NORMAS E MANUAIS TÉCNICOS : RECOMENDAÇÕES PARA O CONTROLE DA TUBERCULOSE NO BRASIL



A operacionalização e as estratégias especiais de busca ativa são recomendadas, além da apresentação da estratégia PAL, recomendada pela Organização Mundial de Saúde – OMS desde 2003, que orienta a abordagem de pacientes com doença respiratória.

O capítulo Tratamento diretamente observado é voltado para o componente da observação da tomada dos medicamentos, parte da estratégia DOTS. A observação da tomada de medicamentos deverá ser feita diariamente, de segunda a sexta-feira, mas, para fins operacionais, serão considerados em tratamento diretamente observado – TDO aqueles doentes com 24 doses supervisionadas na primeira fase do tratamento e 48 doses supervisionadas na segunda fase, o que trará uma diferença da recomendação anterior. Cabe ressaltar que, preferencialmente, houve a opção da utilização do termo “tratamento diretamente observado”, com a sigla TDO.

O capítulo Diagnóstico explora os diagnósticos clínico, radiológico e histopatológico já classicamente estabelecidos. No diagnóstico bacteriológico, dá-se ênfase à baciloscopia e à cultura, estabelecendo novas indicações para cultura e teste de sensibilidade, em especial para todo paciente com baciloscopia positiva no segundo mês de tratamento. Outros métodos diagnósticos são descritos, mesmo os não preconizados para fins de ações de saúde pública, para conhecimento das novas perspectivas nessa área. O diagnóstico da TB
na criança mereceu um item diferenciado, por sua especificidade e importância.

Os esquemas de tratamento preconizados atualmente pelo PNCT são descritos no capítulo Tratamento, além das bases e dos princípios do tratamento. Mudanças nos esquemas terapêuticos foram introduzidas. Foram extintos os esquemas I, II e III. Ao esquema básico para adultos, em formulação com dose fixa combinada, foi acrescido o etambutol. O novo esquema terapêutico já vem sendo implantado no País desde 2009, a partir da publicação da nota técnica de outubro de 2009. Orientações para condução dos efeitos adversos foram acrescentadas e esquemas especiais para pacientes com hepatopatia foram revistos.

O capítulo Tuberculose e HIV trata, em separado, das especificidades da associação tuberculose e infecção pelo HIV e foi produzido com o Departamento de DST, Aids e HepatitesVirais, respeitando seus consensos permanentemente revistos.

O capítulo Tuberculose e tabagismo é uma novidade nos manuais de controle da tuberculose no Brasil. A associação da doença com o tabagismo mereceu um capítulo especial, redigido por profissionais da Organização Mundial da Saúde, de acordo com o Programa Nacional de Controle do Tabagismo brasileiro.

Os capítulos Controle de contatos e Tratamento preventivo da tuberculose tratam de orientações para o controle de contatos e para o tratamento preventivo da tuberculose.

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