Epidemia do vírus Chikungunya continua ativa e está se espalhando pelo Caribe.

Detecção do surto de Chikungunya: parte francesa da ilha de Saint Martin em 06/dezembro/2013. Primeira evidência de transmissão autóctone nas Américas.
Aedes

Chikungunya foi identificada pela primeira vez na Tanzânia em 1952. Segundo a Organização Mundial de Saúde, desde 2005 quase dois milhões de casos foram registados na Índia, Indonésia, Maldivas, Birmânia e Tailândia.




Número de casos notificados (atualizados até 07 de fevereiro de 2014):
- Saint Martin (FR): 601 casos prováveis ou confirmados;
- Saint Martin (NL): 60 casos confirmados; 
- São Bartolomeu: 83 casos prováveis ou confirmados;
- Martinica: 518 casos prováveis ou confirmados; 
- Guadalupe: 175 casos prováveis ou confirmados; 
- Ilhas Virgens Britânicas, Jost Van Dyke islands: 6 casos
confirmados;
- Dominica: 3 casos confirmados; 1 caso confirmado (importado de Saint
Martin);
- Guiana Francesa: 4 casos importados confirmados (3 da Martinica; 1
de Saint Martin; 1 desconhecido);
- Anguilla: 1 caso confirmado (provavelmente importado de Saint
Martin);
- Aruba: 1 casos importado .

A confirmação laboratorial sistemática de casos não vem mais ocorrendo em Saint Martin, Martinica, São Bartolomeu e Guadalupe em função da situação de epidemia 




Os dados sugerem que a epidemia continua ativa e está se espalhando pelo Caribe.




A chikungunya é uma doença febril transmitida por um mosquito e dá dores articulares fortes. Foi detetada em dezembro no lado francês da ilha caribenha de Saint Martin, e em dois meses espalhou-se por sete outros países.


Foi a primeira vez que a doença foi transmitida localmente no hemisfério ocidental e os especialistas temem que as condições locais sejam adequadas à contaminação na América central e do Sul, sendo pouco provável que se estenda ao norte.


"É um desenvolvimento importante quando as doenças se movem de um continente para outro", disse James Hospedales, diretor executivo da Agência de Saúde Pública de Trindade, citado pelo New York Times.


"Chegou para ficar? Provavelmente. É o padrão que temos observado em outras regiões", acrescentou.


A doença é particularmente preocupante em locais como Saint Martin, uma ilha francesa e holandesa que recebe dois milhões de turistas anualmente.


Para tentar impedir que o surto afete o turismo e a economia da ilha, os governos locais lançaram na semana passada campanhas de aplicação de inseticidas e limpezas, casa a casa, das zonas onde os mosquitos podem reproduzir-se.


O lado francês da ilha já registou 476 casos confirmados, enquanto o lado holandês registou 40, segundo a Agência de Saúde Pública das Caraíbas.


As autoridades de saúde pública e de turismo estão a apelar aos turistas para que usem mangas compridas e repelentes.


A chikungunya provoca febres altas e dores musculares, sintomas semelhantes à febre de dengue, mas embora esta última seja por vezes fatal, a chinkungunya raramente o é.


No entanto, os efeitos da chikungunya, como dores articulares, tendem a durar mais tempo, às vezes meses.


Além da ilha de Saint Martin, a chikingunya já foi detetada nas Ilhas Virgens Britânicas, Dominica, Guiana Francesa, Guadalupe e St. Barthélemy.


Uma epidemia atingiu o norte da Itália em 2007 e em 2006 milhares foram afetados na ilha francesa de Reunião, a leste de Madagáscar.

Fontes:RTP e ECDC

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