Alagoas Real

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29 de julho de 2014

Confemel: situação dos médicos na América Latina

“A situação em toda a América Latina é semelhante. Vimos queixas de financiamento insuficiente para a saúde, intromissão na autonomia médica por parte de governos e infiltração de profissionais cubanos no atendimento”








Reunidos em San José, na Costa Rica, de 13 a 15 de maio de 2014, os representantes das organizações médicas da América Latina, Caribe e Península Ibérica, reunidos em maio no Foro Ibero-americano de Entidades Médicas, analisaram temas relevantes para a prática médica e a saúde pública a partir da perspectiva dos profissionais médicos.


O segundo secretário do Cremers e conselheiro federal pelo RS, Cláudio Balduíno Souto Franzen, participou do encontro. “A situação em toda a América Latina é semelhante. Vimos queixas de financiamento insuficiente para a saúde, intromissão na autonomia médica por parte de governos e infiltração de profissionais cubanos no atendimento”, avaliou.


Foram abordados aspectos vinculados à política de medicamentos, recursos humanos em saúde, proteção social dos profissionais médicos, judicialização da medicina e aspectos éticos da prática profissional.


Entre outras deliberações, o grupo exige participação nas decisões dos governos sobre recursos humanos em saúde e incentiva a participação de médicos nas políticas de medicamentos. Também determina que as entidades participantes trabalhem na proteção de médicos e pacientes diante da crescente judicialização da saúde, e defende a aplicação das leis que regulamentam o trabalho de médicos estrangeiros.



Declaração de Peru


Durante a sessão ordinária foi lançado um manifesto de apoio aos médicos peruanos:


Considerando:
• A situação sanitária da população peruana e da classe médica em particular como consequência das mudanças no sistema de saúde impulsionadas pelo governo do Peru;
• A convicção dos médicos peruanos de que essas mudanças levarão a uma paulatina privatização do sistema de saúde, resultando em deterioração da qualidade do atendimento;
• Que não é viável uma reforma do sistema de saúde sem a participação e consenso de atores diretamente comprometidos,em especial o corpo médico;
• A atitude pouco contemplativa do governo para com os coletivos médicos e suas reivindicações;
• O Foro Iberoamericano de Entidades médicas declara seu apoio irrestritoà Federação Médica integrante da Confemel e Fiem.

Fenam-Cremers
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Mais Médicos: crise na saúde permanece

Mais Médicos:  “Quem pode fazer essa avaliação são tutores e preceptores contratados pelo Ministério da Saúde. O Cremers investiga as queixas de mau desempenho que recebe."




Lançado no dia 8 de julho de 2013 por meio da Medida Provisória 621, o Programa Mais Médicos completou um ano. O objetivo era ampliar o atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde com o aumento do número de profissionais. Além disso, foi essa a maneira que o governo federal, acuado pelas fortes manifestações populares nas ruas das grandes cidades no mês de junho, encontrou para amenizar a situação.


O fato é que desde o início o programa, definido por muitas lideranças como eleitoreiro, coleciona elogios
por parte do governo e críticas, sobretudo, por parte de entidades médicas, cobrando a revalidação dos diplomas dos formados no exterior. 

As entidades destacam, ainda, que a remuneração oferecida aos intercambistas é superior a ofertada aos médicos brasileiros em concursos públicos, sem a vantagem de auxílio moradia, alimentação e transporte.

Os números do ministério indicam que o programa contratou 14,4 mil profissionais (11,4 mil deles cubanos) distribuídos em 3,7 mil municípios e em 34 distritos indígenas. Cerca de 75% dos médicos estão em regiões
de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, a periferia de grandes centros e regiões com população quilombola.


Como se não bastasse, o programa prevê a criação de 11,5 mil vagas de graduação em medicina e de 12,4
mil vagas de residência médica.


Cremers encaminhou denúncias de irregularidades aos órgãos competentes


As entidades médicas sempre se posicionaram contra o Mais Médicos, especialmente porque os profissionais do exterior que chegam não cumprem o que determina a legislação, ou seja, não fazem a revalidação do diploma. Notas de repúdio foram publicadas na imprensa de todo o País.
O Cremers sempre esteve na linha de frente no enfrentamento com o governo, inclusive com medidas judiciais buscando acima de tudo preservar a qualidade da assistência médica no Estado.

O presidente do Cremers, Fernando Matos, lembra que existem médicos suficientes no Brasil para prestar esse atendimento nos locais mais distantes:

– São quase 400 mil médicos em atuação. No Rio Grande do Sul são em torno 30 mil. Quer dizer, não faltam médicos. Falta é uma política séria de saúde,com a criação de um plano de cargos e salários para os médicos do SUS, o que permitiria uma distribuição adequada e segura dos médicos.


De acordo com Matos, o Cremers hoje não tem condições de avaliar o trabalho dos intercambistas nesse período, embora sejam frequentes denúncias e comunicados de problemas no atendimento: “Quem pode fazer essa avaliação são tutores e preceptores contratados pelo Ministério da Saúde. O Cremers investiga as queixas de mau desempenho que recebe.

Já investigamos inúmeros casos e comunicamos ao Ministério da Saúde, ao Ministério Público e à coordenação do Programa Mais Médicos, mas não obtivemos nenhum retorno sobre as providências que
teriam sido tomadas”.


Outro problema do programa é que muitas prefeituras em todo o país demitiram profissionais médicos, com qualidade de formação reconhecida e contrato em vigor para substituí-los por intercambistas de formação duvidosa. No RS, o Cremers reagiu a isso e reverteu casos de demissões que estavam em andamento.

Os conselhos de Medicina se manifestaram inúmeras vezes sobre o assunto, criticando o programa, inclusive
pelo seu custo elevado que favorece o governo cubano, destinatário de grande parte dos recursos. De acordo com o Cremers, o programa não é a melhor resposta para a saúde no Brasil via SUS. Ele promove um atendimento primário, mas segue o atendimento secundário e terciário ruins. Os pacientes se acumulam em corredores, no chão, em macas, sem o tratamento devido.

Fonte:Junho - 2014 | Revista Cremers | 19
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Emmanuel Fortes coordena o novo sistema de fiscalização do CFM

Dr. Emmanuel Fortes Cavalcante, coordenador do departamentode Fiscalização (Defis) do CFM


De acordo com as regras que dão suporte ao novo sistema, com a aplicação das Resoluções do CFM 2056 e 2062/2013, a análise das inspeções realizadas é feita por meio de um aplicativo, que envia ao CFM relatórios e estatísticas sobre a real situação dos estabelecimentos de saúde.



Os elementos que compõem o kit de fiscalização são: tablet, medidor a laser, máquina fotográfica e impressora portátil. Com a utilização do aplicativo, o relatório de fiscalização pode ser concluído no ato da inspeção, o que torna mais prático todo o processo.


De acordo com o 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes Cavalcante, coordenador do departamento de Fiscalização (Defis) do CFM, são inúmeras as vantagens do novo sistema: “Por exemplo, a elaboração do relatório de fiscalização, que normalmente é um procedimento demorado, será concluída no ato da fiscalização, inclusive com fotos ilustrativas do trabalho. O material será enviado ao CFM na hora”.

Fonte:CREMERS
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CRMs do MS e MT vão ter nomes de quem supervisiona o Mais Médicos

Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ganharam na Justiça o direito de ter o nome dos profissionais que fazem a tutoria e a supervisão dos intercambistas do Mais Médicos

Conselhos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul conseguem decisão favorável da Justiça; debate começou em 2013



Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ganharam na Justiça o direito de ter o nome dos profissionais que fazem a tutoria e a supervisão dos intercambistas do Mais Médicos. Esses órgãos pediram ao ministério a relação dos profissionais, mas o pedido nunca foi atendido. O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma que outras regionais entraram com ações semelhantes.

O presidente do CFM, Roberto d'Ávila, disse considerar essenciais essas informações para que regionais tenham condições de fazer a fiscalização das atividades. "Recebemos números gerais, mas é preciso saber onde estão os supervisores e tutores, até mesmo para averiguar se estão próximos dos intercambistas", disse.

A decisão de Mato Grosso do Sul foi concedida pelo juiz federal Pedro Pereira dos Santos, da 4* Vara de Campo Grande. Em Mato Grosso, a decisão foi dada pelo juiz Ilan Presser. "Acreditamos que essas duas medidas vão abrir caminho para decisões semelhantes em outros Estados", afirmou.

D'Ávila disse que, desde que o programa teve início, no ano passado, conselhos regionais pedem informações para o ministério. "A resposta, sempre padrão, era a de que a lei não obrigava a pasta a prestar tais esclarecimentos", disse. "Sem tais informações, não podemos fazer a fiscalização adequada." D'Ávila afirmou que os dois Estados, a partir de agora, poderão empenhar-se em avaliar quantos tutores e supervisores trabalham diretamente com médicos do programa federal, como é feito o acompanhamento e, sobretudo, a formação dos profissionais. "O intercâmbio pressupõe aprendizado."

Ele afirma que os conselhos não fazem fiscalizações de cursos voltados para médicos brasileiros. "Mas eles têm perfil diferente. São vinculados a universidades, a centros de ensino. No caso de residências, tal fiscalização não é necessária, porque são médicos já formados."

Notificação. O Ministério da Saúde informou que não havia sido notificado sobre as decisões de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul até o início da noite de ontem. Afirmou, no entanto, que a pasta cumpre todas as determinações da lei do Mais Médicos. No texto, prossegue, não há nada que obrigue o governo a informar nomes de tutores e supervisores.

No ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) chegou a ingressar com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando investigação dos CRMs.


Fonte: Estado de S. Paulo, publicado em 29/07/2014

FONTE:CFM
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28 de julho de 2014

Cubazuela : " Dois países, uma só nação "

Trechos da Reportagem do Diário espanhol ABC realizada em 2013, descrevendo a infiltração Cubana na  política,saúde,Forças Armadas e na gestão de documentos eleitorais da Venezuela por meio das Missões Médicas e de todo aparato do G2 (Serviço de Inteligência Cubano) .
CUBAZUELA E BRACU = CUBRAZUELA


Cuba envia mais de 2.000 agentes para sustentar Nicolás Maduro no poder - ABC.es

  • A Continuidade do Chavismo depende a sobrevivência do regime cubano
  • Em abril de 2001, vieram os primeiros 6.000 médicos para o programa chamado Barrio Adentro, que hoje chega oficialmente a 30.000
  • Havana enviou em 2013  um destacamento de agentes de controle eleitoral, o que poderia chegar a 2.500 soldados, segundo setores de inteligência
  • .A sede da Inteligência cubana, G2, tem sede em Caracas junto com a agência de notícias cubana Prensa Latina
  • "Estamos aqui para ratificar a nossa entrega; Se até agora estávamos dando tudo, agora estamos prontos para dar a nossa vida, o nosso sangue, se necessário, por essa revolução ", proclamou em 2013,  Roberto Lopez, chefe das missões cubanas na Venezuela
  • O controle cubano é "absoluto", desde o comando para emitir cédulas de identidade nacionais até a gestão de documentos de todos os tipos: de propriedade, comercial ... «Todos os dados informatizados dos venezuelanos  são operados a partir de Cuba.
  • O número exato de cubanos na Venezuela é ignorado.Em uma ocasião Havana falou em 65.000 pessoas. O mais recente é o de 46.000, apresentado na Assembleia Nacional venezuelana. Mas, dado o sigilo de suas operações é difícil creditar qualquer número. O escritor respeitado, historiador e ex-ministro Simon Alberto Consalvi,falecido em 2013  falava de 100.000.


Cubazuela 

Sua chegada começou a ser produzida a partir da assinatura, em Outubro de 2000, o primeiro de mais de 150  acordos entre Cuba e Venezuela, dando início o que muitos têm chamado de "Cubazuela '.
 "Dois países, uma só nação", disse Fidel Castro em 2005. "Com uma só bandeira", acrescentou Chávez. E Castro  acrescentou: "Somos venecubanos '.


Em abril de 2001, vieram os primeiros 6.000 médicos para o programa chamado Barrio Adentro, que hoje chega oficialmente a 30.000. O programa é prestação de cuidados de saúde as classes venezuelanas mais populares . Médicos, enfermeiros e outros funcionários chegaram de Cuba e vivem nesses bairros. 

O Controle de dados pessoais nos ambulatorios e essa presença capilar garante o controle ideológico e eleitoral da maior parte dos potenciais eleitores do Chavismo.


"Estamos duplamente comprometido e temos assumido este triste acontecimento com muita disciplina, com muita vontade de continuar a apoiar o povo venezuelano  em todos os processos que estão por vir", disse um dos médicos para a rede nacional Telesur

Traduzido e editado pelo Blog Alagoas real
Se copiar ou criar link,é obrigatório citar o Blog Alagoas Real e a fonte
Do artigo original 
Cuba envía más de 2.000 agentes para apuntalar a Maduro en el poder - ABC.es


Nota:
Hugo Chávez foi o "grande" gestor ( com o  idealizador e companheiro Fidel Castro)do programa Venezuelano Bairro Adentro,modelo similar ao Brasileiro  Mais Médicos,e declarou em vídeo antes das eleições de 2010 no brasil o seu desejo de ter Dilma como presidente. Chávez,faz também elogio por sua coragem no sequestro do Embaixador Americano!


"Eu sei que Dilma ganhará,é minha candidata eu digo . Não quero me meter nas coisas internas do Brasil,se não vão me acusar de ingerência- Mas é meu coração que fala- meu coraçãozinho que fala..."Hugo Chavez Frias Assista ao Vídeo

Raúl e Fidel Castro


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Computador do Planalto pôs elogios e retirou críticas a Padilha na Wikipédia

Computador do Planalto pôs elogios a Padilha em site

Página sobre ex-ministro na Wikipédia também teve críticas retiradas


Operação Goebbels


  "A essência da propaganda é ganhar as pessoas para uma ideia de forma tão sincera, com tal vitalidade,
que, no final, elas sucumbam a essa ideia completamente, de modo a nunca mais escaparem dela. A propaganda quer impregnar as pessoas com suas idéias. É claro que a propaganda tem um propósito. Contudo, este deve ser tão inteligente e virtuosamente escondido que aqueles que venham a ser influenciados por tal propósito NEM O PERCEBAM."

Joseph Goebbels



Do site Terra: Computador do Planalto pôs elogios a Padilha em site

Páginas da Wikipédia como as do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), do Movimento Passe Livre (MPL) e do ex-governador José Serra (PSDB-SP) foram alteradas com o uso de onze computadores do governo federal. O site é uma enciclopédia on-line cujos textos podem ser editados livremente. Um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo com os endereços de IP registrados em nome do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e da Presidência da República mostra que os artigos sofreram mudanças tanto para a inclusão de elogio e a remoção de críticas quanto para o inverso.

A Wikipédia registra todos os endereços de IPs - uma espécie de "impressão digital" da internet, que permite identificar ao menos a organização responsável pelo acesso - que fazem alterações na enciclopédia. Feitas entre 2008 e 2014, as edições acabaram desfeitas por outros usuários por infringirem regras de uso.


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