Viagens internacionais e a propagação urbana da febre amarela


Boletim da Organização Mundial de Saúde
Boletim da Organização Mundial de Saúde

Viagens internacionais e a propagação urbana da febre amarela


Objetivo Examinar o potencial das viagens internacionais para disseminar o vírus da febre amarela em cidades do mundo todo.

Métodos Obtivemos dados sobre os itinerários de voos internacionais de viajantes que partiram de áreas endêmicas de febre amarela do mundo em 2016 para cidades onde a febre amarela era endêmica ou que eram adequadas para transmissão viral. Usando um modelo ecológico global de transmissão do vírus da dengue, previmos a adequação das cidades em áreas não endêmicas para a transmissão da febre amarela. Obtivemos informações sobre os requisitos nacionais de entrada para a vacinação contra a febre amarela nas cidades de destino dos viajantes.

Resultados Em 2016, 45,2 milhões de viajantes aéreos internacionais partiram de áreas endêmicas de febre amarela no mundo. Dos 11,7 milhões de viajantes com destinos em 472 cidades onde a febre amarela não era endêmica, mas que eram adequados para a transmissão do vírus, 7,7 milhões (65,7%) não precisavam fornecer prova de vacinação no momento da chegada. O Brasil, a China, a Índia, o México, o Peru e os Estados Unidos da América tiveram os maiores volumes de viajantes provenientes de áreas endêmicas de febre amarela e as maiores populações que vivem em cidades adequadas à transmissão da febre amarela.

Conclusão A cada ano, milhões de viajantes partem de áreas endêmicas de febre amarela do mundo para cidades em áreas não endêmicas que parecem adequadas à transmissão viral, sem ter que fornecer prova de vacinação. Mudanças globais rápidas na mobilidade humana e na urbanização tornam vital que os países reexaminem suas políticas e práticas de vacinação para evitar epidemias de febre amarela urbana.

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