Anunciei ao presidente: “ Você vai ter que me COAGIR a entrar em greve.” E ele me COAGIU - SINMED/AL



Nos meus plantões, no ambulatório 24 horas, chego a atender até 200 pacientes... Quando demoro um pouco mais com um, outros batem na porta e perguntam por que estou demorando tanto... Me acusam de enrolar em serviço...

Também já sofri muitas ameaças - ela são comuns quando tem muita gente esperando atendimento, quando faltam medicamentos, quando não consigo resolver o caso do paciente por falta de recurso de diagnóstico...
Uma vez, um paciente partiu para cima de mim querendo me bater. No final do plantão, quando ia para casa, vi que meu carro tinha sido vandalizado...

Eu sempre me pergunto: vale a pena correr tanto risco, trabalhar tanto e em condições tão precárias por um salário tão vil?

Meu salário é uma porcaria, eu não trabalho numa sala confortável, com ar-condicionado, lidando com computadores.

Eu lido com gente. Eu tento salvar vidas. Mas o ambiente é hostil. O ambulatório está caindo aos pedaços, paredes mofadas, infiltrações... E falta tudo: pessoal, equipamentos, remédios. Só não falta paciente. 


Principalmente, aqueles do tipo cheio de direito, que acha que eu sou empregado dele...

Sou médico, meu trabalho tem valor!

Só que ninguém reconhece. Então, eu fui para o SINMED e anunciei ao presidente:

“Você vai ter que me COAGIR a entrar em greve.”

E ele me COAGIU.

Foi isso. Foi assim que eu arrumei esse nariz de palhaço.





ABUSO DE AUTORIDADE




Antonio Iran Coelho Sírio*

Constitui abuso de autoridade punível na forma da lei, qualquer ato do poder que atentar contra os direitos e garantias individuais do homem, inerentes ã sua liberdade de locomoção, inviolabilidade do seu domicílio, sigilo de correspondência, liberdade de consciência e crença, livre exercício do culto religioso, liberdade de associação, direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto, direito de reunião, incolumidade física do indivíduo e direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional.
(") Promotor de Justiça do Estado do Ceará, resumnindo a Lei N° 4.898/65





AUDIÊNCIA DO SINMED COM O MPEAL

A qualidade da foto está péssima. Trata-se de uma reprodução de jornal. Mas ela é um registro da audiência do presidente do Sinmed, Wellington Galvão, com o recém-empossado procurador-geral de justiça de Alagoas, Sérgio Jucá, em meados de janeiro passado. 



Pois bem: nessa audiência, o presidente do Sinmed foi relatar ao novo procurador-geral do MPE a situação dos médicos da rede estadual: salários, condições de trabalho e paralisação do atendimento nos ambulatórios em razão de uma greve.

O procurador pediu uma cópia do relatório que já havia sido encaminhado ao MP, mas como ele estava assumindo a chefia naquele período não tinha o documento. 

O Sinmed enviou o relatório e outros documentos, como o ofício da deflagração da greve. Até ontem, não tinha havido resposta.

Resposta que chegou agora, na forma de processo contra o presidente do Sindicato e mais alguns médicos. Além das ameaças que esses processos sempre representam. Ameaças e tormentos. 

Que lástima. No que se transformou o MP em Alagoas...


ASSEMBLEIA-GERAL SEGUNDA-FEIRA, 22 DE ABRIL, ÀS 19 HORAS, NO SINMED. 

PAUTA: AÇÃO DO MPE/AL CONTRA O PRESIDENTE DO SINMED E CONTRA MÉDICOS DA REDE ESTADUAL.

Na ação do Ministério Público contra o presidente do Sinmed, o promotor de Justiça Sidrack Nascimento pede o afastamento do Dr. Wellington Galvão da presidência da entidade e das atividades sindicais. 

Pauta para assembleia geral de segunda-feira, no Sinmed. 

Será que a categoria médica vai votar pelo afastamento do presidente????
CHAME SEUS COLEGAS E PARTICIPE!



REFLEXÕES DO SINMED/AL


A) Haveremos de conhecer um dia a instituição competente e independente que cumpra seu papel constitucional e processe o Estado de Alagoas por não cumprir suas próprias obrigações constitucionais de garantir assistência de saúde da população??

B)Quem vai processar os responsáveis pelas mortes dos pacientes que dependem de medicamentos de alto custo, que o governo tem obrigação de fornecer e não fornece?


 C)Alguém com disposição e independência para processar o Governo de Alagoas por manter em funcionamento ambulatórios 24 horas sem a mínima estrutura de atendimento?



  D) E quando à UTI improvisada na área vermelha do HGE e as internações que ocorrem nos corredores do centro cirúrgico? Alguém vai ser responsabilizado por isso?



 E)Bebês morrem na Santa Mônica porque faltam medicamentos, como surfactante, respiradores, encubadoras, material de aspiração. Os médicos neonatologistas vão ser responsabilizados ou o MPE vai preferir processar os obstetras que realizam partos na maternidade?


Diante disso e dos últimos fatos, recorrer a quem?




FONTE:SINMED/AL

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