Atualização sobre a investigação de casos suspeitos de febre amarela silvestre, Minas Gerais, 2017

Em 2017, até o momento (13/01), foram notificados 133 casos suspeitos de Febre Amarela, sendo que desses 20 são casos prováveis*, cujos pacientes apresentaram quadro clínico suspeito e exame laboratorial preliminar reagente. Em relação aos óbitos, foram notificados 38 óbitos, sendo que desses, 10 são considerados óbitos prováveis de febre amarela. Essas mortes ocorreram nos municípios de Piedade de Caratinga (3), Ladainha (3), Ubaporanga (1), Ipanema (1), Itambacuri (1) e Malacacheta (1).




Nota Técnica

Data da atualização: 13/01/2017 Antecedentes: No dia 02 de janeiro de 2017 a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) foi notificada pelas Unidades Regionais de Saúde de Teófilo Otoni e Coronel Fabriciano sobre a ocorrência de casos suspeitos de febre hemorrágica a esclarecer em alguns municípios de sua jurisdição. A partir da notificação, também foram identificados casos suspeitos na Unidade Regional de Saúde de Manhumirim. Considerando as características clínicas, evolução rápida dos casos, além do surgimento de notificações de epizootias em primatas não humanos (PNH), a suspeita principal foi de febre amarela silvestre e seus diagnósticos diferenciais. Em 09 de janeiro de 2017 a Unidade Regional de Saúde de Governador Valadares notificou a ocorrência de epizootia e em um município de sua jurisdição, ampliando a área sob suspeita. Desde a notificação, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais tem desencadeado as ações preconizadas para vigilância e assistência dos casos suspeitos de febre amarela, incluindo a disponibilização de equipes para apoio técnico aos municípios.


Cenário Ecoepidemiológico: Até o presente momento, foram notificados 133 casos suspeitos (Tabela 1), destes 20 são casos prováveis, cujos pacientes apresentaram critério de caso suspeito e com exame laboratorial preliminar reagente. Atualmente, foram identificadas quatro Unidades Regionais de Saúde com registro de epizootias em PNH, identificação de casos suspeitos ou prováveis de febre amarela silvestre (Figuras 1 e 2). A distribuição dos casos notificados e prováveis de febre amarela silvestre e áreas de ocorrência de epizootias em PNH, atualmente sob investigação, está descrita na Tabela 1.


Tabela 1 – Distribuição de casos notificados e prováveis de febre amarela, na área sob investigação, Minas Gerais, 2017.

tabela 1



1 Total de casos notificados, incluindo os casos prováveis; 2 paciente com critério de caso suspeito e com exame laboratorial preliminar reagente, aguardando conclusão da investigação e contraprova laboratorial. Os casos prováveis também estão contabilizados na coluna “Casos notificados” 3 registro de morte ou aparecimento de animais (primatas não humanos) doentes




Todos os casos prováveis (n=20) até o momento são do sexo masculino, com média de idade de 42 anos. Do total de casos prováveis, 10 evoluíram para óbito. Além dos 10 óbitos prováveis, outros 28 óbitos foram notificados e estão sendo investigados (Tabela 2). Tabela 2 – Óbitos suspeitos e óbitos prováveis por febre amarela, Minas Gerais, 2017


tabela 2

1 Total de óbitos notificados, incluindo os casos prováveis 2 óbito com critério de caso suspeito e com exame laboratorial preliminar reagente, aguardando conclusão da investigação e contraprova laboratorial. Os óbitos prováveis também estão contabilizados na coluna “Casos notificados




Mapa





Figura 1 - Distribuição dos municípios segundo casos notificados, casos prováveis e óbitos prováveis, Minas Gerais, 2017. Fonte: DVA/SVEAST/SubVPS/SES-MG







Mapa 2

Figura 2 – Municípios com epizootias em investigação ou rumor de morte de primata sob monitoramento, Minas Gerais, 2017. Fonte: DVA/SVEAST/SubVPS/SES-MG Municípios: 1-Alvarenga; 2-Bom Jesus do Galho; 3-Caratinga; 4-Coronel Murta; 5-Durandé; 6-Engenheiro Caldas; 7-Entre Folhas; 8-Imbé de Minas; 9-Ipanema; 10-Itinga; 11-Itueta; 12-José Raydan; 13-Mutum; 14-Santana do Manhuaçu; 15-São Domingos das Dores; 16-São Pedro do Suaçuí; 17-São Sebastião do Maranhão; 18-Simonésia; 19-Toledo; 20-Ubaporanga; 21-Água Boa; 22-Ipatinga; 23-Ladainha; 24- Malacacheta; 25-Sacramento; 26-São José do Jacuri; 27-Poté; 28-Tapiraí; 29-Teófilo Otoni



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Fonte:
saude.mg.gov.br

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