OPAS | OMS : Não há evidências de que Aedes esteja envolvido em surtos de febre amarela no Brasil


Em meio ao surto de febre amarela no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmaram na semana passada que não há evidências, até o momento, de que o Aedes aegypti estaria envolvido na atual onda de transmissão da doença. No entanto, possibilidade de disseminação urbana da patologia não pode ser descartada.

Organismos apontaram que recomendações de vacinação para viajantes precisam ser atualizadas pelas autoridades brasileiras.



AEDES





Em meio ao surto de febre amarela no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) afirmaram na semana passada que não há evidências, até o momento, de que o Aedes aegypti estaria envolvido na atual onda de transmissão da doença. No entanto, segundo as agências, a possibilidade de disseminação urbana da patologia não pode ser descartada.

De acordo com os organismos internacionais, a proliferação e o reaparecimento recentes da febre amarela no Brasil ocorrem em áreas que não eram consideradas regiões em risco de transmissão desde 2013. Para a OPAS e a OMS, a conjuntura revela que é necessário reconsiderar a avaliação de risco para melhor orientar políticas nacionais de imunização e recomendações para viajantes.


Lista de municípios com recomendação de vacinação contra febre amarela -2017

Até 26 de janeiro, 550 casos de febre amarela em humanos haviam sido notificados. Desses, 72 foram confirmados e 23 foram descartados. As 455 ocorrências restantes continuam sob investigação. Os episódios da infecção informados incluem 105 mortes — das quais 40 foram confirmadas como associadas à doença. Os outros 65 óbitos permanecem sob análise.

Entre infecções confirmadas, a taxa de fatalidade atingiu os 55%, ao passo que, entre casos ainda sob suspeita e investigação, o índice cai para 14%.

Os episódios da doença — incluindo os já comprovados e os que estão em verificação — estão distribuídos em seis estados, de acordo com estimativas sobre o local provável da infecção. São eles Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

Trinta e sete falecimentos confirmados ocorreram em Minas, a unidade federativa mais afetada pelo surto da doença. O estado concentra 502 do total de casos notificados e 68 das infecções confirmadas. Espírito Santo é o segundo estado com o maior número de ocorrências relatadas (33), enquanto São Paulo teve o segundo maior número de óbitos — três — comprovadamente vinculados à febre amarela.

A OPAS e OMS informaram que as autoridades de saúde de todos os níveis de governo estão respondendo à situação com atividades que incluem a distribuição de 5,3 milhões de vacinas para Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro.

É esperado que novas infecções sejam detectadas em outros estados brasileiros devido ao movimento interno de pessoas dentro do território nacional e aos baixos índices de vacinação em locais que não eram considerados de risco para a transmissão da patologia. A disseminação da doença entre macacos também é um fator que deverá contribuir para a proliferação em outras partes do país.
Recomendações de vacinação para viajantes precisam ser atualizadas

Embora o Secretariado da OMS não recomende nenhuma restrição geral de viagens e comércio com o Brasil, o organismo internacional destaca que as recomendações de vacinação contra febre amarela para viajantes precisam ser atualizadas pelas autoridades nacionais. Atualmente, não há casos da doença notificados nos países vizinhos e associados aos surtos no território brasileiro.

A OPAS e OMS incentivam seus Estados-membros a aconselharem pessoas que planejam visitar áreas de risco para a transmissão da febre amarela no Brasil. Orientações devem contemplar:


• Vacinação contra a febre amarela pelo menos dez dias antes de viajar;
• Observar as medidas para evitar picadas de mosquitos;
• Conscientização sobre os sinais e sintomas da febre amarela;
• A promoção de um comportamento de procura dos cuidados de saúde durante a viagem e ao retornar de uma zona de risco para a transmissão da febre amarela, especialmente quando o regresso é para um país onde é possível estabelecer um ciclo de transmissão local (isto é, onde o vetor está presente).


Fonte:ONU

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