Confemel: situação dos médicos na América Latina

“A situação em toda a América Latina é semelhante. Vimos queixas de financiamento insuficiente para a saúde, intromissão na autonomia médica por parte de governos e infiltração de profissionais cubanos no atendimento”








Reunidos em San José, na Costa Rica, de 13 a 15 de maio de 2014, os representantes das organizações médicas da América Latina, Caribe e Península Ibérica, reunidos em maio no Foro Ibero-americano de Entidades Médicas, analisaram temas relevantes para a prática médica e a saúde pública a partir da perspectiva dos profissionais médicos.


O segundo secretário do Cremers e conselheiro federal pelo RS, Cláudio Balduíno Souto Franzen, participou do encontro. “A situação em toda a América Latina é semelhante. Vimos queixas de financiamento insuficiente para a saúde, intromissão na autonomia médica por parte de governos e infiltração de profissionais cubanos no atendimento”, avaliou.


Foram abordados aspectos vinculados à política de medicamentos, recursos humanos em saúde, proteção social dos profissionais médicos, judicialização da medicina e aspectos éticos da prática profissional.


Entre outras deliberações, o grupo exige participação nas decisões dos governos sobre recursos humanos em saúde e incentiva a participação de médicos nas políticas de medicamentos. Também determina que as entidades participantes trabalhem na proteção de médicos e pacientes diante da crescente judicialização da saúde, e defende a aplicação das leis que regulamentam o trabalho de médicos estrangeiros.



Declaração de Peru


Durante a sessão ordinária foi lançado um manifesto de apoio aos médicos peruanos:


Considerando:
• A situação sanitária da população peruana e da classe médica em particular como consequência das mudanças no sistema de saúde impulsionadas pelo governo do Peru;
• A convicção dos médicos peruanos de que essas mudanças levarão a uma paulatina privatização do sistema de saúde, resultando em deterioração da qualidade do atendimento;
• Que não é viável uma reforma do sistema de saúde sem a participação e consenso de atores diretamente comprometidos,em especial o corpo médico;
• A atitude pouco contemplativa do governo para com os coletivos médicos e suas reivindicações;
• O Foro Iberoamericano de Entidades médicas declara seu apoio irrestritoà Federação Médica integrante da Confemel e Fiem.

Fenam-Cremers

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