CONSCIENTIZAÇÃO DA POPULAÇÃO SUBSTITUI GREVE DOS DIAS 30 E 31







A greve de 48 horas, prevista para os dias 30 e 31 próximos, não acontecerá mais. A paralisação das atividades dos médicos dará lugar a uma campanha de conscientização dos usuários do SUS sobre os verdadeiros culpados pela falta de condições de assistência nos postos de saúde e hospitais. A decisão das entidades médicas alagoanas acompanha o ritmo das mobilizações nacionais. No país, apenas sete estados mantiveram a decisão de paralisar as atividades por 48 horas nos dois últimos dias deste mês.


Na avaliação das entidades médicas locais, a paralisação do último dia 23 foi um sucesso em Maceió, por ter paralisado a atenção básica do município e a rede ambulatorial do Estado. Entretanto, não houve engajamento na luta, já que o chamamento para que os grevistas se concentrassem no Sinmed foi atendido por poucos.


Para as entidades, numa greve de protesto não basta que os médicos deixem de ir trabalhar: eles devem demonstrar comprometimento com a luta. O êxito da greve foi mais sentido pelos protestos da população prejudicada, do que pela participação dos médicos no protesto. “Assim, a população termina ficando cada vez mais contra a categoria médica”, avaliou o presidente do Sinmed, Wellington Galvão.


As entidades médicas alagoanas estão providenciando a confecção de panfletos, cartazes e laços simbolizando luto para que os médicos iniciem, a partir do dia 30, a campanha de conscientização da população sobre a crise que se abate sobre a saúde pública no país. A categoria pode ficar à vontade para abordar todos os assuntos – desde a vinda dos médicos estrangeiros até a reivindicação da categoria de aumento dos investimentos na saúde. O importante é informar e conscientizar.


Amanhã à noite, lideranças das entidades médicas alagoanas se reunirão na sede do Cremal para discutir as ações já encaminhadas nacionalmente e também a campanha local de conscientização da população sobre as lutas da classe médica.

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