ALAGOAS DECIDE ACOMPANHAR CALENDÁRIO NACIONAL DE LUTA


Na Assembleia Geral da última terça-feira, no Cremal, os médicos alagoanos decidiram acompanhar o cronograma de mobilização proposto pelas entidades nacionais. FENAM, CFM, AMB e ANMR enviaram proposta às entidades médicas dos estados de mobilização da categoria para paralisação geral nos dias 23, 30 e 31 próximos. 

Todos os médicos das redes pública e privada devem suspender o atendimento, mantendo apenas os serviços de urgência e emergência. A greve é em protesto aos vetos à Lei nº 12.842/2013, que Regulamentação a Medicina no Brasil, contra a importação de médicos estrangeiros, contra a escravização proposta no programa Mais Médicos, em defesa do Revalida, pela derrubada dos vetos à Lei de Regulamentação da Medicina no Senado, por condições de trabalho na rede pública, pela implantação da Carreira de Estado no SUS e por mais verbas para a saúde.

A assembleia também aprovou a realização de uma vigília na Pajuçara, na noite de 7 de agosto, dia em que será instalada no Senado a Comissão Especial que analisará a Medida Provisória 621/2013, que cria o programa Mais Médicos. A comissão iniciará nos trabalhos no dia seguinte. Os médicos deverão comparecer vestidos de preto em sinal de luto e levando velas.

O Sinmed espera receber nos próximos dias, em sua página no Facebook, sugestões de frases para a confecção de banners para os carros. O mote das frases deve ser o tratamento que a presidente da República está dando à classe médica, que foi eleita inimiga número um do governo. 

“Se a classe médica é o inimigo número um do governo, a presidente é a nossa maior inimiga. Então, vamos tratá-la como tal”, defendeu o presidente do Sinmed, Wellington Galvão, na plenária. O Sinmed vai bancar a confecção e a colocação dos banners de todos os médicos que quiserem se valer dessa forma de protesto.

O entendimento firmado pelas entidades médicas em todo o Brasil é de que a presidente da República quer desmoralizar a medicina para recuperar a po-pularidade que perdeu desde o início de sua gestão. Por isso, pretende obrigar médicos a trabalhar no interior, sem condições éticas de exercício profissional, em horário integral com um salário que não chega a metade do Piso Salarial Nacional da Fenam, sem vínculo de emprego e à margem de quaisquer direitos trabalhistas. 

A classe médica já percebeu as intenções do governo federal e está reagindo. A mobilização ocorre em todo o país, inclusive com um trabalho de conscientização dos pacientes do SUS que o governo insiste em jogar contra a categoria. “Quando tiverem oportunidade os médicos devem esclarecer aos pacientes os motivos da situação caótica nos serviços de saúde. Se todos fizerem isso, a população vai abrir os olhos e ficar do nosso lado”, argumentou, ainda na plenária, o presidente do Sinmed


FONTE: SINMED/AL

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