Mais Médicos e uma medicina com dois mundos


Para Mandetta, MP dos Mais Médicos inaugura era da mediocridade da medicina brasileira

Durante reunião da comissão mista que analisa a MP do Mais Médicos (MP621/2013), o deputado Mandetta (Democratas–MS) disse que essa proposta do governo inaugura a era da mediocridade da medicina brasileira. O parecer do deputado petista Rogério Carvalho foi aprovado nesta terça-feira (1º/10) pelo colegiado com forte resistência do Democratas. O texto segue agora para o plenário da Câmara Federal.

“Essa data é emblemática para o Congresso Nacional. Esse Congresso Nacional que tem dito ‘Ave César’ para tudo que vem do Executivo poderia ter sido mais ousado. Foi aprovada uma MP eleitoreira em cima do sacrifício de vidas. O povo que hoje está sendo induzido por uma propaganda vai experimentar a falência da saúde pública brasileira. Esse programa é uma farsa, um engodo”, criticou.

O parlamentar se mostrou decepcionado com regras criadas pelo governo que ampliam o tempo de formação do médico no Brasil. Com a obrigatoriedade para o estudante universitário da atuação de dois anos no Sistema Único de Saúde, o país que está envelhecendo terá carência de profissionais. “Essa MP aumenta, por exemplo, o tempo de formação de profissionais na área de trauma e anestesia, especialidades com grande demanda. Em breve, deputados e senadores passarão pelo constrangimento de ter que revogar esta lei que criou a programa”, afirma Mandetta, que é médico ortopedista.

Com essa proposta do governo teremos uma medicina com dois mundos: o do Sírio Libanês e o da medicina abandonada nos critérios técnicos”, pondera ao falar da regra que extingue as sociedades de especialidades médicas e desmonta a residência médica no País.

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