O H7N9 é um subtipo de vírus influenza A de origem aviária.


O vírus Influenza A (H7N9)

O vírus influenza A (H7N9) é um subtipo de vírus influenza A de origem aviária. Esse subtipo viral (H7N9) não havia sido detectado circulando em outro animal ou infectando humanos até Março de 2013 quando foram detectados os primeiros casos de infecção humana na China.

Desde então, infecções em aves e em humanos têm sido observadas. Existe uma grande preocupação com relação à infecção humana por esse subtipo A (H7N9), pois a maioria dos pacientes acometidos desenvolve gripe com complicações graves, com evolução para óbito em cerca de um terço dos casos.
Total de casos

Somam um total de 571 casos confirmados por exames laboratoriais para infecção humana do vírus da Gripe Influenza A (H7N9), incluindo 212 mortes. Foram notificados à OMS: 568 casos oriundos da China, incluindo 552 casos pelo Comissão Nacional Saúde e Planejamento Familiar da China, 4 (quatro) casos relatados pelos Centros de Controle de Doenças Taipei (CDC Taipei) e doze (12) casos notificados pelo Centro de Proteção da Saúde, Hong Kong SAR. E 1 (um) caso em um viajante chinês relatado pela Malásia, e dois (2) em viajantes relatado pelo Canadá. Os dois casos relatados do Canadá foram os viajantes que retornam da China em 12 de janeiro de 2015.

(Dados de 23 de Fevereiro de 2015)

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Sazonalidade

Alguns estudos têm indicado que os vírus influenza aviários, assim como os vírus influenza sazonais, possuem um padrão de sazonalidade: circulam com alta taxa durante os climas frios e com baixa taxa em climas quentes.

Distribuição Geográfica

Localidades acometidas até o momento:
China
Taiwan
Hong Kong
Malásia
Canadá

O vírus Influenza A (H7N9) não tem sido detectado em aves e nem em humanos no Brasil.


Modo de Transmissão

Na maioria dos casos de infecção humana pelo vírus Influenza A (H7N9), tem sido relatado exposição recente a aves de criação ou ambientes potencialmente contaminados, especialmente feiras ou mercados onde aves vivas são comercializadas ou abatidas. Uma vez que, infecções por H7N9 não causam doença grave em aves, esse vírus pode se disseminar silenciosamente entre elas.


Transmissão Inter-humana

Uma minoria de casos parece ser resultado de transmissão inter-humana. Apesar de ter havido cluster* de infecções humanas por contato próximo, aparentemente esse vírus não é facilmente transmitido de uma pessoa a outra. Transmissão sustentada humano a humano não tem sido relatada apesar de investigações e seguimento de casos confirmados e casos de contato próximo.

Definição de cluster: Duas ou mais pessoas com aparecimento de sintomas nos mesmo período de 14 dias e que estão associadas com uma ambientação específica, como sala de aula, local de trabalho, domicílio, parentes, hospital, campos de recreação, quartel militar.


Período de incubação 

Os dados atuais para a Influenza A (H7N9) indicam que as período de incubação varia de 2 a 8 dias podendo chegar a até 10 dias. A OMS informa que em estudos de campo e acompanhamento de contatos os pacientes obtiveram um período médio de incubação de 7 dias.


Período de transmissibilidade

Apesar do período de transmissibilidade em humanos ser desconhecido para o vírus Influenza A (H7N9), geralmente um adulto libera partículas de virais desde 1 dia anterior ao surgimento dos sintomas até 5 a 10 dias depois do início dos sintomas.


Manifestações clínicas

As manifestações clínicas apresentada por pacientes com infecções confirmadas por Influenza A (H7N9), durante admissão hospitalar, incluem febre, tosse produtiva e não produtiva, falta de ar, dispneia, hipóxia, e evidencia de doença respiratória do trato inferior com opacidade, consolidação e infiltrados nas imagens pulmonares.

A contagem de leucócitos tem sido normal ou baixa, com leucopenia, linfopenia e trombocitopenia em alguns casos.

Complicações causadas por infecções com o vírus Influenza A (H7N9) incluem choque séptico, falência respiratória, síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), hipoxemia refratária, falência renal, falência múltipla de órgãos, rabdomiólise, encefalopatia e infecções bacterianas secundárias.

A maioria dos pacientes com infecções por Influenza A (H7N9) confirmadas necessita de internação em unidade de terapia intensiva. O tempo médio do surgimento dos sintomas até o óbito é de aproximadamente 11 dias, podendo variar de 7 a 20 dias. A evolução para óbito ocorre em cerca de 30% dos casos.


Medidas de vigilância e controle

Mediante a emergência desse novo subtipo na população humana, considerando-se as recomendações da OMS, as equipes de vigilância dos estados e municípios, bem como os serviços de saúde da rede privada, devem ficar alerta aos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em pessoas que:
Viajaram recentemente para área considerada endêmicas de Influenza A (H7N9) em humanos ou animais;
Foram expostas recentemente a aves de criação vivas
Frequentaram ambientes potencialmente contaminados, especialmente feiras ou mercados onde aves vivas são comercializadas ou abatidas;
Foram expostas a indivíduos com infecção respiratória aguda (IRA) com viagem recente à área considerada de transmissão
Foram expostas a caso suspeito ou confirmado de infecção por Influenza A (H7N9).
A pesquisa para Influenza A (H7N9) está indicada em qualquer uma das situações acima descritas.


Pessoas em risco potencial de infecção por Influenza A (H7N9)
Que tenham viajado para a China, Taiwan, Hong Kong e Malásia;
Que tiveram contato próximo com viajantes com doença respiratória procedentes da China, Taiwan, Hong Kong e Malásia;
Que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados de Influenza A (H7N9);
Profissionais de saúde que entraram em contato com pacientes suspeitos de infecção por Influenza A (H7N9) sem a utilização de equipamento de proteção individual (EPIs) adequados.


Definição de caso suspeito de infecção por Influenza A (H7N9)

Todo paciente portador de síndrome gripal (SG) ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que tenha apresentado os primeiros sintomas até 14 dias depois de ter estado na China ou em outro país onde haja confirmação laboratorial da transmissão do vírus Influenza A (H7N9);

OU

Todo paciente portador de síndrome gripal (SG) ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG) que teve contato recente (14 dias ou menos antes do início dos sintomas) com paciente suspeito ou confirmado de infecção por Influenza A (H7N9).

Diagnóstico Laboratorial

Todos os casos suspeitos devem ser submetidos à coleta de amostra de secreção nasofaríngea (SNF), o mais rápido possível, seguindo a mesma forma da coleta para diagnóstico dos demais vírus influenza. Efetuar, preferencialmente, o Aspirado de Secreção Nasofaríngea (ASN), não sendo possível, efetuar a coleta da secreção nasofaríngea por meio de swab.

As amostras devem ser conservadas e acondicionadas em temperatura de 4ºC, sem congelamento, e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública - LACEN, que por sua vez deve encaminhá-las aos Laboratórios de Referência para Diagnóstico de Vírus Respiratórios, conforme a área de abrangência.

Por questões de biossegurança, as amostras de casos suspeitos de Influenza A (H7N9) deve ser processada apenas nos Laboratórios de Referência para Vírus Respiratórios que possuírem laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3).


Definição de caso provável de infecção por Influenza A (H7N9)

Um caso provável é um paciente com SG ou SRAG compatível suspeita de infeção por Influenza A (H7N9), conforme descrito para caso suspeito, no qual o diagnóstico laboratorial é positivo para influenza A não-subtipável*.

* vírus influenza A não subtipável: Amostra positiva para vírus influenza A, mas com resultado negativo para os subtipos H1N1 sazonal, H1N1(pdm09) e H3N2 por reação em cadeia da polimerase da transcrição reversa em tempo real (RT-PCR em Tempo Real), sendo assim considerada não-subtipável.


Definição de caso confirmado de infecção por Influenza A (H7N9)

Todo caso suspeito com o diagnóstico confirmado laboratorialmente, por biologia molecular (RT-PCR em Tempo Real), padronizada pelo CDC-Atlanta (EUA) e recomendada pela OMS.


Medidas de controle de infecção relacionada à assistência à saúde

Quando a fonte de infecção por Influenza A (H7N9) não é conhecida, a taxa de letalidade pode ser alta e também existe a incerteza quanto à possibilidade de transmissão inter-humana, recomenda-se então, além das medidas para influenza sazonal que constam no Protocolo de Tratamento de Influenza 2015, as medidas de controle de infecção são maiores.

As medidas de controle abrangem precauções para evitar contato com aerossóis, incluindo EPIs com nível maior para os profissionais da saúde, proteção ocular e uso de respiradores para todas as atividades com o paciente e não apenas durante procedimentos que possam gerar aerossol.

Para os profissionais de saúde é preconizada a utilização EPIs adequados para manejo de pacientes com sintomas de infecção respiratória causada por agentes altamente patogênicos. Esses EPIs incluem luvas, jaleco, proteção ocular (óculos ou máscara de proteção facial), proteção respiratória (respirador no mínimo do tipo N-95). Se um respirador não estiver disponível, utilizar uma máscara facial e providenciar expiradores o mais rápido possível.

Os profissionais de saúde devem higienizar as mãos frequentemente, incluindo antes e após contato com todos os pacientes, contato com materiais potencialmente infectados e antes de colocar ou após retirar os EPIs, incluindo as luvas.


Tratamento

Pelo fato de se acreditar que a população humana não teve exposição a este vírus previamente, pela evolução dos casos já observados e pelo número de óbitos registrados, a OMS recomenda o tratamento com antiviral inibidor de neuraminidase assim que possível para paciente com suspeita ou confirmação de infecção de Influenza A (H7N9). O tratamento deve ser imediato, se a necessidade de aguardar o resultado laboratorial. O antiviral inibidor de neuraminidase é recomendado o mais precocemente possível para casos prováveis ou confirmados de Influenza A (H7N9), mesmo que transcorrido 48 horas do surgimento dos sintomas.

Testes laboratoriais indicam que a maioria dos vírus Influenza A (H7N9) é suscetível aos inibidores de neuraminidase (fosfato de oseltamivir ou zanamivir), mas assim como os vírus influenza sazonais, é resistente a antivirais da família das adamantanas. Assim, amantadina e rimantadina não são recomendadas para o tratamento dessas infecções.

Pessoas sem as medidas de proteção adequadas que tiveram contato próximo com pacientes com infecção de Influenza A (H7N9) confirmada ou foram expostas a aves de criação infectadas, feiras ou mercados com ave de criação vivas ou ambientes contaminados com Influenza A (H7N9), devem ser monitoradas por até 7 dias da última exposição. No caso de surgimento de febre ou algum sintoma respiratório, tratamento antiviral empírico deve ser imediatamente iniciado e amostras respiratórias devem ser coletadas para teste laboratorial. O tratamento precoce empírico com antiviral por 5 dias é recomendado.

Gestantes possuem um alto risco de desenvolver complicações por infeção com o vírus influenza. Para gestantes com suspeita ou confirmação de infecção por Influenza A (H7N9) é recomendado o tratamento antiviral. A gravidez não deve ser considerada contraindicação para o uso de oseltamivir ou zanamivir. 

A dosagem de antiviral é baseada na faixa etária:
Posologia e administração:
tabela





A indicação de Zanamivir somente está autorizada em casos de impossibilidade clínica da manutenção do uso do fosfato de Oseltamivir (Tamiflu).

O Zanamivir é contraindicado em menores de cinco anos para tratamento ou para quimioprofilaxia e para todo paciente com doença respiratória crônica pelo risco de broncoespasmo severo. O Zanamivir não pode ser administrado para paciente em ventilação mecânica porque essa medicação pode obstruir os circuitos do ventilador.

Para a prescrição deste medicamento é usado o receituário simples. O Ministério da Saúde (MS) disponibiliza este medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS). 



Vacinação

Vacinação contra influenza é a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza e é uma componente chave da preparação e resposta da OMS para amostras de vírus influenza com potencial pandêmico, incluindo o A (H7N9).

Porém atualmente, não existe nenhuma vacina específica contra o vírus Influenza A (H7N9) disponível, mas devido à gravidade dessa infecção humana, o CDC está trabalhando no desenvolvimento de amostras vacinais candidatas* baseadas nas recomendações da OMS.

* Uma amostra vacinal candidata é um vírus influenza que o CDC (ou um dos Centros Colaboradores da OMS) seleciona e prepara para uso na produção de vacinas. Amostras vacinais candidatas são tipicamente escolhidas com base na similaridade com os vírus influenza que estão se disseminando e causando infecções em humanos, assim como na sua habilidade de multiplicação em ovos de galinha, onde os vírus vacinais são cultivados.


Observar com cautela as seguintes situações (Descartando em caso de outra etiologia):


Sintomatologia de doença respiratória em cluster (duas ou mais pessoas), em que os sintomas iniciaram em período de 14 dias após exposição ou contato próximo com caso confirmado ou provável de Influenza A (H7N9), independente de relato de histórico de viagem aos países com transmissão da doença;
Sintomatologia de doença respiratória em profissional de saúde que trabalha em unidade de saúde ou hospital onde pacientes com SRAG são atendidas, principalmente em unidades de terapia intensiva (UTI), observando-se o local de residência ou história de viagem aos países com transmissão.
Indivíduo com história de viagem aos países com transmissão da doença, principalmente a China, com início de sintomas respiratórios até 14 dias após a viagem.
Indivíduo que desenvolveu sintomatologia respiratória incomum ou inesperada, com agravamento repentino, apesar do tratamento adequado, observando-se o local de residência ou história de viagem, mesmo que outra etiologia seja inicialmente diagnosticada, porém não justifique a clínica do paciente. 


Quanto à vigilância de Influenza A (H7N9), é importante:
Detecção precoce do caso suspeito e a observação da possibilidade de transmissão sustentada de pessoa a pessoa.
Conhecer a área geográfica de risco de infecção por Influenza A (H7N9).



Recomendações para prevenção e controle:

(Baseado nas orientações do Centers for Diseases Control and Prevention - CDC)

Essas recomendações estão em consonância com as diretrizes e informações disponibilizadas pelo CDC até 14 de maio de 2014. Assim que sejam disponibilizadas novas informações, essas recomendações serão reavaliadas e atualizadas, conforme necessário.



Orientação para o ambiente hospitalar 

Componentes chaves para as precauções/isolamentos indicadas:
Precaução Padrão;
Precaução de Contato;
Precaução Respiratória para aerossóis.



Cuidados com o paciente

- Identificar precocemente pacientes suspeitos de infecção pelo vírus Influenza A (H7N9). Estes devem utilizar máscara cirúrgica desde o momento em que forem identificados na triagem até sua chegada ao local de isolamento, que deve ocorrer o mais rápido possível.

- O isolamento deve ser realizado em um quarto privativo com pressão negativa (QPN), preferencialmente.

- Caso não esteja disponível QPN no serviço no qual o paciente suspeito se encontra, solicitar transferência para um serviço onde haja disponibilidade de QPN.

- Enquanto aguarda transferência para QPN, o paciente deve permanecer com a máscara cirúrgica em quarto privativo, mantendo-se a porta fechada e janela aberta.

- Na impossibilidade de manter o paciente em QPN o paciente deve permanecer com a máscara cirúrgica em quarto privativo, mantendo-se a porta fechada.

- Limitar a movimentação do paciente para fora da área de isolamento. Se necessário o deslocamento, manter máscara cirúrgica no paciente durante todo o transporte.

- O quarto deve ter a entrada sinalizada com um alerta referindo para doença respiratória (aerossol), a fim de limitar a entrada de pacientes, visitantes e profissionais que estejam trabalhando em outros locais do hospital.

- O acesso deve ser restrito aos profissionais envolvidos na assistência.

- Imediatamente antes da entrada no quarto devem ser disponibilizadas condições para a higienização das mãos: deve ser feita higienização frequente das mãos, principalmente antes e depois da assistência ao paciente e após a retirada de EPI; uso de dispensador de preparação alcoólica; lavatório/pia com dispensador de sabonete líquido; suporte para papel toalha abastecido, lixeira com tampa e abertura sem contato manual.



Utilização dos Equipamentos de Proteção individual (EPI) pelos profissionais de saúde:



A- Máscara de proteção respiratória (respirador particulado ou N95)
Utilizar máscara de proteção respiratória N95 ao entrar no quarto.
A máscara deverá ser utilizada durante todas as atividades com o paciente, e não apenas naquelas que possam gerar aerossóis.
A máscara deverá estar apropriadamente ajustada à face.
A forma de uso, manipulação e armazenamento deve seguir as recomendações do fabricante.
A máscara deve ser individual e após o uso acondicionar em local limpo e seco.
A máscara deve ser descartada sempre que apresentar sujidades ou umidade visível.



B- Protetor ocular ou protetor de face
Os óculos de proteção (ou protetor de face) devem ser utilizados ao entrar no quarto do paciente.
Os óculos de proteção devem ser exclusivos para cada profissional responsável pela assistência, devendo, após o uso, sofrer processo de limpeza com água e sabão/detergente e desinfecção.
Sugere-se para a desinfecção álcool a 70%, hipoclorito de sódio a 1% ou outro desinfetante recomendado pelo fabricante.
Óculos convencionais (de grau) não devem ser usados como protetor ocular, uma vez que não protegem a mucosa ocular de respingos. Os profissionais de saúde que usam óculos de grau devem usar sobre estes os óculos de proteção ou protetor de face.



C- Luvas
As luvas de procedimentos devem ser utilizadas em qualquer contato com o paciente ou superfície.
As luvas de procedimento deverão ser trocadas a cada procedimento, manipulação de diferentes sítios anatômicos ou após contato com material biológico.
Retirar as luvas ao término do procedimento, antes de retirar o avental.
Higienizar sempre as mãos antes de calçar e ao retirar as luvas.
Quando o procedimento a ser realizado no paciente exigir técnica asséptica devem ser utilizadas luvas estéreis.



D- Capote/avental
O capote ou avental deve ser vestido antes de entrar no quarto, a fim de se evitar a contaminação da pele e roupa do profissional.
O capote ou avental deve ser de mangas longas, punho de malha ou elástico com abertura posterior. Além disso, deve ser confeccionado com material não alergênico e resistente que proporcione barreira antimicrobiana efetiva; permita a execução de atividades com conforto; e estar disponível em tamanhos variados.
O capote ou avental sujo deve ser removido após a realização do procedimento. Após a remoção, deve-se proceder a higienização das mãos para evitar transferência de partículas infectantes para o profissional, pacientes e ambientes.
Utilizar preferencialmente avental descartável (de uso único). Em caso de avental de tecido, este deve ser reprocessado em lavanderia hospitalar. 



E- A utilização de EPI deve ser recomendada para:
Todos os profissionais de saúde que prestam assistência direta ao paciente (ex.: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, equipe de profissionais da radiologia, dentistas e profissionais designados para a triagem de casos suspeitos).
Toda a equipe de suporte que necessite entrar no quarto, enfermaria ou área de isolamento, incluindo o pessoal de limpeza, nutrição e os responsáveis pela retirada de produtos e roupas sujas da unidade de isolamento. Recomenda-se, no entanto, que o mínimo de pessoas entre no isolamento.
Todos os profissionais de laboratório, durante coleta, transporte e manipulação de amostras de pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por Influenza A (H7N9).
Familiares e visitantes que tenham contato com pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por Influenza A (H7N9).
Profissionais de saúde que executam o procedimento de verificação de óbito.



F- Higienização das mãos
Deve ser feita higienização frequente das mãos, principalmente antes e depois da assistência ao paciente e após a retirada de EPI;
As mãos dos profissionais que atuam em serviços de saúde podem ser higienizadas utilizando-se água e sabão ou de preparação alcoólica.
Os profissionais de saúde, pacientes e visitantes devem ser devidamente instruídos e monitorados quanto à importância da higienização das mãos.
Todos os insumos para adequada higienização das mãos devem ser garantidos pela instituição.


Outras orientações


Para Profissionais de Saúde

Adotar outras medidas preventivas associadas às medidas de precaução, tais como:

- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

- Evitar tocar superfícies com luvas ou outros EPIs contaminados ou com as mãos contaminadas. As superfícies referem-se àquelas próximas ao paciente (ex.: mobiliário e equipamentos para a saúde) e àquelas fora do ambiente próximo ao paciente, porém, relacionadas ao cuidado com o paciente (ex.: maçaneta, interruptor de luz, chave, caneta, dentre outros);

- Não circular dentro do hospital usando os EPIs. Estes devem ser imediatamente removidos após a saída do quarto, enfermaria ou área de isolamento.

- Restringir a atuação de profissionais de saúde com doença respiratória aguda na assistência ao paciente.



Para Pacientes

Orientar medidas que visam impedir a disseminação do vírus (Etiqueta respiratória):

- Evitar o contato próximo com outras pessoas;

- Cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar;

- Descartar o lenço em recipiente adequado para resíduos, imediatamente após o uso;

- Lavar as mãos frequentemente, principalmente após tossir ou espirrar;

- Evitar tocar olhos, nariz e boca;

- Evitar tocar em superfícies como maçanetas, mesas, pias e outras;

- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.



Processamento de produtos para a saúde

Não há uma orientação especial quanto ao processamento de equipamentos, produtos para a saúde ou artigos utilizados na assistência de pacientes com infecção por Influenza A (H7N9), devendo o mesmo ser realizado de acordo com as características e finalidades de uso, orientação dos fabricantes e métodos estabelecidos por cada instituição.

Equipamentos, produtos para a saúde ou artigos utilizados em qualquer paciente devem ser recolhidos e transportados de forma a prevenir a possibilidade de contaminação de pele, mucosa e roupas, ou a transferência viral d para outros pacientes ou ambientes. Desse modo, é importante ressaltar a necessidade da adoção das medidas de precaução na manipulação dos mesmos. O serviço de saúde deve estabelecer fluxos, rotinas de retirada e todas as etapas do processamento dos equipamentos, produtos para a saúde ou artigos utilizados na assistência.



Limpeza e Desinfecção

A orientação sobre a limpeza e a desinfecção de superfícies em contato com pacientes com suspeita ou infecção por Influenza A (H7N9) é a mesma utilizada para outros tipos de doença respiratória.

Recomenda-se a limpeza concorrente, imediata ou terminal. A limpeza concorrente é aquela realizada diariamente; a limpeza terminal é aquela realizada após a alta, óbito ou transferência do paciente; e a limpeza imediata é aquela realizada em qualquer momento, quando ocorrem sujidades ou contaminação do ambiente e de equipamentos com matéria orgânica, mesmo após ter sido realizada a limpeza concorrente.

A desinfecção de superfícies das unidades de isolamento deve ser realizada após a sua limpeza. Os desinfetantes com potencial para a desinfecção de superfícies incluem aqueles à base de cloro, álcoois, alguns fenóis, alguns iodóforos e o quaternário de amônio. Portanto, preconiza-se a limpeza das superfícies do isolamento com detergente neutro seguida da desinfecção com uma destas soluções desinfetantes.



Processamento de Roupas

Não é preciso adotar um ciclo de lavagem especial para as roupas provenientes dos pacientes suspeitos ou confirmados de infecção por Influenza A (H7N9), podendo ser seguido o mesmo processo estabelecido para as roupas provenientes de outros pacientes em geral, ressaltando-se as seguintes orientações:

- Na retirada da roupa suja, deve haver o mínimo de agitação e manuseio, observando-se as medidas de precauções descritas anteriormente.

- Roupas provenientes do isolamento não devem ser transportadas através de tubos de queda.

- Devido ao risco de promover partículas em suspensão e a contaminação do trabalhador, não é recomendada a manipulação, separação ou classificação de roupas sujas provenientes do isolamento. Estas devem ser colocadas diretamente na lavadora.



Processamento de artigos utilizados pelo paciente

- Realizar a limpeza e desinfecção de equipamentos e produtos para saúde que tenham sido utilizados na atenção ao paciente.

- Estabelecer fluxos e rotinas de transporte de equipamentos, produtos para a saúde ou artigos utilizados na assistência.

- Esterilizar ou desinfetar artigos reprocessáveis, conforme a rotina já estabelecida pela Central de Material Esterilizado (CME) e pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Para os itens compartilhados por demais pacientes (ex.: esfigmomanômetro, oxímetro de pulso, dentre outros), realizar a limpeza e a desinfecção, conforme a rotina já estabelecida.

DIANTE DE CASOS SUSPEITOS, DEVE-SE NOTIFICAR IMEDIATAMENTE À SECRETARIA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO, ESTADO OU DIRETAMENTE AO MINISTÉRIO DA SAÚDE POR UM DOS SEGUINTES MEIOS:

Telefone: 0800-644-6645





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