INFLUENZA AVIÁRIA H7N9 - INFORME TÉCNICO E RECOMENDAÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL



Com a ocorrência de casos de influenza pelo vírus A (H7N9) na China, além de um recente caso diagnosticado em Taiwan, depois de viagem à China, faz-se necessário que a vigilância epidemiológica esteja apta a detectar e investigar possíveis casos de procedência destas áreas. O agente é um vírus que não havia ainda sendo descrito como patogênico para humanos, a fonte de infecção ainda não está clara e há incertezas sobre as formas de transmissão.

Todo caso suspeito ou confirmado da nova influenza A (H7N9) deve ser notificado à vigilância epidemiológica da secretaria de saúde do município ou da Unidade da Federação onde se localiza o serviço, ou ainda ao endereço eletrônico Notifica (notifica@saude.gov.br), no máximo em 24hs.

Definição de caso:

Caso suspeito:

Todo paciente portador de síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que tenha apresentado os primeiros sintomas até 10 dias depois de ter estado na China ou em outro país onde haja confirmação laboratorial da transmissão do mencionado vírus Influenza A (H7N9),

ou

Todo paciente portador de síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG) que teve contato recente (10 dias ou menos antes do início dos sintomas) com paciente suspeito ou confirmado de infecção por Influenza A (H7N9).

Caso confirmado: todo caso suspeito com o diagnóstico confirmado por teste de rt-PCR em tempo real para o vírus Influenza A (H7N9).

Ficha de Investigação: A ficha de investigação a ser utilizada será a ficha de influenza por novo subtipo (pandêmico), que se encontra no SINAN NET provisoriamente. Sabe-se que o título é inadequado, pois a infecção por H7N9 não configura, no momento, pandemia, no entanto, dada a urgência da situação, esta ficha será utilizada até que se possa corrigir o título.

Diagnóstico laboratorial: A coleta de amostra de secreção nasofaríngea (SNF) deve ser a mais imediata possível, seguindo a mesma forma da coleta para diagnóstico dos demais vírus influenza.

As amostras devem ser conservadas e acondicionadas em temperatura de 4ºC, sem congelamento, e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública - LACEN, que por sua vez deve encaminhá-las aos Laboratórios de Referência para Vírus Respiratórios já pré-estabelecidos: Instituto Evandro Chagas/PA, Instituto Adolfo Lutz/SP ou IOC - Fiocruz – RJ conforme a área de abrangência.



Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde

Uma vez que a fonte de infecção não está clara, a letalidade é alta há incerteza quanto `a possibilidade de transmissão inter-humana e ainda não houve casos no país, recomenda-se, além das medidas que constam no Protocolo de Tratamento de Influenza 2013, as seguintes medidas.

A-Precaução para gotículas e respiratória, além das precauções de contato, devendo-se utilizar máscara N 95 e óculos protetores para quaisquer contato com o paciente e da implementação das precauções gerais que se aplicam ao manejo de qualquer paciente. Lembrar que precaução respiratória implica também em internação em quarto privativo e com pressão negativa.


B- Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção. Os profissionais de saúde devem realizar ações voltadas para educação em saúde junto às instituições e comunidades em que atuam, de forma que cada indivíduo tenha conhecimento sobre as principais medidas de precaução e controle. As orientações de etiqueta respiratória devem ser reforçadas.

Tratamento:

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

O agente in vitro mostrou-se sensível aos inibidores de neuraminidase, portanto é indicado o uso do medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu®) ou zanamivir como segunda opção, na posologia recomendada no ‘Protocolo de Tratamento de Influenza – 2013”. Admite-se que nos casos graves se estenda o tratamento por 10 dias.

Síndrome Gripal (SG)

Pelo fato de se acreditar que a população humana não teve exposição a este vírus previamente, pela evolução dos casos já observados e pelo número de óbitos registrados, é prudente admitir que casos de SG que atendam à definição de caso suspeito, tem maior risco de agravamento, independentemente da existência de condições ou fatores de risco para complicação ou óbito por influenza. Diante disto, orienta-se que estes casos sejam tratados com oseltamivir por 5 dias, de acordo com o protocolo vigente e sejam mantidos em vigilância por sete dias, que é o tempo usual de resolução de casos leves.

GEI se reune para monitoramento

O Grupo Executivo Interministerial (GEI), responsável pelas decisões relativas à preparação do País para lidar com a Influenza, se reune semanalmente para acompanhar de perto o panorama de circulação do vírus no Brasil e no mundo.

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