Servidor Alagoano sonha com concurso

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Servidor sonha com concurso

Mais uma vez, em 2014 os médicos do serviço público não tiveram motivos para comemorar no Dia do Servidor, lembrado em 28 de outubro. Em Alagoas, faltando menos de dois meses para a posse de um novo governador, a categoria procura manter as esperanças de melhorias. Esperanças de investimentos na saúde como um todo: infraestrutura e manutenção, abastecimento e recursos humanos – de qualidade, em quantidade suficiente, concursados e dignamente remunerados.

No caso dos médicos, a realização de concurso público para recomposição dos quadros da Sesau e Uncisal é importantíssima. Já passou muito do tempo. Os quadros hoje são formados, predominantemente, por profissionais precarizados, contratados como prestadores de serviços. O último concurso data de 2004 e, desde então, por conta dos baixos salários e da falta de condições éticas cerca de 1,3 mil deixaram o Estado. A maioria pediu demissão, após aprovação em concursos realizados por estados vizinhos, como Pernambuco, que pagam um salário-base três vezes maior que Alagoas. Também ocorreram muitas aposentadorias, sem falar nas mortes.

No entanto, ao longo dos últimos oito anos o discurso do governo empacou em supostos impeditivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, para justificar a não realização de concurso público. A LRF, porém, nunca foi obstáculo à contratação de Organizações Sociais e nem dos prestadores de serviços, com salários até quatro vezes maiores que os dos servidores efetivos. A esperança que se mantém é que o próximo governador rejeite esse discurso, pense na população e invista na saúde da população.

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