"Marco Civil da Internet : o embrião de uma ditadura populista,nos moldes de Cuba, Venezuela e Bolívia "



Marco Civil da Internet

O projeto vendido pelo governo como algo que “contraria interesses econômicos poderosos ao garantir direitos dos cidadãos e cidadãs”, aprovado no dia 25/03 na Câmara dos Deputados, em 22/04 no Senado e sancionado no dia seguinte (23/04) pela presidente da República, Dilma Rousseff, deve calar as redes sociais. Para os opositores do projeto, que virou a Lei nº 12.965/14, o real objetivo do Marco Civil da Internet é calar a sociedade, que hoje utiliza amplamente as redes sociais para fazer denúncias e divulgar o caos na educação e saúde, além da violência urbana, falcatruas e negociatas do governo.

“O País está abandonado. Para onde se olha o que se vê é caos e miséria, resultantes da falta de investimentos, da corrupção desenfreada. Para denunciar e combater tudo isso, as pessoas se manifestam através das redes sociais – o que contraria o governo. Daí o empenho na aprovação desse tal marco civil, que nada mais é do que o embrião de uma ditadura populista, nos moldes de Cuba, Venezuela e Bolívia. É nisso que querem transformar Brasil, e tolhendo a liberdade de expressão ninguém mais vai poder falar mal do governo”, opina o presidente do Sinmed, Wellington Galvão.



Ele avalia que, depois da Internet, o alvo da censura será a imprensa – o que já acontece, mas ainda de forma tímida. Para ele, a partir de agora, a tendência é que as coisas só piorem, caso não ocorra uma reação firme da sociedade em real defesa dos seus direitos e interesses.

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