CFM rebate acordo do Ministério da Saúde com a ditadura cubana

“Nossa grande preocupação é que o Governo trate de forma diferenciada médicos que vão assistir à população brasileira”. Este posicionamento foi apresentado pelo 3º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Emmanuel Fortes, em debate no programa Entre Aspas, da GloboNews. O tema desta semana teve como foco a vinda dos médicos cubanos, sua formação e o regime de trabalho destes profissionais, que deverão receber muito menos que os demais participantes do programa “Mais Médicos”. 



Apresentado pela jornalista Mônica Waldvogel, o programa contou com a participação do senador e ex-ministro da saúde, Humberto Costa (PT/PE). Durante os debates, Emmanuel Fortes defendeu a legislação brasileira, em especial as que exigem a aprovação no Revalida e a certificação em proficiência na língua portuguesa para o exercício legal da Medicina no Brasil. 


Durante o debate, Emmanuel Fortes apresentou o relatório de uma visita a Cuba, realizada pelo CFM em 2004, e chamou a atenção para a formação diferenciada dos médicos cubanos, numa formação em “dois níveis”. “O primeiro nível [de seis anos] é para a Atenção Básica, com formação bastante elementar. Para poder se habilitar ao exercício completo da medicina ele faz mais três anos e passa a ser chamado de médico generalista”. 


O representante do CFM também apresentou na TV o Regramento Disciplinar imposto pelo governo de Cuba aos médicos que foram trabalhar Bolívia. O documento traz regras de comportamento bastante rígidas no país, com restrições sobre horários e relacionamentos, o que, no entendimento das entidades médicas, agride direitos humanos e trabalhistas. “Essa história de circunscrever o médico estrangeiro a um determinado ambiente – e por isso não faz o Revalida – é uma falácia. Isso nos faz pensar que a Lei Áurea está sendo revogada”, completou Fortes. 

Confira aqui o debate na íntegra (25 minutos). 


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