Ronaldo Caiado anuncia movimento Mais Médicos Livres de apoio a cubanos



O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), anunciou nesta quinta-feira (29/8) a criação do Movimento Mais Médicos Livres em apoio aos cubanos que desembarcarem no Brasil. A iniciativa incluirá um espaço físico em Brasília e em outros estados, com suporte político e jurídico a esses médicos que demandarem ajuda para obter asilo no Brasil, trazer suas famílias e exercer a medicina em condições justas de trabalho.

Caiado ainda afirmou que encaminhará ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, pedido para a formação de um comitê de parlamentares que irão a Genebra consultar a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a e Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a legalidade da contratação dos médicos de Cuba, já que o Brasil é signatário de convenção que proíbe trabalho forçado e análogo à escravidão em seu território. 

O deputado classificou como absurda a forma de contratação desses médicos por meio de acordo com Organização Panamericana da Saúde (OPAS), com retenção de passaporte e sem garantia de remuneração equiparada aos profissionais de outras nacionalidades incluídos no programa do governo federal Mais Médicos.

“Vamos, a partir hoje, solicitar uma audiência com a CNBB e OAB e buscar o maior número de apoiadores para que os médicos cubanos – que hoje na Venezuela são obrigados a buscar asilo político em Miami – possam ter todo o suporte no Brasil. Vamos criar um escritório em Brasília e em outros estados para defendê-los do ponto de vista jurídico e político para que sejam asilados. Com isso, poderão trazer suas famílias para o País”, explicou o deputado goiano.

Ronaldo Caiado criticou duramente a posição do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, de concordar com o pagamento de salários de médicos cubanos diretamente ao governo da Ilha de Fidel. “Lamentável, triste, deplorável é declaração do ministro Gilberto carvalho. Médico em Cuba não é pessoa física, é mercadoria. Não vem com diploma, vem com nota fiscal. E um ministro, que se diz defensor dos direitos humanos, ser conivente com essa prática de trabalho escravo”, afirmou o parlamentar. 

“Reitero que a OPAS é o navio negreiro do século 21 e reafirmo que se tem preconceito com os cubanos é exatamente da parte dos petistas e do governo do PT porque os médicos que vem da Europa têm direito de ir e vir, de receber o salário na íntegra e escolher a cidade que vai trabalhar. Aos cubanos, o preconceito do governo do PT que está os trazendo como escravos. Isso é trabalho forçado. Eles recebem US$ 27 dólares, o resto volta para Cuba”, ponderou o líder democrata ao falar sobre o contrato Brasil/OPAS.

Padilha omisso – O líder do Democratas na Câmara também repudiou a omissão do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em relação ao acordo com a organização, já em andamento quando ele esteve em audiências públicas na Câmara dos Deputados. Reportagem da Folha de São Paulo desta quinta-feira (29/9) revelou que os aditivos foram feitos em abril, mais de dois antes da edição da Medida Provisória do programa Mais Médicos. “A Folha de São Paulo deixa claro a farsa montada pelo ministro. O ministro, durante todo o tempo, negou qualquer acordo com o governo cubano para trazer médicos. A MP não trata desse convênio”, disse.

Ainda sobre o contrato, o deputado reforçou que o Brasil está copiando o modelo venezuelano de contratação de profissionais de Cuba. Foram 35 mil médicos importados, dois mil dos quais estão refugiados nos Estados Unidos. “É legítimo, é honesto falar que vai dar saúde usando a mão-de-obra escrava dos médicos cubanos? Isso é marquetagem política!”, completou.

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