Intercambistas cubanos e SAMU de mentirinha aumentam riscos de morte



Intercambistas cubanos e SAMU de mentirinha aumentam riscos de morte 

Um fato ocorrido no último final de semana no litoral Norte de Alagoas mostra o quanto a população e turistas que visitam o Estado estão entregues à própria sorte, quando o assunto é assistência médica – principalmente, se o caso for uma emergência. Um empresário, vítima de AVC, foi levado a um posto de saúde em Porto de Pedras e atendido por uma intercambista cubana. Ela detectou uma crise hipertensiva, administrou diurético e mandou chamar o SAMU. Na base mais próxima, em São Miguel dos Milagres, o SAMU conta com um auxiliar de enfermagem, um motorista e uma ambulância para atender urgências e emergências, segundo o governo passado – responsável pela implantação de “bases” como essa, Alagoas afora. 

Depois de muita perda de tempo, inclusive pelas dificuldades de comunicação com a intercambista cubana, o helicóptero do SAMU saiu de Maceió com uma equipe com médico, para buscar o paciente, que só então recebeu o atendimento adequado e foi transferido para a Santa Casa, na Capital, onde faleceu.

A região Norte não dispõe de um único hospital público com atendimento de emergência, capaz de evitar que casos dessa natureza aconteçam. Um pronto atendimento adequado, por profissional qualificado, poderia ter aumentado as chances de sobrevivência ou até mesmo salvado a vida do paciente. Mas em cidades onde nem mesmo a atenção básica funciona, o jeito é transferir para Maceió, o que na maioria das vezes não é possível, e que, quando acontece, já se tem perdido um tempo precioso.



Além dos postos de saúde, onde não conseguem nem mesmo se comunicar com a população de forma minimamente aceitável, os intercambistas cubanos estão sendo contratados para trabalhar como plantonistas em ambulatórios de urgência de hospitais municipais. Esses ambulatórios não têm a mínima estrutura de funcionamento, assim como os hospitais que os abrigam. Como se isso não bastasse, ainda colocam pessoas sem qualificação para atender os casos graves. É muita irresponsabilidade e muito descaso com a vida das pessoas.

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