Aspectos epidemiológicos e situação atual dos casos de Febre Amarela no Brasil

No Brasil, a partir do desaparecimento da forma urbana em 1942, só há ocorrência de casos de febre amarela silvestre. A maior parte do nosso território é considerado endêmico para a doença, excetuando-se a região litorânea. A doença acomete com maior frequência indivíduos do sexo masculino, com mais de 15 anos, em função da maior exposição profissional destes indivíduos, relacionada à penetração em zonas silvestres de áreas endêmicas. Outro grupo de risco são pessoas não vacinadas que residem próximas aos ambientes silvestres, onde circula o vírus, além de turistas e migrantes que adentram esses ambientes

Mapa dos casos de Febre Amarela no Brasil


A maior frequência da doença ocorre nos meses de janeiro a abril, período com maior índice pluviométrico, quando a densidade vetorial é elevada, coincidindo com a época de maior atividade agrícola. Na população humana, o aparecimento de casos é geralmente precedido de epizootias em primatas não humanos.

Todos os casos suspeitos em humanos e epizootias em primatas não humanos (macacos) devem ser notificados e investigados imediatamente, em até 24 horas, visando identificar as áreas de circulação viral, as populações sob risco e as áreas prioritárias para aplicação de medidas de prevenção e controle.


Situação epidemiológica atual:


A partir de Dezembro de 2016, até o dia 12 de Abril de 2017, foram notificados ao Ministério da Saúde 2.422 casos suspeitos de febre amarela silvestre, desses, 671 casos permanecem em investigação, 623 casos foram confirmados e 1.128 foram descartados. Os casos confirmados tiveram como local provável de infecção os estados de Pará (4 casos), São Paulo (5 casos), Espirito Santo (155 casos) e Minas Gerais (449 casos)



Por ordem decrescente, a taxa de mortalidade dos casos confirmados por estado é de 100% no Pará, 80% em São Paulo, MG 34%, 31% no ES e 20% no Rio de Janeiro.


O perfil demográfico dos casos confirmados coincide com aquele geralmente observado nos surtos de febre amarela silvestre, com a maior parte dos casos em pacientes do sexo masculino (87% dos casos) e idade economicamente ativa, uma vez que esses indivíduos se expõem com maior frequência a áreas e situações de risco, sobretudo em decorrência de atividades laborais

Do total de casos, 326 evoluíram para óbito, sendo que 64 (19,6%) óbitos permanecem em investigação, 209 (64,1%) óbitos foram confirmados e 53 foram descartados (2,8%). A taxa de letalidade entre os casos confirmados foi de 33,5%.

Neste mesmo período foram notificadas ao Ministério da Saúde 2949 epizootias em Primatas Não Humanos (PNH), das quais 1041 permanecem em investigação, 82 foram descartadas e 473 foram confirmadas para febre amarela por critério laboratorial ou vínculo epidemiológico com epizootias em PNH ou casos humanos confirmados em áreas afetadas (municípios com evidência de circulação viral) e ampliadas (municípios limítrofes àqueles afetados), com envolvimento de 4522 animais

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spsp.org.br
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