Maceió- AL -

30/11/11

O Sangue Humano : ABO e Rh

O sangue humano é classificado em grupos e subgrupos, sendo os mais importantes o ABO (A, B, AB e O) e o Rh(positivo e negativo).




Os artigos do Blog Alagoas Real , tem por objetivo a informação e educação em relação a temas da medicina. Eles expressam apenas e tão somente orientações gerais. Tais informações não deverão, de forma alguma, serem utilizadas como um substituto para o diagnóstico médico e/ou tratamento de qualquer doença sem antes a consulta de um profissional médico.

Pai do Jornalista Luis Vilar precisa urgente de sangue O negativo

Vamos ajudar : Pai do @lulavilar precisa urgente de sangue O negativo (Está interno no HU de Alagoas ! Quem puder doar agradeço!)


As doações podem ser feitas no Hemoal ( Próximo ao Hospital Geral do Estado ) .É só se identificar e informar o nome do paciente Gilvan Vilar da Silva , que se encontra internado no Hospital Universitário de Maceió.

Atualização em 01/12/2011
Qualquer dúvida sobre as doações de sangue para o Sr. Gilvan Vilar da Silva, pai do Jornalista  Luis Vilar ,entrar em contato : (082) 9677-7055 (n° do Lula Vilar )

Atualização em 05/12/2011
LUTO: MORRE GILVAN VILAR,PAI DO JORNALISTA LUIS VILAR


Hemoal :Como chegar


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Hemoal Hemocentro de Alagoas
Rua Dr Jorge Lima, 58 - Maceió - AL, 57010-382
(82) 3315-2106 ‎






Hospital Universitário :Como chegar

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Hospital Universitário Professor Alberto Antunes
Avenida Lourival Melo Mota, Tabuleiro do Martins - Maceió - AL, 57072-970, Brazil - Maceió - Alagoas
(82) 3202-3800 ‎

SOS Advogado OAB/AL - Comissão de Defesa dos Direitos e Prerrogativas dos Advogados

@sosadv_OABAL  Maceió - AL

Twitter oficial da Comissão de Defesa dos Direitos e Prerrogativas dos Advogados OAB\AL. Tels. 24 horas: 8802-8725 e 9104-6591.
http://www.oab-al.org.br/index.php/comissao/defesa-das-prerrogativas-do-advogado

Criada outra página no Facebook, a do bem!


30/11/2011 às 6:55


Hesitei um tanto em publicar este post porque fica parecendo cabotinismo, mas o fato é que não há razão para omitir a informação, convence-me Dona Reinalda. Depois do post em que denunciei aquelas barbaridades no Facebook, o leitor Guilherme Macalossi criou a página Apoiamos Reinaldo Azevedo. Está lá, cheia de gente.

Aquele tal rapaz diz que não “agüenta mais” ler o que escrevo… Coitado! Vocês certamente vêm aqui porque isso lhes faz bem. Imaginem o que é ser viciado em algo que só lhe causa desprazer! E há, claro!, a questão psicanalítica: como ele tem medo de concordar comigo, então convoca as falanges do ódio para tentar destruir o objeto secreto de sua admiração. Sabiam que essa é, segundo diversos estudos, a psique de um terrorista? Que ele fique só no Facebook!

Quanto a vocês, escrever o quê? São mesmo do balacobaco!. Obrigado pelas manifestações de carinho, de apreço, de afeto mesmo! Há mais um motivo para dizer tudo o que penso: homenageá-los!Por Reinaldo Azevedo

Tags: leitores

Aviso à Polícia Federal e às demais instâncias do estado de direito: caso algo me aconteça, estas pessoas devem ser procuradas. E vocês verão por quê



29/11/2011 às 16:57


Um sujeito criou uma página no Facebook intitulada “REPÚDIO AO JORNALISTA DA VEJA REINALDO AZEVEDO”. Ele se identifica como “Marquinho Maia” e seria estudante da PUC. O “inho”, o diminutivo, é para que tenhamos uma pista de seu caráter suave. Ele faz o convite (sempre que eu reproduzir um texto da página, vem na grafia e na pontuação originais, em vermelho):


“SE VOCÊ ASSIM COMO EU, TEM ASCO AO BLOGUEIRO (VEJA) REINALDO AZEVEDO, PELO SEUS COMENTÁRIOS REACIONÁRIOS, RACISTAS, MACHISTAS, DENTRE OUTROS.. SE MANIFESTE AQUI. JÁ NÃO AGUENTO MAIS LER ESCRITOS DESTE SENHOR QUE SE ACHA O DONO DA VERDADE ABSOLUTA!!”

Deu para perceber que sou uma pessoa péssima, terrível mesmo!, capaz das piores ignomínias. Ele convida outros que me odeiam a expressar o seu… ódio. E algumas pessoas compareceram para dar lições de civilidade. Para demonstrar que sou um homem mau e que eles são bacanas, escrevem coisas assim (volto depois).

- O Paulo Marcos da Silva acha que devo ser empalado e me chama de “narcista” (!?):
“Só consigo pensar em empalada. Ele deve ter algum aspecto fascista-narcista de apego a si mesmo face ao espelho”.

- O Kaioh Haurani certamente se considera um democrata e diz que sou nazista:
“Me dá asco compartilhar este mundo com gente dessa laia. Quando leio o que ele escreve sinto medo por saber que um monte de acéfalos também estão lendo aquele monte de merda e propagarão como papagaios seus pontos de vista nazistas.”

- A Paula Boller entende que sou prepotente e dá provas de sua humildade:
“Esse Reinaldo Azevedo é, no mínimo, prepotente. Acha que tem carga suficiente pra publicar o que ele publica, ou melhor, defeca. Seu lixo!”

- O Daniel Oliveira demonstra ser um homem sem preconceitos e, por isso, não gosta de mim:
“HAHAH…vcs estão perdendo a ateção por causa de um bacanazinho q não vive 2 dias nas ruas do rio de janeiro ,¬¬ …filosóficamente falando …esse velhote almofadinha ai não vive mais que 30 anos ,é recalcado ,e gosta de ser o centro das atenções ,esse maluco deve ter sido feio a vida toda,agora pode ter um carro e conseguiu a atenção das primeiras piranhas q estavam a sua volta, FUDEU !!!acho um…”

- O mesmo Daniel Oliveira se manifesta de novo, em termos igualmente elegantes:
Daniel Oliveira todos vcs velhotes um dia vão morrer…TODOS ,reitores,presidentes,delegados de policia federal,senadores e outros pilantrinhas brasileiros …vcs coroas não duram mais do q 30 anos AHAHAHA…o mundo é nosso velhote acorda e vá se preparar para colocar suas fraldas geriátricas otário !!! BRASIL !!!!

- O Duda Simões Fantini ensina o que é democracia numa página que, como se vê, é uma lição de educação, civilidade e tolerância.
“Democracia substancialmente (não formalmente) consiste no respeito aos direitos humanos. Racismo, difamação, impossibilidade de ampla defesa etc são coisas diametralmente opostas à Democracia. Logo, o que eles fazem não deve ser tido como “manifestação de opinião”. Deve ser tido como um retrocesso, uma cuspida na Constituição.”

- O Vitor Hime, que deve adorar democracia, cobra um evento público mesmo:
“e ai? vai rolar alguma manifestação?”

Voltei
Atenção, meus caros! Reproduzi os comentários, digamos, não muito chocantes. Há coisas lá do arco-da-velha, com as sugestões de sempre de sujeição sexual — são obcecados por isso, algo que deve ser matéria de curiosidade científica. Se o “preconceituoso”, “homofóbico” ou sei lá o quê, segundo eles próprios, sou eu, por que recorrem com tanta freqüência a acusações que, se verdadeiras fossem, denotariam o mais escancarado… preconceito?

Não sou um doce de coco e nunca me apresentei assim. Mas me limito a defender a Constituição democrática do Brasil. De fato, não sou um deles, não penso como eles. Enquanto essa gente borrava a fralda, corri riscos nada desprezíveis para que houvesse liberdade de expressão no Brasil. Isso não me garante direitos especiais. Ao contrário: eu exerço um dos direitos garantidos à coletividade: aquela mesma liberdade conquistada.

Como não conseguem contestar os meus argumentos, então fazem o que se vê acima. Reclamam que não publico seus comentários em minha página. Por que será? O que se lê é só um exemplo pálido do que chega. Como não conseguem contestar os meus argumentos, acusam-me de truculência e agem com essa doçura…


Fui obrigado a tomar medidas para assegurar a minha integridade. Mas nunca se pode garantir eficácia absoluta. Torno essa questão pública, alertando milhares de leitores para o que vai na rede, porque, caso algo me aconteça, cumpre à Polícia Federal procurar o sr. “Marquinho Maia”, que mantém no ar esse festival de baixaria, entre outros.

Sou, sim, muito duro nas minhas opiniões — e não vou mudar. Mas não tento calar ninguém nem participo de correntes na Internet; tampouco me aplico àquilo que se chama “jornalismo investigativo” — há gente com muito mais capacidade do que eu nessa área, fazendo um trabalho brilhante. O que faço é debater idéias. Por que não fazem o mesmo? Essa gente não está só! Há hoje uma miríade de subjornalistas financiados pelo poder — pelo governo propriamente ou por estatais — que alimenta esse clima.

ATENÇÃO! A ÚLTIMA VEZ EM QUE FUI FISICAMENTE AMEAÇADO POR PENSAR O QUE PENSO FOI EM 1980! A ÚLTIMA VEZ EM QUE TEMI O ATAQUE VINDO DE ALGUM LUGAR, DAS SOMBRAS, FOI EM 1977, POR CAUSA DE UM ENROSCO COM O DOPS OCORRIDO NO ANO ANTERIOR. EU TINHA 16 ANOS.



Eu combatia a ditadura. Os que falam acima combatem a democracia. O objetivo é me calar. Não vão. Sintam-se alertados os órgãos de segurança. Já tirei cópia de tudo e darei seqüência às providências legais que tenho tomado.

SIM, MEUS CAROS, CHEGAMOS AO PONTO EM QUE SE PREGA ABERTAMENTE A ELIMINAÇÃO FÍSICA DOS ADVERSÁRIOS EM NOME DA… DEMOCRACIA!

E é evidente, de resto, que, nesse caso, o Facebook é a base material do linchamento e se torna co-responsável pelos crimes de calúnia, injúria e difamação e por ameaças nem tão veladas. Se mantém páginas assim no ar, então ajuda a promover a barbárie.


Não vou desistir! Continuarei a defender a Constituição da República Federativa do Brasil. Agora com ainda mais entusiasmo! Não corri riscos para me deixar intimidar por meia-dúzia de fascistóides que não sabem o que é democracia e por bucaneiros da Internet.

PS - Espalhem este post. Os métodos a que essa gente recorre têm de ser conhecidos.
Por Reinaldo Azevedo

Levantamento elaborado por CFM e Cremesp pontua os principais desafios para o trabalho médico no Brasil; dados podem subsidiar políticas públicas



Estudo de demografia médica no Brasil aponta desigualda​de na distribuiç​ão de profission​ais em todo o país

Levantamento elaborado por CFM e Cremesp pontua os principais desafios para o trabalho médico no Brasil; dados podem subsidiar políticas públicas

O Brasil é um país marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso à assistência médica. Uma conjunção de fatores – como a ausência de políticas públicas efetivas nas áreas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos – tem contribuído para que a população médica brasileira, apesar de apresentar uma curva constante de crescimento, permaneça mal distribuída pelo território nacional, com vinculação cada vez maior aos serviços prestados por planos de saúde, pouco afeita ao trabalho na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estas são algumas das conclusões da pesquisa Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). “Numa Nação onde são anunciados avanços econômicos e o combate à pobreza toma ares de programa de governo, torna-se imperioso que a saúde ocupe a centro da cena. Para tanto, temos reiterado a necessidade de mais recursos e o estabelecimento de políticas públicas justas para com o médico e com todos os profissionais da área”, ressalta o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, confiante em que o trabalho subsidie a elaboração de politicas públicas nos campos do trabalho e do ensino médicos.

PRINCIPAIS CONCLUSÕES

Brasil conta com quase 400 mil médicos

O estudo mostra que, em outubro de 2011, os conselhos de Medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no Brasil.

O número confirma uma tendência de crescimento exponencial da categoria, que perdura 40 anos. Entre 1970, quando havia 58.994 médicos, e o presente momento, o número de médicos saltou 530%. O percentual é mais de cinco vezes maior que o do crescimento da população, que em cinco décadas aumentou 104,8%.

O aumento expressivo do número de médicos no Brasil resulta de uma conjugação de fatores. Entre eles, estão as crescentes necessidades em saúde, as mudanças no perfil de morbidade e mortalidade, as garantias de direitos sociais, a incorporação de tecnologias médicas e o envelhecimento da população. Também não podem ser ignorados fatores como a expansão do sistema de saúde e a oferta de mais postos de trabalho médico, entre outros.

A perspectiva atual é de manutenção dessa curva ascendente. Enquanto a taxa de crescimento populacional reduz sua velocidade, a abertura de escolas médicas e de vagas em cursos já existentes vive um novo boom. A estimativa é de que cerca de 16.800 novos profissionais desembarcarão anualmente no mercado de trabalho a partir de 2011.

Razão médico/habitante aumentou 72,5% entre 1980-2011 Essa diferença provocou um aumento na razão médico x habitante. Em 1980, havia 1,13 médico para cada grupo de 1.000 residentes no país. Essa razão sobe para 1,48, em 1990; para 1,71, no ano 2000; e atinge 1,89, em 2009. Em 2011, o índice chega a 1,95 médico por 1.000 habitantes, ou seja: no período, o aumento foi de 72,5%.

Na comparação das duas populações (a geral e a dos médicos), se constata que nos últimos 30 anos a dos profissionais é sempre superior.

Em 1980, por exemplo, o crescimento deste segmento foi de 6,3%, enquanto o da população geral ficou em 2,2%, ou seja, três vezes superior ao de habitantes. Em 2009, a taxa de crescimento dos médicos alcançou 1,6%, enquanto o da população em geral foi de 1,1%, diferença de 45,4% para o grupo de profissionais.

Mulheres são maioria entre médicos mais jovens

O trabalho desenvolvido pelos conselhos de Medicina permite traçar o perfil da população médica. Um ponto que chama a atenção é a tendência a uma maior presença de mulheres.

O ano de 2009 foi um marco histórico no processo de feminização da Medicina, quando pela primeira entraram no mercado mais mulheres que homens.

Como consequência, e também pela primeira vez, no grupo de médicos com 29 anos ou menos, as mulheres passaram a ser maioria.

Em 2011, dos 48.569 médicos dessa faixa etária, 53,31% são mulheres e 46,69% são homens. Por outro lado, nas faixas mais avançadas, o cenário permanece predominantemente masculino. Do total de 10.799 profissionais com 70 anos ou mais, apenas 18,08% são mulheres.

Este crescimento da participação das mulheres confirma uma tendência consistente, que se observa ao longo das últimas décadas e que se acentuou nos últimos anos.

A feminização da Medicina também segue uma tendência mundial. Levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, 2007) mostra que a proporção de mulheres médicas em 30 países estudados cresceu 30% entre 1990 e 2005.

Novos profissionais superam os inativos

O estudo revela ainda a formação de uma reserva de profissionais à qual se agregam ano a ano novos médicos. Isso acontece porque as séries históricas da evolução de saídas e entradas de médicos indicam que o número de médicos que deixa a atividade é sempre inferior às dos que ingressam no mercado de trabalho. Essa diferença mantém a tendência natural de crescimento do grupo.

Na Europa, essa reserva tende a diminuir por conta da faixa etária mais elevada população e da tendência de aposentadoria precoce. No Brasil, a situação é oposta. Essa reserva tende a crescer mais rapidamente e a se manter por período mais longo à medida que mais jovens médicos saem das escolas para o mercado.

Abertura de escolas pressiona população médica

Uma das principais razões para o salto no número de médicos é a abertura desenfreada de escolas médicas. O país tinha, em 2009, um total de 185 escolas médicas, com uma oferta de 16.876 vagas.

Dados de 2011 indicam que 45% dos cursos estão no Sudeste. Do total de vagas disponíveis, 58,7% são oferecidas por instituições privadas e 41,3% por escolas públicas.

Distribuição dos médicos reforça desigualdade

Atualmente, o Brasil conta com uma razão de 1,95 médico por grupo de 1.000 habitantes. Contudo, esse índice flutua nas diferentes regiões.

O Sudeste, com 2,61 médicos por 1.000 habitantes, tem concentração 2,6 vezes maior que o Norte (0,98). O resultado do Sul (2,03) fica bem próximo do alcançado pelo Centro Oeste (1,99). Ambos têm quase o dobro da concentração de médicos por habitantes do Nordeste (1,19).

Quando se olha por unidade da federação, no topo do ranking ficam Distrito Federal (4,02 médicos por 1.000 habitantes), o Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). São números próximos ou superiores aos de países da União Europeia. Esses três estados, mais Espírito Santo (2,11) e Minas Gerias (1,97), estão acima da média nacional (1,95).

Na outra ponta, estão estados do Norte (Amapá e Pará) e do Nordeste (Maranhão), com menos de um médico por 1.000 habitantes, índices comparáveis a países africanos. Um olhar mais de perto permite notar distorções e desequilíbrios ainda mais acentuados dentro dos próprios estados, regiões e micro-regiões.

A concentração tende a ser maior nos pólos econômicos, nos grandes centros populacionais e onde se concentram estabelecimentos de ensino, maior quantidade de serviços de saúde e, consequentemente, maior oferta de trabalho. Regiões menos desenvolvidas, mais pobres e interiores de estados com grandes territórios e zonas rurais extensas têm, sabidamente, maior dificuldade para fixar e atrair profissionais médicos.

Relatório aponta equívoco na avaliação do segmento médico

O relatório final do levantamento feito pelos conselhos de Medicina evidencia o equívoco de se contar os médicos “por cabeça” e de se calcular a relação entre o número de profissionais em atividade e a população domiciliada.

Em países como o Brasil, de extenso território, com disparidades sócio-econômicas regionais, com grandes diferenças no acesso e na oferta de profissionais, equipamentos e tecnologias, além de sede de intensos conflitos entre o público e o privado na saúde, o cálculo não é eficiente.

Como índice desejável para países em desenvolvimento, popularizou-se equivocadamente um padrão mínimo de 1 profissional médico para cada grupo de 1.000 habitantes. Essa relação “almejada”, erroneamente atribuída à Organização Mundial da Saúde (OMS), nunca foi explicada ou justificada, embora continue empregada com frequência.

Da mesma forma, não há justificativa para o parâmetro de 2,5 médicos por 1.000 habitantes, meta divulgada pelos ministérios da Saúde e da Educação, que, supostamente, toma como referência países principalmente da União Europeia que em pouco se assemelham ao Brasil.

Presença de médicos nas capitais é duas vezes maior que a média nacional

É nas cidades de maior porte, especialmente nas capitais, que se concentram a maioria dos médicos brasileiros. Essa situação reflete a tendência do profissional se fixar e trabalhar na cidade ou região onde fez sua graduação e residência.

A presença predominante dos médicos nas capitais aumenta a desigualdade no acesso ao atendimento médico. Em média, o conjunto desses municípios apresenta uma razão de médicos registrados por 1.000 habitantes de 4,22. Esse índice é mais que duas vezes superior à média nacional (1,95).

A cidade de São Paulo, por exemplo, tem 4,33 médicos registrados por 1.000 habitantes, enquanto o estado tem 2,58. Três capitais de porte médio do Sudeste e do Sul (Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis) chamam a atenção pela elevada proporção de médicos registrados por habitantes, especialmente quando se compara com os números dos seus próprios estados.

Postos de trabalho ocupados ajudam a entender o mapa da distribuição dos médicos no país

O levantamento elaborado pelos conselhos de Medicina adiciona outro parâmetro: o “posto de trabalho médico ocupado”, como complemento do critério “médico registrado”, já descrito anteriormente. Por este cálculo, a razão de médicos disponíveis para o atendimento da população é quase duas vezes maior que a de médicos por 1.000 habitantes.

O número de postos ocupados por médicos em estabelecimentos de saúde no Brasil chega a 636.017, enquanto o país tem 371.788 profissionais registrados nos CRMs. Assim, o número de postos ocupados por médico é de 3,33 por 1.000 habitantes.

Este dado permite que o médico deixe de ser contado como um único profissional, como é feito quando se usa o indicador “médico registrado”. Um mesmo médico, se atender em dois locais, ou tiver dois diferentes vínculos, será contado como “dois postos de trabalho médico ocupados”.

Acrescentar essa possibilidade de análise é relevante quando se considera que o modelo de sistema de saúde brasileiro permite múltiplos vínculos do mesmo médico. O mesmo profissional atua em mais de um serviço e atende diferentes populações, até mesmo em municípios diferentes.

Ressaltadas suas particularidades metodológicas, o critério “posto de trabalho médico ocupado” reforça as desigualdades regionais já demonstradas nas estatísticas de “médicos registrados”. As regiões Sudeste e Sul se colocam novamente no extremo oposto das regiões Norte e Nordeste.

Nos estados do Rio e de São Paulo, cada grupo de mil moradores conta com cerca de 4,47 postos de trabalho médico ocupados. O índice é 44% superior à média do país, que tem 3,33 postos de trabalho médico ocupados por 1.000 habitantes.

Quando comparados com o estado do Maranhão, os estados do Rio e São Paulo têm 3,4 vezes mais postos médicos ocupados por grupo de 1.000 habitantes. O Maranhão conta com 1,31 posto de trabalho médico ocupado por 1.000 habitantes, duas vezes e meia menos que a média nacional.

Nas capitais, o fenômeno da desigualdade se acirra ainda mais. Com relação aos postos de trabalho ocupados, as capitais contam com 5,89 postos por 1.000 habitantes, contra 3,33 no conjunto do país.

Assim como na distribuição de médicos registrados, Vitória, Belo Horizonte e Florianopólis têm entre 10 e 17 médicos ocupados por 1.000 habitantes, enquanto seus respectivos estados ficam entre 3,34 e 4,15 – ou seja, os que moram nessas três cidades contam com cerca de quatro vezes mais profissionais e serviços médicos que aqueles que vivem no interior do estado.

Usuários do SUS têm quatro vezes menos médicos que os do setor privado

A pesquisa indica que os usuários do Sistema Único de Saúde contam com quatro vezes menos médicos que os usuários do setor privado para atender suas necessidade de assistência.

Quando se considera a dimensão da população que depende exclusivamente do SUS (3,25 vezes maior que a dos planos), constata-se que a clientela da saúde privada conta com 3,9 vezes mais postos de trabalho médico disponíveis que os usuários da rede pública.

No conjunto do país, são 46.634.678 usuários de planos de saúde, segundo dados de 2011 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento indica a existência de 354.536 postos de trabalhos médicos em estabelecimentos privados que, em tese, prestam todos eles serviços às operadoras de planos de saúde.

Isso significa que para cada 1.000 usuários de planos no país, há 7,60 postos de trabalho médico ocupados. Esse índice salta de 3,17 no Amazonas – o pior colocado entre os estados –, para, em unidades como Sergipe, Piauí, Acre, Distrito Federal e Bahia, entre 12 e 15 postos ocupados por 1.000 usuários privados.

Esse índice cai para 1,95 quando se faz a razão entre postos ocupados nos estabelecimentos públicos – que são 281.481 –, e a população que depende exclusivamente do SUS, que soma 144.098.016 pessoas.

O quadro de penúria e desigualdade é ainda maior em estados como Maranhão e Pará, que contam com menos de um posto de trabalho médico ocupado por 1.000 habitantes/SUS.

Entre as regiões há diferenças significativas na concentração de médicos nos serviços público e privado. Os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo estão num extremo –, com mais de 3 postos ocupados por 1.000 usuários do serviço público – seguidos pelo Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais e Roraima, que contam entre 2 e 3 médicos por 1.000 habitantes SUS.

A Bahia ilustra a distorção de forma dramática. Quando se trata da população usuária do SUS, conta-se apenas 1,25 posto ocupado por 1.000 habitantes – fica à frente apenas do Maranhão e do Pará.

Quando se olha a população usuária de planos de saúde, o número de médicos ocupados por 1.000 habitantes salta para 15,14. Aqueles que têm acesso somente à saúde pública – que representam 89,7% da população daquele estado – contam com 12,11 vezes menos postos de trabalho médico ocupados que seus vizinhos de planos de saúde.

Mesmo em estados onde a taxa de cobertura dos planos de saúde é elevada, como São Paulo, onde 44,5% da população tem plano de saúde, é grande a diferença entre médicos entre os sistemas público e privado. A população paulista usuária de planos de saúde conta com 6,23 postos de trabalho médico ocupados por 1.000 habitantes clientes. Já os usuários do SUS no estado têm menos da metade: 3,04 postos ocupados por 1.000 habitantes.

Razão público-privado acentua a desigualdade nas capitais brasileiras

A desigualdade na distribuição dos postos de trabalho entre os setores público e privado se acirra nas capitais, onde a razão de posto de trabalho médico ocupado em estabelecimentos privados é de 7,81 por 1.000 habitantes usuários de planos, mais que duas vezes o índice encontrado entre médicos e usuários do SUS (4,30 médicos por 1.000 habitantes).

O Espírito Santo é a unidade da federação com maior desigualdade entre capital e o resto do estado. Enquanto no estado o índice de médicos por usuários do SUS é de 2,54 por 1.000, ele chega a 7,67 entre beneficiários de planos. Em Vitória, esses números sobem para 25,52 e 15,72, respectivamente.

Chama a atenção especialmente o número de postos ocupados por médicos em estabelecimentos públicos por habitante no SUS (25,52 por 1.000 habitantes), o que corresponde a 6,8 vezes mais que a média de todas as capitais.

Cuiabá, Macapá, Teresina, Belém, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Palmas, São Luiz, Maceió, Salvador, Campo Grande e Brasília têm menos de 3 postos de trabalho médico ocupados no SUS por 1.000 usuário do serviço público.

Indicador mostra desigualdade na distribuição dos médicos entre os setores público e privado

Para lidar com as diferenças na oferta de médicos entre usuários do SUS e os clientes de planos de saúde, o estudo desenvolveu o Indicador de Desigualdade Público/Privado (IDPP).

Trata-se da razão entre posto de trabalho médico ocupado em estabelecimento privado por 1.000 habitantes, sobre a razão posto de trabalho médico ocupado em estabelecimento público por 1.000 habitantes.

Quando o resultado é menor que 1, significa que há mais postos de trabalho médico ocupados no setor público proporcionalmente a seus usuários que no segmento privado, em relação a seus beneficiários.

Se é igual a 1, indica que a relação é a mesma. Se o indicador é maior que 1, significa que existem mais postos ocupados no setor privado, sempre em relação à população coberta.

O cálculo demonstra que a razão de desigualdade em todos os estados é muito acima de 1 – a média é de 3,90, indicando que em todos há proporcionalmente muito mais médicos à disposição de usuários privados que de usuários exclusivos do SUS.

Entre as capitais, no entanto, três delas têm o indicador abaixo de 1, com mais postos de trabalho médicos a serviço do setor público que profissionais no setor privado – Vitória, Rio de Janeiro São Paulo.

Os estados do Rio de Janeiro e da Bahia ilustram os dois extremos no IDPP. Tomando-se o número de médicos cariocas ocupados nos estabelecimentos privados em relação a 1.000 habitantes beneficiários desses serviços, tem-se a razão de 5,9. No setor público, a relação é de 3,6 postos ocupados por 1.000 usuários/SUS. A razão do primeiro sobre o segundo é de 1,63.

Por sua vez, na Bahia, há 15,1 postos de trabalho ocupados no setor privado por 1.000 beneficiários. No setor público, a relação é de 1,2 posto de trabalho médico ocupado por 1.000 usuários/SUS. A razão do IDPP é de 12,5.

O resultado não mostra se há sobra ou falta de médico nesses estados, mas aponta que os cariocas que utilizam o serviço público contam com um número de médicos bastante próximo daqueles que se valem de planos privados de saúde. Já entre os baianos, há uma enorme diferença entre essas duas populações, com grande desvantagem para os usuários exclusivos do SUS.

O IDPP, portanto, ajuda a visualizar o nível de disparidade entre o Brasil da assistência médica privada e o Brasil do usuário que depende exclusivamente do SUS. No país como um todo, o IDPP é de 3,90, indicando um alto índice de desigualdade tanto entre as regiões quanto entre as capitais.

Setor privado da saúde atrai mais médicos

O levantamento indica que o setor privado oferta cada vez mais posto de trabalho para população médica brasileira.

A conclusão do levantamento realizado pelos conselhos de Medicina levou em consideração os dados de três anos distintos – 2002, 2005 e 2009 –, para os quais há informações disponíveis sobre postos de trabalho médico ocupados (série histórica da pesquisa AMS-IBGE).

Nos anos selecionados, o número de médicos em geral cresceu 14,8% em sete anos: foi de 305.934 médicos, em 2002, para 330.381, em 2005, e 359.254, em 2009.

Mas ao se analisar, nos mesmos anos, o crescimento dos postos de trabalho médico ocupados, observa-se uma evolução diferenciada nos setores público (72.156 postos a mais) e privado (98.350 postos). A diferença a favor do privado é potencialmente maior considerando-se o tamanho das populações cobertas pelos SUS e pelos planos privados.

Além da distribuição injusta de médicos, não são poucas as desigualdades geradas por uma estrutura de financiamento e de oferta de serviços que privilegia o privado no sistema de saúde brasileiro.

Nos países com sistemas de saúde universais consolidados, mais de 65% dos gastos com saúde são públicos, a exemplo de Reino Unido (83,6% de gastos públicos), França (76,7%), Alemanha (75,7%), Espanha (72,1%), Portugal (69,9%) e Canadá (68,7%). No Brasil, o total de gastos públicos atinge apenas 45,7% do total destinado à saúde, situação agravada pelo subfinanciamento crônico e pela não regulamentação da Emenda Constitucional 29.

Outras informações:

Assessoria de Imprensa do CFM 
Fone: 61-3445-5940 // E-mail: imprensa@portalmedico.org.br

Rádio Jovem Pan FM - Ao vivo e online

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" espero que contratação em reforma nas escolas não seja para pagar dívida de campanha " - Heloísa Helena

Um dia após a coletiva do secretário de Educação e Esportes, Adriano Soares, sobre a reforma de 163 escolas- sem licitação- o assunto foi discutido na Câmara de Vereadores por Heloísa Helena (PSOL). 

"Não sou defensora do quanto pior melhor. Espero que a contratação desta empreiteira seja para reformar as escolas e não para pagar dívida de campanha eleitoral", disse a vereadora. 

O anúncio de Soares, na manhã de terça-feira, das escolas a serem reformadas vem em meio a uma guerra entre o secretário e os procuradores. É que o secretário contratou uma empreiteira, sem licitação, para o início dos trabalhos, alegando que existe um decreto de urgência administrativa- argumenta que a estrutura das escolas ameaça a vida dos alunos.

A Procuradoria Geral do Estado, porém, defende que seja aberta licitação- mecanismo legal para a contratação de empresa e execução dos trabalhos. Os procuradores levaram o caso ao Ministério Público Estadual. 

Soares levou- também- o caso ao MP e disse que vai acionar órgãos de fiscalização- como Tribunal de Contas- para acompanhar o uso da verba pública.

Odilon Rios
reporteralagoas.com.br

Depois de vender o banco Panamericano e Lojas do Baú da Felicidade,Silvio Santos não poderá mais cantar o "Lá, lá, lá lá"


A vida não está nada fácil pro ex-dono do Baú. Depois de precisar vender o bancoPanamericano, que sofreu perdas por má administração, passar as famosas Lojas do Baú da Felicidade para uma rede de magazines,Silvio Santos perdeu o direito de cantar o famoso “Lá, lá, lá lá” aos domingos.



Desde 2001 Silvio e o SBT estão numa disputa judicial com o dono do jingle,Archimedes Messina. O senhor, de 80 anos, decidiu processar Silvio por uso indevido da canção utilizada por ele todos os domingos para anunciar o início de suas atrações.

A musiquinha, que é marca (não) registrada, não poderá mais ser executada e o dono do canal de TV deverá pagar cerca de R$ 5 milhões ao criador, ou comprar os direitos de execução. 

O processo já chegou à última instância e não cabe mais recursos e, depois de mais de 40 anos, oBrasil corre o risco de não ouvir mais o famoso “Silvio Santos vem aí...”. Messina ainda acusa o “Patrão” de danos morais e materiais. 

Parece que os domingos não serão mais os mesmos daqui para frente...

UOL

29/11/11

Nota do Conselho Superior da PGE de Alagoas diz que Adriano Soares cometeu um desvio de conduta



O CONSELHO SUPERIOR DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS, ÓRGÃO MÁXIMO DESTA INSTITUIÇÃO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei Complementar nº 07/1991 e em defesa da Procuradoria Geral do Estado de Alagoas, vem a público manifestar total repúdio aos fatos inverídicos e às expressões desqualificadas articuladas no Despacho SEE/GAB publicado no DOE de 23/11/2011, na forma a seguir.

Inicialmente, vem externar a todos os Procuradores de Estado da Procuradoria Geral do Estado de Alagoas sincero respeito e reconhecimento pelo desenvolvimento exemplar das funções do cargo, sempre pautado no ordenamento jurídico e visando sempre ao interesse público.

Por outro lado, inadmissível que o gestor da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, órgão da mais fundamental importância para o desenvolvimento do Estado de Alagoas, venha a público atacar esta Instituição e seus componentes por meio de locuções mal-educadas e fatos que não denotam a verdadeira realidade. “Aquele que diz uma mentira não sabe a tarefa que assumiu, porque está obrigado a inventar vinte vezes mais para sustentar a certeza da primeira” (Alexander Pope).

O conteúdo do indicado Despacho, sob a pretensa forma de parecer jurídico, dá conta da irresignação do Secretário de Estado da Educação e do Esporte frente à manifestação técnica desta PGE/AL no sentido da ilegalidade da contratação, com dispensa de licitação, da empresa ABR Engenharia Ltda para a prestação de consultoria técnica específica na elaboração de um programa de monitoramento e gerenciamento da qualidade das especificações da rede física escolar do Estado de Alagoas, com base em vistoria, cadastro e elaboração de projetos para recuperação e obras de melhoramento, conservação e ampliação, acompanhado de fiscalização, supervisão e controle, ao custo de R$ 5.565.914,89 (cinco milhões, quinhentos e sessenta e cinco mil, novecentos e catorze reais e oitenta e nove centavos). E nesse mister, lamentavelmente, arvora-se o Secretário de Estado da Educação e do Esporte da qualidade de Procurador de Estado, embora jamais tenha sido aprovado em curso público para o provimento do cargo.

Esquece o gestor público, entretanto, que o resguardo e o controle da legalidade e da moralidade públicas, bem assim o assessoramento jurídico ao Governador do Estado e aos órgãos da administração direta, competem exclusivamente à Procuradoria Geral do Estado, o que, no caso da contratação em pauta, foi realizado de forma legítima e escorreita por meio do Parecer PGE/LIC nº 1282/2001, do Despacho PGE/LIC nº 652/2011 e do Despacho PGE/PLIC/CD nº 2222/2011.

Ressalte-se, da instrução processual, a ilegalidade da terceirização dos serviços, frente às atribuições institucionais do SERVEAL e da própria SEINFRA/AL; a artificialidade da emergência, fruto de desídia e falta de planejamento por parte da Administração; e, principalmente, o fato de o CNPJ da empresa ABR Engenharia Ltda vedar expressamente sua contratação para “consultoria técnica específica”. E, não bastasse, a mesma instrução processual revela ainda fatos, no mínimo, curiosos, que demandam maiores esclarecimentos e investigações pelos órgãos competentes, a exemplo de a empresa ABR Engenharia Ltda ter recebido carta-consulta da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte no dia 08/09/2011 e já apresentar, em menos de 24h, sua proposta no dia 09/09/2011, embora esta estivesse condicionada à visita a todos os locais onde as obras serão executadas, bem assim de a empresa ABR Engenharia Ltda ter apresentado 01 (uma) única Anotação de Responsabilidade Técnica, relativa à execução de contrato no valor de R$ 319.958,71 (trezentos e dezenove mil, novecentos e cinquenta e oito reais e setenta e um centavos), montante amplamente inferior àquele do contrato que o Secretário de Estado da Educação e do Esporte gostaria que a Procuradoria Geral do Estado aprovasse, sem a regular instrução processual.

Cumpria ao Secretário de Estado da Educação e do Esporte, então, unicamente obedecer à decisão da Procuradoria Geral do Estado, vinculante para todos os órgãos da Administração Pública Estadual. Preferiu, contudo, o dito gestor estadual proceder à ilegal contratação da empresa ABR Engenharia Ltda, emitindo Ordem Inicial de Serviço, a despeito da não aprovação pela PGE/AL e, ainda mais grave, a despeito da ausência de autorização por parte do Chefe do Poder Executivo Estadual.

Com isso, o que denota o Despacho SEE/GAB publicado no DOE de 23/11/2011 é tão-somente a atuação imprópria do Secretário de Estado da Educação e do Esporte, em desrespeito ao ordenamento jurídico posto, em especial à Lei Federal nº 8.429/1992, quando constitui ato de improbidade administrativa dispensar indevidamente processo licitatório (art.10, VIII), e à Lei Federal nº 8.666/1993, quando criminaliza a não observância das formalidades pertinentes à dispensa de licitação, prevendo pena de detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa (art.89).

Os membros que compõem a Procuradoria Geral do Estado cumprem sua missão institucional, visando sempre ao interesse público, posicionando-se nos prazos previstos na legislação em vigor e na melhor forma do direito, com absoluta aversão a interesses escusos e contrários à lei.

Dadas a gravidade da matéria e a possibilidade de cometimento de ato de improbidade e crime penalmente tipificado, pois, que a Secretaria deste Conselho Superior providencie cópia do processo administrativo n.º 1800-8441/2011 e remeta ao Ministério Público do Estado de Alagoas.

Postas estas considerações, a unanimidade dos Conselheiros do Conselho Superior da Procuradoria Geral do Estado de Alagoas lamenta profundamente o desvio de conduta perpetrado pelo Secretário de Estado da Educação e do Esporte, ao tempo em que espera do Chefe do Executivo Estadual a adoção das medidas que o caso requer.

CONSELHO SUPERIOR DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO, em 24 de novembro de 2011.

Charles Weston Fidelis Ferreira – Presidente

Conselheiros: 
Maurício de Carvalho Rêgo, Camille Maia Normande Braga, José Alberto Moreira Casado, José Cláudio Ataide Acioli, Renato Lima Correia e Teodomiro Andrade Neto

Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades



Resultados de pesquisa sobre a Demografia Médica no país serão divulgados na quarta-feira

Números que serão apresentados à imprensa na quarta-feira traçam o perfil desse segmento de profissionais e fazem o diagnóstico da desigualdade na assistência em saúde

O Brasil é um país marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso à assistência médica. Uma conjunção de fatores – como a ausência de políticas públicas efetivas nas áreas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos – tem contribuído para que a população médica brasileira, apesar de apresentar uma curva constante de crescimento, permaneça mal distribuída pelo território nacional, com vinculação cada vez maior aos serviços prestados por planos de saúde, pouco afeita ao trabalho na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estas são algumas das conclusões da pesquisa Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O estudo – coordenado pelo pesquisador Mario Scheffer – traça o perfil desse segmento e desnuda as tendências que apontam distorções que afetam todo o país.

Os resultados da pesquisa inédita, que traz informações sobre o número de médicos no país, distribuição desse segmento por faixa etária, sexo, local de residência e tipo de vínculo de trabalho (público ou privado), além de várias outras informações, serão apresentados à imprensa em coletiva na sede do CFM (SGAS 915 Lote 72 – próximo à LBV), às 12h00. Na oportunidade, pesquisadores e diretores do CFM e do Cremesp estarão à disposição para esclarecer dúvidas e ajudar na leitura dos dados disponíveis.

SERVIÇO: 
Apresentação de resultados da pesquisa Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades
Data: 30 de novembro de 2011
Local: Sede do CFM (SGAS 915 Lote 72 – próximo à LBV), às 12h00.
Outras informações: Assessoria de Imprensa do CFM 
Fone: 61-3445-5940 /// E-mail: imprensa@portalmedico.org.br

Fraude que envolve ex-senador chegaria a R$ 1 bi : Grupo articulava a entrada em Alagoas, na Paraíba e no Ceará



Uma série de artifícios jurídicos tirou dinheiro indevidamente do bolso do proprietário de veículo no Rio Grande do Norte com o único objetivo de abastecer os cofres de uma quadrilha, formada por empresários, advogados, políticos e diretores de órgãos públicos. Com apenas uma das fraudes, o grupo criminoso pretendia faturar R$ 1 bilhão ao longo de 20 anos de exploração de uma concessão pública, obtida mediante fraude. Essas são algumas das conclusões apontadas pelo Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte no pedido de prisão de 14 pessoas – entre elas, o suplente do senador e presidente do DEM, José Agripino (RN), João Faustino (PSDB) – pela Operação Sinal Fechado, deflagrada na manhã de quinta-feira (24) com o apoio da Polícia Militar.

Além do ex-deputado federal e ex-senador João Faustino, atual suplente do senador José Agripino (DEM-RN), foram presos um ex-diretor do Detran-RN e empresários que atuam na área de expedição de documentos para veículos. O Ministério Público também pede o bloqueio dos bens dos acusados em valor correspondente a R$ 35 milhões. As denúncias respingam, ainda, em dois ex-governadores: Iberê Ferreira (PSB) e Wilma de Faria (PSB), considerados suspeitos de acobertar os esquemas operados entre 2008 e 2010.

Cobranças ilegais

Nesse período, o proprietário de veículos no Rio Grande do Norte se viu obrigado a fazer pagamentos que, segundo as denúncias, abasteceram os cofres dos personagens envolvidos: o registro em cartório do financiamento bancário de veículos novos ou usados e o serviço de inspeção veicular ambiental. O grupo beneficiário se valia do pagamento de propina a servidores públicos, promessas de vantagens indevidas, fraudes em licitações e tráfico de influência. No caso das taxas por registro, o proprietário pagava de R$ 130 a R$ 800, conforme o veículo.

Os seis promotores que assinam a petição sustentam que, no caso da inspeção veicular ambiental, a quadrilha fraudou desde o processo de elaboração da lei, em meados de 2009, até o processo licitatório, em 2010. De acordo com a denúncia, o grupo teve influência até para determinar o modelo de prestação do serviço — por meio de concessão —, o que permitiria a obtenção de elevados lucros com o contrato, em detrimento dos cofres públicos e dos contribuintes. O esquema girava em torno do Consórcio Inspar, formado por um grupo de empresas sob a coordenação de George Anderson Olímpio da Silveira, apontado pelos investigadores como chefe da quadrilha.

Os idealizadores do consórcio chegaram a trocar mensagens eletrônicas, interceptadas pela Justiça, definindo o teor da própria lei que tornou obrigatória a inspeção de todos os veículos no estado. Ainda segundo as apurações, elaboraram o edital de licitação direcionado e até ditaram as respostas às impugnações dos concorrentes. O negócio garantiria um faturamento bruto anual de R$ 40 milhões para o grupo. Ou seja, cerca de R$ 1 bilhão ao longo das duas décadas de exploração da concessão, considerando-se aí eventuais correções. A Procuradoria Geral da República recorreu contra a lei estadual no STF (Supremo Tribunal Federal), alegando inconstitucionalidade: o assunto não poderia ser tratado por lei estadual e o Estado não poderia dar “poder de polícia” a uma empresa privada, já que esta cobraria “tarifa” dos proprietários de veículos. A ação ainda não foi analisada pelo Supremo, mas o atual governo do estado derrubou o contrato este ano apontando uma série de problemas contratuais.

Os dois casos apontam para o entrelaçamento de alguns personagens, segundo o Ministério Público Estadual, como o ex-diretor do Detran-RN Carlos Theodorico de Carvalho Bezerra, autor da portaria que resultou na obrigatoriedade de registro em cartório dos contratos de financiamento de veículos, e o ex-procurador do órgão Marcus Vinicius Furtado da Cunha. O empresário George Anderson, do Consórcio Inspar, é acusado de também estar por trás da empresa terceirizada contratada pelo Detran para registrar os contratos dos veículos financiados. A prestação desse tipo de serviço por uma empresa privada foi coibida após ação do próprio Ministério Público do Rio Grande do Norte no ano passado.

Contatos com prefeitura de Kassab

As interceptações telefônicas e as trocas de mensagens eletrônicas citadas na denúncia mostram que o grupo demonstrava desenvoltura com agentes públicas de outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, e que articulava a entrada em Alagoas, na Paraíba e no Ceará. Um dos lobistas envolvidos chega a citar contatos com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), embora sem detalhar o teor da conversa. Curiosamente, suspeitas de irregularidade na área de inspeção veicular levaram o Ministério Público Estadual de São Paulo a pedir, ontem (24), o afastamento do prefeito paulistano.

O ex-governador Iberê Ferreira, que concluiu o mandato de Wilma de Faria quando ela renunciou ao cargo para disputar sem sucesso o Senado, é tratado como “possível ‘eminência parda’” por trás de George Olímpio. Os investigadores alegam que têm provas de que ele recebeu pelo menos R$ 1 milhão do esquema e que teria sido agraciado com cotas de participação nos lucros futuros do consórcio. O ex-governador reagiu ontem com veemência à denúncia. Negou ter qualquer responsabilidade sobre o caso e acusou o Ministério Público de tentar “macular” sua imagem como homem público. “Ao final, manterei minha reputação ilibada, jamais desapontando aqueles que sempre depositaram confiança em mim”, afirmou (leia a íntegra da nota). Ele teve sua casa vasculhada por policiais e seus bens bloqueados.

Os promotores sustentam que Iberê contribuiu decisivamente para a contratação irregular do grupo e para a contratação fraudulenta da empresa que ficava com o dinheiro do registro dos veículos. Uma empresa constituída no Paraná, mas que estaria a serviço do mesmo grupo que criou o consórcio, foi contratada para prestar o serviço para o Detran-RN. Na nota à imprensa, o ex-governador diz não ter cometido nenhum tipo de ingerência no Detran e que o órgão tinha autonomia para cuidar dos processos licitatórios.

Suplente é “lobista”

O tucano João Faustino, que chegou a exercer o mandato de senador ano passado como suplente de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), é apontado como um “lobista” pelos investigadores. O atual suplente de José Agripino é acusado de receber, em troca de favores, pagamentos mensais de R$ 10 mil dos empresários George Olímpio e Marcus Procópio. O tucano, ainda de acordo com a acusação, recebeu promessa de participação em lucros futuros do Consórcio Inspar. A petição também levanta suspeitas sobre um dos filhos do suplente de senador.

Mensagens interceptadas pelos investigadores mostram que Faustino, mesmo na suplência, tentou abrir portas para o grupo no Senado em 2008. Numa das gestões, ele tentava ajudar o grupo a barrar uma alteração numa medida provisória que impedia as instituições públicas a firmarem convênios com cartórios para o registro de veículos. As tentativas ocorreram quando Garibaldi Alves Filho, de quem o tucano era suplente, presidia o Senado, em 2008. Mas, de acordo com as investigações, a gestão do suplente não chegou a impedir a aprovação da mudança das regras. As mensagens, no entanto, deixam claro que era George quem estava por trás do instituto contratado inicialmente para o registro de veículos. Ele é apresentado como presidente da entidade.

Os investigadores afirmam que é preciso apurar o eventual envolvimento da ex-governadora, o que ainda não está claro, segundo eles. Wilma enviou à Assembleia Legislativa o projeto que resultou na lei que tornou obrigatória a inspeção veicular a partir do segundo emplacamento no Rio Grande do Norte. A proposta foi elaborada com a “participação ativa de membros da organização criminosa”, argumentam os promotores. Eles admitem que não há ainda elementos sólidos que sustentem que ela tinha conhecimento do caso, embora sejam mais contundentes em relação ao filho dela, o advogado Lauro Faria. Segundo a petição do Ministério Público Estadual, ele recebia promessas de participação em lucros futuros do consórcio em troca de ajuda no governo, além de pagamentos mensais de R$ 10 mil.

O contrato do governo potiguar com o Consórcio Inspar foi rompido no início do ano pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), após o surgimento de suspeitas de irregularidades na elaboração do contrato e de superfaturamento nos serviços executados. Rosalba é casada com um primo do senador José Agripino, que preside nacionalmente o seu partido, e que tem João Faustino como suplente. “O passado de João Faustino é suficiente para garantir credibilidade ao que ele venha a dizer sobre esse assunto”, disse Agripino ontem, por meio de sua assessoria.

Após o rompimento do contrato, João Faustino telefonou para o empresário George Anderson, acusado pelo Ministério Público de chefiar a quadrilha, para prestar solidariedade. Eis o relator do diálogo, segundo os promotores:

“João Faustino liga para George e diz: ‘Ligando para lhe dar um abraço. Dizer que eu estarei sempre do seu lado, viu?’. George diz: ‘Tá, muito obrigado, eu sei disso’. João Faustino continua: ‘Sempre… sempre do seu lado. Você tá sendo injustiçado, tá sendo massacrado, mas vai ganhar, vai ser o grande vitorioso desse processo todo. E conte comigo, viu?… Vá repousar… o repouso do guerreiro… a gente se encontra amanhã, George.’ Desligam após se despedir.”

Secretário de Fernando Henrique

João Faustino é um velho conhecido dos tucanos. Foi secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e subchefe da Casa Civil do então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por dois anos e meio. Exerceu três mandatos de deputado federal. Concorreu sem sucesso ao governo do Rio Grande do Norte em 1986. Ontem no início da noite (24), a Justiça negou o pedido de prisão domiciliar feito pelo suplente de senador, que alegou problemas de saúde e idade avançada. Ele tem 69 anos.

Até o início da noite de ontem (24), apenas dois dos 14 mandados de prisão ainda não haviam sido cumpridos: um em Natal e outro em São Paulo. As prisões e buscas foram determinadas pela juíza da 6ª Vara Criminal de Natal Emanuella Cristina Pereira Fernandes, que também determinou o sequestro de bens de diversos investigados.

A Operação Sinal Fechado tem o apoio dos Ministérios Públicos dos Estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, e a colaboração da Polícia Militar do RN, com diligências simultâneas em Natal, Parnamirim (RN), São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Ao todo, foram mobilizados 40 promotores de Justiça e mais de 250 policiais, que cumpriram as ordens judiciais. A investigação é conduzida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Natal, com o auxílio do GAECO/RN (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado

Nota da secretaria de saúde do Ceará alerta para prevenção e controle da Influenza ( gripe ) A H1N1

Com a preocupação de orientar e alertar os profissionais de saúde no reforço das ações de prevenção e controle da gripe H1N1, a Secretaria da Saúde do Estado lançou no final da tarde desta segunda-feira, 28, a Nota de Alerta Influenza. Divulgou ainda nota técnica orientando para o diagnóstico precoce e tratamento de casos suspeitos.

A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, através do Núcleo de Vigilância Epidemiológica/Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde (Nuvep/Coprom), vem alertar os profissionais de saúde para a intensificação das ações de controle e prevenção de Influenza no Estado e atualizar dados sobre o surto de Influenza no município de Pedra Branca.


Cenário atual da circulação do vírus H1N1 – 2009

Depois de definida, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a fase pós-pandêmica, em agosto de 2010, o vírus da influenza pandêmica (H1N1) 2009 continuou a circular no mundo, com diferente intensidade em vários países. A OMS alerta que o vírus H1N1 – 2009 pode ter se tornado mais um vírus de influenza de comportamento sazonal. Há, portanto, necessidade de manter alerta a vigilância epidemiológica e os serviços, com a realização de ações preventivas, pois surtos e epidemias podem ocorrer por esse vírus, que tem a característica de causar casos graves, semelhantes aos demais vírus sazonais.

No Brasil, durante os primeiros meses de 2011, identificou-se a circulação de vários vírus respiratórios. Porém, a frequência de Síndrome Gripal (SG) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) se manteve baixa. No Rio Grande do Sul, a partir da semana epidemiológica 20(15/05 a 21/05), foram confirmados casos de SRAG por influenza pandêmica (H1N1) 2009. Até a Semana Epidemiológica(SE) 46 (13 a 19/11/11) foram confirmados 162 casos, nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, com 14 óbitos confirmados. Não há evidencias de que a situação atual evolua para o cenário pandêmico de 2009.

No Ceará, até a SE 46 (13/11/11 a 19/11/11), foram notificados 9 casos suspeitos de SRAG por influenza pandêmica (H1N1) 2009. Todos os casos foram descartados. Na SE 47 (20/11/11 a 26/11/11), foi notificado um surto de doença respiratória no município de Pedra Branca, com diagnóstico a esclarecer. Até 28/11/11, 13 casos de influenza pandêmica (H1N1) foram confirmados, 2 casos foram descartados e 3 amostras serão reprocessadas, entre as 18 amostras analisadas.

Surto de Influenza H1N1 – 2009 no município de Pedra Branca

Observou-se, no pronto atendimento do Hospital Municipal de Pedra Branca, entre os dias 18 e 23/11/11, um aumento do número de atendimentos de estudantes de uma Escola de Ensino Profissional do município. Foram atendidos 51 estudantes e um professor, além de 20 pessoas que não fazem parte do grupo escolar, mas que eram contatos dos adolescentes acometidos. Os principais sintomas apresentados pelos acometidos foram febre, cefaleia, tosse, mialgia e dor de garganta.

Após investigação in loco, a equipe do CIEVS/CE (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) encaminhou amostras de espécimes clínicos dos pacientes para investigação de vários agravos, inclusive influenza. Das 18 amostras coletadas de swab de nasofaringe, 13 eram positivas para Influenza H1N1 (2009). A partir do diagnóstico, até o presente momento 286 casos foram notificados.

Pedra Branca é um município da 8ª CRES (Quixadá) com 42.156 habitantes, que possui um razoável contingente de migrantes que passam a maior parte do ano no trabalho de corte de cana no estado de São Paulo nas cidades de Leme, Pontal, Aguaí, Santa Cruz das Palmeiras e Ribeirão Preto e retornam para sua cidade natal a partir do mês de novembro. Apesar de não haver dados quantitativos, esse ciclo faz parte da cultura do município e pode ser relatada como possível forma de introdução do vírus no município, pois cinco casos graves foram confirmados este ano no estado de São Paulo, inclusive na cidade de Ribeirão Preto.

Medidas preliminares implementadas pelo Município de Pedra Branca

- Suspensão das aulas até o esclarecimento da causa do surto de doença respiratória;
- Elaboração de relatório do surto encaminhado à Secretaria da Saúde do Estado;
- Investigação das instalações sanitárias e da central de ar da escola acometida, com coleta de amostras de água em recipientes estéreis dos locais: caixa d´`agua, cisterna e bebedouro, e encaminhados ao LACEN – Fortaleza;
- Solicitação de visita técnica do CIEVS/NUVEP/COPROM/SESA-CE;
Visita Técnica da equipe composta por Médico Infectologista, Coordenadora do CIEVS/NUVEP/COPROM/SESA-CE, Técnico do Laboratório do LACEN/CE

- Recomendações:

· Visita à escola com orientação aos alunos acometidos a permanecerem em repouso domiciliar por sete dias, hidratação oral e manutenção da alimentação;
· Orientação à medidas de prevenção individual e da comunidade como higienização das mãos,etiqueta respiratória, circulação de ar em locais fechados e cuidados em locais com aglomeração de pessoas;
· Uso de máscaras cirúrgicas nos sintomáticos respiratórios nas salas de espera para
atendimento médico;
· Retomado fluxo letivo para segunda-feira, dia 28/11/11;
· Coleta de amostras de espécimes clínicos para investigação de vários agravos, inclusive influenza;
Medidas implementadas após visita Técnica ao Município de Pedra Branca
- Análise de mais 90 fichas de pacientes acometidos atendidos no Hospital Municipal;
- Elaboração de lista nominal dos acometidos e notificação dos casos suspeitos no SINAN surto;
- Acompanhamento do estado de saúde dos acometidos para avaliação de surgimento de sinais de alerta e gravidade;
- Atualização diária do número de casos notificados.
Medidas implementadas pela Secretaria da Saúde do Estado
- Envio de Fosfato de Oseltamivir 75 mg (500 tratamentos) e Zanamivir 5 mg (480 tratamentos),utilizado em casos de intolerância à droga de primeira escolha (Oseltamivir).
- Avaliação das coberturas vacinais, do município e do estado, da campanha de vacinação contra influenza, realizada entre os meses de abril e maio de 2011.
- Distribuição de material educativo, sobre a etiqueta respiratória, medidas de prevenção e manejo clínico da doença;
- Envio de UTI móvel com equipe de profissionais, para suporte em ocorrência de casos graves, visto que o município de Pedra Branca não possui UTI hospitalar.

Nenhum dos casos notificados evoluiu para forma grave. Podemos considerar que a população de risco (crianças de 6 meses a 2 anos, idosos, gestantes e trabalhadores de saúde) do município foi vacinada, atingindo coberturas satisfatórias durante a campanha de vacinação em maio de 2011.

A medida que ações preventivas estão sendo implementadas, espera-se que a ocorrência dos casos diminua progressivamente. A atualização da situação epidemiológica do município deverá ocorrer diariamente a partir das 16:00 hs. Esta periodicidade poderá ser modificada de acordo com a situação epidemiológica.

Demais Informações:

· Novo protocolo atualizado de manejo clinico e vigilância epidemiológica da influenza – versão 2011, em vigor, disponível nos sites da SESA e MS.
· Núcleo de Vigilância Epidemiologia/Centro de Informações Estratégicas de
Vigilância em Saúde do Ceará – CIEVS-CE, da SESA. Rua Almirante Barroso, 600,
Praia de Iracema, Fortaleza. Fone: 31014860 / 31015214 / 31015215 (Plantão)
· 8ª CRES – Quixadá: Rua Juscelino Kubitschek, nº 199, Alto São Francisco. Fone:
(88) 3445.1011
· Secretaria Municipal de Pedra Branca - e-mail: marrocos.gestaosus@hotmail.com
Referências :
Disque Saúde do Ministério da Saúde: 0800-61-1997
- Secretaria da Saúde do Ceará:
http://www.saude.ce.gov.br
- Ministério da Saúde: http://www.saude.gov.br
- ANVISA: http://www.anvisa.gov.br

Governo endurece regra de convênios com entes da União


Portaria impõe maior controle de contratos e mais transparência para investimentos públicos assinados com Estados e municípios

Assim como já havia feito com as ONGs, o governo federal tornou mais rígidas as regras para a assinatura de convênios da União com Estados e municípios. Portaria publicada ontem no Diário Oficial determinou o aumento do controle desses contratos, além de criar novas regras de transparência para os investimentos públicos assinados com os governos e prefeitos.

A partir de agora, para assinar os convênios com a União, os Estados e os municípios terão de comprovar o pagamento de precatórios judiciais e demonstrar que divulgaram sua execução orçamentária e financeira pela internet, de forma detalhada. Também fica mais clara a responsabilidade de cada ente federado na responsabilidade dos contratos.

Para os contratos com valor inferior a R$ 750 mil, a União deverá depositar 50% do valor total após a assinatura do convênio. O restante será pago durante a realização da obra, com liberação de uma primeira parcela de 30% e a outra de 20%, totalizando os 100% do governo federal. Com isso, a União tentará evitar que obras fiquem paradas por falta de pagamento dos convênios ou por falta de execução dos trabalhos por parte do conveniado.

A Portaria Interministerial 507 foi assinada pelos ministros Miriam Belchior (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda) e Jorge Hage (Controladoria-Geral da União). Visa a criar mecanismos de controle dos convênios, visto que o sistema atual estava sujeito a fraudes. Os principais escândalos do governo da presidente Dilma Rousseff ocorreram justamente na assinatura de convênios envolvendo principalmente as ONGs. Já derrubaram três ministros - Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte) e agora ameaçam Carlos Lupi (Trabalho).

No dia 11, outra portaria assinada pelos três ministros criou mecanismos de controle específicos para as ONGs e determinou um "pente fino" nos convênios.

Repasses. Entre 23 de outubro e 22 de novembro, o governo federal repassou R$ 5,9 bilhões para 3.352 convênios. De 1996 até agora, a União assinou com ONGs, Estados e municípios, 404.795 contratos, num repasse total de R$ 243,4 bilhões.

Pela portaria, só podem celebrar convênios com o governo federal entidades que comprovarem que estiverem em exercício pleno de suas atividades há pelo menos três anos. Têm de mostrar ainda que sua especialidade é aquela para a qual estão se candidatando. Desde então, está proibida a assinatura de contratos com ONGs ou entidades sem fins lucrativos que são montadas em cima da hora.

A sucessão de escândalos acabou confirmando o que vinha noticiando o Estado desde fevereiro: inúmeras entidades de fachada recebiam o dinheiro e o desviavam, sem prestar o serviço da parceria para a qual haviam se candidatado.

Tanto a portaria de ontem quanto a publicada no dia 11 obedecem ao que determina o decreto 7.592, de 28 de outubro, assinado pela presidente Dilma Rousseff. Por esse decreto, a presidente da República determinou a suspensão de contratos com ONGs e entidades privadas sem fins lucrativos até que seja avaliada a regularidade da execução do que foi contratado pelo governo até agora.

O decreto assinado pela presidente estabeleceu ainda prazo de 30 dias - que termina nesta quarta-feira - para que a avaliação seja concluída por todos os órgãos e entidades da administração pública federal.

A revisão trata de contratos firmados até o dia 16 de setembro deste ano, mas a suspensão de repasses de verbas ficou valendo para todas as entidades privadas sem fins lucrativos, bem como a proibição de novos contratos nesse período. Além disso, o ministro passa a ser responsabilizado pelos convênios.

Autor(es): JOÃO DOMINGOS
O Estado de S. Paulo - 29/11/2011

Conceição, Bresser e Lessa querem que o real seja desvalorizado


A desvalorização do real e a adoção de salvaguardas para defender a indústria do país da concorrência chinesa foram as medidas defendidas ontem pelo PT e seus aliados PDT, PSB e PC do B, via suas respectivas fundações de estudos e pesquisas, durante o seminário "A Crise do Capitalismo e o Desenvolvimento do Brasil", realizado no Rio de Janeiro.

A desvalorização do real foi proposta pelo menos por três dos mais importantes palestrantes, os economistas Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro da Fazenda (governo José Sarney) e da Administração (primeiro governo Fernando Henrique Cardoso), Carlos Lessa, ex-presidente do BNDES (primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva) e Maria da Conceição Tavares, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Conceição também defendeu a adoção de medidas protecionistas para defender a indústria da concorrência chinesa, no que foi seguida, no painel seguinte, pelo economista Ricardo Carneiro, professor da Universidade de Campinas (Unicamp). "Pode-se fazer por tarifas, subsídios, pode-se fazer por acordos com os países. Tem-se que fazer uma política agressiva com os chineses", disse Conceição, ressaltando que o Brasil só não pode é adotar nenhuma medida sem a prévia concordância dos seus parceiros do Mercosul para não correr risco de arranhar o encaminhamento da unidade na região.

"Estamos perdendo mercado na América do Sul mais rápido do que dentro do Brasil", disse Carneiro, fazendo eco com as propostas da economista. "É proteção cambial, tarifas... Não dá para ser pelo câmbio somente", completou, ressaltando que a simples desvalorização cambial vai acabar tendo impacto negativo sobre os salários.

Bresser Pereira, principal defensor da desvalorização cambial hoje no país, disse em rápida entrevista que já está comprovado em estudo que o efeito de uma desvalorização do real de 30% não seria tão deletéria assim sobre os salários. Segundo ele, os economistas José Luiz Oreiro e Nélson Marconi já demonstraram que para uma desvalorização de 30% as perdas salariais seriam de apenas 6%.

Bresser argumentou que a desvalorização, recuperando a competitividade da indústria, permitiria ao Brasil voltar a crescer, de forma consistente, a taxas de 5% a 6% ao ano. Nesse cenário, as perdas salariais seriam recuperadas, com sobras, em cerca de três anos. As perdas salariais e a aceleração inflacionária são os dois principais problemas vistos por Bresser no processo de desvalorização do real para cerca de R$ 2,40 por dólar.

"Depois da mudança vai ficar tudo azul, mas no processo há problemas", disse, ressaltando que os ganhos de competitividade para a economia compensam os percalços no caminho. "Passei anos procurando uma metáfora para explicar a importância do câmbio. Agora acho que encontrei: ele é um interruptor de luz que liga ou desliga as empresas tecnologicamente competentes da demanda mundial", explicou Bresser-Pereira, no evento.

Carlos Lessa disse que "o câmbio (desvalorizado) protege a indústria avançada da extinção", além de elevar a rentabilidade das commodities em real. Tanto ele como Bresser Pereira defenderam que, durante o processo de desvalorização da moeda brasileira, seria necessário também impor uma taxação sobre as exportações das commodities mais valorizadas.

Bresser mostrou que dessa forma os produtos não ficariam mais caros e os exportadores não perderiam nada, uma vez que a taxação, variável para cada produto, não ultrapassaria o limite do ganho obtido com a desvalorização cambial. Dessa forma, a desvalorização serviria apenas para aumentar a competitividade da indústria.

Os economistas disseram ainda que nada do que propuseram terá efeito se o governo não der continuidade à atual política de redução da taxa de juros básica que, na avaliação de Bresser, dever cair a um nível de 2% a 3% em termos reais.

Autor(es): Por Chico Santos e Diogo Martins | Do Rio
Valor Econômico - 29/11/2011

ARAPONGAS DO SENADO RASTREIAM ATÉ E-MAILS : OS SUPERPODERES DA POLÍCIA DO SENADO


Autor(es): » Josie Jeronimo » Alana Rizzo
Correio Braziliense - 29/11/2011

A terrível polícia secreta que tudo podia, a KGB, desapareceu com a extinta União Soviética. Mas fez escola. No Brasil, já se sabia da controvertida autorização para que a Polícia Legislativa do Senado usasse armas letais, abrisse e conduzisse inquéritos, utilizasse equipamentos de espionagem de última geração... Agora, sabe-se também que conta com poderes não conferidos nem mesmo à Polícia Federal, como a de espionar dados pessoais trocados por usuários da internet da Casa, mesmo sem a concordância da Justiça. A brecha, aberta por ato da Primeira-Secretaria do Senado, é criticada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. "A quebra do sigilo de dados somente é possível mediante ordem judicial", observa. O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, também aponta abusos. "É lamentável que o parlamento queira estabelecer esse tipo de arapongagem", argumenta



Além do uso de armas de fogo e de atribuições como efetuar revistas e prisões, servidores responsáveis pela segurança da Casa agora podem acessar e-mails pessoais de funcionários e até mesmo de parlamentares



Um ato da Primeira-Secretaria do Senado abriu brecha para a Polícia Legislativa acessar informações trocadas por usuários da internet da Casa sem precisar de ordem judicial para monitorar os dados. Com o argumento da apuração de irregularidades, o artigo 10 do Ato n° 14, de setembro de 2011, confere aos agentes o poder de mobilizar o Centro de Informática e Processamento de Dados do Senado (Prodasen) em busca de informações sobre dados de navegação dos internautas — incluindo os parlamentares.

O acesso a dados pessoais soma-se a uma série de prerrogativas que a Polícia Legislativa adquiriu ao longo dos últimos oito anos. A lista inclui o uso de armamento letal, a abertura e a condução de inquéritos e a utilização de aparelhos de contraespionagem (veja quadro).

As regras de utilização que atribuem "níveis adequados de confidencialidade" à rede do Senado preocupam os servidores. Funcionários temem que os computadores da Casa sejam alvo da rede de monitoramento, que inclui sofisticados equipamentos para varrer todas as frequências emitidas nas dependências do parlamento em busca de escutas, como mostrou o Correio na sexta-feira.

A assessoria da Casa alega que o ato "é baseado nos parâmetros legais da Casa, amparado por diplomas legais da Constituição e dos tribunais superiores". O acesso a informações da utilização da internet por servidores e usuários credenciados do Senado é embasado, ainda segundo a assessoria, em entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que concede às empresas o direito de monitorar o e-mail corporativo dos funcionários.

O assunto, no entanto, provoca grande polêmica entre os magistrados. Uma corrente de estudiosos sustenta que o monitoramento de e-mails corporativos configura assédio moral, e que é impossível acessar os dados estritamente empresariais sem esbarrar em informações pessoais. Já os defensores da transparência das correspondências corporativas afirmam que o sistema pertence à empresa provedora e escapa da esfera privada.

No entanto, o objetivo do Senado de elencar na lista dos poderes da polícia a missão de usar dados do suposto "mau uso" da internet em investigações internas é questionado. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisa que a discussão sobre o acesso aos dados de e-mails corporativos de funcionários ainda é ambígua, mas afirma que, a despeito do ato interno, a Polícia do Senado não tem poder para acessar informações da navegação de um usuário a fim de realizar investigação sem ordem judicial.

"A Polícia Legislativa tem outras atribuições, outros encargos um pouco mais relevantes do que esse, que seria praticamente bisbilhotar a utilização da internet por um servidor. A quebra do sigilo de dados somente é possível mediante ordem judicial, mesmo assim, específica, para investigar sob o ângulo penal. Não cabe à Polícia Legislativa essa atuação", argumenta Mello. Até mesmo na suspeita de que um servidor estivesse usando a rede da Casa para trocar imagens de pedofilia, o policial legislativo precisaria de uma ordem judicial, acrescenta o ministro.

"Arapongagem"
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirma que as polícias legislativas foram criadas como mecanismo de proteção dos parlamentares e estão extrapolando o campo de atuação. "A atuação da Polícia Legislativa é limitada ao âmbito do parlamento. Não pode fazer investigações, sob pena de estar invadindo uma área que não é dela. É lamentável que o parlamento queira estabelecer esse tipo de arapongagem. É o Estado cada vez mais dentro da casa do cidadão, bisbilhotando, na maioria das vezes, sem parâmetro legal."

Atribuições
Confira as prerrogativas que os servidores que exercem a função de proteção do parlamento ganharam a partir de 2004:

Armas de fogo e de choque
A Polícia Legislativa pode portar armas.

Rastreamento
Os agentes foram treinados para operar maletas utilizadas para varrer escutas instaladas nas dependências da Casa.

Monitoramento de e-mail
Os servidores têm o direito de solicitar dados de utilização da internet do Senado ao Prodasen.

Revista, busca, apreensão e detenção
Decisão do Congresso deu às polícias legislativas poderes "inerentes à polícia".

Inquéritos e sindicâncias
A Polícia Legislativa faz investigações, apesar de os dados apurados não apresentarem valor legal.