Cubana foge de debate com o Sinmed



Na semana passada o presidente do Sinmed, Wellington Galvão, foi convidado pelo radialista Marcos Menino, da FM Maragogi, a interagir, por telefone, com uma cubana que atua como médica no município e daria uma entrevista à emissora. Quando Galvão ligou para a rádio para entrar no ar, a mulher ficou nervosa e disse que seu país (Cuba) não permitia o debate.

A fuga da estrangeira não surpreendeu e nem constrangeu o presidente do Sinmed, que aproveitou o espaço concedido pelo radialista para explicar, mais uma vez, a posição da entidade e da classe médica em relação ao Mais Médicos. Wellington relatou que diariamente, em todo o Brasil, surgem denúncias de aberrações cometidas contra o povo que está sendo assistido por médicos estrangeiros, principalmente por cubanos.

Contou alguns casos conhecidos sobre erros na prescrição e nas dosagens de medicamentos, inclusive um caso ocorrido no Rio Grande do Sul, onde um paciente idoso foi parar na UTI de um hospital em Novo Hamburgo depois de ser atendido e medicado por um médico argentino, que conforme denúncia das entidades médicas gaúchas errou no diagnóstico e errou na dosagem da medicação prescrita (errada para o diagnóstico feito): 500 mg de Azitromicina, de 8 em 8 horas, por oito dias seguidos.

Na entrevista à emissora, o presidente do Sinmed apontou a irresponsabilidade da presidente Dilma e do ministro Padilha, por estarem expondo à população aos cuidados de pessoas sem preparo e que ainda por cima trabalham como escravos, em troca apenas de comida e moradia: “O Brasil é signatário do Tratado de Genebra contra a escravidão, mas está apoiando e ajudando a sustentar uma ditadura. O salário desses supostos médicos é repassado diretamente para o governo cubano”, disse.

A suposta médica que se recusou a interagir com o presidente do Sinmed tem toque de recolher às 18 horas, não recebe salário e tem medo até de falar. “Pior que a gente não sabe nem se esses cubanos são realmente médicos. O governo engana o povo com esse programa eleitoreiro e seus falsos médicos para garantir votos nas eleições do ano que vem. Fossem médicos de verdade, teriam feito o Revalida”, completou.

Mas nem todo mundo se deixa enganar. Informações chegadas ao Sinmed de municípios do sertão alagoano dão conta que a população não está confiando nos médicos importados, e que tem muita gente pedindo para ser atendida por médicos brasileiros. É bom mesmo que as pessoas abram os olhos e comecem a reagir.

Para Galvão, os médicos também devem lutar contra a presença dos estrangeiros de diplomas não revalidados no País. A luta não deve ser apenas das entidades. Inclusive, os médicos que já perderam emprego por causa do Mais Médicos, sendo substituídos por estrangeiros, devem oficializar denúncia junto às entidades médicas para que os prefeitos que demitiram sejam denunciados ao Ministério Público Federal (MPF).



A MP que criou o Mais Médicos proíbe a demissão de médicos que já atuavam nos municípios para abrir vagas para os estrangeiros. O MPF tem obrigação de investigar e processar os prefeitos que fizerem isso. Para tanto, as denúncias precisam ser feitas.

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