MÉDICOS REJEITAM AUMENTO NA GDS


A informação não é oficial. Mas foi divulgado na imprensa que o governo estaria estudando propor um reajuste da GDS para que os médicos voltem ao trabalho. Esse tipo de solução não contempla as reivindicações da classe, que pleiteia reajuste em cima do salário-base. E um reajuste decente. Apenas aumentar o valor da GDS deixaria de fora os aposentados, que recebem salário de fome. O PCCV que a categoria quer é um pleito justo, digno e que atende a todos, sem discriminação. 


Isso é oficial: o secretário da Saúde disse em entrevista que o governo vai realizar Processo Seletivo Simplificado para contratar médicos que deverão atuar na nova ala do HGE. PSS é uma forma de burlar a Constituição Federal, que instituiu o concurso publico como forma de acesso ao serviço público. Além disso, o salário oferecido nesse tipo de seleção não atrai os profissionais. 


Outra informação oficial: o governo vai instituir o ponto eletrônico nas unidades de saúde, para obrigar os médicos a cumprirem seus horários de trabalho. Vamos por partes: sobre esse ponto eletrônico, o Sinmed esclarece que não é contra a cobrança do ponto e do cumprimento de horário. Mas entende que deve haver contrapartida: salários decentes, condições de trabalho e contratação legal. 


Hoje, 70% dos médicos da rede pública estadual são trabalhadores informais – prestadores de serviços, a maioria contratada de boca. No SAMU e na UE do Agreste, esse percentual chega a 90%. Como o governo vai cobrar ponto eletrônico e cumprimento de horário desses profissionais? 


Sobre o PSS: o último realizado pelo Estado para contratação de médicos para o HDT foi uma perda de tempo. Nenhum dos aprovados aceitou o trabalho, por causa dos baixos salários. Participaram da seleção e acreditaram na promessa de uma remuneração melhor que a dos médicos efetivos. O governo não honrou o compromisso e não conseguiu manter os médicos no hospital. 


Vai fazer PSS de novo para acontecer a mesma coisa? Esse governo não aprende? Se os médicos estão deixando a rede estadual e indo para a iniciativa privada ou para outros estados por causa dos baixos salários e da precarização dos contratos de trabalho, por que insistir? O governo tem que entender que para manter os serviços à população é preciso valorizar o trabalho do médico. A categoria está exausta, não aguenta mais. Aumento de gratificação não vai resolver. 


Segunda-feira, dia 8 de abril, Assembleia Geral no Sinmed, às 19h. Compareçam!

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