Alexandre Padilha : a situação em Alagoas é muito grave



Em Brasília, segundo relato do presidente do Sinmed, Wellington Galvão, foi assim:

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu os representantes do Sinmed - Wellington e Edilma Barbosa - que estavam acompanhados do senador Fernando Collor (que saiu do Senado e foi ao MS para participar da audiência). O ministro ouviu o relato sobre a situação salarial e de condições de trabalho e de assistência à população dos médicos da rede estadual e disse que já estava sabendo de tudo, desde a audiência com o Senador Collor.

Alexandre Padilha disse que viu as fotos, que a situação é muito grave e revelou preocupação com tudo o que soube, afirmando que a situação precisa ser resolvida com urgência. Wellington deu ao ministro um exemplar da Gazeta de Alagoas de domingo, 17, com a reportagem sobre o HGE. Padilha disse que tem um projeto para implantar na área de emergências em Alagoas - chamado SOS Emergência - mas que só poderá implantar quando o impasse entre governo e médicos for resolvido.

O ministro da saúde viu os contracheques de médicos que foram entregue pelo presidente do Sinmed e achou os salários um absurdo. Ele anunciou que vai chamar o secretário da Saúde de Alagoas, Jorge Villas Bôas, que está em Brasília participando de um evento, para conversar tentar mediar um entendimento. A intenção do ministro é reunir o Sinmed e o governo para uma conversa definitiva, que ponha fim à greve. Padilha ficou com os contatos dos diretores do Sindicato e disse que sua assessoria ligaria para dar um retorno, depois que ele falar com Villas Bôas.

Alexandre Padilha anotou tudo que foi conversado, inclusive a informação sobre o processo administrativo do governo contra 400 médicos grevistas para demissão por abandono de emprego. E disse que o governo vai ter que resolver essa questão, pois sem médicos não tem como fazer nada pela saúde no Estado. 

Ele ficou preocupado com a informação sobre a evasão de médicos e quando o presidente do Sinmed disse que o governo alega limitação da Lei de Responsabilidade Fiscal para não pagar salários justos à categoria e nem realizar concurso público, o ministro disse que o governo tem que resolver o problema salarial dos médicos e a falta de médicos, pois do contrário a população fica desassistida e isso não pode acontecer.

Fonte:SINMED/AL

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