O vírus ebola não é um produto de laboratório militar

  Epidemia da ebola faz parte da guerra de informação


Os primeiros sinais de pânico já se notam nos EUA. O ambiente social tenso está sendo fomentado pelas próprias autoridades norte-americanas. A despeito de um otimismo artificial e a falta de vontade de introduzir medidas protecionistas, a Casa Branca tem planos de combate à doença muito sérios devido aos críticos de Obama, que o acusam de “indecisão criminosa”. Um dos fatores agravantes se deve ao período de inverno em que os países do hemisfério norte ficam atingidos por epidemias de constipações diversas.

É que os sintomas da gripe são semelhantes aos da febre mortífera: febre elevada e dores musculares. Por isso, os hospitais dos EUA estão preparando espaços suplementares para acomodação de pacientes constipados e tementes de terem apanhado o ebola.

Deste modo, as pessoas hipocondríacas, ao se sentirem mal dispostas e com um suposto “diagnóstico mortal”, irão afluir aos hospitais próximos, paralisando, na pior das hipóteses, o seu trabalho normal. Nos EUA já foram registadas dezenas de tais casos. Não se exclui que até o mês de dezembro se verifiquem centenas de tais “assaltos” aos estabelecimentos médicos e hospitalares. E depois entrará em vigor a lei dos grandes números.

Há quem diga que o tema do ebola teria surgido muito oportunamente do ponto de vista geopolítico, adianta o professor catedrático da Universidade Estatal de Moscou, Andrei Manoilo:

“Por um lado, estamos perante um problema médico muito grave. O vírus ebola é extremamente perigoso. Especialistas dizem que ele não é um produto de laboratório militar, ou seja, não é uma arma biológica. Mas a campanha informativa que tem acompanhado a epidemia tem estado distraindo a atenção dos outros acontecimentos de importância mundial. Se trata de uma arma informativa capaz de provocar o pânico no meio de habitantes de um enorme país durante algumas semanas”.

O recurso ao ebola como a um eficiente meio de guerra de informação tem dois aspectos, prossegue o nosso interlocutor:

“Primeiro, a crise ucraniana, cuja solução está num impasse. Todo o mundo receia que, em breve, o conflito possa entrar em uma nova fase de confrontação aberta. Haverá mais uma ofensiva das tropas ucranianas. Mas, nesse cenário, será necessário desviar a atenção da comunidade mundial.

Segundo, o problema do ebola consiste em que entre os contaminados há cidadãos dos EUA. Segundo se apurou, foi contaminado um soldado do exército norte-americano, de raça negra. Ele se encontra internado, enquanto seu pai, em declarações prestadas à mídia, acusa o governo de estar utilizando os 'norte-americanos de cor' como se fossem 'carne de canhão'. Assim, Barack Obama poderá se defrontar com mais um desafio que poderá desestabilizar a situação interna”.

É sabido que a multidão se sujeita rapidamente ao pavor e ao medo. Os norte-americanos têm ainda mais motivos de preocupação: a febre hemorrágica, em 90% de casos, provoca a morte. O fato de o ebola ter atingido os EUA está afetando o estado psíquico das pessoas, alegadamente bem protegidas contra as desgraças do resto do mundo.

Ora, existe uma tentação de aproveitar a situação para objetivos políticos. Os próximos meses irão demonstrar até que ponto se enganaram, em suas previsões, os adeptos de mais uma teoria da conspiração.

,ruvr.ru,

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