CAOS NA SAÚDE EM MACEIÓ PIORA E MÉDICOS FICAM APREENSIVOS


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Se a situação já estava difícil para os médicos de Maceió, devido à falta de condições de trabalho nos postos de saúde, o caos agora se instalou de vez. É que com a greve dos servidores dos postos fica praticamente impossível o atendimento à população. Os médicos não aderiram à greve, mas dependem do trabalho do pessoal de apoio para manterem suas atividades. Com o trabalho mais prejudicado que normalmente, a categoria fica ainda mais apreensiva.

Os grevistas, que deveriam manter 30% dos serviços essenciais em cada posto de saúde, paralisaram praticamente 100% na maioria das unidades de saúde da rede municipal, impossibilitando o trabalho dos médicos e causando prejuízos à população. As reclamações, que são muitas, recaem sobre os médicos, que são injustamente acusados de não quererem trabalhar.

Infelizmente, a atual administração não dialoga e nem negocia – o que faz com que a greve se prolongue. “Sabemos o que as categorias que estão em greve enfrentam neste momento, que é o total descaso do prefeito quanto às suas reivindicações. Desde janeiro de 2013 tentamos uma audiência para discutir as queixas e reivindicações da classe médica, mas nunca conseguimos falar com esse prefeito”, disse o presidente do SINMED, Wellington Galvão.

Ao deixar os postos de atendimento à população inviabilizados devido à falta de condições de trabalho, a atual gestão demonstra falta de competência administrativa - além de desinteresse. A iniciativa de criar uma lei com o objetivo de terceirizar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em implantação na Capital, apenas reforça a tese da falta de competência.

Saúde é atividade-fim, e não pode ser terceirizada. Em todo o Brasil, o Ministério Público Federal tem tido muito trabalho com a investigação de Organizações Sociais contratadas para gerir unidades púbicas de saúde. Essas OSs são acusadas de desviar milhões de reais, além de cometerem uma série de ouras irregularidades – desde assédio moral ao pessoal contratado até maus-tratos aos pacientes. Os custos também são muito maiores e não há melhoria alguma do atendimento à população; ocorre justamente o contrário.

O presidente do SINMED defende a realização de concurso público – como determina a Constituição – e a indicação de gestores para as unidades escolhidos entre os técnicos que integram o quadro de servidores efetivos da saúde. “Em todos os municípios que entregam a gestão de hospitais a essas entidades acontecem graves problemas. Dá tudo errado. O prefeito de Maceió precisa rever essa pretensão e administrar o setor, como prometeu que faria durante a campanha. Ninguém aguenta mais esse caos”, disse.

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