"A morte não espera por ninguém, muito menos por uma resposta forte do governador" - Presidente do CRM/AL



"A situação do Hospital Geral e da Santa Mônica é insustentável. É necessária uma mobilização geral de toda a sociedade, com apoio de deputados estaduais e dos vereadores de Maceió". O alerta em tom de desabafo é do presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Alagoas, Fernando Pedrosa. Nesta segunda-feira (25), ele participou de uma sessão especial na Câmara de Maceió que debateu as condições da saúde pública.

Integrantes de entendidas sociais e unidades de saúde também estiveram na sessão. No debate, eles colocaram em xeque a capacidade do município de Maceió em gerir o sistema e assistir os maceioenses, o que implicaria na sobrecarga do HGE e da Maternidade Santa Mônica. 

"Há quase 30 anos, a Unidade de Emergência era referência. Hoje, encontramos superlotação. Em tese, a área vermelha deveria atender, apenas, oito pessoas por vez. Atualmente, mais de 40 pessoas estão internadas. Na Santa Mônica, os médicos são ameaçados verbalmente e até fisicamente. Se a situação continuar, vamos solicitar que eles não trabalhem. É imperativo que o Estado garanta o atendimento da população e a segurança dos profissionais”, afirmou Pedrosa, revelando que, em decorrência da falta de estrutura, o centro cirúrgico do HGE chega a ser utilizado para internação. “Na superlotação, costumam utilizar todos os espaços até os centros cirúrgicos. Vamos operar nos corredores?", indagou.

O presidente do CRM-AL tenta mobilizar a sociedade para um grande ato público na porta do Palácio República dos Palmares. O objetivo é chamar a atenção do chefe do Executivo para suprir as carências na saúde pública, em especial na capital. "A morte não espera por ninguém, muito menos por uma resposta forte do governador. Não podemos nos calar diante desse cenário”, reforçou Pedrosa, lembrando do pedido de prisão em desfavor do presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão.

“Se necessário, serei preso. Recentemente, prenderam meu colega por qual motivo? Ele não é sequer nocivo. Por isso, a fiscalização das unidades e a cobrança junto aos governantes devem fazer parte do nosso dia a dia", destacou Pedrosa.

Durante a sessão, após a fala do representante do CRM, o diretor de assistência e emergência do HGE, Rogério Barbosa, reconheceu os problemas crônicos. Entretanto, garantiu que, apesar das dificuldades, a unidade funciona. “A realidade do sistema é que estamos inchado. É verdade que temos corredores com pacientes, mas esta é a nossa real situação. Hoje, após o final de semana, temos 30 pacientes internados na área vermelha. Todos que chegam pedindo ajuda são atendidos. Na situação de emergência, eu garanto que o HGE é o melhor local. Afirmo isso também por conhecer toda a rede de saúde no Estado”, afirmou.

Situação no HGE é sofrível

Já o presidente da comissão da saúde pública da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Judson Cabral (PT), classificou como sofrível a situação do Hospital Geral. 

Na oportunidade, ele afirmou reconhecer o esforço empreendido pelos profissionais. Porém, segundo ele, a falta de compromisso do atual governador com a saúde pública 'não é de hoje'.


FONTE: Da Gazetaweb.com:
CRM alerta que situação no HGE e Santa Mônica é insustentável
Câmara discutiu condições da saúde pública durante sessão especial nesta segunda-feira


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