BRASIL : AUMENTO DO NÚMERO DE ÓBITOS POR INFLUENZA A H1N1



São Paulo
Fonte: UOL Notícias 29/07/2013


Em São Paulo, vírus H1N1 mata 4 vezes mais que em 2012


O número de mortes provocadas neste ano no Estado de São Paulo pelo vírus H1N1, da gripe suína, já é 4 vezes maior do que a mortalidade registrada em todo o ano passado [2012]. Até o dia 18, foram 327 mortes, enquanto no ano passado 73 pessoas morreram em decorrência da doença. Em 2011, foram só 5 mortes. No Brasil todo, foram registradas 466 óbitos, segundo o Ministério da Saúde.


De junho até o meio de julho de 2013, o número de mortes no Estado saltou de 259 para 327, enquanto o número de casos confirmados chegou a 1.623. Segundo o infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, vinculado à Secretaria da Saúde, esse número tende a aumentar porque estamos no inverno.


"Ainda poderemos ter um pico de número de casos e mortes. Este é o pior momento, pois estamos em pleno inverno e a temperatura caiu muito. As pessoas ficam mais aglomeradas e em locais fechados, o que facilita a propagação do vírus", diz Uip.


De acordo com o boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica, os casos de gripe suína se concentram em 202 cidades e 42% das mortes aconteceram na Grande São Paulo - a capital, sozinha, registrou 72 óbitos pela doença (22% dos casos).


Segundo Uip, o número de mortes preocupa, mas não é possível dizer que existe um surto ou uma epidemia, pois isso depende do número total de casos por 100.000 habitantes e, até agora, os números estão dentro da média.


Para Uip, uma das hipóteses para explicar o número de mortes é que as pessoas do grupo de risco (cardiopatas, obesos, grávidas e diabéticos) estão se vacinando menos, o que as deixa mais expostas ao vírus. Uip também diz que neste ano [2013] o H1N1 surpreendeu e começou a causar doenças a partir da 13ª semana do ano (março [2013]), enquanto o normal é iniciar em maio. "No início do ano as pessoas ainda não estavam vacinadas", avalia.


Minas Gerais
Fonte: Jornal de Uberaba 


Gripe já matou 81 pessoas em Minas Gerais


Minas Gerais registra 364 casos de Influenza e 81 mortes pela doença de janeiro a julho 2013. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (26) [julho/2013] pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Conforme a secretaria, dos 81 óbitos, 67 foram causados pelo vírus Influenza A (H1N1), 2 por Influenza B, 5 por Influenza A H3 sazonal e 7 pelo vírus de Influenza não classificado.


Ainda de acordo com o balanço, a maioria das vítimas tinha entre 40 e 59 anos. As cidades que registraram maior número de óbitos foram Belo Horizonte (9), Uberaba (6), Pouso Alegre (5) e Ribeirão das Neves, Ubá e Contagem (4).


Outra preocupação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) é com o alto número de casos de gripe registrados em Minas Gerais, mas que não tiveram amostra de material coletada para informar com qual tipo de vírus os pacientes foram infectados. Entre janeiro e 19 de julho deste ano [2013], foram 920 casos nesse padrão, com total de 56 mortes - o mesmo número de óbitos causados pelas variações do vírus Influenza, de acordo com dados da própria SES. O trabalho de apuração para verificar as causas das mortes deverá ser feito no prazo de até 90 dias.


Em função disso, a SES anunciou que vai adotar uma nova estratégia para conter o vírus Influenza, porém a medida já está sendo tomada em Uberaba desde o início dos primeiros casos. A orientação é que o Tamiflu, principal medicamento para tratar o vírus, seja receitado assim que o paciente apresentar sintomas de gripe, e não mais apenas após o diagnóstico da gripe influenza - que demora em média sete dias. A determinação em Uberaba foi do secretário de Saúde Fahim Sawan, e agora é acompanhado pelo Estado.


Um dos principais motivos para a mudança pela SES é o alto número de exames com resultados negativos para a influenza, mas que, mesmo assim, podem conter casos da doença não identificados. Até 19 de julho, os exames negativos representaram 43,2% das mortes por gripe no Estado - foram 665 exames e 99 mortes.


"Após o sétimo dia de contaminação pelo Influenza, o resultado do exame será negativo - independentemente se a pessoa estiver ou não doente. Por isso, o ideal é ser medicado em até 48 horas após os sintomas. É nesse período que o medicamento é mais eficaz, por isso a orientação de usar o Tamiflu o quanto antes", frisou o secretário de Estado Antônio Jorge.




Rio Grande do Sul
Fonte: Portal de Paulínia 


Rio Grande do Sul registra mais mortes por gripe A


O Rio Grande do Sul já registra 24 mortes por gripe A neste ano 2013 segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES). Com 6 vítimas, Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, é o município que concentra mais óbitos pela doença.


Ao todo, 223 pessoas foram infectadas pelos vírus no Estado. Em todo o ano passado [2012], foram confirmadas 67 mortes por gripe A em território gaúcho. As informações foram publicadas no jornal Zero Hora.


Santa Cruz do Sul é a cidade com mais casos confirmados até o momento, com 34 pessoas contaminadas por Influenza A (H1N1).


Também houve contaminação por Influenza A do tipo H3N2. Dos mortos pela gripe A, 13 são homens e 11 são mulheres. A faixa etária que mais concentra os óbitos é entre 41 e 60 anos, com 14 vítimas. A maioria das pessoas pertencia aos chamados grupos de risco.


Mato Grosso do Sul
Fonte: O Progresso 


Saúde confirma 38 casos de H1N1 e 25 de H3N2


Boletim divulgado neste fim de semana pela Secretaria Estadual de Saúde, mostra que em Mato Grosso do Sul 38 pessoas contraíram o H1N1 e outras 25 o H3N2. Quatro pessoas já morreram, duas para cada doença.


Em todo o Estado outras 12 mortes estão em investigação: 4 residentes de Campo Grande, 1 de Bandeirantes, 2 de Coxim, 1 de Nova Andradina, 1 de Ribas do Rio Pardo, 1 de Rio Brilhante, 1 de Sidrolândia e 1 de Tacuru.


Segundo a secretaria, já são 447 casos suspeitos da doença em Mato Grosso do Sul, sendo 225 deles somente em Campo Grande. As quatro mortes confirmadas pela doença são de moradores de Campo Grande.

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