sábado, 28 de fevereiro de 2015

CRESCE DEMANDA DE GRÁVIDAS NO AMBULATÓRIO DENILMA BULHÕES


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CRESCE DEMANDA DE GRÁVIDAS NO AMBULATÓRIO DENILMA BULHÕES

Pacientes correm riscos porque não há estrutura para realizar partos



A crise instalada na assistência materno-infantil em Alagoas continua colocando em risco a vida de gestantes e bebês. Com o fechamento total da Santa Mônica até a conclusão da reforma, ultimamente prevista para setembro, muitas gestantes estão procurando o Ambulatório 24 Horas Denilma Bulhões, no Benedito Bentes, quando começam a sentir as dores do parto. Mas o ambulatório não tem estrutura para atender essa demanda, já que funciona com apenas um clínico na maior parte do tempo, contando em alguns turnos com um pediatra.

Esses médicos – todos prestadores de serviços – querem que a Secretária de Saúde esclareça à população de que no local não são realizados partos, para que essa demanda cesse. A preocupação é de que eles terminem se vendo obrigados a realizar partos sem as condições adequadas e que aconteçam intercorrências e complicações que possam resultar em mortes. Nas redes públicas de saúde, quando esse tipo de coisa acontece, a primeira providência da família é responsabilizar o médico. Ninguém pensa em responsabilizar os verdadeiros culpados: o Estado e os gestores, que não oferecem condições éticas para o exercício da medicina e a assistência digna à população. 



O SINMED respalda a preocupação dos médicos e também cobra das Secretarias Estadual de Saúde e Municipal de Saúde de Maceió para que prestem os devidos esclarecimentos à população, orientando sobre quais serviços as gestantes devem procurar na hora de parir. Diante da situação em que se encontra a assistência materno-infantil hoje na rede pública de Alagoas, informar e orientar a quem precisa ou pode precisar de atendimento é o mínimo que os gestores podem procurar fazer com alguma competência.
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MESM : Atendimento fica no HU e HGE


Atendimento fica no HU e HGE

Atendimento fica no HU e HGE

Agora que o governo reconheceu que a Maternidade Escola Santa Mônica não tem condições de funcionar e que a reforma (que já foi inaugurada, mas só seria concluída neste mês março) só deve terminar lá para setembro, a assistência neonatal da rede estadual de saúde está oficialmente transferida para o HGE e o HU (aquele mesmo que em dezembro último “devolveu” a demanda da Santa Mônica por falta de capacidade para supri-la). Médicos e demais servidores da MESM já estão cumprindo seus expedientes nos novos locais de trabalho. Como foi dito na nota acima, falta repassar essa informação para a população.

Infelizmente, apesar dessa medida, o caos deve continuar. Se Maceió não tem capacidade para atender a própria demanda por parto normal na rede pública, o que dizer de ter que suprir ainda a demanda de outros municípios e toda a demanda do Estado para gestações de alto risco? Não supre. Por isso a Santa Mônica, quando em funcionamento, vive superlotada e precisando de reformas. Por isso, também, o HU vive operando além da capacidade, precisando muitas vezes fechar as portas por não ter onde acomodar mais pacientes.



O investimento que precisa ser feito é na construção e aparelhamento de novas maternidades, que atendam tanto às gestantes que deverão ter um parto normal quanto àquelas que apresentam quadro de alto risco. É preciso aumentar o número de leitos, de equipamentos e de pessoal para dar a assistência adequada à demanda atual, que só tende a crescer.
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MS anuncia corte de 30% no orçamento

MS anuncia corte de 30% no orçamento


MS anuncia corte de 30% no orçamento

Como se não bastasse a crise atual, consequência de tantos anos sem os investimentos necessários em todo o País, o Ministério da Saúde anunciou um corte de 30% no orçamento e, consequentemente, nos repasses aos Estados e municípios. Todos os programas financiados ou que recebem recursos do Ministério sofrerão redução de verbas.



Em Alagoas, muitas prefeituras que já se queixavam dos valores repassados, considerados baixos, vão sofrer para se adequar ao corte de 30%. A população vai ficar ainda mais desassistida. E a tendência é de crescimento no número de óbitos. Com a palavra, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal.
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Greve em Maceió prejudica trabalho médico

SINMED.


Greve em Maceió prejudica trabalho médico

Os médicos da rede municipal de saúde de Maceió não aderiram à greve dos servidores. Eles continuam a postos, cumprindo a carga horária normal, mas o atendimento à população está prejudicado devido à paralisação das demais categorias. Sem ter quem faça triagem, encaminhe os pacientes para atendimento e realize atividades de apoio fica difícil trabalhar.



Embora não façam greve, os médicos cobram da atual administração a volta da folha SUS, que era paga há 18 anos, e que era o que diferenciava o salário-base dos médicos dos demais servidores de nível superior. A Procuradoria Geral do Município ainda não se pronunciou sobre o pedido de reconsideração da suspensão da folha, encaminhado pelo SINMED.
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SINMED negocia atrasados em Atalaia


SINMED negocia atrasados em Atalaia

SINMED negocia atrasados em Atalaia

O SINMED negocia em Atalaia o pagamento do salário de agosto/2014, 13º e de férias devidos aos médicos. Na semana passada, a secretária de Saúde, Cristiani Oliveira, disse em reunião com o Sindicato que a dívida era responsabilidade do antigo prefeito, que foi cassado.



Representantes do SINMED argumentaram que a dívida é da Prefeitura, que salário é alimento e não pode deixar de ser pago. A secretária ficou de promover uma reunião conjunta com o SINMED, SMS e o prefeito para discutir o assunto. Ela também falou na possibilidade de parcelar o pagamento da dívida.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

DESASTRE NA SANTA MÔNICA NÃO SURPREENDEU SINMED


DESASTRE NA SANTA MÔNICA   NÃO SURPREENDEU SINMED

DESASTRE NA SANTA MÔNICA 

NÃO SURPREENDEU SINMED



Na Coluna do SINMED do último dia 8, a nota “Santa Mônica reabre e mergulha no caos” criticava a reabertura precoce da maternidade e questionava se todo o dinheiro gasto com tantas reformas ao longo das duas últimas décadas não teria sido suficiente para construir uma ou mais maternidades novas, modernas e sem tanto potencial para problemas, quanto uma estrutura cheia de remendos e gambiarras. A nota também fazia referência ao fato de o Conselho Estadual de Saúde e o Conselho Regional de Medicina terem se posicionado contrários à reabertura da Santa Mônica, que não estaria em condições de funcionamento.

No domingo seguinte, 15/02, a Coluna publicou uma nota lacônica, baseada em esclarecimento da Sesau e Uncisal, dando conta de que a maternidade operava com capacidade mínima e que somente retomaria 100% das atividades em março, quando a reforma estaria concluída. Na última quarta-feira, em meio ao noticiário sobre a tempestade que atingiu a região metropolitana de Maceió, a imprensa destacou o caos na Santa Mônica. “Salas foram alagadas pela água jorrava do teto”, conforme o site Gazetaweb.com. O Bom Dia Brasil, da Rede Globo, chamou a reportagem sobre as chuvas fortes na capital e mais 11 cidades alagoanas anunciando: “Temporal alaga maternidade recém-inaugurada em Maceió”.

Depois dos alagamentos, as condições de funcionamento da maternidade ficaram ainda mais precárias e perigosas. Até as paredes davam choque, evidenciando os problemas elétricos. Médicos e servidores de apoio ficaram assustados e preocupados. Mesmo assim, o remanejamento de pacientes foi feito dentro da própria maternidade. Na manhã de quinta-feira, o presidente do Cremal, Fernando Pedrosa, disse em entrevista à imprensa que a maternidade deveria ser interditada imediatamente, antes que algo mais grave acontecesse. À tarde, a falta de energia instalou de vez o caos na Santa Mônica. O gerador não funcionava. Todos os equipamentos pararam colocando em risco a vida dos 17 bebês que estavam na UTI. Enquanto a direção buscava vagas para a transferência, médicos e enfermeiros ficaram fazendo ventilação manual nos bebês que precisavam de aparelhos para respirar. O procedimento é cansativo para o profissional e arriscado para o bebê.

A confusão entrou pela noite. A secretária de Saúde, Rosangela Wyszomirska, e o reitor da Uncisal, Paulo Medeiros, acompanharam de perto os esforços dos abnegados médicos, enfermeiros e servidores de apoio, que lutavam para manter vivos e em segurança os recém-nascidos e suas mães. Somente na manhã de sexta-feira, foi oficialmente anunciada pelo reitor a interdição, por tempo indeterminado, da Maternidade Escola Santa Mônica, “a pedido do governador Renan Filho”. (Só por que o governador pediu?). Também foram anunciadas medidas. Pela Sesau/Uncisal: cobrar da empresa responsável pela reforma explicações para o que aconteceu, além da correção dos “erros”. Pelo Cremal: Processo ético para todos os envolvidos na reabertura da MESM antes da conclusão da reforma, por terem colocado em risco mães, bebês e profissionais que atuam no local. (Isso vai dar em alguma coisa?).

SOBRECARGA NO HU – Na tarde de sexta-feira, o HU – que socorre a Santa Mônica durante as reformas e desastres como o de quinta-feira – estava um caos. O hospital não tem médicos pediatras para fazer frente a todos os procedimentos. Além disso, precisa fazer a manutenção da central de gases, para evitar uma tragédia, mas a demanda não permite paralisar a central nem mesmo por um turno. Naquela tarde, um único pediatra se dividia entre UTI e sala de parto. Na UTI, que tem 10 vagas, estavam internados 17 recém-nascidos. Na UCI, 20 bebês ocupavam os 19 leitos existentes.



“CONTRIBUIÇÃO” DA PREFEITURA – A gestão plena da saúde municipalizada não funciona em Maceió. A Prefeitura não tem competência para administrar o setor, haja vista a decisão de entregar a uma Organização Social (dessas que cometem ilegalidades trabalhistas e desviam dinheiro público) a gestão das unidades que integram a rede municipal de saúde – a começar pelas UPAs que desde a posse do atual prefeito, em janeiro de 2013, estão para ser “inauguradas em breve”. Por conta dessa incompetência assumida, o prefeito Rui Palmeira deu à assistência materno-infantil da Capital a única “contribuição” que estava ao seu alcance: o fechamento da Maternidade Denilma Bulhões.
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CAOS NO HGE, HDT E EM SANTANA

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CAOS NO HGE, HDT E EM SANTANA

Se o temporal causou falta de energia em vários municípios, as falhas nos geradores que existem para manter serviços essenciais, como nos hospitais da rede pública, surgiram como um transtorno a mais no HGE e HDT. Os geradores dessas duas unidades ligavam e desligavam a todo o momento, colocando em risco, principalmente, a vida dos pacientes que estavam na UTI, além de atrapalhar ou mesmo inviabilizar vários procedimentos médicos.

Gerido por uma Organização Social (OS) que, segundo denúncias, obriga profissionais de apoio a trabalhar até 44 horas seguidas, o Hospital Regional Clodolfo Rodrigues de Melo, em Santana do Ipanema, mais uma vez mostrou que também padece de outros males. Não resiste, por exemplo, a uma chuva mais forte devido aos sérios problemas estruturais muito típicos de obras públicas.

A rede pública de saúde em Alagoas precisa, urgentemente, de investimentos sérios e responsáveis. O governo precisa construir novos hospitais, modernos, bem planejados e dimensionados visando uma demanda que só cresce. Chega de jogar dinheiro fora em arranjos, gambiarras e reformas que não resistem nem à primeira chuvinha mais forte.



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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ALAGOAS : ESTADO PRECISA FAZER CONCURSO PARA SUPRIR FALTA DE MÉDICOS



ESTADO PRECISA FAZER CONCURSO PARA SUPRIR FALTA DE MÉDICOS

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Quando o governo enfrenta qualquer atraso de repasse de verbas federais, as primeiras vítimas de suspensão dos salários são os médicos prestadores de serviços. Depois da ameaça de paralisação, na semana passada, os salários atrasados foram pagos. Mas o Estado não atrasaria o pagamento, caso os médicos em questão – que correspondem a mais de 60% dos que estão em atividade hoje na rede estadual – fossem concursados.

Demissões voluntárias (devido aos baixos salários e falta de condições éticas de trabalho), aposentadorias e mortes (muitas prematuras, decorrentes de doenças causadas pelo estresse) contribuíram para a redução drástica do número de médicos no serviço público estadual. Mas o governo, ao invés de realizar concurso público, faz contratações precarizadas, sem vínculo e sem garantias trabalhistas. Quando falta dinheiro no caixa, o pagamento desses prestadores de serviços é o primeiro a ser suspenso.

O último concurso público para a saúde aconteceu em 2004. Em 2007, cansados de lutar por um salário digno em Alagoas e vendo surgirem oportunidades em outros estados, muitos médicos pediram demissão e deixaram Alagoas. O processo voltou a se acentuar em 2011. Esses médicos foram sendo substituídos por prestadores de serviços, mas em proporção inferior ao número de vagas abertas. Hoje, mesmo com tantos prestadores de serviços, existe uma grande carência de médicos na rede pública estadual.



O Sindicato dos Médicos só vê uma solução para o problema: realização de concurso público. Mas o concurso só atrairá candidatos ser o salário for bom e as condições de trabalho adequadas. Além de médicos efetivos e salários dignos, Alagoas precisa de mais hospitais públicos. A capacidade do HDT precisa ser restaurada. Os ambulatórios 24 horas precisam ser ampliados, reestruturados e redimensionados para se adequarem ao crescimento populacional dos bairros que atendem. Muita coisa precisa ser feita pela saúde pública estadual.
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