Febre Amarela : DF mantém alerta após 25 notificações de casos suspeitos


Febre Amarela - Brasília - DF

Foram 25 notificações de casos suspeitos. Aumento das investigações este ano se deve ao cuidado redobrado dos profissionais para identificar possíveis casos previamente



BRASÍLIA (24/3/17) – Com o reforço do monitoramento de possíveis casos de Febre Amarela no Distrito Federal, pela Diretora de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria de Saúde, já foram feitas 25 notificações de casos suspeitos este ano. Do total, 23 descartados, um está em investigação e outro foi confirmado. Se trata de um caso em que o paciente contraiu a doença em Minas Gerais e morreu em um hospital do DF, há dois meses.

O número é maior do que em 2016, quando houve 24 notificações ao longo dos 12 meses, mas nenhum confirmado. "Esse aumento de notificações se deve ao alerta dos profissionais para a Febre Amarela. É importante essa sensibilização dos profissionais para aumentar o monitoramento e descartar ou confirmar com agilidade possíveis casos", explicou a diretora de Vigilância Epidemiológica, Heloísa Araújo.


Segundo ela, a Divep emitiu uma nota técnica para todas as unidades de saúde, estabelecendo o controle rigoroso de casos em que pacientes apresentam sintomas. "Todos os casos suspeitos precisam ser notificados para fazermos a varredura e descartar ou confirmar a doença. Os principais sintomas são febre até sete dias, icterícia ou sangramento gengival de forma não habitual", disse.

A diretora também explicou que é importante verificar se a pessoa está imunizada e se recorda quando foi vacinada contra a doença. "Esses casos entram no sistema como suspeito. A partir daí, vamos fazer a confirmação com exames laboratoriais e levantar informações epidemiológicas, que envolvem dados sobre onde a pessoa infectada esteve nos últimos dias, se teve contato com uma pessoa doente, entre outras análises", esclareceu.

Segundo ela, outra frente de trabalho é acionar a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), que verifica a presença de macacos nas regiões em que a pessoa com suspeita da doença passou. São colhidas amostras encaminhadas para exames. O macaco não transmite a doença, mas pode desenvolver, assim como o ser humano.

Neste ano, foram 37 macacos. Apesar de não ter os resultados ainda, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde faz todas as ações de manejo ambiental e bloqueio vacinal nas áreas onde são encontrados macacos.


IMUNIZAÇÃO - A vacinação contra a febre amarela é a mais importante medida de controle e confere proteção próxima de 100%. A vacinação é oferecida no calendário de vacinação do Distrito Federal a partir dos nove meses de idade, com reforço aos quatro anos de idade, em todas as salas de vacinação da rede pública de saúde.

Para as pessoas de 2 a 59 anos a recomendação é de 2 doses, com intervalo de 10 anos. Em relação às pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas, ou sem o comprovante de vacinação, o médico deverá avaliar caso a caso, considerando o risco da doença e efeitos adversos nessa faixa etária.

Fonte: Saúde DF

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