Médicos cubanos no Brasil trabalham para a ditadura Castrista pagar o Porto de Mariel



Os três objetivos do Mais Médicos: Político-eleitoral,pagamento do Porto de Mariel e maquiar a saúde no Brasil



"Comentário" ao trabalho apresentado pela Diretora do Arquivo Cuba, Maria Werlau: 
"O Porto de Mariel e a cooperação médica Cuba-Brasil" 
Jorge Hernandez Fonseca



Durante o ano de 2013, o atual governo brasileiro concebeu --e começou a executar-- um plano de três anos para levar médicos para áreas remotas do interior do país, o que ele chamou de "mais médicos"; O governo de Brasília declarou então que pretendia recrutar até 15 mil médicos para enviá-los a lugares onde tradicionalmente não havia esses profissionais. Este plano incluiu uma `Chamada Internacional`, através da qual qualquer médico --brasileiro ou não-podia optar por participar, ganhando um valor aproximado de $ 4,400 ao mês, razoável para os padrões da América do sul, que também incluía outras regalias como hospedagem e comida de graça. 

Para o plano "mais médicos"se inscreveram relativamente poucos médicos brasileiros e alguns médicos estrangeiros, num total de pouco mais de mil médicos, entre brasileiros e profissionais procedentes da Argentina, Espanha, Portugal, Itália, entre outros. Foi quando o governo brasileiro anunciou o plano para incluir acordos entre quatro e seis mil médicos cubanos, que começaram a chegar ao Brasil imediatamente após o anúncio,evidenciando acordos prévios que foram mantidos em sigilo. 


Na verdade, a possível contratação de médicos cubanos havia sido ventilada desde o lançamento do "mais médicos", mas devido à reação negativa do "Conselho Federal de Medicina do Brasil-com o qual não existiu coordenação prévia-- o governo chegou a negar a importação de médicos cubanos para o seu plano, o que incluiria apenas --disseram depois-- somente médicos espanhóis, portugueses e outros dos países europeus com excelência reconhecida na prática médica. Quando a inscrição de médicos brasileiros e europeus se mostrou insuficiente, foi quando o governo brasileiro anunciou a chegada de médicos cubanos ,triangulados em contratos sigilosos entre o Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde , que por sua vez contratou médicos cubanos ,como defesa e proteção diante o`Conselho Federal de Medicina` e o resto da sociedade brasileira. Atualmente, cerca de 11.400 médicos cubanos trabalham no interior do Brasil. 



Objetivos


O plano "Mais Médicos" tem três categorias de objetivos diferentes: 
Objetivos políticos; objetivos financeiros e objetivos associados a saúde .



Objetivos Políticos:


Em primeiro lugar, com mais de 11.000 médicos cubanos atomizado na geografia brasileira desde o ano passado, o atual governo no poder conta com mais de 11 mil "cabos eleitorais" que em ano de eleição presidencial farão Propaganda gratuita a favor da reeleição da presidente Dilma Rousseff e dos políticos regionais associados com o Partido dos Trabalhadores, PT, aproveitando a penetração que têm esses médicos em áreas onde a propaganda eleitoral convencional chega deficiente e nem sempre associada para resolver os problemas dessas regiões, geralmente as mais pobres e populosas. 


Em segundo lugar, o lançamento do plano "Mais Médicos" também perseguiu o objetivo oculto de catapultar o ministro da Saúde brasileiro do ano passado,militante do partido governista PT -o qual capitalizou a propaganda durante o anúncio do plano de interiorização dos médicos as regiões mais apartadas-- como candidato ao governo do principal estado brasileiro, São Paulo, que é governado há mais de 15 anos pelo principal partido de oposição ao atual governo, o Partido da social Democracia Brasileira, PSDB, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Contraditoriamente e, provavelmente, associado aos debates com o 'Conselho Federal de Medicina sobre os médicos cubanos-- o já mencionado ministro da saúde e candidato do PT tem atualmente o pior desempenho pré-eleitoral entre os vários candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado de São Paulo. 



Em terceiro lugar, com um plano deste tipo, associado a saúde pública em áreas remotas, o partido no poder, PT, pode dizer nas eleições deste ano --e em todo o país onde tenham candidatos - que levou os serviços de saúde a áreas onde nunca antes outros governantes nunca tiveram preocupação de providenciar o exercício médico para a grande maioria da população carente. 




Objetivos financeiros: 



Os mais de 11.000 médicos cubanos atualmente recebem US $ 1.250 por mês dos 4.400 dólares previsto para cada médico; a cifra anterior varia ligeiramente com o valor da moeda brasileira, o real, em relação ao dólar. A diferença, cerca de 3150 dólares por mês ou mais, vai para o governo cubano, que por sua vez reembolsa ao Brasil para pagar a dívida contraída com investimentos brasileiros no porto de Mariel. Quando os números são associados a quantidade de médicos cubanos que durante três anos trabalharão no Brasil , a conta fecha suspeitosamente em um valor muito similar ao financiamento feito pelo Brasil para modernizar o porto de Mariel. 


Na verdade, quando chegaram os primeiros 4.000 médicos cubanos no Brasil se pagava US $ 400 por mês convertido em reais brasileiro, e eles prometiam guardar em bancos de Havana outros 600 dólares por mês durante os três anos do contrato,para ser liquidado em espécie-não em dinheiro-- (em compras de carros ou bens em lojas cubanas), no final de sua "missão". Assim, o governo cubano , na prática, ficava com 3.400 a 4.000 dólares por mês de cada médico cubano, durante os três anos do plano. Este tratamento discriminatório e leonino foi exibido publicamente pela primeira médica cubana que abandonou o plano "Mais Médicos" no Brasil, a Dra. Ramona Matos Martínez, causando repulsa generalizada da sociedade brasileira, que qualificou tal acordo salarial como "escravidão moderna" por parte de um governo supostamente "justo", como todos pensavam no Brasil sobre o regime cubano, caindo, assim,a máscara existente dentro da ilha com o negócio de médicos cubanos e outros profissionais em Cuba. 


A rejeição por essa prática discriminatória no Brasil foi tão intensa que o líder do Partido dos Trabalhadores, PT brasileiro, Lula da Silva, foi pessoalmente a Havana para corrigir o rumo negativo em relação ao salário dos médicos cubanos, acordando com um aumento de salário dos médicos cubanos no Brasil (e por caráter transitivo , também um aumento salarial para todos os médicos no interior da ilha) solicitando também o envio de mais médicos cubanos (dos 4000 originais para mais de 11 mil médicos na atualidade) de modo a ser capaz de preencher a lacuna que agora surgiria com salários pagos ​​aos médicos, e permitir assim cobrir os investimentos no porto Mariel com o dinheiro que "sobra" 


Objetivos de saúde: 


Se traçou logicamente o objetivo de colocar serviços básicos de saúde ,por três anos,nas regiões mais remotas da vasta geografia brasileira . Este fator, ainda que seja um objetivo muito válido no Brasil, torna-se um alvo menor quando o tempo limitado do plano de três anos, o que, na verdade, resolverá apenas temporariamente um problema associado à endêmica desigualdade brasileira, mas, infelizmente, associado precisamente ao período eleitoral presidencial no gigante sul-americano, distorcendo-o. 




Problemas com o plano "Mais Médicos" .- 


Primeiro, o governo da esquerda brasileira que está no poder, "passou por cima" (literalmente) do Conselho Federal de `Medicina` planejando um projeto massivo de saúde , que naturalmente deveria contar com o apoio do maior grupo de médicos do Brasil. De fato, para qualquer médico estrangeiro exercer a medicina no Brasil, deve fazer testes de "revalidação", como em todos os países do mundo, e também no Brasil, feito pelos Conselhos Regionais de Medicina (um em cada estado brasileiro associado ao Conselho Federal) responsável por dar permissão para médicos estrangeiros para praticar dentro do país.



Como as associações médicas se opuseram a maneira (oposição à forma, não a essência do plano) de como o governo programou a entrada de médicos estrangeiros (incluindo os cubanos) sem sua revalidação, o governo do PT fez aprovar uma nova lei que tirava os poderes dos Conselhos Estaduais de Medicina, centralizando no governo federal o poder de autorizar o exercício profissional de médicos estrangeiros no Brasil,o que trouxe uma discussão muito desfavorável para o governo, já que outras associações profissionais se sentiram ameaçadas e apoiaram a organização profissional médica em suas justas reivindicações profissionais, reforçando a ótica da "politicagem" do plano "mais médicos".


Em segundo lugar, ficou claro para toda a sociedade brasileira o tratamento salarial e pessoal discriminatório do regime cubano com seus profissionais, porque paga um salário bem inferior em relação a outros médicos estrangeiros do mesmo plano, e os cubanos não eram autorizados a trazer a sua família , e eles não foram autorizados a interagir de perto com os brasileiros, não estão autorizados a viajar para fora do local que foi designado, entre outras limitações consideradas impensáveis ​​para a sociedade brasileira, liberal e permissiva como todos sabemos. 


Em terceiro lugar, o principal candidato presidencial da oposição brasileira Aécio Neves, do partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já declarou publicamente que, se ele se tornar presidente nas eleições de outubro , vai resolver a distorção salarial discriminatória que existe hoje com os médicos cubanos no Brasil, impondo a ilha as regras do jogo permitidas dentro do Brasil, de maneira que não violem-como agora fazem -as leis trabalhistas existentes.

Traduzido e editado pelo Blog Alagoas real
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