ONU pede libertação de opositores detidos arbitrariamente na Venezuela



O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, expressou hoje grave preocupação com a detenção do líder da oposição venezuelana Leopoldo Lopez e cerca de 70 pessoas presas durante protestos públicos que tiveram lugar na Venezuela, a partir de fevereiro deste ano, e pediu sua libertação imediata. 
Zeid Raad Zeid Al Hussein. Foto: ONU/ Jean-Marc Ferre


Zeid Raad Zeid Al Hussein. Foto: ONU/ Jean-Marc Ferre


20/10/2014

"A detenção prolongada e arbitrária de opositores políticos e manifestantes na Venezuela está causando crescente preocupação internacional", disse o Alto Comissário Zeid. 


"Esta situação só agrava a tensão no país", acrescentou. 


De acordo com informações recebidas por seu escritório, foram detidos mais de 3.300 pessoas-incluindo menores de idade, por períodos curtos, entre fevereiro e junho. 


Pelo menos 43 pessoas morreram durante os protestos, incluindo um fiscal e nove efetivos da lei. 


No mês passado, o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária, disse que a prisão de Leopoldo López ,Daniel Ceballos ex-prefeito de San Cristobal foram arbitrárias. 


Seid pediu que as autoridades venezuelanas atuem de acordo com as opiniões do Grupo de Trabalho e que liberte imediatamente Ceballos e Lopez e todos os detidos por exercerem o seu direito de protestar pacificamente e expressar de forma legítima. 


O Alto Comissário reuniu-se em Genebra na sexta-feira com a mulher de Leopoldo López, Lilian Tintori, para discutir a situação de todos os presos e suas famílias. Zeid deplorou as repetidas queixas de ataques e intimidação voltados para aqueles que trabalham em defesa dos direitos humanos na Venezuela e pediu que eles sejam autorizados a continuar com o seu trabalho sem medo pela sua segurança. 


"Meu escritório está extremamente preocupado com a situação atual e continuaremos assistindo cuidadosamente", acrescentou.

Comentários