Alagoas:SUS pode perder emergência em hospital de Palmeira dos Índios




O Sindicato dos Médicos visitou na semana passada o Hospital Santa Rita, em Palmeira dos Índios. Diretores da entidade observaram e tomaram informações sobre o funcionamento da unidade, conversaram com médicos e outros funcionários. Cerca de 90% dos pacientes atendidos no hospital, que é de porte médio, são do SUS. O corpo clínico é motivado, comprometido com uma assistência humanizada à população e até já investiu recursos próprios para promover melhorias, como algumas reformas, para que o hospital continuasse funcionando com boas condições de trabalho e atendimento.

O hospital possui uma porta de emergência que atende a cerca de 190 pacientes do SUS diariamente. O Ministério da Saúde repassa para a instituição R$ 123 mil por mês. É com esses recursos que o hospital mantém o atendimento de emergência. E é justamente esse serviço, tão procurado e tão útil à população, que está ameaçado devido à suspensão do repasse das verbas. O dinheiro enviado pelo Ministério chega ao hospital através da Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios, que há dois meses não faz a transferência.

A ameaça de fechamento da emergência decorre do seguinte: a Prefeitura quer destinar os R$ 123 mil para uma UPA que foi implantada no município. Essa UPA atende de 80 a 90 pacientes por dia, e já conta com recursos enviados especialmente para sua manutenção pelo Ministério da Saúde. E se não atender a um público maior é porque foi instalada num local distante, de difícil acesso para a população, que prefere utilizar os serviços prestados pela emergência do Hospital Santa Rita.

Se a Prefeitura de Palmeira retirar de vez os R$ 123 mil repassados para o Hospital Santa Rita, a emergência, que funciona muito bem e presta um atendimento humanizado aos pacientes do SUS, vai ter que fechar. O serviço depende do dinheiro do Ministério da Saúde.

No entendimento do Sindicato dos Médicos, bem seria que os recursos do MS fossem repassados diretamente para o hospital, evitando o risco atual de fechamento do serviço. Mas como esse dinheiro tem que passar pela Prefeitura, a interessante que o gestor repense o que está pretendendo fazer, para não acabar com um serviço que está sendo tão bom para a população.

A UPA já tem como se manter; a emergência do Santa Rita depende desse repasse. É importante também que o Ministério Público fique atento a esse caso e se sensibilize com a situação da população. Uma ação do MP, que tem entre suas atribuições a defesa dos interesses dos cidadãos, pode evitar que as pessoas que procuram o Hospital Santa Rita fiquem no prejuízo.

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