Simes : sindicato quer equiparação salarial de médicos da rede municipal com os do Mais Médicos

O Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) vai acionar judicialmente as prefeituras do Espírito Santo que aderiram ao Programa Mais Médicos para que seja feita a equiparação salarial entre os médicos da rede municipal e os contratados pelo programa do Governo Federal.



Esse um dos assuntos de pauta da Assembleia Geral com todos os médicos da Grande Vitória, que será convocada pelos Simes para o início do próximo mês e data a confirmar. "Estamos aguardando somente o primeiro pagamento aos médicos do Programa Mais Médicos para o Simes entrar na justiça do trabalho reivindicado a proporcionalidade para os que atuam na rede ambulatorial e atenção básica", disse o presidente do Simes e vice presidente da FENAM, Otto Baptista.

Também são pontos de pauta o piso salarial dos médicos que atuam nas prefeituras da Grande Vitória, a manutenção de escalas completas de plantão de urgência e emergência e uma equipe de sobreaviso, além da solicitação do botão do pânico em todos os PAs da região metropolitana.

"Não tem cabimento num mesmo local de trabalho se pagar R$ 10.000,00 por uma carga horária de 40 horas semanais no Programa Mais Médicos e R$ 2.500,00 para 20 horas para um médico servidor municipal. Queremos a proporcionalidade. A prefeitura deverá corrigir esta diferença. Estamos sabendo que prefeituras no Brasil estão demitindo servidores em período probatório ou com contratos temporários para admitir médicos do Programa Mais Médicos", argumentou.

Nos sete municípios que compõem a Região Metropolitana da capital (Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória), as prefeituras têm praticado salários abaixo do piso nacional estipulado pela Federação Nacional dos Médicos que é de R$ 10.412,00 para 20 horas semanais, o que na opinião do presidente do Simes, Dr. Otto Baptista é ruim para a categoria.

A negociação de um piso salarial tem o objetivo de reduzir as disparidades entre os municípios, evitando migração de uma prefeitura para a outra. "Teremos que acabar com o aliciamento de médicos pelas prefeituras. Não pode um médico que mora em Vila Velha, ter que se deslocar para o município da Serra por uma diferença salarial miserável, fruto de uma promessa de melhor salário. O salário do médico da região metropolitana terá que ser o mesmo praticado em todos os municípios e em consonância com o piso da FENAM e com o Programa Mais Médicos", explicou.

Com relação às escalas incompletas, o que tem sobrecarregado quem está de plantão, Dr. Otto afirmou que a categoria "não vai mais quebrar galho. Ou os gestores municipais respeitam os direitos trabalhistas ou não vamos receber mais doentes nos hospitais e pronto atendimentos sem equipe", concluiu.

O departamento jurídico do Sindicato dos Médicos já está procedendo os ritos legais para a realização da assembleia e a comunicação da data para todos os profissionais da rede pública municipal da Grande Vitória.
Fonte : SIMES

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