4/17/2017

Cuba suspende o envio de médicos para o Brasil por medo de deserções


Cuba suspendeu este mês o envio de 710 profissionais de saúde que deveriam trabalhar no programa MAIS Médicos no Brasil por medo de deserções dos Cubanos;

Cuba : A ilha do terror


O corte no envio dos médicos é uma medida de Havana para pressionar o papel desempenhado pelo governo de Michel Temer, que permitiu que mais de 80 profissionais de saúde continuassem no país depois de completar sua missão.

Para o Ministério da Saúde da ilha, tal ação "não está em conformidade" com o acordo assinado entre os dois países a época da presidente Dilma Rousseff. Como parte desse acordo, ainda permanecem no Brasil mais de 11.000 médicos cubanos.

"O governo cubano teme que o que está acontecendo no Brasil poderia se espalhar para outros médicos que trabalham em outros países ", diz Julio César Alfonso, presidente da Solidaridad Sin Fronteras (SSF), uma organização sem fins lucrativos que ajuda os médicos a desertar das missões além de financiar a viagem para os Estados Unidos e, eventualmente, o ingresso dos médicos no sistema de saúde.


Em hospitais, clínicas e consultórios médicos , trabalham na ilha 495.609 médicos, de acordo com os últimos dados oficiais. e 58.000 deles são médicos especializados que participam em programas de cooperação financiados através de organizações internacionais em mais de 90 países ao redor do mundo, da África à Oceania.

Cuba tem  milhares de médicos no exterior. Em 2014 o governo reconheceu que recebeu 8.2 milhões de dólares em "exportação de serviços médicos." De acordo com economistas independentes, os ganhos foram reduzidos em mais de 1 milhão devido à crise na Venezuela, mas continua a ser a principal fonte de renda para o país.



"Quando os profissionais cubanos deixam o país começam a ver que são parte de um esquema de tráfico que só beneficia o governo em Havana. A maneira de se rebelar é escapar e Cuba não vai permitir isso ", diz Alfonso, da SSF.

Sob a administração democrata do ex-presidente Barack Obama, os Estados Unidos eliminou em janeiro o Programa Parole para médicos cubanos que trabalhavam no exterior e que permitia que os desertores viajassem legalmente para território Americano e tivessem beneficios da Lei de Ajuste Cubano.

Alfonso e sua equipe estão confiantes que a administração de Donald Trump vai reverter a medida de Obama.


"Vai demorar alguns meses, mas estamos trabalhando com muita fé neste projeto para ajudar as vítimas do maior tráfico de pessoas da era moderna", disse ele.

Desde 2006, o Cuban Medical Professional Parole permitiu que 8.000 profissionais de saúde cubanos desertassem de missões governamentais e fosssem viver nos Estados Unidos. Em 2016, cerca de 1.400 profissionais médicos do programa Mais Médicos do Brasil se beneficiaram do Parole.

Estima-se que mais de 1.000 médicos da ilha estão casados ​​com brasileiras, uma forma de obter residência permanente no Brasil e evitar o retorno obrigatório para a ilha. Cerca de 1.600 realizaram testes para revalidar as suas qualificações com a finalidade de entrar no mercado de trabalho naquele país.


Cuba proibe estritamente que seus " Profissionais da Saúde" tenham relações com "nativos" e seu código de ética afirma que "deve ser imediatamente comunicado" ser consistente "com o pensamento revolucionário" e "nenhuma ação seja desproporcional" (Sic).



O ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros, disse no início deste ano que pediu ao governo cubano e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que flexibilizem as condições que obrigam os médicos voltarem para a ilha .

O Brasil paga cerca de US $ 3.300 por médico para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que serve como um intermediário - e cobra por isso - com a Comercializadora de Servicios Médicos Cubanos.. O Dinheiro que os médicos recebem é equivalente a US $ 800.


Após a deposição da presidente Dilma Rousseff, o governo cubano pressionou as autoridades brasileiras para renegociar o contrato de seus médicos e ganhou um aumento de 9% no pagamento.

Cuba também recebeu um aumento de 10% para o alimento de médicos em áreas indígenas.

"Estávamos esperando que algo aconteça", diz um dos médicos que continua trabalhando na região de São Paulo.

"A Vice-Ministra Marcia Cobas, tem um olho em nós, e não quer que morra a galinha dos ovos de ouro", diz ele.

"Eles nos tratam como escravos", diz o médico, especialista em Medicina Geral. "Temos que trabalhar mais do que os outros médicos e até mesmo não deixam nossas famílias com a gente no Brasil além de três meses - Se o desejo da família é ficar, aí todos devem voltar para a ilha. "



Traduzido e Editado
Se copiar é obrigatório citar o link do Blog AR NEWS


História Fonte

http://www.elnuevoherald.com/noticias/mundo/america-latina/cuba-es/article144708129.html


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