DIÁLOGO COM O GOVERNO AVANÇA



DIÁLOGO COM O GOVERNO AVANÇA 

A negociação com o governo avançou. Já é certo que os médicos permanecerão na Lei de Subsídios. A gratificação que a categoria recebe atualmente será reajustada e incorporada ao salário-base. O percentual de aumento ainda não foi definido, mas é certo que com a incorporação dessa gratificação que já existe não haverá impacto que faça ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. O diálogo continua. 

No decorrer da semana passada, a situação dos aposentados foi muito discutida. Inicialmente, o governo não queria reajustar as aposentadorias. Mas o SINMED insistiu que só haveria acordo se os aposentados também fossem contemplados. Na reunião realizada quarta-feira, 15, os técnicos do governo propuseram a criação de uma comissão para definir, posteriormente, o reajuste dos aposentados. O Sindicato rejeitou essa proposta. 

Na quinta-feira, 16, aconteceu uma nova reunião, desta vez com participação de representantes do IPASEAL. Foi constatado que os aposentados representam cerca de um quarto do número de médicos efetivos e que, por isso, implantar o reajuste para eles não terá tanto impacto na folha da Previdência Estadual. Os técnicos do governo, que ainda fazem levantamentos dos números, ficaram de estudar os valores com os técnicos do IPASEAL e uma nova reunião da comissão de negociação ficou marcada para o dia 23, que é a próxima quinta-feira. 

Na avaliação da diretoria do SINMED, o acordo com o governo está próximo. A negociação está sendo feita com secretários e técnicos da SESAU e SEGESP – e agora do IPASEAL – e quando tudo estiver definido será levado para o governador, a quem caberá a palavra final para selar o acordo. 

Detalhes das negociações serão apresentados aos médicos amanhã, segunda-feira, 20, durante a Assembleia Geral, a partir das 19 horas, no SINMED. Compareçam! 



SINMED MANTÉM CONCURSO NA PAUTA 

Alegando que os hospitais e postos da rede estadual serão municipalizados, o governo rejeita a ideia de realizar cocurso público para suprir a carência de médicos de várias especialidades em serviços como o HGE, Santa Mônica, HDT, SAMU, entre outros. Afirma que os ambulatórios 24 horas já estão em “processo de municipalização”, mas admite que o município de Maceió não tem como assumir essas unidades. 

Na reunião de quarta-feira, 15, quando o Sindicato voltou a cobrar a realização de concurso público, a municipalização foi mais uma vez utilizada como justificativa para não realizar nenhum certame, pois o Estado não teria o que fazer depois com os médicos excedentes e nem iria bancar médicos para o município. 

O SINMED discorda: não existe previsão para que HGE, Santa Mônica e SAMU, por exemplo, sejam municipalizados. A falta de médicos compromete esses serviços e os profissionais em atividade enfrentam sobrecarga de trabalho. O Sindicato sugeriu o fechamento dos ambulatórios 24h, já que o município não tem condições de assumi-los, e a redistribuição dos médicos lotados nesses ambulatórios para o HGE e os demais serviços, de acordo com o perfil desses profissionais. O assunto continuará na mesa de negociação. O governo fala apenas em fazer PSS. 



DEBATE SOBRE MÉDICOS CUBANOS 

Na próxima quarta-feira, 22, no auditório do SINMED, um debate promovido conjuntamente pelo Sindicato e os diretórios acadêmicos de Medicina da UFAL e UNCISAL colocará em pauta a ideia do governo federal de trazer para o Brasil 6 mil médicos cubanos – e também médicos portugueses e espanhóis – para atuarem nas áreas mais carentes do país. 

O SINMED convidou o Cremal e um médico formado na Bolívia, com diploma revalidado pelo CFM através do Revalida – Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. Os acadêmicos levarão ao debate um médico cubano. 

Para o Sindicato dos Médicos de Alagoas, a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil é desnecessária. “Basta que o governo valorize o médico brasileiro, pague um salário decente e dê condições de trabalho que não faltarão profissionais para atender às populações das regiões mais remotas”, afirma o presidente Wellington Galvão. 

Alinhado com a luta e a posição das entidades médicas nacionais, o SINMED defende o Revalida e se opõe à vinda dos estrangeiros, que o governo quer trazer sem nem mesmo submetê-los ao exame capaz de avaliar suas qualificações. 



MÉDICAS PERITAS DEIXAM O DETRAN 

O salário de R$ 2.200,00 para carga horária de 40 horas semanais, congelado há vários anos, e a falta de diálogo com a direção da autarquia, motivaram os pedidos de demissão de duas médicas-peritas concursadas do DETRAN. Outras duas médicas deverão pedir demissão quando voltarem das férias. Efetivadas essas duas outras demissões, a autarquia ficará sem médicos-peritos. 

Enquanto o DETRAN não reajustava o salário das médicas-peritas, a compensação pela baixa remuneração estava sendo feita em comum acordo com a diretoria da autarquia através da redução da carga horária. As médicas faziam todas as perícias agendadas e só ficavam até o final do horário quando tinha perícia para fazer. Com a mudança de diretoria do DETRAN, o cumprimento do horário integral passou a ser exigido. O diretor não quis nem negociar um reajuste salarial. Com salários tão defasados, as médicas resolveram sair.

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