e a Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, que altera a Lei nº 3.268/57 e

CONSIDERANDO que o médico assistente é o profissional que acompanha o paciente em sua doença e evolução e, quando necessário, emite o devido atestado ou relatório médicos e, a princípio, existem condicionantes a limitar a sua conduta quando o paciente necessita buscar benefícios, em especial, previdenciários;

CONSIDERANDO que o médico perito é o profissional incumbido, por lei, de avaliar a condição laborativa do examinado, para fins de enquadramento na situação legal pertinente, sendo que o motivo mais freqüente é a habilitação a um benefício por incapacidade;

CONSIDERANDO o Parecer CFM nº 5/08, de 18 de abril de 2008;

CONSIDERANDO, finalmente, o decidido na Sessão Plenária realizada em 14 de agosto de 2008,

RESOLVE:

Art. 1º O artigo 3º da Resolução CFM nº 1.658, de 13 de dezembro de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 3º Na elaboração do atestado médico, o médico assistente observará os seguintes procedimentos:

I - especificar o tempo concedido de dispensa à atividade, necessário para a recuperação do paciente;

II - estabelecer o diagnóstico, quando expressamente autorizado pelo paciente;

III - registrar os dados de maneira legível;

IV - identificar-se como emissor, mediante assinatura e carimbo ou número de registro no Conselho Regional de Medicina.

Parágrafo único. Quando o atestado for solicitado pelo paciente ou seu representante legal para fins de perícia médica deverá observar:

I - o diagnóstico;

II - os resultados dos exames complementares;

III - a conduta terapêutica;

IV - o prognóstico;

V - as conseqüências à saúde do paciente;

VI - o provável tempo de repouso estimado necessário para a sua recuperação, que complementará o parecer fundamentado do médico perito, a quem cabe legalmente a decisão do benefício previdenciário, tais como: aposentadoria, invalidez definitiva, readaptação;

VII - registrar os dados de maneira legível;

VIII - identificar-se como emissor, mediante assinatura e carimbo ou número de registro no Conselho Regional de Medicina."

Art. 2º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.



Brasília-DF, 14 de agosto de 2008



EDSON DE OLIVIERA ANDRADE LIVIA BARROS GARÇÃO

Presidente Secretária-Geral






EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS DA RESOLUÇÃO CFM Nº 1.851/2008

A fim de não dar margem a interpretações conflitantes ao artigo 3º da RESOLUÇÃO CFM n.º 1.658/2002, que normatiza a emissão de atestados médicos, impõe-se a sua revisão, visto que disposições emanadas de instâncias inferiores têm trazido grande discussão no meio médico acerca da atuação, em especial, do médico perito frente ao médico assistente do paciente.
O aludido artigo 3º, estabelece que: "Na elaboração do atestado médico, o médico assistente observará os seguintes procedimentos:
a) especificar o tempo concedido de dispensa à atividade, necessário para a completa recuperação do paciente;

b) estabelecer o diagnóstico, quando expressamente autorizado pelo paciente;

c) registrar os dados de maneira legível;

d) identificar-se como emissor mediante assinatura e carimbo ou número de registro no Conselho Regional de Medicina".

Adequando a discussão à constante evolução que sofre nossa sociedade, em especial, na área da Medicina, impõe ao órgão máximo da categoria, em última instância, disciplinar controvérsias reinantes no seio da classe, afastando, assim, eventual ingerência e fatores de conflito na relação médico-paciente e INSS.

Nesse sentido, antes de adentrar ao âmago da discussão, deve-se observar a hierarquia das normas e seus planos hierárquicos, vendo-se que no ápice da pirâmide encontra-se o Conselho Federal de Medicina, tendo na base todos os Conselhos Regionais, que embora detenham autonomia funcional, devem obediência normativa àquele.

A vista disso, se tem que não pode existir ordenamentos conflitantes no seio dos Conselhos Federal e Regionais, disciplinando de forma diversa um mesmo tema.

Dentro dessa ordem de idéias, se faz necessário, para não dizer exigível, manifestação casuística do Conselho Federal acerca do referido artigo, frente à dinâmica dos fatos que se vivenciam.

É necessário que o Conselho Federal, de uma vez por todas, normatize a atuação do médico assistente e do médico-perito frente ao paciente, contudo, convém verificar as figuras desses profissionais, de forma isolada, para se poder concluir o presente trabalho.

Assim, temos que o médico assistente é o profissional que acompanha o paciente em sua doença e evolução e, quando necessário, emite o devido atestado ou relatório médicos e, a princípio, existem condicionantes a limitar a sua conduta quando o paciente necessita buscar benefícios, em especial, previdenciários.

De outro lado, o médico perito é o profissional incumbido, por lei, de avaliar a condição laborativa do examinado, para fins de enquadramento na situação legal pertinente, sendo que o motivo mais freqüente é a habilitação a um benefício por incapacidade.

A atividade pericial, no âmbito Conselhal e associativo, se constitui hoje em uma área de atuação de todas as especialidades e é regulamentada pela Lei nº 10.876, de 2 de junho de 2004. Esta Lei estabelece que compete privativamente aos ocupantes do cargo de Perito Médico da Previdência Social e, supletivamente, aos ocupantes do cargo de Supervisor Médico-Pericial da carreira, o exercício das atividades médico-periciais inerentes ao Regime Geral da Previdência Social, especialmente:

I - emissão de parecer conclusivo quanto à capacidade laboral para fins previdenciários;

II - inspeção de ambientes de trabalho para fins previdenciários;

III - caracterização da invalidez para benefícios previdenciários e assistenciais; e

IV - execução das demais atividades definidas em regulamento.

Parágrafo único. Os Peritos Médicos da Previdência Social poderão requisitar exames complementares e pareceres especializados a serem realizados por terceiros contratados ou conveniados pelo INSS, quando necessários ao desempenho de suas atividades.

Em função disso, a atividade médico-pericial, em especial do INSS, tem por finalidade precípua a emissão de parecer técnico conclusivo na avaliação de incapacidades laborativas, em face de situações previstas em lei, bem como a análise de requerimentos de diversos benefícios, sejam assistenciais, ou indenizatórios.

Portanto, é imperativo afastar, ou mesmo retirar, a atribuição do médico assistente de "sugerir" ao paciente condutas inerentes e específicas da atuação do médico perito, posto serem distintas as atuações desses profissionais. Expectativa gerada por sugestão, não contemplada pelo entendimento do perito, cria situações, não só de indisposição aos médicos peritos, mas pode gerar agressões físicas, inclusive fatais, como já ocorridas.

Acentua-se forçosamente, que não se pode conferir ao médico assistente a prerrogativa de indicar o benefício previdenciário, conduta inerente à função do médico perito.

Propõe-se, então, retirar a palavra "completa" do item a) do artigo 3º e acrescentar um parágrafo único neste mesmo artigo, normatizando especificamente o atestado para fins de perícia médica.


GERSON ZAFALON MARTINS

Conselheiro Relator




Data de inclusão: 20/08/2008
Fonte: D.O.U. Diário Oficial União

Governo só tem margem para oferecer 5% a Saúde


Odilon Rios
08h30, 29 de março de 2011

O Governo tem duas áreas centrais que discutem se os servidores públicos terão ou não aumento nos salários: as secretarias da Fazenda e do Planejamento.

A primeira cuida do dinheiro; a segunda, faz uma análise orçamentária.

Se depender apenas do Planejamento, os servidores da Saúde- que ameaçam entrar em greve- não teriam aumentos nos salários.

Segue a mesma lógica aos trabahadores da Educação (em especial os professores) e os policiais civis e militares.

- "Todos tiveram aumento. Todos. Os servidores do Planejamento não tiveram nada, só para comparar. Na PM, oficiais superiores tiveram até 80% de aumentos. Na Educação, há casos de servidores que tiveram aumentos, neste Governo, de 100%. Não têm do que reclamar", disse um técnico, ao blog.

Mas, existe margem no Orçamento para dar este aumento?

- "Sim, ao longo do ano, a gente apertando as contas, pode oferecer 3%, 5%. Mas, como digo, sempre depende da Fazenda. De lá sai a palavra final".

Servidores e Governo terão uma nova rodada de negociação. Por enquanto, a Saúde ameaça radicalizar: funcionamento dos serviços reduzidos a 30%.

Quem não presta




Reabre a luz, nasce o sol e um novo dia!

Olho para trás e vejo o rosto meigo de um menino dado a sorrisos.

Saudade brota do tempo e jorra em abundância pelos fios não vistos

Dos fluidos cósmicos que envolvem o azul.

Sua única defesa é um olhar adolescente, maroto, fixo numa fotografia.

Recebe as condenações da vil parcela de humanidade defensora dos arbitrários

E criminosos enviesados nas artimanhas do poder terreno, sempre aparentando mais

Do que realmente o é.

Acusam a vítima de crimes infinitamente menores do que aqueles por ela sofridos, e

Comemoram a força!

Discriminam outras vítimas, rotulando-as de “não prestar” enquanto acusam o menino

De andar com “quem não presta” e eu discordo.

É tão relativa essa classificação!

Para mim, por exemplo, que caminho entre as linhas dos clássicos e contemporâneos

Analistas da sociedade, quem “não presta” são os fazedores de marginais!

E assevero que não ando com quem não presta!

Não me envolvo com assassinos em massa, os que desviam dinheiro público destinado

À merenda das criancinhas; os que não constroem escolas e hospitais e dirigem carros caríssimos pelas ruas sem asfalto.

Não ando com quem não presta porque não divido copos e pratos com os que abusam

Da autoridade para oprimir o que lhe parece mais fraco.

Me recuso andar com quem não presta para fomentar a vida, os saberes, a cultura

E jamais cantarolaram um hino à liberdade.

Cada voz que se ergue em defesa da morte é um motivo a mais para espalharmos nosso grito

Em defesa da vida!

Ana Cláudia (Mãe do Taine)
Hoje faz 128 dias do assassinato de José Alexystaine Laurindo

Blog Alagoas Real
In Memoriam de Taine

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28/03/11

Se eu ficar em casa, será que a noite ainda estou



O jornalista Lula Vilar em novembro de 2007 narrava em seu artigo "Se eu ficar em casa, será que a noite ainda estou" , a insegurança ,o medo e as incertezas do futuro da sociedade Alagoana em face a onda de crimes que assolavam o Estado de Alagoas naquele ano.Alertava na época a todos a buscarem o futuro no presente como forma de evitar o caos e os morticínios, que infelizmente hoje já é a realidade do nosso presente que um dia foi descrito no passado pelo próprio jornalista como o prenúncio de um futuro incerto que começava a florescer no rincão caeté.

Se eu ficar em casa, será que a noite ainda estou
(Lula Vilar,novembro de 2007,site Alagoas 24 horas)

Que saudades eu tenho do tempo em que eu dizia para minha esposa: “Meu amor, estou saindo para trabalhar, mas não sei se chego vivo”. Agora, com os assaltados “delivery”, começa uma nova era. O tempo de uma nova indagação: “Amor, será que se eu ficar em casa, hoje a noite ainda estarei vivo e nenhum bandido terá entrado aqui?”. A época em que ela responde: “Que é isso? Deixa de exagero. Você sabe que se a gente não reagir, eles vão levar o carro, a minha bolsa, nossos documentos, mas nos deixarão vivos”.

Não é novidade que a violência anda comendo no Centro, mas é de ficar estarrecido quando – diante da falência do aparato da segurança pública – a gente passa a ter saudades dos bandidos de antigamente, pelos fatos deles serem menos ousados e respeitarem algumas linhas imaginárias. Eu sou do tempo em que ladrão não roubava padre, hoje – se brincar – levam tudo que tem na Igreja e ainda riscam na batina do infeliz: “Zé Pivete esteve aqui!”.

Não quero fazer um tratado sociológico sobre as causas da violência. Apenas, ressaltar a indignação que se pode ver externada em quase todas as pessoas deste Estado. Claro que a ausência de planejamento para a segurança pública, durante séculos, ajudou para falir de vez o sistema. Quando falo de políticas de segurança pública, são aquelas que agem em longo prazo, aliadas a Educação, Saúde, entre outras. Pois, violência não é apenas caso de polícia.

Há violências piores, como a que o Estado cometeu durante anos com os alagoanos: “Casa Grande e Senzala”. Porém, é preciso de uma resposta enérgica e urgente. Caso contrário, chegará o dia em que acharemos normal até as frases históricas do bestial político: “Estupra, mas não mata”, por exemplo. Nesta semana, foram contabilizados mais de 10 assaltos de grande porte, inclusive com roubos de veículos.

Duas invasões a residências (motivo pelo qual iniciei meu primeiro parágrafo daquela forma), e diversos homicídios.

Não estou interessado se os índices de Alagoas são compatíveis ou comparáveis com os grandes centros. Uma das autoridades da segurança – durante entrevista – me disse: “Estes números são normais, pois correspondem às grandes capitais urbanas do País”.

Não! Definitivamente, estes números não são normais. Nem aqui em Alagoas, nem em qualquer outro estado da federação. Não é normal! Querem o quê? Fazer com que a gente não fique mais indignado e passe a achar normal, como faz um amigo meu, que sai de casa com uma parte do dinheiro escondida no bolso e outra na meia. Segundo ele: “Este dinheiro que vai no bolso é do ladrão caso ele apareça para pegar o que lhe pertence”.

É isto que tem que ser normal? O preço por se estar em um grande Centro? Hein? É um contexto como este, em que morre a indignação, que nasce vários males sociais que vão sendo justificados pela ausência do poder público. Entre estes males, os justiceiros de bairro; a justiça com as próprias mãos, a banalização da violência e do crime e conseqüentemente a oficialização da barbárie. Segurança pública é dever do Estado e responsabilidade de todos. Não percamos a indignação.

Ao invés de sentirmos saudades do tempo descrito no primeiro parágrafo deste texto, que tal sentirmos saudades do futuro que ainda não veio, só para começarmos a ir atrás dele...
 
 
Comentário;
Nos links abaixo o futuro que  foi reservado  em nosso Estado! Motivo? Péssima gestão?! Você leitor , é quem decide!


Mais de 160 mil médicos devem parar no dia 7 de abril





Imagem: Fenam

No dia 7 e abril - Dia Mundial da Saúde - espera-se que 160 mil médicos brasileiros que trabalham para planos e seguros de saúde participem da paralisação de protesto contra os baixos valores dos honorários médicos. O movimento é organizado pela Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e Conselho Federal de Medicina (CFM).

As três entidaes divulgam, desde o final de fevereiro, duas cartas com esclarecimentos sobre a paralisação. A primeira, direcionada aos médicos, explicando a importância da adesão ao movimento. A segunda, dirigida à população usuária dos planos de saúde que, tanto quanto os médicos, são vítimas das empresas que visam sempre aumentar seus lucros, em detrimento de um tratamento salarial digno aos profissionais e de uma assistência adequada aos usuários.

O movimento é um alerta para o crescente descredenciamento de médicos dos planos de saúde, já que os valores dos honorários, muito defasados, não compensam o trabalho médico. Hoje, a média de preço de uma consulta é de R$ 30,00, na maioria dos planos de saúde. As entidades médica reivindicam reajuste para pelo menos R$ 80,00, valor que os planos podem pagar, mas se recusam.

Na paralisação do dia 7, os médicos devem suspender o atendimento eletivo nos ambulatórios e centros de diagnóstico dos hospitais, assim como nos consultórios e clínicas particulares. Apenas os casos de urgência e emergência devem ser atendidos.
Fonte:SINMED

Prefeitura de Murici e governo do estado não informam nome de construtora responsável por galpão que desabou na cidade

"Crianças foram atingidas em todas as partes do corpo, inclusive, na cabeça (Foto: Antônio Aragão/Tribuna União)"
POR: Redação

Moradores da cidade de Murici, interior de Alagoas, anda estão assustados com o desabamento no último sábado (26) do teto de um galpão construído a menos de um mês para abrigar as vítimas das chuvas que destruíram a cidade no ano passado. Testemunhas relataram que uma das linhas do teto ‘selou” e parte do telhado desabou. O local havia sido construído por uma construtora que não teve o nome divulgado nem pela Prefeitura nem pelo Governo do Estado.

Outros dois galpões foram isolados pelos próprios desabrigados que temem novos acidentes. No assentamento localizado em um terreno próximo da antiga fábrica da Schincariol, vivem cerca de 150 famílias.


O acidente do último final de semana deixou oito crianças feridas, que foram socorridas para o Hospital Municipal da cidade. As crianças feridas foram identificadas como: Maria Charliane da Silva, de 2 anos; Mayara da Silva, 12 anos; Crislaine da Silva, 7; Rafael Alves da Silva, 12; João Vitor da Silva Dias, 14; João Nascimento de Oliveira, 9; José Wellington da Silva, 11 e Túlio Wellington dos Santos, 13. Este último, a vítima que teve ferimentos mais graves. Ele precisou ser transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE) em razão de ter sofrido múltiplas escoriações.
Continue a leitura  A.Manchete LINK

Sem medo de viver



Ao mal interessa o medo!

Medo que produz silêncio. Implodindo o murmúrio e rasgando o registro.

Mote da força bruta, alimento da loucura!

Medo que a omissão sustenta, gerando todo o contrário da felicidade.

Que sociedade é essa, assustada sem falar do que a apavora?

Amo destemidamente e por amar espalho ao vento essas palavras como espinhos

A furar o vazio das tradições.

Porque aprendi que não é verdade que o medo protege a gente.

Perder é ocupar o lugar no qual você não queria estar, mas não reage!

Perder é ser o que você não acredita sem mudar de postura.

Perder é desistir do risco de colaborar para um mundo mais justo emergir dos escombros dos teus próprios sonhos.

Quem parece perder pode estar ganhando, quando não se intimida pela caricatura do que amedronta os covardes, omissos e culpados de plantão.

Mesmo que Alagoas reúna os cúmplices do mesmo crime sob as mantas vermelhas das pompas locais,

O vigor desse amor que palpita convicto de que a vitória da vida é inevitável

Atrai cada vez mais olhares, incentiva outras vozes e já não somos uma família, mas muitas mães, pais e filhos em procissão,

Levando esse estandarte sem música apresentando nossa dor ao Brasil e ao Mundo,

Despertando nova consciência na perspectiva irmã de uma planetarização

Contra a tortura, a morte e a impunidade em Alagoas!
 
Ana Cláudia (Mãe de Taine)
Hoje faz 127 dias do assassinato de José Alexystaine Laurindo

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Governador sonha com a vinda de usinas nucleares para Alagoas



Alagoas em 2009(Quando a grande maioria dos acidentes nucleares ,eram histórias dolorosas  de um passado recente!)

O governador Teotonio Vilela defendeu nesta segunda-feira (7), no 2º Workshop de Energia Nuclear no Nordeste, a vinda de duas usinas nucleares para o Estado, gerando, segundo ele, “emprego, profissionalização e desenvolvimento”.

“Estou convencido de que temos as condições exigidas pela Eletronuclear para a instalação das usinas e de que esse é um investimento seguro, sem risco iminente e sem agressão ambiental”, destacou.


“Não estou aqui defendendo a vinda dessas usinas porque estive em Angra dos Reis há poucos meses e constatei os benefícios que a usina de lá leva para a população e para o município, mas porque conheço de perto a política nuclear por ter sido presidente da Comissão de Energia do Senado da República”, acrescentou Teotonio. “Estive pessoalmente dentro do debate nuclear para o Brasil, conheci várias indústrias nucleares, inclusive na Alemanha”, salientou. “Falo com propriedade”, reforçou o governador.



“Em todos os lugares, em todas as cidades onde existe uma usina nuclear, há desenvolvimento, há menos pobreza, há mais pessoas profissionalizadas, treinadas, capacitadas”, acentuou o governador. “Risco, tragédia, perigo, é o que vivemos aqui em nossa Alagoas, com metade da população abaixo da linha de pobreza e cerca de 800 crianças ainda morrendo antes de um ano de idade”, comparou. “Esse é que é um crime ambiental, um perigo letal”, afirmou.

Debate e convencimento — “Estamos aqui para iniciarmos esse debate, analisarmos os prós e os contra e eu estou aqui para convencer a sociedade alagoana a aceitar a vinda de mais esse investimento e para convencer o governo federal a nos escolher para a implantação dessas usinas”, disse Teotonio. “Não podemos pensar com romantismo, com emoção, não quando podemos nos empenhar, nos esforçar, para que Alagoas tenha oportunidade de avançar mais em sua economia”, convocou.

O governador lembrou artigo da Constituição Estadual que se torna um obstáculo para a vinda das usinas, mas aproveitou a presença do presidente do Poder Legislativo, deputado Fernando Toledo, na solenidade, e disse que a Assembleia Legislativa pode mudar isso. “Foi uma medida emotiva, romântica, mas hoje Alagoas vive um novo tempo e a instalação dessas usinas em nosso Estado será feita com a responsabilidade ambiental com que temos tratado todo e qualquer empreendimento que tem chegado para ajudar em nosso crescimento socioeconômico”, disse Teotonio.

Com a Eletrobrás, o governador Teotonio Vilela e o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio, assinaram Protocolo de Intenções para a implementação de ações de eficiência energética em Alagoas. Teotonio agradeceu à Eletrobrás a parceria, anunciando que Alagoas receberá R$ 500 milhões para investir em energia no Estado em 2010 e 2011, resultado do balanço energético elaborado pelo governo estadual.
Fonte: Agência Alagoas-Dezembro de 2009

                         Acidentes Nucleares no Brasil e no Mundo



  Chernobyl ou Chornobyl (pronuncia-se em português: Tchernobil;[1] em ucraniano Чорнобиль) é uma cidade-fantasma localizada no norte da Ucrânia, perto da fronteira com a Bielorrússia. O nome da localidade significa "Absinto".

Em meados da década de 1970, foi construída pela União Soviética uma central nuclear no noroeste da cidade, no distrito de Raion. Entretanto, Chernobyl não era a residência dos trabalhadores da usina. Quando a usina estava em construção, Pripyat, uma cidade maior e mais perto da usina, foi planejada e construída como residência para os trabalhadores.

Em 26 de Abril de 1986 ocorreu o acidente nuclear de Chernobyl. Um reator da central de Chernobyl explodiu e liberou uma imensa nuvem radioativa contaminando pessoas, animais e o meio ambiente de uma vasta extensão do tamanho de Guadalupe na Africa. Ironicamente, o acidente se deu durante o teste de um mecanismo de segurança que garantiria a produção de energia em caso de acidentes. A explosão ocorreu quando o sistema era testado em um dos blocos da usina, provavelmente devido à instabilidade do reator provocada por uma combinação de erros humanos na sua operação e sua construção estar incompleta à época. LEIA MAIS


O acidente radiológico de Goiânia, amplamente conhecido como acidente com o Césio-137, foi um grave episódio de contaminação por radioatividade ocorrido no Brasil. A contaminação teve início em 13 de setembro de 1987, quando um aparelho utilizado em radioterapias das instalações de um hospital abandonado foi encontrado, na zona central de Goiânia, no estado de Goiás. Foi classificado como nível 5 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares.

O instrumento, irresponsavelmente deixado no hospital, foi encontrado por catadores de um ferro velho do local, que entenderam tratar-se de sucata. Foi desmontado e repassado para terceiros, gerando um rastro de contaminação, o qual afetou seriamente a saúde de centenas de pessoas.LEIA MAIS

Fukushima:



A radioatividade provocada pelos acidentes no reatores da usina de Fukushima, no Japão, já se espalhou além da área atingida pelo terremoto de 11 de março. A população do país está em estado de alerta.

Em muitas localidades, a água e os alimentos já foram contaminados e as primeiras vítimas estão isoladas num hospital. Dois trabalhadores da usina nuclear de Fukushima foram protagonistas de uma da cenas mais impactantes da semana. Os técnicos que trabalhavam para religar a energia num dos reatores da usina foram hospitalizados em isolamento total. Eles se contaminaram ao pisar em água com radiação.

Essas imagens ajudaram a aumentar a sensação de insegurança que já se espalha pelo Japão. A AIEA (Agencia Internacional de Energia Atômica) voltou a criticar a falta de informações do governo japonês depois que nuvens de fumaça voltaram a sair dos reatores 2 e 3. O representante da agência disse que o complexo de Fukushima continua emitindo radiotividade, mas não sabe dizer qual a fonte dessa radiação.

A agência de segurança nuclear japonesa revela que o nível de radiação do mar de Fukushima está 1.250 vezes acima do padrão. O medo dos efeitos do vazamento já chegou à Europa.

Milhares de pessoas foram às ruas na Itália e na Alemanha para pedir o fechamento das usinas nucleares européias. Existem hoje, em todo o mundo 450 reatores em funcionamento. A maioria deles na Europa.

A AIEA declarou essa semana que considera a situação do Japão muito grave. O controle dos reatores danificados em Fukushima está distante na realidade.

O primeiro ministro Naoto Kan se esquivou da pergunta de um repórter sobre a necessidade de esvaziar a área. Ele disse que vai dar assistência a quem quiser, espontaneamente, deixar a área de até 30 km em torno da usina nuclear.
As normas técnicas internacionais recomendam que, em casos como esse, a população seja retirada de até 75 km de distância da usina.

Quanto mais as autoridades desviam do assunto, mais dúvidas ficam no ar sobre a real situação e as consequências do vazamento de Fukushima. LEIA MAIS



Resumo :Top 10-Piores acidentes nucleares (Fonte.UOL)

Relembre os principais acidentes nucleares do mundo



Tchernobil, 26 de abril de 1986

O reator número 4 da usina soviética de Tchernobil, na Ucrânia, explodiu durante um teste de segurança, causando a maior catástrofe nuclear civil da história e deixando mais de 25 mil mortos, segundo estimativas oficiais. O acidente recebeu a classificação de nível máxima, 7. O combustível nuclear queimou durante 10 dias, jogando na atmosfera radionuclídeos de uma intensidade equivalente a mais de 200 bombas atômicas iguais à que caiu em Hiroshima. Três quartos da Europa foram contaminados.



EUA, 28 de março de 1979

Em Three Mile Island (Pensilvânia), uma falha humana impediu o resfriamento normal de um reator, cujo centro começou a derreter. Os dejetos radioativos provocaram uma enorme contaminação no interior do recinto de confinamento, destruindo 70% do núcleo do reator. Um dia depois do acidente, um grupo de ecologistas mediu a radioatividade em volta da usina. Sua intensidade era oito vezes maior que a letal. Cerca de 140 mil pessoas foram evacuadas das proximidades do local. O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES), que vai de 0 a 7.



Japão, 12 de março de 2011

O terremoto de 9 pontos da Escala Richter que atingiu o Japão em 11 de março, causou estragos na usina nuclear Daiichi, em Fukushima, cerca de 250 quilômetros ao norte de Tóquio. Explosões em três dos seis reatores da usina deixaram escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, segundo as autoridades japonesas.O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES) pelas autoridades japonesas.



EUA, agosto de 1979

Um vazamento de urânio em uma instalação nuclear secreta perto de Erwin (Tennessee) contaminou cerca de mil pessoas.



Japão, janeiro-março de 1981

Quatro vazamentos radioativos na usina nuclear de Tsuruga, uma cidade na província de Fukui, a 300 quilômetros de Tóquio, deixaram 278 pessoas contaminadas por radiação.



Rússia, abril de 1993

Uma explosão na usina de reprocessamento de combustível irradiado em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou a formação de uma nuvem e a projeção de matérias radioativas. O número de vítimas é desconhecido. A cidade, hoje chamada de Seversk, é fechada e só pode ser visitada a convite. Possui diversos reatores nucleares e indústrias químicas para separação, enriquecimento e reprocessamento de urânio e plutônio.



Japão, março de 1997

A usina experimental de reprocessamento de Tokai (nordeste de Tóquio) foi parcialmente paralisada depois de um incêndio e de uma explosão que contaminou 37 pessoas, em um acidente ocorrido no dia 11 de março de 1997.



Japão, setembro de 1999

A mesma usina voltou a ser palco de um novo acidente nuclear em 30 de setembro de 1999, devido a erro humano, provocando a morte de dois técnicos. Mais de 600 pessoas, funcionários e habitantes dos arredores, foram expostos à radiação e cerca de 320 mil pessoas foram evacuadas. Os dois técnicos haviam provocado uma reação nuclear descontrolada, Ao utilizar uma quantidade de urânio muito superior à prevista durante o processo de fabricação.



Japão, 9 de agosto de 2004

Na usina nuclear de Mihama, a 320 quilômetros a oeste de Tóquio, um vapor não radioativo vazou por um encanamento que se rompeu em seguida, ao que parece, por uma grande corrosão, provocando a morte de cinco funcionários por queimaduras.
10º


França, 23 de julho de 2008

Durante uma operação de manutenção realizada em um dos reatores da usina nuclear de Tricastin, no sul da França, substâncias radioativas vazaram, contaminando muito levemente uma centena de empregados. Segundo autoridades francesas, as substâncias chegaram a atingir dois rios próximos ao local. Autoridades chegaram a proibir o consumo de água e a prática de pesca e esportes nos rios

"Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos." René Descartes

27/03/11

Justiça de Matriz discute tortura policial nesta terça-feira



Na próxima terça-feira, a família de José Alexystaine Laurindo presta, mais uma vez, depoimento no fórum de Matriz de Camaragibe. Há três anos, a história se repete. O rapaz, então com 12 anos, em 2007, foi esbofeteado pela polícia, em seguida pisado, jogado na mala de um camburão, socado com coronhadas, preso na delegacia, acusado de “maconheiro” e “ladrão de escola” porque, durante uma brincadeira, atirou uma pedra que atingiu- por azar- a viatura policial.

Há três anos que a privacidade da família do jovem não existe. Ele foi assassinado em novembro, com 16 anos- sem assistir a punição aos seus torturadores. Em determinado momento, o último crime ganha características misteriosas. O criminoso- um jovem de 17 anos- só foi preso 50 dias depois de ter disparado os dois tiros e o assassinato, em parte, foi investigado pelas mesmas autoridades policiais que torturaram Alexystaine concluindo, no mesmo dia do crime e sem sair da delegacia, que o morto era envolvido com o tráfico de drogas.

A arma usada pelo crime nunca foi encontrada. Há informações- nunca investigadas- que ela está em mãos de um parente de uma autoridade local. O rapaz preso é uma espécie de ponte do tráfico em Matriz: levava drogas do bairro Village Campestre, em Maceió, para a cidade, abastecendo um conhecido bar da região.

O acusado pelo crime foi preso em uma quarta-feira, na capital. No mesmo dia, o programa Fique Alerta-da TV Pajuçara- mostrava a cara dele e de outros jovens presos em Maceió, durante uma ação policial. A família de Alexystaine sabia da prisão, mas a polícia, não! Circulava em Matriz que o rapaz preso seria libertado “por uma pessoa poderosa e influente na cidade”.

Na mesma semana, um dos policiais- envolvidos na tortura ao jovem- reuniu a imprensa e divulgou duas mentiras: os acusados pela tortura haviam sido julgados e condenados ao pagamento de cestas básicas; e a família de José Alexystaine era envolvida com o tráfico de drogas- em conexão com os morros cariocas.

Dias depois, na segunda-feira, a família participou, pela segunda vez, de uma reunião do Conselho Estadual de Segurança. Levou duas informações: a de que o menor acusado pelo crime já estava preso em Maceió e seria libertado pelo “poderoso” de Matriz- apesar da negativa da polícia- e a acusação do delegado contra a memória do jovem e a dor da família- uma asquerosa ficção elaborada, com a chancela da impunidade, maneira de justificar o “envolvimento” do morto com as drogas.

Horas depois- na mesma segunda-feira- o menor foi “encontrado” pela mesma polícia. E o Conselho Estadual de Segurança não tomou providências contra o policial e sua fictícia história, sem depoimentos, fatos ou fotos. A imprensa não comprou a farsa.

Nesta terça-feira, o juiz Diogo de Mendonça Furtado e o promotor Adriano Jorge, ambos de Matriz, vão decidir se alteram a penalidade contra os policiais de crime de tortura por lesão corporal. Alexystaine não está vivo para conferir este resultado.

Essa transação penal pode beneficiar os acusados de tortura. Se condenados por lesão corporal, vão distribuir cestas básicas. É algo semelhante à lei de Anistia, que tentou apagar da memória dos brasileiros os horrores causados pela ditadura militar, como se a memória- e a vítima- fossem dois inimigos a serem exterminados.

O Brasil é signatário da Convenção contra Tortura e outros Tratamentos e Penais Cruéis, Desumanas ou Degradantes- apesar de um conflito direto com a lei de Anistia. Ainda não vemos, no Brasil, os assassinos ou criminosos do regime militar serem punidos como na Argentina e no Chile. Eles continuam livres e impunes.

Pois o Tratado Internacional, assinado pelo Brasil em 1984- período de agonia do regime no País- será o assunto central desta audiência em Matriz de Camaragibe. Em seu primeiro artigo, a certa altura, conceitua tortura: “quando tais dores ou sofrimentos são infligidos por um funcionário público ou outra pessoa no exercício de funções públicas, ou por sua instituição, ou com o seu consentimento ou aquiescência. (grifo meu).

Caberão ao juiz Diogo de Mendonça Furtado e ao promotor Adriano Jorge escolherem se o tratado internacional, é um manual contra a tortura ou virou um porfólio, com a polícia, do outro lado, rosnando contra o documento.
FONTE:Odilon Rios
Hoje faz 126 dias do assassinato de José Alexystaine Laurindo


In Memoriam de Taine

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26/03/11

Rosa Celia: Vida de luta e perseverança de uma Alagoana !

Vida de luta e perseverança de uma Alagoana !



Motivada pela própria trajetória de vida, a cardiologista infantil Dra. Rosa Celia Pimentel Barbosa dirige o Pro Criança Cardíaca com muito entusiasmo e determinação. Alagoana de Palmeira dos Índios, a fundadora e diretora do Pro Criança Cardíaca é uma das médicas mais respeitadas do país. Vinda de uma infância pobre, ela passou por momentos difíceis até chegar ao seu grande sonho: a Faculdade de Medicina.

Com muito esforço e estudo, conseguiu cursar Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atuou intensamente nos hospitais da rede pública. Depois, mudou-se para Londres sem saber uma palavra em inglês, língua que aprendeu em poucos meses, para se especializar em cardiologia pediátrica. Em seguida, partiu para o curso de especialização no Texas Children Hospital, nos EUA. Em 1989, após aposentar-se na rede pública, tira 6 meses sabáticos no Children`s Hospital Medical Center, em Boston, para um aprofundamento nas novas técnicas no tratamento das doenças cardíacas da criança. Retornando ao Brasil, Dra. Rosa implanta o departamento pediátrico do Hospital Pró Cardíaco e instala a sua clínica particular, localizada bem próxima ao hospital.

Sua determinação e iniciativa já renderam inúmeras homenagens e premiações;

Em 1999, foi citada na lista dos 10 melhores médicos da cidade do Rio de Janeiro, pela revista Veja Rio.

2004 – Dra. Rosa foi uma das condutoras do revezamento da Tocha Olímpica de Atenas, quando esta passou pela cidade maravilhosa.

2007 – Recebeu, em Roma, o título de Embaixadora e Operadora da Paz no Mundo; Cariocas do Ano, pela revista Veja Rio; Faz Diferença, do Jornal O Globo, na categoria Ciência e, e foi uma das Personalidades Cidadania, da Folha Dirigida.

2008 – Em solenidade acompanhada pelo filho Pedro do Rego Monteiro e pelo prefeito Eduardo Paes, Dra. Rosa Célia recebeu a Medalha Pedro Ernesto, a mais importante comenda do Município, oferecida pela Câmara dos Vereadores. A doutora recebeu a medalha das mãos da vereadora Patrícia Amorim. Pelo segundo ano consecutivo, recebeu o prêmio Personalidades Cidadania, da Folha Dirigida.

2010 – Foi homenageada pela Rede Record com o prêmio Atitude Carioca.

Dra. Rosa conta a sua trajetória

“Muito forte e de uma maneira muito clara aparece a Meta da minha vida.

Ingressar na Faculdade de Medicina – Ser Médica. Queria cuidar do Ser Humano.

Todos os Momentos de Virada. Todas as Tomadas de Atitude. Brotaram na minha infância com o olhar para meu objetivo – Ser Médica, para cuidar do Ser Humano.

Tudo começa na minha lembrança, pela entrada no Colégio Interno.

Aos 7 anos, lá fomos eu e meu irmão, dois anos mais velho que eu, para aquela nova moradia. A última coisa que vimos foi a pontinha da saia da minha mãe. Ela não olhou para trás. Seguramente estava chorando. Lá fiquei onze anos sem retornar a minha casa.

Após, não sei quanto tempo do sofrimento pelo sentimento de abandono, tive que encontrar o meu lugar naquela nova família.

Muito cedo assumi as rédeas da minha vida. Havia perdido as minhas referências. Tornei-me uma criança forte. O meu futuro a mim pertencia.

Muito cedo também brotou em mim a vontade de ser médica. Aos 18 anos saio daquele mundo e entro em outro, que para mim já não existia. Minha casa. Minha família.

Mais uma vez perdia minhas referências. Tudo novo. História muito longa cheia de turbulências.

Muito trabalho. Sem apoio financeiro e muito medo.

Com muito estudo e determinação, em um momento em que tudo parecia conspirar contra tudo que tinha sonhado, ingresso na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, iniciando o caminho para minha Meta – o de Ser Médica.

Muito estudo. Muito trabalho. Muita dificuldade financeira, para em 1969 me graduar em Medicina.

Durante a minha formação, tive muitos modelos que guiaram a minha trajetória médica.

Como estudante, fui estagiária na Santa Casa da Misericórdia. Acadêmica bolsista do Hospital Estadual Miguel Couto e estagiária no Hospital da Lagoa.

Já como médica cardiologista e concursada, ingresso no serviço público, Hospital Miguel Couto e Hospital da Lagoa.

Foi em um dos plantões no Hospital da Lagoa que se deu uma das mais importantes Tomadas de Atitude da minha vida, mas antes vou retornar a minha base.

No colégio interno tínhamos tarefas, e cabia à você a maneira de executá-las.

Por exemplo, na semana em que eu era a responsável pela cozinha na hora do jantar, não fazia o meu prato sem antes ter a certeza que os outros 99 estavam servidas e não comia a minha fatia de doce, sem ter a certeza que não faltaria para ninguém, às vezes só comia uma beiradinha. Nem sempre era o que acontecia nas outras semanas.

Não conseguia fazer nada mal feito. Sempre pensando nos outros. Assim era como agia em qualquer tarefa que me era atribuída. A responsabilidade se tornou uma das minhas características. Não precisava ser chefiada. Não conseguia fazer nada mal feito.

Sempre achava que estava fazendo a Diferença.

Voltando a Tomada de Atitude.

Estava de plantão quando a equipe foi chamada para atender uma criança em estado muito grave. Parada cardíaca irreversível. Sabíamos que o problema era o coração.

Mas o porquê da perda, não se tinha a menor idéia. Foi aí que me dei conta que havia uma lacuna no conhecimento das doenças do coração da criança.

Como e para onde ir para estudar o coração da criança? Tinha que sair do Brasil. E o dinheiro? Como abandonar o emprego que me daria a segurança no futuro, como todos apregoavam? É loucura! Loucura era fingir que estava cuidando do Ser Humano.

Apesar de todas estas interrogações, e sem o conhecimento adequado da língua inglesa, consigo uma bolsa de estudos do Consulado Britânico e lá vou eu como Fellow para o National Heart Hospital – Londres, para me graduar em Cardiologia Pediátrica. Confesso que não foi fácil. Lá também muitas Tomadas de Atitude, após o que passei ser tratada com muito respeito e carinho. Passei a trabalhar com toda a estrutura.

Muitos modelos. Muito estudo. Um descortinar sem fim para o mundo e para a medicina.

Estes sonhos também foram sonhados no Internato.

Ainda lá, mas uma Tomada de Atitude. Precisava me aprofundar ainda mais no conhecimento da cardiologia pediátrica, com foco na especialidade de hemodinâmica.

Lá fui eu aceita para o Texa`s Children`s Hospital – Houston – Texas. Sempre com muito pouco recurso financeiro, mas maravilhada com o aprendizado que parecia não ter fim. Tinha apenas que ser Responsável e Fazer a Diferença. A estrutura estava me esperando.

Não esquecer que havia perdido o emprego da minha vida no Brasil.

Retorno já iniciando a minha própria família. . Novo concurso e lá estava eu de volta ao Hospital da Lagoa, mais segura e com muitos Sonhos.

Dou início a minha prática médica privada com consultório na Clinica São Vicente onde também exercia a consultoria em cardiologia pediátrica. Porém, considerando que para exercer bem a cardiologia pediátrica, uma estrutura hospitalar faz a diferença.

Tudo parecia caminhar perfeitamente, até que; Sinto muito você tem que sair. Motivo? Até hoje não fui informada. Um retrocesso. Como trabalhava no Hospital da Lagoa onde organizei todo o departamento de cardiologia pediátrica; com ambulatório, internação, hemodinâmica e cirurgia cardíaca era lá que realizava os procedimentos invasivos. Sentia falta da estrutura que deixei para trás.

Em 1989, me aposento do Serviço Público Hospitalar. Saio do Hospital da Lagoa. Fico sem base hospitalar. Outra Tomada de Atitude. Preciso estudar. Preciso me requalificar. Já era referência na especialidade. Mais uma vez largo tudo, aí a minha clinica particular, e lá vou eu para o Children ´s Hospital Medical Center – Boston.

Fácil partir? Confesso que não. E o retorno? Os pacientes retornariam ao meu consultório? Lá ficamos 6 meses, eu e minha família. Muito estudo. Muitos modelos.

Estava me requalificando no mais importante centro de cardiologia pediátrica do mundo. Tendo acesso aos mais recentes avanços na especialidade. Muita tecnologia. Muita estrutura .

Retorno, volto a minha clinica. Voltam os pacientes.

1990 – Implanto a Unidade Pediátrica do Hospital Pro Cardíaco. Muito trabalho, mas compensado pelo avanço que representaria para cuidar ainda melhor da criança com problema no coração.

Minha clinica pediátrica passa a ser acoplada ao Hospital Pro Cardíaco. Formamos uma equipe voltada para cuidar da criança com o coração doente. Todos os procedimentos realizados com tecnologia de ponta e profissionalismo.

Tudo no caminho da minha Meta – Cuidar do Ser Humano.

1996 – Uma tomada de decisão que coroava todo o início de minha vida cheia de acidentes de percurso.

Encaixei nesta estrutura o Pequeno Carente com o Coração Doente.

Criei o Pro Criança Cardíaca e institucionalizei o atendimento que prestava na minha clinica a criança carente com o coração doente. Fiz uma parceria com o Hospital Pro Cardíaco para os procedimentos invasivos.

Não podia ignorar o choro de desespero de mães com sua criança doente que chegavam a minha clínica, sem conseguir internação nos hospitais da Rede Pública.

Quantas crianças haviam desaparecido na fila de espera para a cirurgia cardíaca.

Saí em busca dos amigos e empresários para apoio financeiro para cobrir os custos hospitalares. A demanda crescia assustadoramente. Na minha clinica não havia espaço suficiente para o atendimento.

Em 2001 inauguramos a sede própria aumentando o número de atendimentos. Tudo parecia perfeito.

2006 – Mais uma vez; Sinto muito, mas tratar de criança dá prejuízo, vocês precisam sair. Vamos desativar o Departamento Pediátrico do Hospital Pró Cardíaco.

Dezesseis anos de trabalho de uma equipe voltada para cuidar com profissionalismo, respeito e muito carinho da criança com coração doente.

Milhares de cirurgias, mas não deu lucro. Momento indescritível. Para onde iríamos? Todos se perguntavam. Parecia o fundo do poço.

E o sonho de cuidar das crianças, todas juntinhas? E os Valores? E a Meta? Lá vou eu, sem outra opção, em direção a construção do hospital próprio – o Hospital Pro Criança com inauguração prevista para o término de 2011.

Esta sendo construído em frente ao Hospital Pro Cardíaco e com os fundos para minha clinica, onde tudo começou.

Vamos todos juntos de mãos dadas atravessar a rua e entrar na Porta da Esperança, o Hospital Pro Criança.

Que Deus cuide de todos que tornaram possível a realização deste sonho.”

Dra. Rosa Celia
 COMO AJUDAR



Nem todos têm um bom coração. E você?

É grande o número de crianças que aguardam pela cirurgia cardíaca. Precisamos de muito apoio para poder atender ao número crescente de pacientes que nos procuram devido a escassez de recursos na Rede Pública de Saúde. Principalmente as cirurgias cardíacas complexas em crianças de baixo peso.

Junte-se a nós e faça a sua doação!

Com este gesto simples você ajuda o Pro Criança a cuidar de quem dói o coração. LINK