Wellington Galvão, ficou satisfeito com o resultado da reunião do senador Fernando Collor com o ministro da Saúde



O presidente do Sinmed, Wellington Galvão, ficou satisfeito com o resultado da reunião do senador Fernando Collor com o ministro e disse que, agora, a categoria tem que se unir ainda mais para levar a greve às últimas consequências e conseguir o que está sendo reivindicado.

"A categoria não pode se intimidar com as ameças de processos e outras retaliações. A greve é justa, legítima, estamos tendo um apoio importante e vamos ter a oportunidade de falar com o ministro reforçando as nossas denúncias que foram levadas a ele pelo senador Collor. Certamente o ministro vai exigir do governo uma solução para a situação absurda da saúde em Alagoas", disse.

Mais cedo, em entrevista ao AL TV 2ª edição, da TV Gazeta, o presidente do Sinmed comentou a abertura de processo, pelo governo do Estado, contra 400 médicos efetivos que aderiram à greve. O governo anunciou que pretender expulsar esses médicos do serviço público, por abandono de emprego. 

O governo entende que a decretação de ilegalidade da greve ampara essa pretensão. Mas há um porém: o decreto de ilegalidade baseia-se na suposta adesão à greve de 100% dos médicos de serviços de urgência e emergência. E isso não aconteceu.

Pelo contrário: os médicos paralisaram apenas os serviços que não atendem urgências e emergências e manteve 100% dos serviços essenciais, por entender que eles já funcionam de forma precária por deficiência de médicos. 

"Não tinha como deixa o HGE ou Santa Mônica, por exemplo, com apenas 30% do efetivo. Por isso, nesses serviços, assim como nos demais serviços de urgência e emergência, nenhum médico aderiu à greve. Nós paralisamos apenas os ambulatórios - e ambulatório não atende casos com risco de morte", disse Wellington Galvão, explicando as declarações dada à TV Gazeta.

Conforme explicou, o Sinemd tem argumento de sobra para usar na defesa dos médicos que forem processados pelo Estado. "Não há o que temer. Se tem alguém que merece ser processado por não cumprir suas obrigações constitucionais e deixar os serviços de saúde chegarem à situação de caos em que se encontram, com certeza é o governador", afirmou.

Wellington Galvão reforçou a necessidade de união da categoria para essa nova etapa da luta, já que as iniciativas do senador Fernando Collor em Brasília terão consequências. "Quando o senador veio ao Sinmed, conversou com a categoria e recebeu o relatório, ele disse que sua visita teria consequências, pois ia se movimentar em Brasília. Hoje, já estamos vendo os resultados e eles são muito bons", comentou.

O presidente do Sinmed, no entanto, chamou a atenção para as outras consequências do apoio que a luta dos médicos vem obtendo. "O governo começou com as retaliações antes mesmo de o senador ter falado com o ministro. Agora, certamente, a coisa vai piorar. Mas a categoria não tem que temer; tem que enfrentar. Do contrário, nunca vamos sair dos R$ 1.528,00 nem da tortura e humilhação de trabalhar sem as mínimas condições éticas, como se trabalha, por exemplo, naquela área vermelha do HGE", concluiu.

SINMED/AL

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