IBGE : Tábuas de Mortalidade no estado de Alagoas


Tábuas Abreviadas de Mortalidade por Sexo e Idade - Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2010

Com esta publicação, o IBGE traz a público os resultados e a metodologia empregada na elaboração das Tábuas Abreviadas de Mortalidade para o ano de 2010, que incorpora os resultados da mortalidade infantil calculada com base no Censo Demográfico 2010 e utiliza as informações sobre óbitos, por sexo e grupos de idades, provenientes da pesquisa Estatísticas do Registro Civil e do Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM, este do Ministério da Saúde, para o ano de referência considerado.


As Tábuas de Mortalidade, além de permitir conhecer os níveis e padrões de mortalidade da população brasileira, têm fundamental importância na elaboração das projeções populacionais oficiais, para o Brasil, as Grandes Regiões e as Unidades da Federação, por método demográfico. Essas projeções são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários, alimentando as bases de informações das áreas econômica e social utilizadas para a formulação, a implementação e a posterior avaliação dos programas de desenvolvimento das diversas esferas governamentais e, em particular, das ações contidas em suas políticas sociais.


As Tábuas de 2010 trazem uma novidade em relação àquelas divulgadas anteriormente, uma vez que o grupo etário final aberto passou a ser de 90 anos ou mais, e não de 80 anos ou mais de idade. Esse aprimoramento se deu face às crescentes demandas por informações mais desagregadas para os idosos, especialmente em função do rápido processo de envelhecimento populacional pelo qual o País tem passado, com aumento significativo da população nas idades mais avançadas. Com o intuito, ainda, de enriquecer as análises, os indicadores de mortalidade ora apresentados foram comparados com os provenientes das Tábuas de 1980, possibilitando, assim, traçar um panorama das mudanças nos níveis e padrões de mortalidade no período decorrido.
A região Nordeste, que tinha a esperança de vida ao nascer mais baixa em 1980 (58,25 anos) teve, em 30 anos, um incremento de 12,95 anos nesse indicador, chegando, em 2010, a 71,20 anos, ligeiramente acima da região Norte, que anteriormente estava à sua frente (de 60,75 para 70,76 anos). Essa inversão se deveu principalmente ao aumento de 14,14 anos na esperança de vida das mulheres nordestinas, que foi de 61,27 anos para 75,41, enquanto que a das mulheres da região Norte aumentou 10,62 anos, de 63,74 para 74,36 anos.

Esse é um dos destaques da publicação “Tábuas de Mortalidade por Sexo e Idade – Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação – 2010”, que o IBGE lança hoje (2/8/2013). Ela traz comparações com os indicadores das tábuas de 1980, apresentando um panorama das mudanças nos níveis e padrões de mortalidade no período de 30 anos.

Em 2010, entre as unidades da Federação, a menor esperança de vida ao nascer para ambos os sexos foi registrada no Maranhão, 68,69 anos. Em 1980, Alagoas detinha essa posição, com 55,69 anos, mas passou a 69,20 anos em 2010. Essa mudança se deveu principalmente ao aumento de 15,13 anos na expectativa de vida das mulheres alagoanas, que passou de 58,84 para 73,97 anos, enquanto que o Maranhão passou a ter a menor esperança de vida feminina no país, 72,77 anos. Entretanto, Alagoas manteve em 2010 a mais baixa expectativa de vida masculina (64,60 anos), marca que já tinha em 1980 (52,73 anos).

As mulheres alagoanas vivem em média 9,37 anos a mais do que os homens, consequência de ser o estado que apresentou a maior sobremortalidade masculina no grupo de 20 a 24 anos, 7,4 vezes.

Entre as regiões, o Nordeste manteve a maior taxa de mortalidade infantil, apesar de também ter registrado a maior queda entre 1980 (97,1 mortos para cada mil nascidos vivos) e 2010 (23,0‰). A região Sul, que já tinha a menor taxa em 1980 (46.0‰) manteve a posição em 2010, com 10,1‰.

Entre as unidades da Federação, em 2010, a menor taxa de mortalidade infantil estava em Santa Catarina (9,2‰) e a maior, em Alagoas (30,2‰). A maior queda na taxa no período foi registrada na Paraíba, de 117,1‰ para 22,9‰.

A menor taxa de mortalidade na infância (probabilidade de um recém-nascido não completar os cinco anos de idade) também foi observada em Santa Catarina, 11,2 óbitos de menores de cinco anos para mil nascidos vivos, enquanto a maior foi registrada em Alagoas, 33,2‰.

As Tábuas de Mortalidade usam dados dos resultados do Censo Demográfico 2010, das estatísticas de óbitos provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde para o ano de 2010. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página




Nordeste teve o maior incremento regional na esperança de vida ao nascer

A esperança de vida ao nascer, que em 1980 era de 62,52 anos, passou a 73,76 anos em 2010. O acréscimo de 11,24 anos representa um aumento anual médio de quatro meses e 15 dias. Foi observada uma redução na diferença regional ao longo desses 30 anos. O Nordeste, que tinha a esperança de vida mais baixa em 1980 (58,25 anos) teve um incremento de 12,95 anos no período, chegando a 71,20 anos, ligeiramente acima da região Norte, que anteriormente estava à sua frente (de 60,75 para 70,76 anos). Essa inversão se deve principalmente ao aumento de 14,14 anos na esperança de vida das mulheres nordestinas, que passou de 61,27 anos para 75,41, enquanto que a das mulheres da região Norte aumentou 10,62 anos, de 63,74 para 74,36 anos. A esperança de vida masculina no Nordeste (de 55,40 para 67,15 anos) também aumentou mais do que no Norte (de 58,18 para 67,57 anos), com menor evidência do que a feminina (9,39 contra 11,75 anos).

A região Sul permaneceu em primeiro lugar na esperança ao nascer regional, passando de 66,01 anos em 1980 para 75,84 anos em 2010, um incremento de 9,83 anos (o menor em termos regionais no período). No Sudeste a esperança de vida ao nascer passou de 64,82 para 75,40 anos e, no Centro-Oeste, de 62,85 para 73,64 anos.

Esperança de vida das alagoanas coloca seu estado à frente do Maranhão em 2010

Entre as unidades da Federação, a menor esperança de vida ao nascer para ambos os sexos em 2010 foi registrada no Maranhão, 68,69 anos. Em 1980, Alagoas detinha essa posição, com 55,69 anos, mas passou a 69,20 anos em 2010. Essa mudança se deveu principalmente ao aumento de 15,13 anos na expectativa de vida das mulheres alagoanas, que passou de 58,84 para 73,97 anos, enquanto que o Maranhão passou a ter a menor esperança de vida feminina no país, 72,77 anos. Entretanto, Alagoas manteve em 2010 a mais baixa expectativa ao nascer masculina (64,60 anos), marca que já tinha em 1980 (52,73 anos).

O maior acréscimo na esperança de vida no período de 30 anos foi registrado no Rio Grande do Norte, 15,85 anos para ambos os sexos, 14,65 para homens e 17,03 para as mulheres.

Já a maior expectativa de vida para ambos os sexos em 1980 era a do Rio Grande do Sul (67,83 anos) e passou a ser de Santa Catarina em 2010 (76,80 anos), estado que também apresentou as maiores esperanças de vida masculina (73,73 anos) e feminina (79,90 anos) em 2010.

Em Alagoas, homens de 20 anos têm 7,4 vezes mais chances de não chegar aos 25 anos do que mulheres

A diferença entre as esperanças de vida ao nascer das mulheres e dos homens foi de 7,17 anos em 2010. Em 1980, essa diferença era de 6,07 anos. A sobremortalidade masculina ficou evidente em todas as faixas etárias em 2010, com pico no grupo de 20 a 24 anos: a probabilidade de um homem de 20 anos não chegar aos 25 era 4,4 vezes maior do que esta mesma probabilidade para a população feminina.

Em 2010, a maior diferença das expectativas de vida ao nascer entre homens e mulheres foi encontrada em Alagoas. As mulheres alagoanas vivem em média 9,37 anos a mais do que os homens, consequência de Alagoas ser o estado que apresentou a maior sobremortalidade masculina no grupo de 20 a 24 anos, 7,4 vezes a mortalidade de mulheres na mesma faixa etária. Em 1980, essa diferença era de 1,7 vez, uma das mais baixas do país. Naquele ano, a maior sobremortalidade masculina nesse grupo etário havia sido foi registada no Rio de Janeiro (3,0 vezes).

Mortalidade infantil caiu de 69,1‰ em 1980 para 16,7‰ em 2010

Em 1980, ocorriam no Brasil 69,1 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada mil nascidos vivos; chegando a 16,7 óbitos 30 anos depois. Neste período deixaram de morrer 52 crianças menores de um ano de vida para mil nascidos vivos, representando um declínio nos níveis de mortalidade infantil de 75,8%.

Entre os fatores que contribuíram para essa mudança, destacam-se: o aumento da escolaridade feminina, a elevação do percentual de domicílios com saneamento básico adequado (esgotamento sanitário, água potável e coleta de lixo), a diminuição da desnutrição infanto-juvenil e um maior acesso da população aos serviços de saúde, proporcionando uma relativa melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e durante os primeiros anos de vida dos nascidos vivos. Também são notáveis as ações diretamente realizadas no intuito de reduzir a mortalidade infantil: campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, entre outras.

Nordeste tem a maior queda na mortalidade infantil, de 97,1‰ para 23,0‰

Entre as regiões, o Nordeste manteve a maior taxa de mortalidade infantil, apesar de também ter registrado a maior queda entre 1980 (97,1‰) e 2010 (23,0‰). A região Sul, que já tinha a menor taxa em 1980 (46,0‰) manteve a posição em 2010, com 10,1‰. Entre os estados, foram observadas grandes variações. Em 2010, a menor taxa de mortalidade infantil era em Santa Catarina (9,2‰) e a maior em Alagoas (30,2‰). A maior queda na taxa no período foi registrada na Paraíba, de 117,1‰ para 22,9‰.

Santa Catarina tem a menor taxa de mortalidade na infância, 11,2‰

O mesmo comportamento da taxa de mortalidade infantil foi observado na mortalidade da infância (de crianças até cinco anos de idade). Em 2010, a taxa de mortalidade na infância foi de 19,4‰, redução de 64,6% em relação a 1980, quando o valor era de 84,0‰.

A menor taxa de mortalidade na infância foi observada em Santa Catarina, 11,2 óbitos de menores de cinco anos para mil nascidos vivos, enquanto a maior foi registrada em Alagoas, 33,2‰. Entre 1980 e 2010, a maior redução foi observada na Paraíba, onde 128,7 crianças menores de cinco anos deixaram de falecer para cada mil nascidos vivos, passando de 155,0‰ para 26,3‰ nesse período de 30 anos.


Comunicação Social IBGE
02 de agosto de 2013



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