Maceió- AL -

30/04/11

Repórter Alagoas, um novo portal - A notícia sem censura

Odilon Rios

Através do twitter e por e-mail,o jornalista Odilon Rios na tarde de hoje anunciou a sua saída do site Alagoas 24 horas e a sua mudança para sua nova casa o portal Repórter Alagoas.Por ser dono de um excelente jornalismo ético e credibilidade , desejamos sucesso em seu novo projeto de vida .



 O e-mail recebido do jornalista
A Despedida

Caros,

A partir de hoje, não faço mais parte da equipe do Alagoas 24 horas, onde passei mais de dois anos com o Blog do Odilon.

É na pessoa da jornalista Cláudia Galvão que agradeço a redação pelo tempo de convívio. E de aprendizado nas tantas e tantas situações aos quais vivenciamos- algumas fáceis outras nem tanto- em nome do jornalismo e do profissionalismo- sempre nos conduzindo adiante.

A partir desta segunda-feira, me engajo em um novo projeto- o portal Repórter Alagoas.

Agradeço a todos. Aos leitores, aos amigos, aos conhecidos.

Abraços


Endereço web: Repórter Alagoas


Twitter: @reporter_al



Coloque o Repórter Alagoas no seu site

Odilon Rios estreia segunda-feira no portal Repórter Alagoas

O  Jornalista Odilon Rios na tarde de hoje comunicou aos amigos do twitter a sua saída do Alagoas 24 horas,passando a  atuar no portal Repórter Alagoas em um novo projeto de vida  a partir de 02 de maio de 2011. Leiam a sua time-line do twitter logo abaixo  :


Caros, A partir de hoje, não faço mais parte da equipe do Alagoas 24 horas, onde passei mais de dois anos com o Blog do Odilon.

É na pessoa da jornalista Cláudia Galvão que agradeço a redação pelo tempo de convívio

E de aprendizado nas tantas e tantas situações aos quais vivenciamos- algumas fáceis outras nem tanto


- em nome do jornalismo e do profissionalismo- sempre nos conduzindo adiante.
A partir desta segunda-feira, me engajo em um novo projeto- o portal Repórter Alagoas. Agradeço a todos.
==========================================================================

Endereço web: Repórter Alagoas


Twitter: @reporter_al



Coloque o Repórter Alagoas no seu site

Oração para aqueles que sofrem / Plegaria por los que sufren ( Vídeo )

video
Oração em 27 de abril de 2011
Sempre às quartas (Miércoles a las 22:30 - hora México ) o Missionário Hélio Giroto estará presente e ao vivo com as suas mais belas mensagens .Assistam aqui

Abusos de Autoridade



Os cidadãos, quase sempre os pobres, diariamente são vítimas de abusos de autoridades.

Nossos direitos são desrespeitados quando:

- somos presos ilegalmente, sem termos cometido qualquer crime;

- somos revistados sem motivo e com violência;

- nossos barracos são invadidos por policiais, em busca de marginais que nem conhecemos;

- confissões nos são exigidas à força, com torturas ou somos obrigados a testemunhar o que não vimos nem ouvimos;

- policiais nos prendem em batidas, simplesmente porque não estamos com a Carteira de Trabalho. Não adianta falar que temos outro documento que nos identifica, que somos trabalhadores ou que estamos desempregados.
ASSIM NÃO DÁ

É preciso reagir contra estes abusos de autoridades, exigir que nossos direitos sejam respeitados.
O QUE FAZER?

Nem sempre podemos evitar que estas violências sejam praticadas contra nós, por aqueles que têm o dever – e ganham para isso – de garantir nossos direitos. Mas muitas coisas podemos fazer para evitar que elas aconteçam ou para nos livrarmos delas.

O importante é não cruzemos os braços nem calemos a boca, senão essas violências contra nós continuarão e aumentarão cada vez mais.

Se denunciarmos as violências e tomarmos as providências que as leis nos asseguram, os que abusarem de sua autoridade poderão ser punidos e pensarão duas vezes antes de agirem com violência.

Para nos defendermos temos que conhecer nossos direitos e aprender a reagir contra os abusos.

Chega de sermos cordeiros, de nada falar ou fazer quando nossos direitos são escandalosamente desrespeitados.

VAMOS NOS DEFENDER CONTRA O ABUSO DE AUTORIDADE?
PRISÕES ILEGAIS

Pela nossa lei maior, que é a Constituição Federal, o cidadão só pode ser preso em flagrante ou por mandato de prisão.

Sem flagrante ou sem mandato de prisão, todas as prisões são ilegais, são abusos de autoridades.

E o que vem a ser o flagrante?

FLAGRANTE é a prisão feita no ato, quando alguém acaba de cometer um crime.

MANDADO DE PRISÃO é uma ordem escrita de um Juiz de Direito, determinando a prisão de alguém.

São ILEGAIS todas as prisões feitas fora do flagrante e sem mandato de prisão.

Portanto, são ilegais e abusivas, apesar de feitas a toda hora:

- prisões cautelares;

- prisões para averiguações ou por simples suspeita;

- prisões correccionais;

- prisões por falta de documento;
HABEAS-CORPUS

O remédio contra a prisão ilegal é o Habeas-Corpus, que serve para tirar o cidadão da cadeia quando este é preso ilegalmente ou para evitar que o mesmo seja preso quando ameaçado de prisão.

Se alguém foi preso ilegalmente (sem flagrante e sem mandato de prisão), tem direito de requerer um Habeas-Corpus. Sendo ilegal a prisão, a Justiça mandará soltar o preso e poderá até punir o autor da prisão.



Se alguém tem receio de ser preso por já ter sido ameaçado por algum policial, tem direito de requerer um Habeas-Corpus Preventivo. Com ele, a Justiça proibirá a prisão da pessoa ameaçada.

Quem pode requerer um Habeas-Corpus?

Qualquer pessoa pode requerer um Habeas-Corpus, ou seja, o preso, ou alguém por ele. Não precisa ser advogado. É bom contar com um advogado mas se não for possível, a gente mesmo pode “quebrar o galho”. E é fácil!

COMO REQUERER UM HABEAS CORPUS?

Basta preencher o modelo da Cartilha (presente neste documento) e levá-lo ao Fórum. Lá você se informará a quem encaminhá-lo. Na Capital há Juízes de Plantão para receber o Habeas-Corpus nos domingos e feriados.

OCULTAÇÃO DE PRESO

É comum algumas autoridades policiais esconderem o preso, mudando-o de cadeias, e negarem ao Juiz que o cidadão está preso sob sua responsabilidade. Fazem isso para que o cidadão, preso ilegalmente, não seja solto por Habeas-Corpus.

Para evitar esse problema, que é mais um abuso de autoridade, convém tomar os seguintes cuidados quando alguém for preso:

- procurar identificar os policiais que realizaram a prisão;

- anotar a hora da prisão, o local, o número e a placa do carro que conduziu o preso;

- anotar nomes de pessoas que assistiram a prisão;

- entrar imediatamente com um Habeas-Corpus

DENÚNCIAS DE VIOLÊNCIAS

Sempre que nossos direitos forem desrespeitados, por violência policial ou abuso de autoridade, devemos denunciar de todas as formas, os crimes contra nós praticados.

Haverá sempre uma autoridade maior do que a praticou o abuso, ou alguma pessoa de boa-vontade, capaz de nos dar as mãos na luta contra a violência e pela justiça.

Convém contar o nosso caso:

ao Juiz de Direito;

ao promotor de justiça;

ao Padre ou Pastor

aos dirigentes das Associações de Bairros, de sindicatos, centros comunitários;

as comissões de Direitos Humanos;

aos jornais, rádios e televisões;

ao Corregedor de Polícia;

à Defensoria Pública;

aos Deputados, Vereadores e Prefeitos

SAIBAM TODOS QUE...

a) a casa é asilo inviolável do indivíduo. Ninguém pode penetrar nela, sem o consentimento do morador, a não ser nos seguintes casos;

- a qualquer hora do dia ou da noite em caso de desastre ou quando algum crime ali está sendo praticado;

- durante o dia, para a revista, com mandato de autoridade (Juiz ou Delegado) e havendo fortes suspeitas de existência, na casa, de criminosos ou de objetos de crime.

Fora destes casos e como sempre acontece nas “batidas” nas favelas, o policial que entra em casa alheia comete crime de invasão de domicílio, que deve ser denunciado.

b) menor de 18 anos é penalmente irresponsável. Não pode ser preso nem processado, salvo para ser encaminhado a um centro de reeducação. Qualquer prisão de menor deve ser comunicada ao Juizado de Menores;

c) toda pessoa é inocente até prova ao contrário;

d) ninguém pode ser obrigado a confessar nada à Polícia nem mesmo a um Juiz. O preso tem direito de ficar calado quando interrogado, embora seja melhor contar a verdade do que mentir ou calar. Mas confissão forçada não nenhum valor e pode ser negada depois;

e) se você foi intimidado como testemunha, compareça a Delegacia ou em Juízo. Mas não assine nada sem ler nem entender. Quem não sabe ler deve exigir a leitura do que vai assinar, ou colocar as impressões digitais na presença de outra pessoa. Só declare o que você viu ou ouviu, não o que autoridade quer.

f) a Polícia foi criada para garantir nossa segurança e não para bater, matar ou perseguir inocentes;

g) pobreza, desemprego, cor da pele, residência em favela e falta de documento não são crimes.

AOS POLICIAIS

Se você é um policial, lembre-se de que:

- seu dever é proteger os cidadãos, garantindo suas liberdades asseguradas na Constituição;

- não deve cometer um crime para descobrir outro;

- a violência que você cometer poderá resultar na perda de seu emprego, em pagamento de indenizações às vítimas e em sua condenação criminal;

- agindo com violência, você estará contribuindo para que a violência se perpetue. Amanhã, a vítima pode ser você ou alguém seu;

- sua arma só pode ser utilizada em casos de extrema necessidade;

- a autoridade deve se impor pelo respeito, na moral, e não pela força do arbítrio.

CUMPRA COM SEU DEVER, DENTRO DA LEI. SEU TRABALHO SÉRIO E HONESTO É INDISPENSÁVEL PARA TODOS NÓS. A SOCIEDADE PRECISA DE CONFIAR EM VOCÊ.

- você não é obrigado a cumprir ordens manifestadamente ilegais de seus superiores (não vá na conversa de que “soldado mandado não tem crime”);

- a pessoa contra quem você praticou violência é um ser humano que merece respeito. Pode ser um sofredor como você, pai de família, morador da favela, de baixo salário ou desempregado;

- violência gera violência ou revolta;

- ninguém pode fazer justiça com as próprias mãos.

MODELO DA HABEAS CORPUS

Exmo Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara Criminal de _____________ (colocar o nome da cidade)

Nome do requerente, brasileiro, estado civil, profissão, residente em (endereço) vem, respeitosamente, requerer HABEAS-CORPUS a favor de (nome do preso), brasileiro, estado civil, profissão, residente em (endereço), pelo que a seguir expõe:



Paciente foi preso no dia __/__/__, sem justa causa, e se acha recolhido na cadeia de ________________________, ilegalmente, por ordem do Delegado de Polícia do (indicar o distrito policial).



Estando o paciente sofrendo coação ilegal em sua liberdade de ir e vir, requer o impetrante a V. Exa. Se digne de mandar que o mesmo lhe seja imediatamente apresentado, e de conceder a ordem de HABEAS-CORPUS, como de Direito e de Justiça.



Pede Deferimento



_________________________
(cidade e data)

__________________________________________________
(assinatura do impetrante ou de alguém a seu rogo)
 
FONTE:DHNET

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Crime de tortura não prescreve -TJ -RS



Estado do RS condenado a indenizar
por tortura durante o regime militar

A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça condenou o Estado do Rio Grande do Sul ao pagamento de R$ 200 mil, por danos morais, a torturado durante o regime militar. Então com 16 anos, Airton Joel Frigeri foi buscado em casa em 9/4/1970 e levado algemado à Delegacia Regional da Polícia Civil de Caxias do Sul, depois ao Palácio da Polícia em Porto Alegre e detido na Ilha do Presídio, situado no rio Guaíba em frente a capital. Foi posto em liberdade em agosto do mesmo ano.

Os fatos

O autor da ação narrou que, com o objetivo de conseguir informações sobre outros participantes da VAR-Palmares, foi interrogado várias vezes por meio de tortura por choques elétricos nas orelhas, mãos e pés, por meio de um telefone de campanha, chamado Maricota. Permaneceu longos períodos com algemas nos braços. Recebeu golpes com o Papaléguas, pedaço de madeira preso a uma tira de borracha de pneu com cerca de 40 cm de comprimento por 4 cm de largura. No Palácio da Polícia, escutava a tortura sendo aplicada a outras pessoas.

Na Ilha do Presídio, ´Pedras Brancas´, descreve o autor: (...) não havia chuveiro elétrico, os banhos eram tomados em uma lata de tinta furada, de onde escorria a água de um cano. Os banheiros eram abertos sem paredes e com uma abertura gradeada dando direto para as águas do rio. As celas não possuíam janelas e as grades davam para um corredor, sem porta ou vidro algum, onde o vento gelado do inverno gaúcho soprava diuturnamente. O chão era de puro concreto.

Saindo da prisão, foi proibido de voltar a estudar tanto em escolas públicas como em particulares. Continuou sendo visitado por elementos do SNI, DOPS e Polícia Civil, que o procuravam no local de trabalho, em casa, ou até mesmo na rua. A última visita ocorreu no final de 1978, mais de um ano depois de ser absolvido pelo Superior Tribunal Militar. Afirmou também que passou os anos posteriores se tratando de uma gastrite de fundo emocional, com crises de depressão e insônia, utilizando tranquilizantes e outros remédios.




Na época da detenção, Airton estudava no Ginásio Noturno para Trabalhadores, no prédio do Colégio Presidente Vargas, e trabalhava de dia como auxiliar de escritório no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul.

Em dezembro de 1974, o Conselho Permanente de Justiça do Exército absolveu Airton por falta de provas de acusações com base na Lei de Segurança Nacional, decisão confirmada em Brasília pelo Superior Tribunal Militar.

Em outubro de 1998, a Comissão Especial criada pelo Estado do RS acolheu o pedido de indenização realizado com base na Lei Estadual RS nº 11.042/97 e fixou o seu valor em R$ 30 mil, quantia entregue a Airton em dezembro do mesmo ano. A Lei prevê a concessão de indenizações a pessoas presas ou detidas, legal ou ilegalmente, por motivos políticos entre os dias 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, que tenham sofrido sevícias ou maus tratos que acarretaram danos físicos ou psicológicos, quando se encontravam sob guarda e responsabilidade ou sob poder de coação de órgãos ou agentes públicos estaduais.

Em 2008, considerando que a indenização já deferida foi insignificante frente aos danos causados, requereu na Justiça do valor, em cifra significativamente maior. Em setembro de 2009, o Juízo da 2ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública de Caxias do Sul julgou extinta a ação. Dessa sentença, o autor recorreu ao Tribunal de Justiça.

Decisão

Para o Desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, relator, não há dúvidas quanto à ilicitude dos atos praticados pelos agentes públicos, nem quanto ao nexo causal ou dever de reparar, insculpidos no art. 186 do Código Civil, nem ao menos da responsabilidade objetiva que cabe ao Estado em função da prática de tortura comprovada no feito e realizada por aqueles.

Entende que a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, e a tortura o mais expressivo atentado a esse pilar da República, de sorte que reconhecer imprescritibilidade dessa lesão é uma das formas de dar efetividade à missão de um Estado Democrático de Direito, reparando odiosas desumanidades praticadas na época em que o país convivia com um governo autoritário e a supressão de liberdades individuais consagradas.

Considerou o julgador que é inaplicável o prazo prescricional previsto no Decreto nº 20.910/32 e reconheceu a imprescritibilidade da ação de indenização referente a danos ocasionados pela tortura durante a ditadura militar. A respeito da indenização já deferida com base em Lei estadual, afirmou o julgador, o autor foi contemplado com o valor máximo estabelecido na Lei.

No entanto, entende que foi comprovado durante o processo que o martírio experimentado pelo autor foi em muito superior à ínfima reparação deferida. Considera o Desembargador Jorge que causa repugnância a forma covarde com que o autor foi tratado, um adolescente que pouca ou nenhuma ameaça poderia produzir ao regime antidemocrático instaurado, denotando-se que as agressões mais se prestaram a satisfazer o caráter vil dos agressores, do que assegurar a perpetuação do regime, atitudes que eram incentivadas  ou ao menos toleradas  pelas autoridades competentes.

Votou no sentido de fixar a indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil, quantia que não se mostra nem tão baixa  assegurando o caráter repressivo-pedagógico próprio da indenização por danos morais  e nem tão elevada a ponto de caracterizar um enriquecimento sem causa. O valor deverá ser corrigido monetariamente pelo IGP-M, a partir da decisão, e aplicados juros moratórios a partir do pedido administrativo dirigido à Administração Pública.

O Estado do RS ainda foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários dos Advogados do autor, fixado em 20% do valor da condenação.

O Desembargador Romeu Marques Ribeiro Filho e a Desembargadora Isabel Dias de Almeida acompanharam as conclusões do voto do relator.

AC 70037772159
Fonte:TJ-RS

Polícia do Rio já recebeu 22 denúncias sobre a 'Viúva Negra'


Advogada é suspeita de ter ordenado a morte do marido e de um amante

O Disque-Denúncia do Rio de Janeiro já recebeu 22 informações sobre possíveis paradeiros da advogada gaúcha Heloísa Borba Gonçalves, de 61 anos. Ela é acusada pelos crimes de estelionato e fraude, além de ser suspeita de ter ordenado a morte do marido e de um amante. Por do histórico, a advogada ganhou o apelido de “Viúva Negra”, espécie de aranha que mata o macho após a cópula.


Foto: Divulgação


Heloísa é suspeita de ter ordenado a morte do marido e de um amante

Na última segunda-feira (25), o Disque-Denúncia aumentou para R$ 11 mil a recompensa pela informação que levar a polícia até Heloísa. Essa é uma das maiores quantias oferecidas pelo serviço no Estado. As denúncias podem ser feitas através do telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.

Assassinatos

A "Viúva Negra" foi condenada a mais de 19 anos de prisão pela 19ª Vara Criminal do Rio de Janeiro e responde a outro processo por dois assassinatos e tentativa de um terceiro, na 1ª Vara Criminal. A Justiça aguarda pelo depoimento de Heloísa, desde 2004.

Heloísa foi casada com o Irineu Duque Soares, assassinado em 6 de outubro de 1983, com seis tiros, em uma rua do município de Magé, na Baixada Fluminense. Eles se casaram com pacto antenupcial, garantindo a ela três imóveis no bairro de Botafogo, na zona sul da capital fluminense, e duas linhas telefônicas.

Três casamentos ao mesmo tempo

Após a morte de Irineu, a suspeita se casou com Roberto de Souza Lopes. Essa união durou de junho de 1985 a novembro de 1990. Nesse período, ela casou-se também com o coronel Jorge Ribeiro, em 15 de julho de 1989, praticando o crime de bigamia.

Jorge foi assassinado a marretadas e com as mãos amarradas na sala comercial que tinha na rua Siqueira Campos, em Copacabana, no dia 19 de julho de 1992. Na época do crime, o casal já havia se separado, mas Heloísa estava no local do crime.

Mesmo casada com o coronel e com Roberto, a Viúva Negra também se uniu ao comerciante Nicolau Saad ao mesmo tempo. Na época, ela engravidou e fez com que o coronel e o comerciante reconhecessem a criança.

Heloísa manteve também um relacionamento amoroso de sete meses com o libanês Wagih Elias Murad. Ele acabou assassinado em 1993 a tiros ao lado de um amigo, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.

Antes de morrer, o estrangeiro havia contratado um detetive particular para investigar o passado da mulher. O filho de Wagih sofreu uma tentativa de homicídio na qual o investigador acabou morto.
Fonte:IG

29/04/11

Cartilha do TCU – Recomendações Básicas para Contratação e Fiscalização de Obras de Edificações Públicas


A Cartilha Obras Públicas – Recomendações Básicas para Contratação e Fiscalização de Obras de Edificações Públicas visa a orientar órgãos e entidades da Administração Pública que não possuem equipes técnicas especializadas nos procedimentos a adotar nas contratações para execução e fiscalização de suas obras.

A linguagem utilizada é de fácil entendimento e permite a compreensão deste material por quem não tem especialização na área de construção civil. O objetivo é minimizar falhas formais e de execução, a fim de garantir a realização das obras de forma adequada e transparente.

A cartilha foi elaborada para acompanhamento de obras de edificações convencionais – casas, prédios, postos de saúde, entre outros , pois são os tipos de empreendimentos mais comuns em pequenas prefeituras municipais. Há, no entanto, itens genéricos que são aplicáveis a outros tipos de obra.

No texto, são abordadas desde questões legais que regem a contratação de obras na Administração Pública em geral, em especial o Estatuto das Licitações e Contratos, a Lei nº 8.666/1993, e alguns acórdãos e súmulas da jurisprudência desta Corte de Contas, de modo a alertar sobre os procedimentos legais e regulamentares recomendáveis, quando da execução de determinado empreendimento, sem esgotar o assunto ou analisar detalhadamente a legislação sobre a matéria. Também é apresentada a descrição dos principais aspectos técnicos concernentes a obras de edificações.

Ao aparecer, ao longo do texto, palavra destacada, isso significa que há maior explicação sobre o termo no glossário ao final da cartilha.

Cartilha do TCU

O Combate à Corrupção nas prefeituras do Brasil - Manual em PDF

O Combate à Corrupção
nas prefeituras do brasil

Lembre-se de que é praticamente impossível o prefeito fraudar
a prefeitura sozinho. Prestem atenção às ações dos responsáveis
por: a) compras b) almoxarifado c) recebimento dos serviços
prestados à prefeitura d) contabilidade e) tesouraria.

Sinais de Irregularidades na Administração Municipal


Apesar de não determinarem necessariamente a existência de corrupção, a presença de alguns fatos deve estimular uma atenção especial. Entre eles estão:

” histórico comprometedor da autoridade eleita e de seus auxiliares;
” falta de transparência nos atos administrativos do governante;
” ausência de controles administrativos e financeiros;
” apoio de grupos suspeitos de práticas de crimes e irregularidades;
” subserviência do Legislativo e dos Conselhos Municipais;
” baixo nível de capacitação técnica dos colaboradores e ausência de treinamento
de funcionários públicos;
” alheamento da comunidade quanto ao processo orçamentário.

Cartilha contra a Corrupção

Médicos reprovados em exames de proficiência e habilitação


“MÉDICOS REPROVADOS”


A falta de médicos em Alagoas, que vem sendo agravada devido à baixa remuneração ofertada pelo Estado e municípios, foi tema de duas postagens no blog assinado por Mozart Luna no site CadaMinuto, nos dias 24 e 25 últimos. O blogueiro defendeu como solução para o problema “importar médicos de países da América Latina” – como bolivianos, peruanos, paraguaios e, principalmente, cubanos (que seriam os mais bem preparados e competentes).

O Sinmed enviou uma nota de esclarecimento e também de defesa dos médicos, que foram acusados de leiloar salários, não terem compromisso com a ética médica e serem mercenários. (A íntegra da nota do Sinmed está no site do sindicato – www.sinmed-al.com.br). Antes de escrever seu texto, Luna ouviu apenas o lado dos prefeitos. Poderia ter ouvido o Sindicato dos Médicos, mas escorregou na mesma falta de ética de que acusou os profissionais da medicina.

Com relação aos médicos estrangeiros (ou brasileiros formados em universidades bolivianas,cubanas ou de outros países), vale reproduzir o início de matéria “Médicos reprovados” publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, em 3 de janeiro de 2011, reproduzido nos sites www.estadao.com.br e www.alagoasreal.blogspot.com:

“Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos.” 
 
Fonte:SINMED

" BOATOS" OU A VERDADE NOS CORREDORES DA SESAU ?


REUNIÃO NA SESAU



Em virtude de boatos espalhados por dirigentes da Sesau garantindo aos médicos que a gratificação negociada e confirmada pelo secretário da Saúde, Alexandre Toledo, não vai ser implantada, a direção do Sinmed pediu uma reunião com o secretário para amanhã, segunda-feira, 2 de maio.

Pelo acordo firmado entre o Toledo e o Sinmed, a gratificação deve ser implantada no salário de abril, mas será paga na segunda quinzena de maio, beneficiando todos os médicos em atividade nos serviços de emergência, urgência e ambulatorial.

Os boatos são persistentes. Dirigentes da Sesau, em reunião com médicos da UE do Agreste, garantiram que a gratificação não vai sair. Por isso, o Sindicato quer conversar com o secretário. Foi feito um acordo, e acordos devem ser cumpridos. O Sinmed vai ouvir o que o secretário Alexandre Toledo tem a dizer. O resultado da conversa será divulgado no site do Sindicato. 
Fonte:SINMED

AUDIÊNCIA DA FENAM NA ANS


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) baixou uma resolução que obriga as operadoras de planos de saúde a ressarcir, integralmente, os usuários que pagarem consultas de especialidades em que as operadoras não tenham médicos credenciados. A informação foi dada, na última quinta-feira, pelo presidente da ANS, Maurício Ceschin, em audiência que concedeu ao presidente e ao vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Cid Carvalhaes e Wellington Galvão, respectivamente.

Durante a reunião, solicitada pela FENAM para discutir a contratualização de médicos pelas operadoras, o presidente da agência reguladora dos planos de saúde no Brasil disse concordar com as reivindicações que vêm sendo colocadas pela Federação, como a inserção na contratualização de artigos que regulamentem o credenciamento e descredenciamento de médicos pelas empresas e que definam o reajuste anual dos honorários.

O novo modelo de contratualização proposto pela FENAM contempla a classe médica e também beneficia os usuários, pois com melhor remuneração e regras justas de relacionamento entre empresas e profissionais a população poderá contar com mais médicos trabalhando para os planos de saúde. Nos últimos anos, muitos médicos deixaram de atender pacientes de planos de saúde por conta da baixa remuneração dos procedimentos.

Anualmente, os usuários são obrigados a pagar reajuste das mensalidades, mas nem sempre contam com os serviços contratados. Além de não ter médicos credenciados em todas as especialidades, os planos ainda impõem limitações à realização de consultas, exames, internações, tratamentos e procedimentos cirúrgicos diversos.

Na avaliação dos dirigentes da FENAM, o presidente da ANS mostrou que está disposto a promover um entendimento entre as entidades médicas e as operadoras. Por parte das empresas, também já se percebe disposição de negociar – efeito da paralisação nacional do dia 7 de abril, que mostrou aos dirigentes das operadoras de planos de saúde a capacidade de mobilização dos médicos. 
Fonte:SINMED

O inverno traz a gripe, o verão traz as infecções bacterianas

Da mesma forma que o inverno é vulgarmente conhecido por ser a "estação da gripe", um novo estudo sugere que os dias de  verão pode ser a temporada da "infecção bacteriana" . Os pesquisadores descobriram que as infecções graves causadas por bactérias gram-negativas podem aumentar em 17 por cento a cada aumento de 10 graus da temperatura sazonal. Os resultados, foram baseados em sete anos de estudos em um hospital de Baltimore,e sugerem que a incidência  de algumas  doenças bacterianas  podem aumentar em até 46 por cento  no verão que no inverno.

A causa é desconhecida, disseram os cientistas, mas a variação sazonal é bem clara.

"As bactérias Gram-negativas são uma causa freqüente de infecções do trato urinário, infecções gastrointestinais e respiratórias( pneumonia ) e septicemia", disse Jessina McGregor, professora-assistente na Faculdade de Farmácia da Oregon State University. "Todo mundo sabe que existe uma sazonalidade para certas infecções virais como a gripe ou o resfriado comum, mas agora estamos descobrindo que alguns destes pico de infecções bacterianas  aparecem no calor do verão."

O reconhecimento destas tendências sazonais, segundo os pesquisadores, pode melhorar o diagnóstico da doença,os  tratamentos e intervenções propiciando em primeiro lugar uma melhor prevenção  das patologias.

As descobertas foram feitas por cientistas de OSU; Dr. Eli N. Perencevich, professor associado de epidemiologia e medicina preventiva na Universidade de Maryland School of Medicine, e pesquisadores da Universidade da Flórida e do Instituto de Pesquisa do Hospital for Sick Children, em Toronto. Eles foram publicados apenas no jornal  Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar..

O estudo examinou as infecções causadas por diversas bactérias gram-negativas, incluindo E. coli, Pseudomonas aeruginosa, E. cloacae, e a Acinetobacter baumannii. Os maiores aumentos de infecção devido a temperaturas mais altas foram encontradas com P. aeruginosa e Acinetobacter,em sítio de localização em  queimaduras, orelha externa, no trato urinário e infecções pulmonares. A. baumannii, um patógeno oportunista que pode causar doenças graves e morte, particularmente em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos.

O estudo também constatou que não houve aparente aumento sazonal nas infecções bacterianas gram-positivas , que possui uma estrutura celular ligeiramente diferente e são fonte de menor número de infecções patogênicas em humanos.

"As infecções bacterianas em geral, estão  aumentando a algum tempo, provavelmente, pelo menos em parte, devido ao aumento da resistência aos antibióticos", disse McGregor. "Quanto mais pudermos aprender sobre o que está causando o aumento e quando eles são mais prováveis ​​de ocorrer,  melhor  será o nosso tratamento e prevenção."

Existem várias causas possíveis para o aumento da infecções por bactérias  gram-negativas no verão, disseram os pesquisadores, mas nenhuma é comprovada. A P. aeruginosa é um organismo aquático, e infecções causadas por ela poderia estar ligado a pessoas  que estão nadando em lagos ou piscinas durante o verão.

Várias dessas bactérias gram-negativas causam infecções do trato urinário, e um fator de risco conhecido é o aumento da frequência na relação sexual  no verão, quando há mais luz do sol.

"Independentemente dos mecanismos responsáveis ​​por infecções, o reconhecimento da relação entre o ambiente físico e as incidências de infecção patogênica poderia ajudar em intervenções de prevenção da infecção ou a seleção da terapia antimicrobiana empírica ideal", escreveram os pesquisadores em seu relatório.

A ligação entre este tipo de infecções bacterianas e o calor, sugere o estudo, que deve ser considerado juntamente com  outros possíveis impactos da mudança climática global.

História do Diário Oficial do Estado de Alagoas

Notas:

Fundada em 7 de setembro de 1896, A Tribuna, sucessora da Gazeta de Alagoas, surgiu como órgão do Partido Republicano Federal de Alagoas, passando, a partir do ano seguinte – 1897 – a apresentar-se simplesmente como órgão do Partido Republicano.

De publicação diária, era impressa na tipografia do mesmo nome, com redação e administração localizadas na Praça dos Martírios, atual Marechal Floriano Peixoto, no 8.

Começou redigida por Ângelo Neto. De 1o de fevereiro de 1898 até 24 de dezembro de 1911 foi órgão oficial.

Em janeiro de 1912 suas oficinas foram adquiridas pelo Estado de Alagoas e transformada em A Tribuna no Diário Official.

O governador do Estado na época, Euclides Vieira Malta, aproveitando-se das circunstâncias, adquiriu o prelo e todo o material tipográfico que pertencia àquele jornal.

A 15 de janeiro de 1912, pelo Decreto no 537, foi criado o Diário Official, cujo primeiro número apareceu na quarta-feira, 17 daquele mesmo mês e ano, tendo suas instalações localizadas na Rua do Comércio, 174 (numeração antiga).

As páginas do Diário Official, então, acolhiam toda espécie de matéria estranha a uma publicação de sua natureza, das notas sociais por meio do seu Registro Festivo, à crônica policial, aos anúncios da Emulsão de Scott; do “Dentista João Ribeiro de Mello, diplomado em São Paulo”; da Mercearia Boa Vista, oferecendo a 2$500 a lata de leite Horlick’s, importado, da garage Estevam, publicando a “tabela de preços de corrida de seus automóveis de aluguel: 1 hora - 14$000, 1/2 hora - 7$000” e da Pomada Milagrosa, vendida em potes de 1$000 réis, que “cura qualquer ferida em poucos dias.”

Não só seu formato como sua aparência de jornal particular mudou com o exemplar de número 123, de 4 de julho do mesmo ano de seu aparecimento, quando diminuiu para o formato que até hoje conserva.

A partir de 16 de maio de 1961, a exemplo de outros órgãos oficiais brasileiros, passou a ter também caráter noticioso.

Seu primeiro diretor nomeado foi Aloísio Menezes, por ato de 3 de fevereiro de 1912. Os três que se seguiram foram Alípio Goulart (nomeado a 2 de maio), Orlando Araújo (nomeado a 7 de maio, que pediu exoneração em 8 de julho seguinte) e Álvaro Corrêa Paes (nomeado a 12 de junho de 1912).

Dele também foi diretor o conhecido romancista Graciliano Ramos, de 31 de maio de 1930 a 26 de dezembro de 1931.

Embora o Diário Oficial tenha sido criado em 15 de janeiro de 1912, pelo Decreto no 537, a Imprensa Oficial como repartição pública somente passou a existir no ano seguinte, durante a administração do coronel Clodoaldo da Fonseca, por meio de outro decreto, que tomou o número 636, de 30 de janeiro de 1913.

Esse mesmo diploma legal, em seu artigo 3o tornava obrigatória a assinatura do Diário Oficial para todos os funcionários públicos estaduais da classe ativa.

Os operários fundadores desse órgão oficial foram Valêncio Carneiro de França, Jorge Freitas, Pedro Veloso, Manuel Carlos, Virgínio de Campos, Eduardo Lucena, Oscar Barros, Manuel Soares, Benedito Ângelo, Genésio Santana, José Juvenal de Farias Bitencourt e José Vicente Barcelos.

Quanto aos seus primeiros revisores, registramos os nomes de Silvestre Péricles de Góes Monteiro – que governou Alagoas de 1947 a 1951 –, Paulino Rodrigues Santiago, Rômulo Jucá e José Loyola.

A primeira máquina impressora do sistema offset foi introduzida em Alagoas, no ano de 1974, pela Imprensa Oficial.

No Governo Muniz Falcão, quando era a Imprensa Oficial dirigida pelo jornalista Floriano Ivo Júnior, por intermédio do artigo 43 da Lei no 2.249, de 15 de junho de 1960, foi transformada em autarquia estadual. Mas, só a 17 de setembro seguinte, a lei no 2.301 estabeleceu as normas para o seu funcionamento.

Em 20 de dezembro de 1971, na gestão do jornalista Carlos Moliterno, e durante a administração de Afrânio Salgado Lages, por meio da Lei no 3.198, foi finalmente transformada em sociedade de economia mista, sob a denominação de Serviços Gráficos de Alagoas S.A., com a sigla SERGAL, modificada para SERGASA quatro anos após, por decisão da Assembléia dos Acionistas, no dia 25 de março de 1975.

Logo depois de transformada em sociedade de economia mista foi transferida para novas instalações, no quilômetro 7 da Avenida Durval de Góes Monteiro, ainda na administração de Afrânio Lajes.

Cumprindo sua função de editar o Diário Oficial e atender à administração estadual com a confecção de impressos de modo geral, a SERGASA procurou ampliar seu parque gráfico com um programa de reequipamento e expansão, por meio do qual novas técnicas e processos foram implantados.

A partir de sua reestruturação, reintroduziu em Alagoas a moderna impressão offset, com máquinas impressoras Heidelberg, além de equipamentos de fotolitogravuras, oferecendo melhor qualidade em seus impressos e ampliando sua capacidade de produção, até então limitada.

O programa de expansão só foi acelerado depois de 1975, no Governo Divaldo Suruagy e sob a presidência do jornalista Zacarias Santana, com a compra de novos equipamentos para as operações de acabamento e a implantação do sistema de fotocomposição, além da criação de novos departamentos na estrutura da empresa.

Os objetivos da ampliação eram calcados nas exigências por melhores serviços, qualidade superior e alto padrão de impressão, o que motivou a construção de um prédio anexo e a compra de novas impressoras offset, além de uma rotativa Goss Community, para impressão do Diário Oficial, e equipamentos de foto-reprodução e acabamento.

Já em 1978 a SERGASA identificava-se como uma gráfica-editora de porte considerável, atendendo não somente aos órgãos da administração estadual, mas também à iniciativa privada, quando maior apoio e incentivo foi dado à edição de livros técnicos e culturais, jornais, revistas e boletins.

O Diário Oficial, impresso em offset, mas ainda sem poder oferecer publicação imediata de suas matérias, em face de sua composição tipográfica, a partir de junho de 1979 passou a ser confeccionado pelo processo de gabaritos, possibilitando manter a originalidade das matérias, bem como colocando sua publicação em dia.

No Governo Guilherme Palmeira, também sob a presidência de Zacarias Santana, a SERGASA aperfeiçoou sua estrutura de atendimentos, já tendo ampliado de 1.132 para 2.746 metros quadrados sua área construída. Quanto ao número de empregados, de pouco mais de 90 em 1973, chegava a 217 em 1980.

O caráter editorial da empresa tem se revelado pelo grande número de livros de autores alagoanos que vêm sendo editados, oferecendo total apoio à cultura e às letras, enquanto mantém sua produção de jornais e revistas de títulos diversos, para atender entidades culturais, científicas e de classes trabalhadoras.

Do parque gráfico da SERGASA saíram o Jornal da Produção, a Folha de Alagoas, o Desafio, o Repórter Semanal e a Tribuna de Alagoas (de novembro de 1979 a junho de 1981), bem como as revistas Letras Jurídicas, A Revista, Alagoas Hoje, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, Revista Joanina, Revista Natalina, boletins de empresas e entidades de classe.

Em 13 de janeiro de 1999, foi sancionada a Lei no 6.145 que autorizou o governo do Estado a extinguir as empresas e demais órgãos com débitos que iam além do seu patrimônio. A SERGASA foi incluída nessa relação e extinta em 23 de novembro de 2000.

Empenhado na manutenção da Imprensa Oficial, o governador Ronaldo Lessa criou a Imprensa Oficial Graciliano Ramos para dar continuidade às ações antes desenvolvidas pela SERGASA. Ficou então garantida a permanência da Imprensa Oficial e a preservação de todo acervo histórico e cultural que está impresso nas páginas do Diário Oficial que circula desde 1912. O primeiro superintendente do órgão, nomeado pelo governador, é o radialista Ildo Rafael de Vasconcelos que também milita na área de publicidade e criação, nos meios de comunicação em Alagoas. Desta fase nova da lOGRAM constam a recuperação e digitalização para CD-ROM do Diário Oficial e uma nova estrutura para atender com agilidade aos órgãos do Estado com impressos em geral. Outras novidades são um novo arquivo do D.O. com visitação pública para pesquisas da nossa história, e a biblioteca Graciliano Ramos, com pequeno acervo de utensílios que eram de seu uso, como uma antiga máquina de escrever – instrumento de trabalho do ex-diretor da Imprensa Oficial em décadas passadas.

Fonte: Associação Brasileira de Imprensas Oficiais

Ameaça de superbactérias é problema sério de saúde pública


As superbactérias representam uma ameaça para a saúde pública


Há cerca de duas semanas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a incidência de infecções por superbactérias resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes em todo o planeta. O sério problema já ameaça criar um cenário de proliferação de infecções incuráveis, e no Brasil as consequências desta realidade já começam a ser sentidas.

Segundo o chefe da área de infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professor Francisco Hideo Aoki, a mobilidade de pessoas por todo o mundo hoje põe em risco os países, e uma vigilância preventiva seria necessária - além das medidas de bloqueio, ações simples como lavar as mãos podem ajudar muito no combate ao avanço desses organismos.

"Possibilidade há (de epidemias globais), com o fenômeno da globalização e com as pessoas cruzando o mundo em 24 horas no máximo", diz Aoki. "Por enquanto, não há antibióticos para tratamento destas infecções. E como por enquanto estes processos infecciosos estão restritos, é preciso ter uma vigilância muito grande de ordem epidemiológica para contenção do espalhamento destas bactérias pelo planeta. E pode, sim, ser um problema sério de saúde pública", afirma.

Em 2010, a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) causou medo no Brasil após infecções em hospitais espalhados pelo país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o controle sobre receitas médicas de antibióticos, na tentativa de conter o avanço da KPC.

Segundo Aoki, essa superbactéria parece estar atualmente sob controle. "A situação está aparentemente melhor, com as vigilâncias das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar locais", diz o médico.

Porém casos de infecções por superbactérias continuam nos noticiários. Na última semana, o Ministério Público (MP) de Alagoas instaurou inquérito civil para apurar mortes no Hospital Universitário (HU) supostamente ligadas a infecções provocadas pela superbactériaAcinetobacter baumannii.

Outra superbactéria que causa de preocupação mundial é a NDM-1. Ela chegou ao Reino Unido vinda de Nova Délhi (Índia) em 2010.

"A NDM-1, cujo nome é Nova Délhi Metalo-lactamase-1, é um grupo de bactérias que desenvolveram resistência a antibióticos avançados, que tem na sua conformação molecular o anel betalactâmico, e esta enzima a NDM-1 age contra este anel, resumidamente produzindo resistência a este antimicrobiano", falou Aoki.

O professor afirma que infecções causadas por esta bactéria podem atingir qualquer parte do corpo do ser humano e são de difícil tratamento com os antimicrobianos existentes. "Dada a intensa resistência que têm aos antibióticos, as possibilidades de tratamento ficam muito reduzidas se não forem controladas ou se não se houver uma combinação de antimicrobianos", explica.

Segundo a OMS, a cada ano mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados. Para a organização, a situação chegou a um ponto crítico em que é necessário um esforço conjunto urgente para produzir novos medicamentos.

Angela Joenck Pinto-Portal Terra


Obs:Informação já foi disponibilizada no blog Alagoas Real em postagens anteriores, via CDC,American Society for Microbiology, anvisa etc- Acinetobacter LINK

Guia de Vigilância Epidemiológica - Normas e Manuais Técnicos

Sumário Equipe de elaboração | 7 Apresentação | 13 Introdução | 15 Procedimentos Técnicos e Avaliação de Sistemas de Vigilância Epidemiológica | 17 Investigação Epidemiológica de Casos e Epidemias | 29 Estrutura para Respostas às Emergências em Saúde | 53 Sistemas de Informação em Saúde e Vigilância Epidemiológica | 63 Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinais | 79 Glossário | 103 Caderno 1. Influenza | 1 Caderno 2. Rubéola | 1 Sarampo | 19 Síndrome da Rubéola Congênita | 39 Caderno 3. Coqueluche | 1 Difteria | 21 Parotidite Infecciosa | 45 Caderno 4. Poliomielite | 1 Tétano Acidental | 17 Tétano Neonatal | 27 Varicela / Herpes Zoster | 37 Caderno 5. Botulismo | 1 Cólera | 15 Doenças Diarreicas Agudas | 33 Febre Tifoide | 49 Caderno 6. Aids | 1 Hepatites Virais | 23 Sífilis Congênita | 47 Sífilis em Gestantes | 55Caderno 7. Hanseníase | 1 Paracoccidioidomicose | 29 Tuberculose | 39 Caderno 8. Hantavirose | 1 Leptospirose | 15 Caderno 9. Dengue | 1 Febre Amarela | 23 Febre do Nilo Ocidental | 43 Caderno 10. Doença de Chagas | 1 Esquistossomose Mansoni | 19 Malária | 31 Peste | 55 Tracoma | 67 Caderno 11. Leishmaniose Tegumentar Americana | 1 Leishmaniose Visceral | 29 Caderno 12. Febre Maculosa Brasileira | 1 Febre Purpúrica Brasileira | 15 Meningites | 21 Caderno 13. Raiva | 1 Caderno 14. Acidentes por Animais Peçonhentos | 1

28/04/11

SINDPOL-AL: Programação (Greve) ,Requerimentos e Cartilha da Operação Padrão

Atividades: SEXTA: Ato na Delegacia Geral contra perseguições. DOMINGO: Passeata da CUT. SEGUNDA: Assembleia geral no auditório do Sindpol
Sindpol promoverá ato público contra as perseguições de policiais nesta sexta

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) vai realizar ato público, nesta sexta-feira (29), contra as perseguições a sindicalistas e policiais civis. A manifestação será em frente à Delegacia Geral, a partir das 9 horas.

Com a deflagração da greve por tempo indeterminado, o Delegado Geral publicou portaria nº 1122/2011, na quarta-feira (27), que instituiu uma Comissão de Disciplina para apurar as responsabilidades administrativas imputadas aos agentes de polícia que teriam ‘incentivado’ a greve da categoria. O Sindpol já tem relato de perda de chefia de policiais entre outras formas de pressão.

Dia do Trabalhador

O Sindpol convoca os policiais civis para participar das atividades comemorativas ao Dia do Trabalhador, neste domingo, que ocorrerá a partir das 9 horas, no Posto Sete, Praia de Jatiúca.

Assembleia geral

Na próxima segunda-feira (02/05), o sindicato realizará uma assembléia de avaliação do movimento grevista, no auditório do Sindpol (Rua Cincinato Pinto, 310 – Centro), a partir das 9 horas.


A categoria definirá o rumo do movimento grevista.

Requerimentos-   OPERAÇÃO PADRÃO-  Função policial - presos-  Uso de viaturas -Plantões -Cartilha Operação Padrão LINK

Fonte :SINDPOL-AL

NOTA (SEM CORTES ) DO SINMED AL EM RESPOSTA AO BLOG DO MOZART LUNA - SITE CADAMINUTO

Fac-símile do Portal Cada Minuto em 28 de abril de 2011
Clique para ampliar.


No último parágrafo da postagem  no site Cada Minuto, foi "suprimida" a frase que se encontra em Verde no texto logo abaixo.Recebi o alerta do Dr.Wellington Galvão ,presidente do Sinmed de alagoas.

" 7. Só para finalizar, com relação ao certo “mercenarismo” citado no texto “Abrir concorrência para os médicos cubanos”, postado na segunda-feira, 25/04/2011, comentando o post anterior, não há como identificar na cobrança de um salário justo para um trabalho altamente especializado, extenuante e de grande responsabilidade uma atitude meramente interesseira. O médico, ao exigir um salário digno – que para alguns pode até ser considerado alto – está apenas querendo ser compensado de forma justa pelo seu trabalho. Mercenário, interesseiro, é o sujeito que vende sua opinião por alguns trocados que consegue amealhar prefeituras afora, às custas de denegrir de forma irresponsável uma categoria profissional como a dos médicos. Isso sim é mercenarismo da pior qualidade."


Cordialmente,

Dr. Wellington Moura Galvão

Presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas

Fonte
Ascom Sinmed




Leia a resposta do SINMED na íntegra aqui

Médicos reprovados



Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.

Desde que o PT, o PC do B e o MST passaram a pressionar o governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a medicina no País. As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no Brasil e regularizar sua situação profissional.

Por isso, o PT, o PC do B e o MST optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades, as faculdades de medicina de Cuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.

Em resposta, o PT, o PC do B e o MST recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares".

Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades. Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o pretexto de "promover ajustes". As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação. Custa crer que setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas
 
Fonte:Estadão
03 de janeiro de 2011 |

27/04/11

O QUE FAZ UMA ASSESSORIA DE IMPRENSA



"Um governo popular sem informação sobre o povo ou os meios para obtê-la não passa de um prólogo para uma farsa ou tragédia, ou talvez para ambas as coisas" disse o quarto presidente dos Estados Unidos, James Madison, em 1822.

"Deixem o povo tomar conhecimento dos fatos, e o país estará seguro", disse Abraham Lincoln, 16o presidente dos Estados Unidos, em 1864.

Esses presidentes dos EUA estavam falando sobre como funciona uma democracia. Suas palavras continuam verdadeiras.

Para que as pessoas exerçam poder, elas precisam ser capazes de fazer escolhas bem fundamentadas e julgamentos independentes. Isso só pode acontecer se tiverem informações factuais e confiáveis e só se consegue com uma imprensa livre. Uma imprensa livre funciona como o cão de guarda do cidadão sobre o governo. A mídia informa o público sobre as atividades governamentais e estimula o debate. Ela controla o padrão de comportamento das autoridades públicas e noticia se o governo está ou não mantendo a confiança pública.

Da Revolução Americana, no século 18, veio a idéia de que o governo deveria prestar contas ao povo e que as pessoas que trabalham no governo são funcionários públicos. Mas servir o povo é um empreendimento de mão dupla. Em uma democracia, servir o povo é trabalho tanto da imprensa quanto do governo.

Como presidente dos EUA, John F. Kennedy disse: "O fluxo de idéias, a capacidade de fazer escolhas bem fundamentadas, a habilidade de criticar, todos os princípios nos quais a democracia política se baseia dependem em grande parte das comunicações."

O que uma assessoria de imprensa é e o que não é

"Uma assessoria de relações públicas do governo é essencial para o sistema de comunicação com as pessoas como um todo", diz Sheila Tate, que foi secretária de imprensa da primeira-dama dos EUA Nancy Reagan, no início da década de 1980, e do vice-presidente George Bush, em sua campanha presidencial vitoriosa de 1988. Segundo Tate, "A operação de imprensa do governo é o canal diário por meio do qual a imprensa obtém informações sobre as realizações do governo."

Explicar como os programas e as políticas do governo têm um impacto nos cidadãos é o principal papel de uma assessoria de imprensa do governo. Esse esforço de comunicação leva ao público as preocupações e os planos das autoridades governamentais e o ajuda a entender como as várias questões podem afetar sua vida.

"Os governos têm tanta informação que precisam de um modo eficiente de distribui-la aos cidadãos e é aí que entra o porta-voz do governo", diz Mike McCurry, ex-secretário de imprensa do presidente Bill Clinton. "O porta-voz é como um repórter trabalhando dentro do governo, coletando informações para o público. É papel do porta-voz obter o máximo de informação possível para o público."

Os assessores de imprensa do governo, portanto, têm dois papéis. Ao lidar com a mídia, são defensores da posição do governo, explicando os méritos das ações oficiais. Eles corrigem informações erradas e tentam melhorar a interpretação e a compreensão das informações existentes. Também são defensores da mídia perante o governo, retransmitindo as necessidades dos jornalistas, como o interesse em fazer uma reportagem sobre um tópico que as autoridades do governo possam estar ou não preparadas para discutir. Os porta-vozes quase sempre fazem o trabalho dos repórteres no sentido de coletar informações para a imprensa e traduzir o que os especialistas do governo têm a dizer para a mídia.

"O trabalho do secretário de imprensa é apresentar as posições e os pensamentos do presidente de uma maneira que o ajude a promover sua agenda e ao mesmo tempo ajudar a imprensa a ficar sabendo o que o governo está fazendo", diz Ari Fleisher, [ex]-secretário de imprensa da Casa Branca para o presidente George W. Bush. "Trata-se de uma ação equilibrada que requer julgamento cuidadoso para servir dois chefes."

O trabalho do porta-voz é assertivo - tentando enfatizar determinados aspectos da notícia - e também reativo - respondendo às questões dos repórteres. Por exemplo, nos Estados Unidos, a Casa Branca normalmente divulga todos os dias meia dúzia de press releases anunciando novos programas, nomeações ou atividades do presidente para os quais gostaria de obter cobertura. Ao mesmo tempo, os jornalistas que cobrem a Casa Branca entram em contato com a assessoria de imprensa com perguntas para matérias que podem ou não ser de interesse das autoridades da Casa Branca. "No entanto, o trabalho envolve mais do que apenas divulgar informações", diz Joni Inman, presidente da Associação Nacional dos Comunicadores do Governo (NAGC), grupo que representa os assessores de imprensa públicos dos governos locais, estaduais e federal dos EUA. "Nós definitivamente somos o vínculo entre nossos governos e o povo e os tradutores das informações do governo para o povo, mas também temos de saber o que acontece ao nosso redor, ouvir o que se diz nas ruas e traduzir isso de volta para as autoridades do governo", diz Inman, diretor de relações com o cidadão para a cidade de Lakewood, Colorado.

Mas um assessor de imprensa do governo não é um mágico que pode transformar uma política ou programa que não está funcionando em algo que pareça estar funcionando bem. Como diz a Associação Nacional de Governadores aos novos governadores de Estado dos EUA em seu material de orientação, as relações públicas não podem substituir programas eficazes ou idéias valiosas. Um secretário de imprensa não pode criar uma imagem de honestidade se as autoridades do governo não forem honestas. Ele não pode representar um governo que reconhece os problemas, e responde sobre eles, se os problemas persistem e pouco é feito para solucioná-los. Uma assessoria de imprensa não pode convencer a imprensa a escrever sobre a abertura de um governo que não é aberto ou sobre as habilidades de gestão das autoridades que não gerem. Nem pode uma assessoria de imprensa comunicar os objetivos de um governo se os líderes do governo para os quais trabalha não estiverem claros sobre esses objetivos.

Jornalistas e assessores de imprensa do governo

Os assessores de imprensa do governo não devem esperar ser amigos ou inimigos dos jornalistas. Os jornalistas devem ser observadores neutros do governo e de suas ações e planos. Em uma democracia, a imprensa e o governo não podem ser parceiros. Eles são adversários naturais com funções diferentes. Cada um deve respeitar o papel do outro e, contudo, reconhecer que existe uma tensão natural entre os dois. De um lado, às vezes é uma relação na qual as autoridades tentam contar sua versão dos acontecimentos ou evitar completamente a publicidade, e a imprensa investiga a existência de erros e força para conseguir divulgar as informações. De outro, a relação é recíproca. Os jornalistas precisam dos assessores de imprensa do governo para ajudá-los a entender as ações e os planos do governo. Os assessores de imprensa do governo precisam dos jornalistas para que as informações sobre as ações e os planos do governo cheguem ao público.

Alguns assessores de imprensa do governo esperam que um jornalista que seja um amigo social não escreva uma matéria negativa, mas um jornalista profissional não deixa que a amizade com uma autoridade se coloque no caminho de uma matéria. Ser jornalista é um trabalho de 24 horas por dia, e um bom jornalista nunca está de folga.

"Os porta-vozes precisam ter relações cordiais, porém profissionais, com os jornalistas", diz o ex-porta-voz da Casa Branca para o presidente Clinton, Mike McCurry. "Eles, os jornalistas, têm tarefas a cumprir, e vocês, os porta-vozes, têm tarefas a cumprir. Você pode ser amigo de um repórter, mas precisa se lembrar que repórteres estão sempre a trabalho e você também."

Em situações sociais, as autoridades governamentais devem esclarecer as regras básicas sob as quais estão fazendo suas declarações, como "off the record" ou "sem identificação da fonte". (Veja "Falando On e Off the Record".) Uma boa regra é nunca dizer ou fazer nada que não queira ver na primeira página do jornal do dia seguinte.

"Os porta-vozes podem ter uma relação profissional amistosa com um jornalista, mas uma relação pessoal pode ser difícil", diz Joni Inman, da NAGC. "Haverá uma hora em que o jornalista precisará fazer perguntas delicadas ou escrever ou colocar no ar uma matéria que você talvez não queira. Você não pode contar apenas com a amizade. Algum lado será atingido - ou a relação profissional ou a amizade. Mas você precisa ter uma relação profissional. Você precisa ser capaz de ligar para um jornalista e dizer: 'Você realmente estragou aquela matéria'."

O dever de lidar com a imprensa

Além disso, os porta-vozes do governo não devem impedir a veiculação de uma matéria. Funcionários públicos não têm o direito de decidir o que é e o que não é bom que as pessoas saibam. Seu trabalho é fornecer material informativo para todos os jornalistas, mesmo para aqueles tidos como pouco amistosos.

"Um bom secretário de imprensa deve responder a todos os pedidos de informação de órgãos de imprensa legítimos, mesmo que a resposta seja um simples 'Tenho que lhe retornar depois'", diz Juleanna Glover, secretária de imprensa do vice-presidente Dick Cheney. "Devem ser mantidas as regras de cortesia. Embora a imprensa possa ser hostil em determinados momentos, sempre haverá situações em que você precisará dela para transmitir uma mensagem. Quando essas situações acontecerem, os jornalistas vão se lembrar de quem foi educado e quem não foi."

Algumas autoridades se mostram surpresas quando, durante uma coletiva de imprensa, os jornalistas fazem perguntas fora do assunto em questão. Isso é normal. Os jornalistas talvez tenham pouco acesso às autoridades do governo e, quando têm acesso, fazem perguntas, seja sobre o tópico da entrevista ou não. Isso faz parte da existência de uma imprensa livre.

"As assessorias de imprensa poderiam ser consideradas não apenas como um subsídio do governo ou como uma prova de eficiência do governo, mas como uma prerrogativa que deriva da natureza de uma sociedade livre e da relação do Estado com o cidadão", escreve o especialista em assuntos presidenciais, Stephen Hess, em The Government/Press Connection: Press Officers and Their Offices. "Que função do governo é mais natural em uma democracia do que colocar à disposição as informações sobre como está governando?"

Em uma democracia, escreve Hess, lidar com a imprensa é um dever.

Fonte:http://www.embaixadaamericana.org.br/responsible/what.htm#is

PLEGARIA POR LOS QUE SUFREN - The Missionary Hélio Giroto

========================================================================= Plegaria por los que sufren - MIÉRCOLES A LAS 22:30 - hora México

 Helio,The Missionary @heliogiroto Mexico DF Misionero revolucionario hace 16 años; casado, ciudadano del mundo. Vivo con la gente. Sé de sus necesidades y anhelos. Sus batallas son las mias. Gálatas 2:10 http://heliocolombe.wordpress.com/

PORTARIA nº 278/11 MINISTÉRIO DA SAÚDE - EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS EXPEDIDOS POR UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS



ASSUNTO: PORTARIA nº 278/11. MINISTÉRIO DA SAÚDE. GM. EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS EXPEDIDOS POR UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS.

Informamos sobre a publicação da Portaria nº 278, de 17/03/11 do Ministério da Saúde/GM, que altera a redação da Portaria nº 1.183/GM, de 03/06/2009, que institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por universidades estrangeiras).
O Art. 1º desta Portaria dispõe que:
Art. 1º. Instituir o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por universidades estrangeiras, com a finalidade de subsidiar os procedimentos conduzidos por universidades públicas, nos termos do art. 48, § 2º, da Lei nº 9.394, de 1996, com base na Matriz de Correspondência Curricular publicada pela Portaria Interministerial MEC/MS nº 865, de 15 de setembro de 2009 e republicada no Anexo desta portaria, elaborada pela Subcomissão Temática de Revalidação de Diplomas, instituída pela Portaria Interministerial MEC/MS nº 383/09.

Esta Portaria contém 10 artigos e um Anexo, revoga a Portaria Interministerial MEC/MS nº 383, de 19/02/2009 e a Portaria Interministerial MEC/MS nº 865, de 15/09/2009. A sua vigência ocorreu na data da sua publicação, que se deu no Diário Oficial do dia 19/03/11. A sua íntegra pode ser acessada no seguinte endereço:LINK
 
Fonte:CFM-Portal Saúde Gov
Diário Oficial da União -  pg.12 ISSN 1677-7042 Nº 53, sexta-feira, 18 de março de 2011

Medicina em risco



Desde 2005, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) avalia o desempenho dos estudantes do sexto ano de Medicina das escolas médicas paulistas. Em 2010, 43% foram reprovados na primeira fase e 68% não passaram na segunda etapa, uma prova prática que simula situações de atendimento médico.

Mesmo considerando as limitações de um Exame, que é facultativo, a alta reprovação pode ser um indicador de falhas graves no ensino de graduação em Medicina e na formação de novos médicos em São Paulo que já concentra 30 escolas médicas que formam 2.300 jovens médicos por ano.

Em 2010 chamou a atenção o baixo índice de acertos em especialidades que concentram a solução de muitos problemas de saúde da população. Muitos jovens médicos desconhecem o diagnóstico ou o tratamento adequado de problemas de saúde comuns e de doenças como sífilis, hanseníase e tuberculose. Outros tiveram dificuldade na leitura de exames como angiografia, raio X e eletrocardiograma.

O Exame do Cremesp , uma proposta inovadora de avaliação externa do ensino médico, dá um recado que precisa ser levado em conta. O ensino médico vai de mal a pior e os atuais mecanismos de avaliação in loco realizado pelas próprias faculdades durante o processo de graduação e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade/MEC), são insuficientes para provocar as mudanças necessárias.

À qualidade duvidosa de boa parte das escolas médicas brasileiras soma-se outro problema: brasileiros e estrangeiros formam-se em cursos do exterior - em Cuba, Bolívia, Paraguai, dentre outros países - que não garantem o mínimo de conhecimentos, habilidades e competências requeridos para o exercício da medicina .

Em 2010 acompanhamos o inédito processo unificado de revalidação de diplomas estrangeiros, uma ação conjunta dos Ministérios da Saúde e Educação, que conta com o apoio do Conselho Federal de Medicina, que sempre defendeu maior isonomia, transparência e padronização no processo de revalidação de diplomas de médico obtidos no exterior

Mesmo cientes da péssima formação oferecida por essas escolas, ficamos surpresos que apenas dois candidatos, dentre mais de 500 inscritos, conseguiram a revalidação após a análise de equivalência curricular, e provas objetiva, discursiva e prática.

Sem diploma válido, emitido por cursos que não se exigem vestibular e cobram mensalidades mais baratas que as escola privadas brasileiras, centenas de recém-formados entram na ilegalidade e muitos chegam a atuar no Brasil, nas regiões de fronteira e periféricas, colocando em risco a saúde da população assistida.

Por isso, ao mesmo tempo em que defendemos uma reforma do ensino médico no Brasil, somos contrários à aceitação automática de diploma estrangeiros e defendemos a manutenção de rigoroso processo de revalidação, além do incremento na fiscalização do exercício ilegal da Medicina em defesa da qualidade à assistência da nossa população.
 
Fonte:CFM
Seg, 03 de Janeiro de 2011 15:50
Escrito por Desiré Carlos Callegari, 1º secretário do Conselho Federal de Medicina

SINMED RESPONDE POSTAGEM EM BLOG DO SITE CADAMINUTO


2011-04-26 - 22:14:50

SINMED RESPONDE POSTAGEM EM BLOG DO SITE CADAMINUTO


Presidente do Sindicato enviou nota sobre publicações que denigrem a classe médica

Prezado Senhor,

Em relação ao post “Alagoas deveria importar médicos da América Latina”, de 24/04/2011, em nome da classe médica alagoana, gostaria de prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Engana-se quem pensa que são altíssimos os salários pagos aos médicos em todo o Estado – seja no Programa Saúde da Família, como trabalhadores precarizados (em sua maioria), seja como servidores concursados do Estado ou das prefeituras alagoanas. Fosse esse o caso, o Sindicato dos Médicos não estaria reivindicando pagamento de salário minimamente digno para a categoria. Os prefeitos reclamam daquilo que os médicos reivindicam, e que merecem receber, e não do que efetivamente as prefeituras lhes pagam;

2. Faltam médicos nos municípios porque o salário é vil e porque faltam condições éticas de trabalho para os profissionais, pois os gestores não priorizam investimentos na saúde. Posto de saúde desaparelhado, subdimensionado e desabastecido é o que mais se encontra em Alagoas. Em algumas localidades, é quase impossível se chegar ao local de trabalho, dada a precariedade das condições em que funcionam as redes de saúde municipais;

3. A ideia de “importar” médicos de países da América Latina não nos parece das mais inteligentes: luta-se no Brasil pela melhoria da formação dos profissionais, que cumprem seis anos de graduação e, no mínimo, mais três anos de pós-graduação e especialização, em concorridíssimos programas de residência médica. Em Cuba, por exemplo, toda formação de um médico corresponde ao que se exige de um estudante de Medicina no Brasil apenas nos três primeiros anos da graduação. Por conta disso, profissionais formados nesse país caribenho são sistematicamente reprovados em exames de revalidação do diploma para exercer a profissão no Brasil. Não nos parece ético defender a contratação de profissionais estrangeiros despreparados para o exercício da Medicina, apenas para que as prefeituras possam continuar pagando salários vis. O povo humilde de Alagoas merece uma assistência à saúde de qualidade, e para isso temos profissionais médicos competentes, bem formados, especializados, e que precisam apenas ser remunerados decentemente. Seria uma afronta a essa população humilde contratar médicos cubanos sem a formação mínima exigida para o exercício da Medicina no Brasil, só porque eles aceitariam trabalhar por qualquer salário;

4. Quanto à recomendação para que os prefeitos “busquem dentro da lei normatizar a contratação dos médicos dando não só condições e trabalho como também obrigações, através de contratos de trabalho que obriguem os médicos a passarem pelo menos um ano nos municípios”, ela é válida. Explico: o Sinmed também defende contratação de médicos dentro do que determina a Constituição Federal, através de concurso público de provas ou de provas e títulos. E também exige que sejam dadas condições éticas de trabalho, o que inclui salário compatível com a responsabilidade do trabalho médico e com a qualificação que o exercício da Medicina exige. Defendemos também o cumprimento das obrigações a que devem submeter-se todos os servidores públicos concursados, e em se tratando de concurso é desnecessário obrigar que o médico permaneça pelo menos um ano nos municípios, pois quando um profissional investe em um concurso público para determinada localidade é porque se dispõe a permanecer ali, desde que lhes sejam dadas as condições necessárias;

5. O que ocorre hoje é que as prefeituras, quando fazem concurso, pagam salário de R$ 1mil e complementam a remuneração do médico com gratificações, que não são consideradas para cálculo de aposentadoria, licença-maternidade, benefícios previdenciários diversos, férias e 13º salário. Já os não-concursados, os precarizados prestadores de serviços, nem direito a 13º, férias e aposentadoria eles têm – estão totalmente à margem dos direitos trabalhistas básicos. De uns tempos para cá, os médicos não aceitam mais esse tipo de tratamento. Por isso, buscam melhores oportunidades de trabalho fora de Alagoas; também por isso está faltando médico no Estado. Se os gestores precisam de profissionais médicos, que paguem salários dignos, que contratem dentro da lei. Aí os médicos voltam, ou virão outros que estejam em busca de trabalho digno;

6. No que se refere ao PSF de Alagoas, os próprios gestores distorcem a concepção do programa ao propor redução de carga horária para economizar na hora de pagar o salário. Para ter o direito de exigir cumprimento integral de carga horária, além do salário compatível, o gestor precisa priorizar a saúde da população, estruturando uma rede de atendimento decente. Com salário digno, condições éticas de trabalho e de assistência à população certamente não vai faltar médico para os municípios. E não vai ser necessário recorrer aos médicos cubanos nem de qualquer outra procedência;

7. Só para finalizar, com relação ao certo “mercenarismo” citado no texto “Abrir concorrência para os médicos cubanos”, postado na segunda-feira, 25/04/2011, comentando o post anterior, não há como identificar na cobrança de um salário justo para um trabalho altamente especializado, extenuante e de grande responsabilidade uma atitude meramente interesseira. O médico, ao exigir um salário digno – que para alguns pode até ser considerado alto – está apenas querendo ser compensado de forma justa pelo seu trabalho. Mercenário, interesseiro, é o sujeito que vende sua opinião por alguns trocados que consegue amealhar prefeituras afora, às custas de denegrir de forma irresponsável uma categoria profissional como a dos médicos. Isso sim é mercenarismo da pior qualidade.

Cordialmente,

Dr. Wellington Moura Galvão

Presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas


Fonte

Ascom Sinmed

Acinetobacter baumannii : um novo mecanismo de difusão dos genes de resistência ao Carbapenem

 American Society for Microbiology


Horizontal Transfer of the OXA-24 Carbapenemase Gene via Outer Membrane Vesicles: A New Mechanism of Dissemination of the Carbapenem Resistance Genes in Acinetobacter baumannii Carlos Rumbo1, Esteban Fernández-Moreira1, María Merino1, Margarita Poza1, Jose Antonio Mendez1, Nelson C. Soares1, Alejandro Mosquera2, Fernando Chaves3, and Germán Bou1,*

1 Servicio de Microbiología, 2 Departamento Xenética, Complejo Hospitalario Universitario A Coruña-INIBIC; C/Xubias de Arriba s/n, 15006 La Coruña, 3 Servicio de Microbiología. Hospital 12 de Octubre, Madrid. Spain

ABSTRACT


The resistance of Acinetobacter baumannii to carbapenems is a worrying problem in hospital settings. The main mechanism of carbapenem resistance is expression of β-lactamases (metallo or class D enzymes). The mechanisms of dissemination of these genes among A. baumannii are not fully understood. In this study we used two carbapenem resistant clinical strains of A. baumannii (AbH12O-A2 and AbH12O-CU3) expressing the plasmid-encoded blaOXA-24 gene (plasmids pMMA2 and pMMCU3, respectively) to demonstrate that A. baumannii releases outer membrane vesicles (OMVs) during in vitro growth. Use of hybridization studies enabled us to show that these OMVs harboured the blaOXA-24 gene. Incubation of these OMVs with a carbapenem susceptible A. baumannii ATCC 17978 host strain yielded full resistance to carbapenems. The presence of the original plasmids harbouring the blaOXA-24 gene was detected in the ATCC 17978 strain after transformation of OMVs. New OMVs harbouring blaOXA-24 were released by A. baumannii ATCC 17978 after it being transformed with the original OMV-mediated plasmids, indicating the universality of the process. We present the first experimental evidence that clinical isolates of A. baumannii may release OMVs as a mechanism of gene horizontal transfer whereby carbapenem resistance genes are delivered to surrounding A. baumannii bacterial isolates

* Corresponding author: German Bou PhD, Servicio de Microbiología, Complejo Hospitalario Universitario La Coruña, C/Xubias de Arriba s/n, 15006 La Coruña. Spain, Phone: 34-981-176087, Fax: 34-981-176097, E-mail: German.Bou.Arevalo@sergas.es
 
AAC Accepts, published online ahead of print on 25 April 2011
Antimicrob. Agents Chemother. doi:10.1128/AAC.00929-10
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