Governo de Renan começa sem pagar salário


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GOVERNO COMEÇA SEM PAGAR SALÁRIO

Médicos prestadores de serviços não receberam mês de

dezembro e podem paralisar atividades no SAMU e hospitais



Mais de 60% dos médicos em atividade na rede pública estadual de saúde são prestadores de serviços. Trabalham sem contrato formal ou com contratos precários, sem direitos ou garantias trabalhistas. Mas até o final do último governo, recebiam suas remunerações com regularidade. Muitos deles não possuem nenhum outro vínculo de trabalho, dependendo exclusivamente do que ganham como prestadores de serviços. Pois bem: o salário do último mês de dezembro, que deveria ter sido liberado até o dia 10 de janeiro, não foi pago. O governo não dá qualquer previsão de quando isso acontecerá, e nem mesmo justificou o não pagamento do mês efetivamente trabalhado. O clima entre os médicos é de revolta.

Na semana passada, o SINMED foi procurado por vários grupos de médicos que pediam que o sindicato buscasse uma informação do governo sobre quando o salário será pago. Para os profissionais, não dá para iniciar outro mês de trabalho com, praticamente, dois meses em atraso – o prazo para pagar o mês de janeiro vai até o dia 10. Como o governo não informa nada, ninguém sabe quando vai receber os atrasados. Os médicos, inclusive, já alertaram a diretoria do SINMED de que podem paralisar as atividades, se o governo não pagar logo o que deve. 

A situação é preocupante. Em serviços como o SAMU, o quadro de médicos é formado, praticamente, só por prestadores de serviços. Menos de 10% do efetivo de médicos do SAMU é concursado. Na Unidade de Emergência do Agreste acontece o mesmo: praticamente todos os médicos são prestadores de serviços. Ou seja: se todo mundo que está com salário atrasado paralisar as atividades, os serviços de atendimento à população entram em colapso por falta de médicos. E como esses médicos não têm nenhum tipo de vínculo com o Estado, por serem precarizados, eles não são obrigados a trabalhar - principalmente, sem receber.



O SINMED espera que o governo se manifeste e, principalmente, pague logo o que deve aos médicos. E sugere: que tal realizar logo concurso público e passar a tratar a classe médica com respeito?

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