Recife: homicídio de colega revolta médicos






A classe médica pernambucana está de luto. O assassinato do cirurgião torácico Arthur Eugênio de Azevedo Pereira, 35 anos, na semana passada, foi um choque para a comunidade médica e para a sociedade de modo geral, que já não aguenta mais tanta violência. Arthur foi sequestrado em seu próprio veículo, quando chegava em casa, no bairro de Boa Viagem, depois de mais um dia de trabalho, por volta das 21h30. Uma hora depois, seu corpo, com quatro perfurações de pistola, foi encontrado às margens da BR-101, no município de Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife. O carro, incendiado, apareceu no dia seguinte, em um matagal. Nada foi roubado.

Além da morte violenta de um jovem profissional bem preparado e dedicado, casado e pai de um bebê de um ano, causa revolta e indignação a versão mais contada para o caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos de Pernambuco. De acordo com essa versão, Arthur foi ameaçado de morte por familiares e comparsas de um criminoso que chegou à emergência onde o médico trabalhava com um ferimento à bala no peito. A morte do bandido, devido à gravidade do ferimento, teria selado o destino de Arthur.

O Sinmed une-se aos colegas pernambucanos em seu sentimento de indignação e revolta, espera que o caso seja logo esclarecido e que os culpados sejam punidos.

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