3/26/2017

Áreas endêmicas e fatores de risco para reurbanização da febre amarela no Brasil



Consideram-se como potenciais fatores de risco para reurbanização da febre amarela no Brasil:


  • Expansão territorial da infestação do Aedes aegypti, já detectado em todas as Unidades Federadas;
  • Áreas infestadas por Aedes aegypti e Aedes albopictus superpostas a áreas de circulação do vírus amarílico;
  • Áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti próximas de áreas de risco para febre amarela silvestre;
  • Intenso processo migratório rural-urbano, levando à possibilidade de importação do vírus amarílico dos ambientes silvestres para os urbanos;
  • Áreas de circulação do vírus amarílico com baixas coberturas vacinais.


Áreas Endêmicas de Febre Amarela no Brasil - Mapa



Há duas áreas no País conforme o risco de transmissão da Febre Amarela: 



a) Área Com Recomendação de Vacina (ACRV) , correspondendo àquelas áreas onde se reconhece o risco de transmissão; 

b) Área Sem Recomendação de Vacina (ASRV), correspondendo às “áreas indenes”, sem evidência de circulação viral.
Mapa

Fonte:
MS BRASIL
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Projeto humanitário que alimenta os sem-teto na mira da polícia política Cubana

 Cuba : apesar da repressão do regime dos Castro, o  Projeto Captain Tondique continua funcionando semana após semana.

Projeto Humanitário  "Captain Tondique"



Facilitadores do projeto humanitário "Captain Tondique", que dá comida a pessoas carentes em Colon, Matanzas, informam que a Polícia Política faz uma campanha de difamação para evitar que as pessoas frequentem o local em busca de ajuda.



Os membros do grupo que processam os alimentos e servem os sem-teto são Damas de Blanco e ativistas de outros grupos de oposição na região.



Projeto Captain Tondique alimentando os sem-teto, os doentes mentais e crianças.


"Esta semana, algumas pessoas que estavam em um carro da saúde pública disseram a dois desamparados que normalmente recebem os almoços na instituição , que eles teriam de fazer análises , porque o lugar onde a comida é distribuída" estava contaminado, "disse a Marti Notícias o opositor do Governo Cubano, Francisco Rangel Manzano , um dos promotores da iniciativa humanitária.


De acordo com o ativista, alguns dos beneficiários do projeto "ficaram assustados e permitiram que os fiscais do governo fizessem uma análise, mas outros não permitiram, e houve contestação por alguns sem-tetos que afirmaram que o local onde eles comem é uma das mais limpas instalações de Colón , " disse Rangel.


Rangel acrescentou que o que aconteceu esta semana é um aviso para a oposição ter muito cuidado porque "o regime Cubano é capaz de qualquer coisa."


No início, o projeto oferecia um almoço semanal para os desamparados sem-teto na cidade de Colón, em Matanzas, mas se espalhou para outros locais e agora também inclui almoços para doentes mentais e crianças . 

O trabalho de caridade e sem fins lucrativos, recebeu ajuda solidária a partir do estrangeiro, especificamente de exilados cubanos que vivem em Miami.

A fotogaleria postada no Twitter pelo  Projeto Captain Tondique exibe medidas de higiene que eles tomam para preparar alimentos distribuídos para as pessoas que procuram o local .



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História Fonte:


Marti Notícias - http://www.martinoticias.com/a/cuba-oposicion-proyecto-tondique-represion/141164.html

Informação : Twitter @CapitanTondique
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O bacteriologista Brasileiro que reivindicou a descoberta da febre amarela


Nascido a em 5 de novembro de 1842, no bairro de São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Filho de Domingos José Freire e D. Lauriana Luciana Rosa Freire.



Tornou-se bacharel pelo colégio Pedro II em 1859 e doutorou-se em Medicina em 1866, tornando-se professor de Química Orgânica e Biológica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. 


Domingos José Freire Júnior


Destacou-se nas pesquisas sobre febre amarela e desenvolveu uma vacina para a prevenção da doença. Em 1880 publicou o livro Recueils des travaux chimiques suivis de recherches sur la cause, la nature et le traitement de fièvre jeune (“Compilações de trabalhos químicos seguidos de pesquisas sobre a causa, a natureza e o tratamento da febre amarela”). 


No final de 1883, através do Aviso nº. 4.546, o Ministério e Secretaria de Estado de Negócios do Império concedeu-lhe autorização para inocular sua vacina na população do Rio de Janeiro. Foram mais de 2.000 pessoas vacinadas com êxito. Em fevereiro de 1892, o Ministério do Interior, pelo decreto nº. 1.171 criou o Instituto Bacteriológico Domingos Freire, anteriormente denominado Laboratório de Bacteriologia. 


Freire Junior assumiu a direção do Museu Nacional em 1893, quando a instituição já se encontrava no Paço de São Cristóvão. Exerceu este cargo até 1895. Obteve grande reconhecimento nacional e internacional devido a seu trabalho como bacteriologista, principalmente por ter reivindicado a descoberta da febre amarela e ter desenvolvido a vacina que inoculava a doença. Domingos José Freire foi cirugião-mór da brigada por serviços no Paraguai, Oficial da Ordem da Rosa, representante do Brasil ao Congresso de Bruxelas em 1871 e professor interino da Escola Politécnica. 


O pesquisador dirigiu o referido Instituto Bacteriológico até seu falecimento em 21 de agosto de 1899 em sua casa, cuja rua já se chamava Domingos Freire, em Inhaúma, Zona Norte do Rio de Janeiro.


Na ocasião de sua posse na Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Ptomanias da Febre Amarela”. (2)


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As polêmicas de Domingos Freire




Em periódicos do final do século, em particular no Jornal do Commercio e em O Paiz, estão registradas as derradeiras controvérsias em que Domingos Freire esteve envolvido. Uma originou-se de epidemia que causou grandes estragos no Rio de Janeiro em 1892. Freire diagnosticou-a como "febre biliosa dos países tropicais" e publicou em francês a descoberta do bacilo que era seu agente etiológico. Na mesma ocasião, Francisco Fajardo defendeu a tese de que se tratava de impaludismo, assumindo no Brasil a condição de redescobridor do plasmódio recém-descoberto por Laveran.

À semelhança de episódios anteriores, o palco onde transcorreu boa parte da disputa foi a imprensa diária, mas agora ela se revestia de tamanha complexidade que quase só intervinham especialistas. Ao lado de Freire, perfilaram-se médicos encanecidos que se declaravam indignados com aqueles jovens que julgavam saber tudo de bacteriologia. Ao lado de Fajardo, encontramos muitos dos personagens que mais tarde vão ocupar o panteão oswaldiano. Além do próprio Oswaldo Cruz, sobressaíam Carlos Seidl, Chapot Prévost e Adolfo Lutz. Cabe lembrar que Francisco Fajardo figura nas biografias do "fundador da medicina científica brasileira" como o mestre que o persuadiu a se especializar no Instituto Pasteur de Paris. E, nas biografias de Carlos Chagas, como seu iniciador nos estudos sobre o impaludismo.

Domingos Freire sustentou o fogo dos adversários até a sua morte, episódio documentado na imprensa leiga e especializada. Apesar de suas idéias estarem desacreditadas, o tempestuoso personagem foi sepultado com honras de herói — herói de uma ciência brasileira. Mesmo os adversários encarniçados da véspera renderam homenagens à determinação com que este jacobino defendera suas idéias. Mas isso não impediu que fosse virtualmente expurgado de nossa historiografia médica.


Um detalhe sugestivo: a Academia Nacional de Medicina realizou conturbada sessão para decidir se prestava ou não homenagens especiais a Domingos Freire, que chegara ao ponto de renunciar publicamente ao título de membro titular. Findo o debate, foi admitido no recinto um jovem para ser aclamado o mais novo membro titular da vetusta corporação: era Oswaldo Cruz. ( 1 )




Demitiu-se da Academia Nacional de Medicina conforme ofício lido em Sessão de 27 de dezembro de 1894.


Faleceu a 1889, no Rio de Janeiro.




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Fontes:



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Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção


febre amarela

Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. 


Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.



Transmissão

A febre amarela ocorre nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países da África e é transmitida por mosquitos em áreas urbanas ou silvestres.


 Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados. Os macacos podem desenvolver a febre amarela silvestre de forma inaparente, mas ter a quantidade de vírus suficiente para infectar mosquitos. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.


Prevenção

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. 


Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d'água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do "fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.


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História Fonte

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao

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3/25/2017

Vírus da Influenza sazonal A, Subtipo H3N2

Influenza sazonal A Subtipo H3N2  : Ele foi detectado pela primeira vez em Hong Kong , no verão de 1968. Mais tarde, se espalhou pelo mundo , causando uma pandemia que foi chamada de Hong Kong Flu , constituindo a terceira pandemia de gripe humana do século XX 


"A vacinação anual contra a gripe é o método mais eficaz para prevenir a influenza e suas complicações".

Influenza A Virus H3N2 Subtype


Influenza sazonal


Os vírus influenza sazonais circulam causando doenças em humanos anualmente. Em regiões de climas temperados, os casos de influenza tendem a ocorrer sazonalmente nos meses de inverno, disseminando de pessoa a pessoa por meio de espirros, tosses ou contato om superfícies contaminadas. Vírus influenza sazonal pode causar infecção branda a grave, inclusive óbito. Pessoas com alto risco de complicações graves incluem gestantes, idosos, crianças com menos de 2 anos, pessoas imunocomprometidas e pessoas com alguma comorbilidade.


O vírus influenza sazonal evolui continuamente, possibilitando que as pessoas se infectem várias vezes durante a vida. Assim, os componentes da vacina sazonal são revisados frequentemente e atualizados periodicamente para assegurar a continua efetividade da vacina.

Existem 3 tipos de vírus influenza sazonais: influenza A, B e C. Os vírus influenza tipo A são divididos em subtipos de acordo com a variedade e combinação de duas proteínas de superfície, a hemaglutinina (HA ou H) e a neuraminidase (NA ou N). Atualmente, influenza A(H1N1) e A(H3N2) são os subtipos sazonais que estão circulando. O vírus sazonal A(H1N1) é o mesmo vírus que causou a pandemia de influenza em 2009, e agora circula sazonalmente. Os vírus influenza tipo B que circulam sazonalmente são de duas linhagens diferentes, Victória e Yamagata, nomeadas de acordo com o local onde foram primeiramente identificadas. Os vírus influenza tipo C causam infecções mais brandas e estão associados com casos esporádicos. Por não ter impacto na saúde pública, esse tipo de vírus influenza não compõe a vacina sazonal contra influenza.



Influenza Pandêmica

Uma pandemia ocorre quando um vírus influenza que não circulava anteriormente em humanos, e contra o qual a maioria as pessoas não possui imunidade, emerge e é transmitido a humanos. Esses vírus podem emergir, circular e causar grandes epidemias fora da temporada de influenza. Como a maioria da população não tem imunidade contra esses vírus, a quantidade de pessoas na população que podem se infectar é grande.

Algumas pandemias podem resultar em um grande número de infecções graves. A pandemia mais notória que se tem registro é a “gripe espanhola” de 1918-1919 que causou mundialmente cerca de 20 a 50 milhões de mortes. Pandemias subsequentes em 1957 e 1968 resultaram em menor número de mortes apesar de uma grande quantidade da população mundial ser susceptível.

Em 2009, uma linhagem de vírus A(H1N1), nunca identificada anteriormente, emergiu se disseminando por todo o mundo, causando a pandemia de H1N1 2009. Esse vírus A(H1N1)2009 pandêmico tem circulado mundialmente desde 2009, e agora já está estabelecido com na população humana como um vírus influenza sazonal, conforme descrito acima.

Atualmente, não existe vírus influenza pandêmico circulando mundialmente.



Influenza variante ou zoonótico

Humanos também podem se infectar com vírus influenza que circulam rotineiramente em animais, como os subtipos de vírus influenza aviários A(H5N1) ou A(H7N9). Outras espécies, incluindo cavalos e cachorros, também possuem seus subtipos de vírus influenza A.

Os vírus influenza animais são distintos dos vírus influenza humanos e não são transmitidos facilmente entre humanos. Alguns ocasionalmente infectam humanos, podendo causar infecções com complicações graves e inclusive óbito. Geralmente infecções humanas com um vírus influenza zoonótico são adquiridas por meio de contato direto com animais infectados ou ambientes contaminados, e não se disseminam facilmente entre humanos.

Se um vírus zoonótico adquire a capacidade de se disseminar pessoa a pessoa, por meio de adaptação ou rearranjo, ele se torna capaz de iniciar uma epidemia ou uma pandemia. Ao longo das décadas passadas, houve várias ocasiões de transmissão esporádica de vírus influenza de animais para humanos.

Quando um subtipo de vírus influenza A (H3N2), circulante de suínos, começou a infectar humanos nos Estados Unidos em 2011, ele recebeu o termo “variante” (com um “v” colocado após o nome do vírus) com o intuito de distinguir dos vírus humanos do mesmo subtipo. A terminologia “variante” é usada apenas para outros vírus influenza não sazonais de um mesmo subtipo de vírus influenza sazonal humano, particularmente os vírus H1 e H3 circulantes em suínos quando detectados em humanos.

Outros vírus animais, como por exemplo vírus influenza aviário A(H5N1) e A(H7N9), que infectam humanos são simplesmente chamados de vírus influenza aviários ou vírus influenza zoonóticos.

Quando um vírus influenza animal infecta seu hospedeiro animal natural, ele é denominado de acordo com o hospedeiro, sendo vírus influenza aviário, vírus influenza suíno, vírus influenza equino, etc. Assim, o termo “gripe suína” se refere a vírus influenza suíno infectando suínos e nunca a esse vírus infectando humano.



Como ocorrem mudanças no vírus influenza

As mudanças no vírus influenza podem ocorrer de duas formas: “antigenic drift” e “antigenic shift”.

“Antigenic drift” ou variação antigênica – São pequenas variações, mutações, nas proteínas da superfície do vírus que leva a produção de novas amostras dentro de um mesmo subtipo viral. Essa variação antigênica ocorre frequentemente e faz com que o sistema imunológico não reconheça as novas amostras virais. Esse processo ocorre da seguinte forma: quando uma pessoa é infectada por uma amostra de vírus influenza, ela desenvolve anticorpos contra este vírus. Com o surgimento de novas amostras desse mesmo subtipo viral, os anticorpos contra a amostra antiga não consegue reconhecer as novas amostras e infecção pode ocorrer. Essa á a principal razão pela qual uma pessoa pode adquirir influenza mais de uma vez ao longo da vida. Devido a essa variação antigênica, a composição da vacina contra influenza é revista anualmente e as amostras vacinais componentes são atualizadas de acordo com os vírus influenza circulantes. Por isso, a necessidade de se vacinar anualmente contra influenza.

“Antigenic shift”, rearranjo genômico ou mudança antigênica – ocorre apenas nos vírus influenza A e são grandes mudanças antigênicas resultado de rearranjo genômico. Como resultado de um rearranjo, ocorre o surgimento de nova hemaglutinina e/ou neuraminidase em um vírus influenza que infecta humanos. Esses novos subtipos de vírus influenza A emergem a partir de uma população animal e são tão distintos dos subtipos que circulam em humanos que a maioria da população não possui imunidade contra o novo subtipo viral. Uma mudança antigênica ocorreu em 2009, quando um novo vírus H1N1 com uma nova combinação com genes de origem humana, aviária e suína emergiu, infectando humanos e se disseminando rapidamente causando uma pandemia.

Enquanto os vírus influenza estão em constantes mudanças por meio de variações antigênicas (“antigenic drift”), as mudanças antigênicas (“antigenic shift”) ocorrem apenas ocasionalmente. Os vírus influenza A sofrem ambos os tipos de mudança, enquanto as mudanças nos vírus influenza B são mais graduais por meio das variações antigênicas.




Outras informações de relevância para o agravo

O potencial pandêmico da Influenza reveste-se de grande importância. Durante o século passado, ocorreram três importantes pandemias de Influenza: “Gripe Espanhola” de 1918 a 1920; “Gripe asiática” entre 1957 a 1960 e a gripe de “Hong Kong”, entre 1968 a 1972. Destaca-se ainda uma pandemia de 1977 a 1978, chamada de “Gripe Russa”, que afetou principalmente crianças e adolescentes, e recentemente a “Gripe Influenza Pandêmica (H1N1) 2009”, que se propagou rapidamente por vários países.

Com os modernos meios de transporte, principalmente o transporte aéreo, o deslocamento de pessoas pelo mundo se tornou maior e mais rápido; assim, a disseminação do vírus da Influenza tornou-se mais rápida. Hoje um mesmo subtipo viral pode circular, ao mesmo tempo, em várias partes do mundo, causando epidemias quase simultâneas.

Destaca-se ainda a ocorrência de transmissão direta do vírus Influenza aviária de alta patogenicidade A (H5N1) ao homem, gerando surtos de elevada letalidade. A transmissão da gripe aviária, geralmente, não ocorre de pessoa a pessoa. A transmissão em seres humanos ocorre através de contato direto com secreções de animais doentes ou contato indireto em ambientes contaminados como granjas, feiras ou abatedouros de animais vivos. Este fenômeno foi detectado pela primeira vez em 1997, em Hong Kong, quando 18 pessoas foram afetadas, das quais 6 morreram (letalidade 33,3%). No Brasil, até o momento não há casos de influenza aviária A (H5N1) ou A (H7N9), no entanto o país por meio do Ministério da Saúde procura manter-se atualizado e vigilante frente ao monitoramento das amostras virais circulantes no país e no mundo.

História Fonte
http://portalsaude.saude.gov.br
healio
CDC


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O surto de febre amarela no Brasil " representa um risco para Trinidad e Tobago "


Trinidad e Tobago

Trinidad e Tobago não tem um caso ativo de febre amarela desde 1979, de acordo com funcionários da saúde. 


Mas um surto de febre amarela que atualmente está no Brasil é um grande risco para Trinidad e Tobago


Como resultado, o Ministério da Saúde anunciou ontem as restrições de viagem que afetarão as pessoas que chegam a Trinidad e Tobago provenientes do Brasil e de cinco outros países sul-americanos - Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Suriname. 

Os visitantes desses países terão de fornecer provas de vacinação contra o vírus mortal transmitido por mosquitos antes de serem autorizadas a desembarcarem em Trinidad e Tobago, disse o ministro da Saúde, Terrence Deyalsingh

Deyalsingh fez o anúncio em uma coletiva de imprensa na sede do ministério em Port of Spain. 



" No caso de uma pessoa não vacinada de qualquer um dos países nomeados chegarem em Trinidad e Tobago, protocolos serão aplicados :
A pessoa será vacinada e submetida a uma "quarentena relativa" e será monitorizada quanto aos sintomas.

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História Fonte:
http://www.trinidadexpress.com
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“Estamos absolutamente estupefatos. A epidemia de febre amarela nunca foi assim” Marcos Boulos

Mapa da Região Metropolitana de Campinas
  • “Estamos absolutamente estupefatos. A epidemia de febre amarela nunca foi assim”
  • “Neste ano, assistimos a uma queda de casos importante numa região e, em sequência, o aparecimento de epizootias em outros.”
  • “Os macacos seguem rotas próximas de cursos de água. São corredores conhecidos. Não esperávamos que eles saíssem dessa e região e fossem para outros lugares até então considerados insuspeitos.” 
  • “Não esperávamos agora. Mas chegou. Vamos ter de trabalhar com a situação atual sem, neste momento, buscar grandes explicações para isso.”
  • “Vamos começar a vacinação com a área rural próxima de Campinas e, com passar dos dias, chegar à área urbana.” 
  • “Estamos alertas. Acompanhando as epizootias. Se houver mais casos, em novos locais, vamos ampliando as regiões de vacinação.” Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo

“Estamos absolutamente estupefatos. A epidemia de febre amarela nunca foi assim”, afirmou o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, Marcos Boulos. Ele conta que, em ciclos anteriores, as epizootias (mortes de animais, primeiros sinais de que há um aumento da circulação do vírus), ocorriam em regiões limitadas. Essa fase era seguida por casos em humanos, mas num ciclo relativamente rápido, limitado. “Neste ano, assistimos a uma queda de casos importante numa região e, em sequência, o aparecimento de epizootias em outros.”

Boulos afirma não haver nenhuma explicação para isso. “Os macacos seguem rotas próximas de cursos de água. São corredores conhecidos. Não esperávamos que eles saíssem dessa e região e fossem para outros lugares até então considerados insuspeitos.” Além da área rural de Campinas (até agora considerada livre de risco para febre amarela), casos de macacos mortos foram identificados também próximo de Monte Alegre do Sul e Amparo. Nessas duas cidades, a vacinação já teve início.


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História Fonte
http://istoe.com.br/apos-morte-de-macacos-campinas-decide-vacinar-populacao-contra-febre-amarela/


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Maceió - Alagoas : Apenas três unidades de saúde ofertam vacina contra a febre amarela

Alagoas

A SESAU, no dia 3 de fevereiro, fez contato com assessores técnicos da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, quando foi articulada a redução para 3 o número de unidades de saúde para a oferta da vacina :


  •  2º Centro de Saúde, na Praça da Maravilha [3315-2641];
  •  Posto de Saúde da Pitanguinha [3315-1591]; e 
  • Unidade de Saúde Ib Gatto, no Tabuleiro [3315-543565/8460])







 Foi formalizado ao Secretário Municipal (ofício SESAU nº 008/2017, de 3/2/2017), tendo em vista um melhor ordenamento da oferta de vacina e a garantia de uma triagem que considere os critérios. 









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Brasil : Surto epidêmico confirma expansão da febre amarela no país


Surto epidêmico confirma expansão da febre amarela

O surto em curso deve ser cuidadosamente monitorado,já que o estabelecimento de um ciclo urbano de febre amarela teria o potencial de afetar rapidamente um grande número de pessoas. 



A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização.

Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada de forma escalonada a população do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida.






Até quinta-feira 23 de fevereiro de 2017, foram confirmados 492 casos de Febre Amarela.


Ao todo, foram notificados 2.104 casos suspeitos, sendo que 1.101 permanecem em investigação e 511 foram descartados. Dos 277 óbitos notificados, 162 foram confirmados, 95 ainda são investigados e 20 foram descartados

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Brasil : Casos de febre amarela aumentam em todo o país

aedes


O Ministério da Saúde divulgou, no último dia 16, uma realidade que vem assustando os brasileiros: subiu para 424 o número de casos confirmados da febre amarela no país, com 137 mortes em 80 municípios. Dos dois casos confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, um levou à morte o paciente Watila Santos, de 38 anos, em Casimiro de Abreu, no interior do estado. Com índice de mortalidade variando entre 5% e 51% dos casos, segundo o Ministério da Saúde, a febre amarela deve ser combatida principalmente através da imunização da população e da erradicação do mosquito transmissor. Para aumentar a conscientização sobre a doença, o infectologista Alberto Chebabo, integrante do corpo clínico do laboratório Lâmina, esclarece as dúvidas mais comuns sobre a doença.





Saúde atualiza casos de febre amarela : confirmados 492 pacientes com a doença e 162 óbitos 




O que é a febre amarela e de que forma é transmitida?

Dr. Alberto Chebabo: A febre amarela é uma doença causada por um flavivírus, que é transmitido aos humanos pela picada do mosquito Aedes aegypti, nas áreas urbanas, e pelo Haemagogus e Sabethes, nas áreas florestais, ambas em países de clima tropical, como na América do Sul e Central e em alguns lugares da África. A transmissão do vírus acontece quando uma pessoa que nunca foi infectada ou não tomou a vacina indicada para prevenção é picada por um mosquito hospedeiro do vírus. Apesar de a doença ser transmitida por dois mosquitos diferentes, os sintomas, a prevenção e as formas de tratamento são iguais. Mesmo considerada pelos especialistas como uma doença perigosa, que pode evoluir para uma forma mais grave em alguns casos, a maioria das pessoas infectadas apresenta pouco ou nenhum sintoma, e o quadro evolui para a cura em pouco tempo.

Quais são os sintomas de uma pessoa com febre amarela?

Dr. Alberto Chebabo: Essa doença pode ser confundida com várias patologias comuns em razão dos sintomas parecidos, como febre alta, dor de cabeça, cansaço, náuseas e vômitos e dores musculares, que podem durar até quatro dias. A maioria das pessoas apresenta apenas esse quadro e, quando ele termina, o paciente adquire imunidade contra o vírus da febre amarela caso venha a ser picado novamente. Mas, em alguns casos raros, a pessoa infectada pode sofrer insuficiência hepática e renal, cansaço intenso, quadros hemorrágicos e a chamada icterícia, quando a pele e os olhos ficam amarelos – daí o nome da doença.

A febre amarela é uma doença contagiosa?

Dr. Alberto Chebabo: Até o presente momento não foi relatado ou confirmado nenhum caso de transmissão direta do vírus da febre amarela entre pessoas. A única maneira de contaminação é pela picada do mosquito portador do vírus.

Como é feita a prevenção da febre amarela?

Dr. Alberto Chebabo: Para se prevenir contra a doença, a medida mais importante é tomar a vacina contra a febre amarela. Como ela é transmitida por mosquito, inclusive com a possibilidade de contágio, nas áreas urbanas, pelo Aedes aegypti, que também transmite a dengue, a zika e o chikungunya, vale adotar as mesmas formas de prevenção dessas doenças. Nesse caso, a estratégia mais eficaz é evitar a disseminação do mosquito, retirando toda água parada de vasos de plantas, caixas-d’água, pneus e outros recipientes destampados, que são os locais perfeitos para a proliferação do Aedes aegypti. Além disso, para se proteger também do mosquito nas áreas silvestres, é necessário o uso de repelente e roupa que cubra a pele o máximo possível.

Qual é o tratamento adequado para uma pessoa infectada?

Dr. Alberto Chebabo: Não existe uma forma de tratamento específica para os sintomas comuns da febre amarela, já que a grande maioria das pessoas infectadas apresenta remissão total da doença de três a quatro dias depois dos primeiros sintomas. Caso haja suspeita de que a doença evoluiu para seu estado mais grave, é imprescindível que o paciente procure um serviço de saúde para que o diagnóstico seja feito de forma eficaz e o tratamento possa ser iniciado o mais rápido possível.

Quem deve ser vacinado?

Dr. Alberto Chebabo: Nas áreas de recomendação de vacina, segundo o Ministério da Saúde, a vacinação por via subcutânea é indicada para todos os bebês a partir dos 9 meses, que pode ser antecipada para os 6 meses caso haja um surto da doença. A segunda dose é aplicada aos 4 anos. Se a criança tiver mais de 5 anos e só tiver tomado uma dose, é indicado o reforço da vacina. Crianças maiores de 5 anos ou adultos que nunca foram vacinados devem tomar uma dose agora e a de reforço daqui a 10 anos.

É verdade que uma pessoa vacinada será imune ao vírus a longo prazo?

Dr. Alberto Chebabo: Quem já tomou as duas doses dentro dos períodos indicados para cada idade está imune ao vírus. Se a pessoa só tiver tomado uma dose da vacina há mais de 10 anos, pode não estar imune e deve receber a segunda dose.

A vacina pode trazer alguma reação ou efeito colateral?

Dr. Alberto Chebabo: A vacinação é contraindicada para crianças que ainda não completaram 6 meses e para mães que estejam amamentando crianças menores de 6 meses e que tenham sido vacinadas; nesse caso, é importante suspender o aleitamento materno durante um mês após a aplicação da vacina. Gestantes também não devem tomar a vacina da febre amarela, mas, em caso de epidemia ou necessidade de viajar para áreas endêmicas, é importante consultar um especialista ou médico de confiança antes de tomar a dose. Idosos com mais de 60 anos e que nunca foram vacinados também devem consultar o médico.
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