SINMED-AL : Problema do SUS é falta de investimento em estrutura



Tem muita gente achando que a vinda de médicos estrangeiros para trabalhar no Brasil vai resolver o problema da falta de assistência à população em regiões remotas do País – onde falta tudo, mas agora vai ter pelo menos um médico que fala “portunhol”. A ideia também foi vendida pelo governo como solução para a falta de médicos em hospitais e postos de saúde das periferias violentas das cidades de grande e médio porte, onde os médicos brasileiros (mercenários e filhinhos de papai) não querem trabalhar. 


Agora que o governo federal já antecipou à ditadura cubana os R$ 510 milhões referentes pagamento dos três anos de trabalho dos médicos cubanos no Brasil e que esses médicos, além de outros estrangeiros, já começaram a desembarcar no País, os apoiadores do tal Programa Mais Médicos já consideram que a assistência à população não é mais problema.


No entanto, não consta que esses médicos estejam trazendo na bagagem coisinhas básicas como leitos de internação e UTI, equipamentos para centros cirúrgicos, aparelhos de Raio-X, ultrassonografia, hemodiálise, radioterapia, entre outros tão necessários quanto escassos no SUS. Também não consta que tragam medicamentos, luvas, mesas de exames, macas, enfim, muitas das coisas que poderiam ser compradas para o SUS com os R$ 510 milhões tirados dos brasileiros para dar suporte à ditadura de Cuba. Pensar que o Brasil ainda pagou uma comissão de R$ 24 milhões à Opas por intermediar a “contratação” dos médicos cubanos...

O governo brasileiro tem dinheiro para sustentar ditaduras, importar escravos com formação duvidosa, perdoar dívidas de outras ditaduras, mas não investe na estruturação da rede pública de saúde para garantir assistência de qualidade ao seu povo. Sem esse tipo de investimento, não tem médico brasileiro ou estrangeiro capaz de cuidar da saúde da população.

Por tudo isso, as entidades médicas são contra a vinda desses profissionais. Porque não existe uma real preocupação com a saúde do povo. O Mais Médicos é eleitoreiro e todo mundo no governo e fora dele sabe que não terá resultado prático nenhum em termos de melhoria da assistência de saúde. A começar pela qualidade de formação dos médicos, que ficaram isentos do Revalida. Não dá nem para saber se são mesmo médicos nem qual a qualidade técnica de sua formação.

Mesmo assim, as pessoas compraram a ideia do governo de que os médicos brasileiros são mercenários e preguiçosos e que, por isso, a saúde pública não funciona. Agora, vamos esperar e ver o que acontece e até onde irá a satisfação dos apoiadores desse programa. É bom lembrar que os Conselhos Regionais de Medicina estão impedidos de fiscalizar o exercício profissional e a conduta desses médicos. Qual o interesse do governo em interferir dessa forma na autonomia e função constitucional dos conselhos? O tempo vai responder

ASCOM-SINMED-AL

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