CDC confirma raiva em transplantado Renal

O CDC e o Departamento de Saúde de Maryland confirmaram que 1 paciente transplantado que morreu recentemente de raiva em Maryland foi infectado a partir da recepção de órgão transplantado há mais
de 1 ano.

O paciente foi 1 dos 4 receptores que receberam órgãos de um mesmo doador. Essa semana os laboratórios do CDC realizaram testes com amostras de tecidos do doador e do receptor para confirmar
a transmissão a partir do transplante.

No início de março 2013, o Departamento de Saúde de Maryland iniciou uma investigação após o óbito de um paciente transplantado levando ao diagnóstico de raiva. A investigação não identificou exposição do transplantado a animais, fonte usual da transmissão de raiva para humanos, o que levou a ser considerada a possibilidade de transmissão associada a transplante, considerado evento extremamente raro.

O transplante ocorreu mais de 1 ano antes do início dos sintomas e do óbito do transplantado. Esse período é muito mais longo que o período de incubação típico (1 a 3 meses), mas é consistente com relatos de casos com períodos de incubação mais longos.

As análises preliminares do CDC indicam que doador e receptor apresentavam o mesmo tipo de vírus da raiva: associado a guaxinim.
Esse vírus pode infectar não apenas guaxinim, mas outros animais silvestres e domésticos. Nos EUA há apenas um outro caso reportado de raiva humana com esse tipo de vírus.

Em 2011 o então doador adoeceu e morreu em um serviço de saúde da Flórida; seus órgãos, incluindo rins, coração e fígado, foram enviados para receptores nos estados de da Flórida, Georgia, Illinois e Maryland.


Na ocasião do óbito do doador não houve a suspeita de raiva como causa de morte e testes para diagnóstico do agente (vírus rábico) não foram realizados. O diagnóstico de raiva apenas agora março/2013, foi confirmado, após a investigação iniciada em Maryland. A possível infecção do doador ocorreu na Carolina do Norte onde vivia antes de se mudar para Flórida.

Os 3 outros doadores que receberam órgãos do mesmo doador foram identificados e estão sob avaliação médica e recebendo profilaxia anti-rábica. O CDC estão atuando em conjunto com instituições e serviços de saúde de 5 estados nos EUA (Flórida, Georgia, Illinois, Maryland, Carolina do Norte) com o objetivo de identificar contatos próximos do doador e de cada um dos 4 transplantados.

http://www.cdc.gov/media/releases/2013/s0315_rabies_organs.html


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