GOVERNO DESCARTA CONCURSO PÚBLICO




Alegando que os hospitais, ambulatórios e SAMU serão municipalizados, os gestores descartaram, na reunião de quarta-feira, a realização de concurso público para médicos. O governo poderá fazer Processo Seletivo Simplificado (PSS) para as unidades de saúde pelas quais “não tem interesse”: HGE, UE do Agreste, Santa Mônica, HDT, SAMU, entre outras que serão municipalizadas. Ocorre que não existe nenhuma previsão para a municipalização: pode acontecer em um, cinco, 12, 20 anos ou mais. Ninguém sabe. E até que isso ocorra? 

Os baixos salários e a falta de condições de trabalho motivaram a greve dos médicos da rede estadual. No segundo quesito – condições de trabalho – incluem-se o sucateamento, o subdimensionamento, o desaparelhamento e também a sobrecarga de trabalho nos hospitais púbicos. Em quantidade insuficiente para atender à demanda, os médicos trabalham sobrecarregados. E sofrem todas as consequencias físicas e psicológicas do estresse que essa situação proporciona. 

Hoje em dia está cada vez mais difícil para o governo contratar prestadores de serviços. Ao que tudo indica os médicos já se conscientizaram da “roubada” que isso significa: trabalhar ano após ano, sem direitos trabalhistas, arriscando a saúde e a vida, para no final de anos e até décadas de trabalho (alguns são prestadores há quase 20 anos), não terem direito a uma aposentadoria. 

E o que dizer do PSS? Outra roubada. Os intensivistas do HGE passaram por esse processo e quase não ficaram por conta do salário. Negociaram em separado e permanecem não se sabe até quando. O PSS para o HDT não deu certo, pois os médicos convocados não aceitaram o salário oferecido. O hospital continua precisando de médicos. 

A realização de concurso público continuará na pauta de reivindicações do Sinmed. Enquanto o governo continuar responsável por esses serviços, terá que contratar pessoal, e de forma legal, como manda a Constituição. Aliás, foi isso – concurso público - que o governo anunciou que fará (não disse quando) para o Hemoal, que não será municipalizado, e para a SESAU, para cargos burocráticos, como os de médicos auditores. 
SINMED/AL

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