Notificação de casos suspeitos de sarampo na Paraíba dobrou na última semana





Ao que parece, pelo menos segundo as informações da notícia, muito tempo para se obter os resultados dos exames laboratoriais. Difícil imaginar medidas de prevenção e controle efetivas sem agilidade, na investigação laboratorial, dentre outras ações. Não nos esqueçamos dos eventos de massa que se aproximam...


De novo: quem são os suspeitos? Desde quando são ou foram suspeitos? Quantos seriam casos secundários?


- Vamos acompanhando.


COMENTÁRIO: ProMED-PORT




A notificação de casos suspeitos de sarampo na Paraíba dobrou na última semana, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
http://www.liberdade96fm.com.br/noticia/dobram+casos+de+sarampo+em+toda+a+paraiba-10370

A Gerência Executiva de Vigilância em Saúde informou que até o último dia 7, 30 casos notificados da doença haviam sido registrados, sendo 26 em João Pessoa, um em Cabedelo, um em Lucena, um em Cruz do Espírito Santo e um em Bayeux.

Desses, um (em João Pessoa) já foi confirmado em nota oficial da SES, em 5 de junho.

Em 31 de maio, 15 casos de sarampo estavam notificados (um em Lucena e o restante na capital). Segundo informações da Gerência Executiva, as notificações começaram em 15 de maio, quando o primeiro caso foi registrado.

Segundo Ana Estela Pachá, do Núcleo de Doenças Transmissíveis da SES, a partir desta primeira suspeita, os prontuários médicos do ano no Estado começaram a ser arrolados pela equipe da SES, para observar se houve casos suspeitos anteriormente.

Outros alertas sobre a doença podem ser divulgados em breve. Todas as pessoas que tiveram contato com infectados, seja em casos suspeitos ou confirmados, estão sendo imunizados para impedir que o vírus se espalhe.

Vacinação

O sarampo não pode ser tratado, apenas seus sintomas. A prevenção, fundamental, se dá através da vacinação. As duas doses são recomendadas em crianças até 10 anos, sendo a primeira aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses.

Caso o indivíduo não tenha tomado as doses até os 10 anos, ou não consiga comprovar com a carteirinha de vacinação, ele poderá realizar a vacinação seguindo o seguinte esquema: de 11 a 19 anos, sendo o intervalo mínimo entre as doses de 30 dias; homens de 20 a 39 anos, uma dose; mulheres de 20 a 49 anos, uma dose (com a exceção de gestantes).

A doença, em crianças subnutridas, com déficit de imunidade ou mulheres grávidas, pode acarretar complicações, dentre as quais: estomatite, laringite, aborto espontâneo (em gestantes) e em casos extremos, cegueira e surdez.

Da África do Sul

A nota lançada na semana passada pela SES coincide com o alerta emitido pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco mês passado, informando a confirmação de cinco casos de sarampo no estado, depois de 13 anos sem nenhuma notificação naquela região. Em 2010, foi a vez de Pernambuco emitir um alerta, depois do surto registrado na Paraíba: naquele ano foram 391 casos suspeitos, dos quais 57 foram confirmados. Na época, o Ministério da Saúde identificou vírus como originário da África do Sul, cuja circulação pode ter sido facilitada pelo trânsito de indivíduos durante a Copa do Mundo naquele ano.

Ações

A Secretaria ainda reafirmou as ações tomadas para combater a doença no estado: reuniões com técnicos de vigilância epidemiológica do município de João Pessoa para monitoramento diário das ações; participação de agenda com os médicos de João Pessoa para atualização da situação epidemiológica e necessidade de sinalização das notificações; atualização da vacina tríplice viral no município de João Pessoa, recomendada no dia D de vacinação contra poliomielite no, último sábado; e o estabelecimento de fluxo de coleta laboratorial junto ao Lacen/PB e municípios, dentre outras resoluções.

A DOENÇA

O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada pelo Morbilivírus. O contágio é dado pelo ar, através de partículas que podem ser expelidas por tosse ou espirro do paciente infectado.

SINTOMAS

Febre, manchas avermelhadas pelo corpo (exantema maculopapular eritematoso), dor de cabeça, coriza, conjuntivite.

DIAGNÓSTICO

Pode ser clínico (de acordo com os sintomas), mas só pode ser dado com segurança através de exames de sangue

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