Medidas de controle são insuficientes para conter surto de Cólera na Guiné-Bissau



UE reforça o empenho na luta contra a epidemia da cólera na Guiné-Bissau

Bissau - Uma Missão do departamento de Ajuda Humanitária da União Europeia (ECHO) deslocou-se à Guiné-Bissau entre 19 e 23 de Agosto, onde os técnicos constataram que as medidas para controlar o surto de cólera no país, no ano passado, são insuficientes para erradicar a doença que ainda persiste.

Desde Agosto de 2012 foram registados 4.103 casos de cólera na Guiné-Bissau, que originaram 44 vítimas mortais divido à falta de cuidados adequados. A última vaga da epidemia no país ocorreu na região de Tombali.

«Trata-se de uma comunidade isolada com acesso limitado aos centros de saúde. Embora os números de casos permaneçam limitados, o rigor e a tomada de decisão devem ser os mesmos, independentemente da magnitude da epidemia. É necessário intensificar as medidas preventivas nessas comunidades porque as chuvas podem fomentar a rápida propagação da doença», advertiu Jean-Louis Mosser, o Chefe da missão.

Após ter concedido um financiamento à UNICEF, em 2012, e à Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, para garantir e melhorar as condições de higiene e de saneamento em áreas de alto risco e para o tratamento de casos epidémicos de cólera, a União Europeia continua a acompanhar de perto a situação, juntamente com os serviços de saneamento do país.

A ajuda da União Europeia insere-se no âmbito de uma estratégia ao nível da sub-região para a capacitação da prevenção da doença e para encontrar respostas rápidas para o tratamento de casos epidémicos de cólera, principalmente ao longo da costa Oeste Africana, onde a bactéria dispõe de um meio fértil para se propagar. Nos últimos dez anos, a epidemia tem aumentado na África Ocidental, com cerca de 100 mil pessoas directamente afectadas pela doença e milhares de mortes registadas anualmente.
 Portuguese News Network

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